{"id":1419,"date":"2016-06-12T11:30:16","date_gmt":"2016-06-12T14:30:16","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/?p=1419"},"modified":"2016-06-12T11:30:16","modified_gmt":"2016-06-12T14:30:16","slug":"quando-a-musica-doi-ergonomia-no-cotidiano-dos-musicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/quando-a-musica-doi-ergonomia-no-cotidiano-dos-musicos\/","title":{"rendered":"Quando a m\u00fasica d\u00f3i!! Ergonomia no cotidiano dos m\u00fasicos"},"content":{"rendered":"<div class=\"bodytext_justify\">Voc\u00ea j\u00e1 tentou pegar um violino conforme as orienta\u00e7\u00f5es indicadas para o seu uso? Caso tenha feito essa &#8220;brincadeira&#8221; talvez entenda o quanto \u00e9 desafiador tocar alguns instrumentos considerando aspectos relacionados \u00e0 Ergonomia. O mesmo se repete em v\u00e1rios instrumentos e estilos musicais sendo que, na m\u00fasica erudita os desafios em termos da intera\u00e7\u00e3o m\u00fasico versus instrumento parecem ser os mais instigadores. Contudo, na m\u00fasica pop encontram-se casos bastante curiosos como no caso de m\u00fasicos que s\u00e3o admirados por tocarem enquanto suas m\u00e3os sangram, ou hist\u00f3rias similares. Ou seja, esse \u00e9 um tema de estudo realmente muito relevante para quem atua na \u00e1rea de Ergonomia.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">Sobre este tema, no m\u00eas de abril deste ano foi publicado na <a href=\"http:\/\/goo.gl\/lmb1v2\" target=\"_blank\">Revista Radis<\/a> umas das melhores e mais did\u00e1ticas mat\u00e9rias que j\u00e1 vi no sentido de relacionar o que o aluno de Ergonimia v\u00ea em aula com o que aconcetece na pr\u00e1tica em termos do trabalhador que atua no ramo musical. Os termos, as doen\u00e7as citadas, os relatos, tudo aponta para uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima entre a disciplina de Ergonomia e os desafios enfrentados pelos m\u00fasicos.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">Curiosamente, o paradigma que mais emerge no texto n\u00e3o \u00e9 diferente daquele existente em todas as outras profiss\u00f5es em termos de Ergonomia. Adaptar o homem ao trabalho \u00e9 o grande erro. Desempenhar\u00e1 melhor sua fun\u00e7\u00e3o aquele que tiver mais conforto e em condi\u00e7\u00f5es mais adequadas de trabalho.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">No trecho disponibilizado abaixo apresento um pequeno fragmento do texto presente no website da <a href=\"http:\/\/goo.gl\/lmb1v2\" target=\"_blank\">Revista Radis<\/a>. O texto na \u00edntegra \u00e9 um pouco mais longo, mas vale muito \u00e0 pena. LEIA!!!<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify\">Prof FRANZ<\/div>\n<div class=\"bodytext_center\"><a href=\"http:\/\/goo.gl\/lmb1v2\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"920\" data-permalink=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/dica-mte-divulga-analises-de-acidentes-graves-e-fatais\/mte\/\" data-orig-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2014\/12\/mte.jpg\" data-orig-size=\"645,214\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"mte\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2014\/12\/mte-300x99.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2014\/12\/mte.jpg\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labserg\/files\/2016\/06\/abre-saude_musicos.jpg\" alt=\"XXXV Enegep\" width=\"645\" height=\"199\" class=\"aligncenter size-full wp-image-920\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Quando a m\u00fasica d\u00f3i<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Contra fel, mol\u00e9stia, crime, o compositor Chico Buarque de Hollanda certa vez receitou usar Dorival Caymmi, ir de Jackson do Pandeiro, beber Nelson Cavaquinho. M\u00fasica parece ser, de fato, um santo rem\u00e9dio para a alma. Mas \u00e9 o corpo dos instrumentistas que primeiro sente as consequ\u00eancias de uma atividade t\u00e3o prazerosa quanto exaustiva. Presos ao jarg\u00e3o \u201cno pain, no gain\u201d \u2014 ou \u201csem dor, sem ganho\u201d \u2014 que impera no meio musical, os m\u00fasicos sofrem em sil\u00eancio e poucos s\u00e3o aqueles que conseguem aliar uma rotina que inclui horas de estudos di\u00e1rios, ensaios, grava\u00e7\u00f5es e espet\u00e1culos com o devido cuidado \u00e0 sa\u00fade.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Os motivos que levam os m\u00fasicos a encarar a dor como mera parte do neg\u00f3cio s\u00e3o v\u00e1rios. \u201cV\u00e3o desde o medo de serem vistos como incapazes e incompetentes tecnicamente at\u00e9 o temor de enfrentarem diagn\u00f3sticos incapacitantes ou terem de abrir m\u00e3o de sua atividade musical por algum tempo\u201d, acredita a fisioterapeuta Carolina Valverde, que tamb\u00e9m \u00e9 saxofonista e percussionista. Ela diz ser muito comum o pensamento de que sentir dores \u00e9 normal ou que elas desaparecer\u00e3o sozinhas. \u201cAlguns at\u00e9 acreditam que, por exemplo, quanto mais escura a marca deixada no corpo pela espaleira [acess\u00f3rio do violino e da viola que fica na regi\u00e3o da mand\u00edbula], melhor, porque isso significa que passaram mais tempo estudando e tocando\u201d, conta. \u201cOu que, se os l\u00e1bios de um instrumentista de sopro quase sangram, \u00e9 porque ele \u00e9 mais dedicado ao seu instrumento\u201d.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Para ela, se por um lado a maior parte dos m\u00fasicos n\u00e3o entende o funcionamento do seu corpo e as quest\u00f5es relacionadas \u00e0 \u00e1rea da sa\u00fade, por outro, os profissionais do setor n\u00e3o conhecem muito bem o universo musical. O resultado \u00e9 que, quando o m\u00fasico se depara com alguma les\u00e3o ou limita\u00e7\u00e3o, ele se sente inseguro de continuar a atividade musical e fica com a autoestima prejudicada. J\u00e1 o m\u00e9dico desavisado, ela diz, pede ao m\u00fasico que se afaste de suas fun\u00e7\u00f5es. \u201cO somat\u00f3rio disso pode ser tr\u00e1gico para a situa\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica do m\u00fasico e, consequentemente, piorar seu quadro corporal, afetando sua performance e sua atividade na m\u00fasica, seja amadora ou profissional\u201d, alerta.<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">H\u00e1 pouco mais de dois anos, o Sindicato dos M\u00fasicos do Estado do Rio de Janeiro (SindMusi-RJ) organizou na terra de Tom Jobim o Encontro Brasileiro de Sa\u00fade do M\u00fasico, que reuniu m\u00fasicos e especialistas do Brasil inteiro para discutir o assunto. De acordo com a presidente do Sindicato, D\u00e9borah Cheyne, desde ent\u00e3o essa passou a ser uma quest\u00e3o habitual nos eventos da entidade. \u201cPara saber a dimens\u00e3o da quest\u00e3o, basta perguntar em um audit\u00f3rio lotado de m\u00fasicos quem j\u00e1 teve qualquer problema de sa\u00fade relacionado ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o\u201d, ela diz. \u201cCerca de 90% deles v\u00e3o ter uma hist\u00f3ria pra contar\u201d. D\u00e9borah considera que o problema come\u00e7a ainda na forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. \u201cImagine que, em um curso de m\u00fasica, o programa \u00e9 igual para todo mundo. Numa classe de violino, por exemplo, todos os alunos precisam sair tocando Tchaikovsky. H\u00e1 um formato pronto e definido para f\u00edsicos, esp\u00edritos, metabolismos e pulsa\u00e7\u00f5es diferentes. Mas \u00e9 preciso pensar de acordo com o corpo, a ossatura, a musculatura e a disponibilidade de cada um. Ou seja, o aluno j\u00e1 sai machucado dali, quando n\u00e3o deveria\u201d. [<a href=\"http:\/\/goo.gl\/lmb1v2\" target=\"_blank\">Continue lendo&#8230;<\/a>]<\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\"><\/div>\n<div class=\"bodytext_justify_i\">Fonte: <a href=\"http:\/\/goo.gl\/lmb1v2\" target=\"_blank\">por Ana Cl\u00e1udia Peres<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 tentou pegar um violino conforme as orienta\u00e7\u00f5es indicadas para o seu uso? Caso tenha feito essa &#8220;brincadeira&#8221; talvez entenda o quanto \u00e9 desafiador tocar alguns instrumentos considerando aspectos relacionados \u00e0 Ergonomia. 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