{"id":1456,"date":"2016-08-10T14:59:18","date_gmt":"2016-08-10T17:59:18","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/?p=1456"},"modified":"2016-08-10T14:59:18","modified_gmt":"2016-08-10T17:59:18","slug":"desafios-da-sst-entre-profissionais-do-setor-de-transporte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/desafios-da-sst-entre-profissionais-do-setor-de-transporte\/","title":{"rendered":"Desafios da SST entre profissionais do setor de transporte"},"content":{"rendered":"<div class=\"bodytext_justify\">Neste exato momento voc\u00ea est\u00e1 usando algum produto que s\u00f3 chegou a suas m\u00e3os gra\u00e7as a alguns motorista. No m\u00ednimo, a roupa que est\u00e1 em seu corpo foi transportada por algum sistema log\u00edstico para chegar a suas m\u00e3os. N\u00e3o s\u00f3 os motoristas ligados aos tranportes de produtos s\u00e3o importantes no nosso dia-a-dia. H\u00e1 ainda aqueles profissionais que nos ajudam a chegar melhor e mais r\u00e1pido ao nossos destinos e compromissos. Contudo, a rotina de trabalho destes profissionais pode ser muitas vezes desafiadora e muitas vezes nem nos damos conta disso.<\/div>\n<div class=\"bodytext_center\"><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YGbuU8YqJQU?version=3&#038;rel=0&#038;showsearch=0&#038;showinfo=0&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">Durante cerca de um m\u00eas, a equipe de reportagem de um jornal mineiro (<a href=\"http:\/\/goo.gl\/ykbZrU\" target=\"_blank\">O TEMPO<\/a>) acompanhou de perto a rotina de motoristas de \u00f4nibus, trocadores, caminhoneiros e taxistas e radiografou um quadro crescente de adoecimento e afastamento do trabalho causado por longas jornadas, clima hostil, ambiente estressante e estrutura prec\u00e1ria. O que eles descobriram \u00e9 um quadro triste e alarmante no que se refere \u00e0 condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/div>\n<div class=\"bodytext_center\"><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/q8iHAMabgco?version=3&#038;rel=0&#038;showsearch=0&#038;showinfo=0&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">Abaixo tem uma amostra do texto da reportagem. Leia a reportagem completa, veja os v\u00eddeos e confira todos os detalhes website da not\u00edcia. Foi realmente um \u00f3timo trabalho que estes jornalistas fizeram.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">Boa leitura!!<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">Prof FRANZ<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">&#8220;N\u00e3o temer\u00e1 o terror noturno, nem a flecha que voa de dia. (&#8230;) Mil cair\u00e3o a seu lado, e 10 mil a sua direita, mas nada o atingir\u00e1&#8221;. Agarrada \u00e0 B\u00edblia, Fernanda de Souza, 34, l\u00ea o Salmo 91, seu preferido, e chora, enquanto ainda tenta exorcizar de dentro da cabe\u00e7a as lembran\u00e7as reais de mais de dez assaltos vivenciados entre 2005 e 2013, quando trabalhou de trocadora em \u00f4nibus da rede de transporte da capital mineira.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Diagnosticada com depress\u00e3o profunda e s\u00edndrome do p\u00e2nico, ela est\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas anos sem trabalhar e luta para retomar uma vida normal, apesar da batelada de medicamentos e dos fantasmas do passado. Lembrar o epis\u00f3dio mais traum\u00e1tico, a bordo do \u00f4nibus azul da linha 4102 (Serra\/Aparecida), ainda d\u00f3i muito para a ex-trocadora.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">\u201cCome\u00e7amos a corrida \u00e0 0h40. Um minuto depois, no primeiro ponto, o rapaz j\u00e1 entrou e colocou o rev\u00f3lver na minha cabe\u00e7a. Queria dinheiro, mas a gente tinha acabado de sair. N\u00e3o tinha nada. Ele n\u00e3o aceitava. Ficou me xingando, puxando meu cabelo e amea\u00e7ando me matar. Foi horr\u00edvel\u201d, conta, tremendo e aos prantos, como se estivesse revivendo a cena de terror.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Apesar do impacto psicol\u00f3gico a cada novo assalto, ela e os colegas eram obrigados a continuar rodando normalmente e s\u00f3 fazer o Boletim de Ocorr\u00eancia (BO) no final da jornada, em m\u00e9dia, de sete horas passando pela madrugada. As imagens das c\u00e2meras quase nunca eram usadas para identificar os criminosos. \u201cEra muita press\u00e3o da empresa. N\u00e3o pod\u00edamos parar. Muitas vezes, dependendo do valor roubado, o preju\u00edzo era descontado no nosso sal\u00e1rio. As c\u00e2meras est\u00e3o l\u00e1 para vigiar o trabalho da gente. N\u00e3o os bandidos\u201d, critica.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Entretanto, depois daquele dia, Fernanda nunca mais foi a mesma. Nem as ora\u00e7\u00f5es nem os pedidos de prote\u00e7\u00e3o a Deus ao entrar e sair do \u00f4nibus surtiram efeito. A disposi\u00e7\u00e3o para trabalhar e a coragem para sair de casa tamb\u00e9m haviam sido furtadas. O marido foi quem deu o alerta ao perceber a mudan\u00e7a no comportamento da mulher e a obrigou a ir a um psiquiatra.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Mesmo com o diagn\u00f3stico de um quadro psicol\u00f3gico grave e em est\u00e1gio avan\u00e7ado, durante mais de um ano ela ainda brigou com a empresa de transporte e com os m\u00e9dicos do INSS para n\u00e3o ter de voltar a trabalhar ainda doente. Chegou a ficar sete meses sem receber. S\u00f3 ap\u00f3s vencer uma a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a, ela conseguiu de volta o sal\u00e1rio \u2013 na ativa, ela ganhava cerca de R$ 1.100; hoje, de licen\u00e7a, recebe menos.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">\u201cN\u00e3o dou conta de voltar ao transporte coletivo. Mas preciso fazer alguma coisa, minha fam\u00edlia tamb\u00e9m foi afetada. Ainda sonho em poder fazer um curso de magist\u00e9rio para poder trabalhar com crian\u00e7as\u201d, diz Fernanda, sem muita certeza sobre um futuro ainda emba\u00e7ado pelos olhos cheios d\u2019\u00e1gua.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\"><a href=\"http:\/\/goo.gl\/L4RyBD\" target=\"_blank\">continue lendo &#8230;<\/a><\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Fonte: <a href=\"http:\/\/goo.gl\/L4RyBD\" target=\"_blank\">por Murilo Rocha e Nat\u00e1lia Teixeira &#8211; O Tempo<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste exato momento voc\u00ea est\u00e1 usando algum produto que s\u00f3 chegou a suas m\u00e3os gra\u00e7as a alguns motorista. No m\u00ednimo, a roupa que est\u00e1 em seu corpo foi transportada por algum sistema log\u00edstico para chegar a suas m\u00e3os. N\u00e3o s\u00f3 os motoristas ligados aos tranportes de produtos s\u00e3o importantes no nosso dia-a-dia. H\u00e1 ainda aqueles &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/desafios-da-sst-entre-profissionais-do-setor-de-transporte\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":275,"featured_media":1458,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[86391,86403,86382,86381],"tags":[],"class_list":["post-1456","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ergonomia","category-fadiga","category-higiene-ocupacional","category-sst-e-investimento","nodate","item-wrap"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2016\/08\/surto-coletivo.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p3ZG28-nu","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/wp-json\/wp\/v2\/users\/275"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1456"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1464,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1456\/revisions\/1464"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1458"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}