{"id":2175,"date":"2025-04-12T16:53:16","date_gmt":"2025-04-12T19:53:16","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/?p=2175"},"modified":"2025-04-12T16:54:53","modified_gmt":"2025-04-12T19:54:53","slug":"viagem-de-lula-pela-asia-novos-sentidos-para-a-insercao-internacional-do-brasil-por-mateus-santos-e-glauco-winkel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/2025\/04\/12\/viagem-de-lula-pela-asia-novos-sentidos-para-a-insercao-internacional-do-brasil-por-mateus-santos-e-glauco-winkel\/","title":{"rendered":"A viagem de Lula pela \u00c1sia: novos sentidos para a inser\u00e7\u00e3o internacional do Brasil? por Mateus Santos e Glauco Winkel"},"content":{"rendered":"<p>Quais os sentidos geopol\u00edticos e geoecon\u00f4micos da mais recente viagem do presidente Lula ao continente asi\u00e1tico no fim de mar\u00e7o?<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Em compromissos pelo exterior, o presidente Lu\u00eds In\u00e1cio Lula da Silva visitou o Jap\u00e3o e o Vietn\u00e3. No primeiro caso, em comemora\u00e7\u00e3o aos 130 anos de rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre brasileiros e japoneses, a comitiva nacional, liderada pelo presidente e acompanhada por ministros de Estado, al\u00e9m de representante de outros poderes, buscou a amplia\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es para o estreitamento de uma parceria considerada como estrat\u00e9gica, visando um maior acesso brasileiro aos mercados japoneses e estabelecendo acordos em diferentes arenas como ci\u00eancia, tecnologia e energia.<\/p>\n<p>No Vietn\u00e3, perspectivas comerciais se juntaram a outras quest\u00f5es de relev\u00e2ncia, tais como as expectativas sobre a amplia\u00e7\u00e3o na coopera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, avan\u00e7o nas parcerias envolvendo tecnologia, com\u00e9rcio e agricultura, al\u00e9m do horizonte de atra\u00e7\u00e3o de novos investimentos. A primeira visita de Lula ao pa\u00eds ocorreu em 2008, tornando-se o primeiro Chefe de Estado Brasileiro a viajar a Han\u00f3i. Mais de uma d\u00e9cada depois, em seu terceiro mandato, o estreitamento das rela\u00e7\u00f5es bilaterais se manteve com a visita do primeiro-ministro vietnamita, Ph\u1ea1m Minh Ch\u00ednh, ao Brasil em 2023. Como forma de reciprocidade dos la\u00e7os diplom\u00e1ticos e comerciais, neste ano, o presidente brasileiro visitou novamente o pa\u00eds com o compromisso de dar continuidade \u00e0 parceria entre as na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Vale destacar que um dos principais horizontes projetados pelo governo brasileiro \u00e9 aumentar o com\u00e9rcio entre Brasil e Vietn\u00e3 para 15 bilh\u00f5es de d\u00f3lares at\u00e9 2030, duas vezes mais do que o registrado em 2024. Nesse mesmo ano, os vietnamitas foram respons\u00e1veis por 34% das importa\u00e7\u00f5es brasileiras em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses do Sudeste Asi\u00e1tico, al\u00e9m de ocuparem o quarto lugar entre os Estados da ASEAN no tocante \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es. Algod\u00e3o, milho, soja, trigo e caf\u00e9 correspondem a 70% da pauta comercial do pa\u00eds para o Vietn\u00e3 (Brasil, 2025).<\/p>\n<p>Com a viagem de Lula, o agroneg\u00f3cio brasileiro conquistou um avan\u00e7o significativo: a reabertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira. As exporta\u00e7\u00f5es estavam suspensas desde 2017, em decorr\u00eancia da Opera\u00e7\u00e3o Carne Fraca \u2013 investiga\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal sobre a comercializa\u00e7\u00e3o de carnes adulteradas do Brasil no mercado interno e externo. Durante sua visita, Lula destacou que essa reabertura pode atrair investimentos de frigor\u00edficos brasileiros no Vietn\u00e3, transformando o pa\u00eds em uma \u201cplataforma de exporta\u00e7\u00e3o para o Sudeste Asi\u00e1tico\u201d. Atualmente, o Vietn\u00e3 consome cerca de 300 mil toneladas de carne bovina por ano e pode se consolidar como um <em>hub <\/em>para a distribui\u00e7\u00e3o do produto em outros mercados asi\u00e1ticos (Figueiredo; Villarino; Walendorff, 2025). Al\u00e9m disso, o avan\u00e7o dessas negocia\u00e7\u00f5es pode facilitar a entrada da carne brasileira em pa\u00edses como Jap\u00e3o, Coreia do Sul e Turquia, que ainda imp\u00f5em restri\u00e7\u00f5es \u00e0 prote\u00edna nacional.<\/p>\n<p>A viagem a Hanoi tamb\u00e9m tem como plano de fundo estreitar rela\u00e7\u00f5es com um ator estrat\u00e9gico dentro do debate sobre as mudan\u00e7as nas pol\u00edticas do com\u00e9rcio exterior dos EUA. Inserido em grandes cadeias globais de valor que ultrapassam a \u00c1sia-Pac\u00edfico, o Vietn\u00e3 possui um super\u00e1vit comercial consider\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o aos estadunidenses, registrando \u00edndices superiores a 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2024, o que fez do pa\u00eds do Sudeste Asi\u00e1tico alvo da pol\u00edtica tarif\u00e1ria de Donald Trump. O recente pacote anunciado pelo presidente, justificado pela necessidade de reduzir d\u00e9ficits comerciais do pa\u00eds, imp\u00f4s tarifas de 46% sobre produtos vietnamitas. A medida foi sustentada pelo argumento de que o Vietn\u00e3 aplica tarifas de at\u00e9 90% sobre bens americanos, gerando tens\u00f5es comerciais entre os dois pa\u00edses (Bolzani, 2025).<\/p>\n<p>Apesar do interesse em encontrar uma sa\u00edda negociada junto a Washington, admitindo favorecer medidas que reduzam tal d\u00e9ficit para os estadunidenses, o governo vietnamita tamb\u00e9m se pauta pela defesa do multilateralismo e do livre-com\u00e9rcio, ampliando as vozes que, em maior ou menor medida, temem os impactos das medidas americanas. Existem fatores geopol\u00edticos que tamb\u00e9m influenciam na busca por uma sa\u00edda menos turbulenta frente aos interesses dos Estados Unidos. As tens\u00f5es com Pequim, especialmente devido \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es da superpot\u00eancia asi\u00e1tica no Mar do Sul da China, exigem que Han\u00f3i preserve sua parceria estrat\u00e9gica com os EUA, garantindo uma balan\u00e7a de poder na \u00c1sia-Pac\u00edfico que garanta sua seguran\u00e7a e soberania.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto de desafios e oportunidades para o com\u00e9rcio internacional que a recente viagem de Lula refor\u00e7a o hist\u00f3rico de aproxima\u00e7\u00e3o entre Brasil e Vietn\u00e3.\u00a0 Durante o encontro, o presidente brasileiro convidou o primeiro-ministro Ph\u1ea1m Minh Ch\u00ednh para visitar o Brasil em 2025, por ocasi\u00e3o da C\u00fapula do BRICS no Rio de Janeiro. De olho no processo de expans\u00e3o da iniciativa multilateral que conta com a Indon\u00e9sia como membro formal e efetivo, al\u00e9m da Mal\u00e1sia e Tail\u00e2ndia nas condi\u00e7\u00f5es de pa\u00edses parceiros, o estreitamento de rela\u00e7\u00f5es com o Vietn\u00e3 tamb\u00e9m parece um novo e consciente passo dos pa\u00edses emergentes em ampliar sua presen\u00e7a numa zona estrat\u00e9gica do globo.<\/p>\n<p>Mais do que considera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre essa viagem, esse coment\u00e1rio tamb\u00e9m prop\u00f5e refletir sobre um vetor importante da pol\u00edtica externa do terceiro governo Lula. Essa \u00e9 a quinta passagem de Lula pelo continente asi\u00e1tico desde que tomou posse como presidente (Alencar; Maia, 2025). Al\u00e9m de China e Jap\u00e3o, pa\u00edses como o pr\u00f3prio Vietn\u00e3 se somam a Emirados \u00c1rabes Unidos, Qatar, \u00cdndia e Ar\u00e1bia Saudita estiveram no roteiro do presidente em tais a\u00e7\u00f5es intercontinentais.<\/p>\n<p>A \u00c1sia configura mais de 40% do total das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, sendo um dos vetores mais potenciais da pol\u00edtica externa do atual governo Lula (Alegretti, 2025). Entre os principais compromissos de campanha do atual presidente, a perspectiva de reinser\u00e7\u00e3o do Brasil na defesa de uma ordem multipolar a partir de uma perspectiva revisionista e recupera\u00e7\u00e3o do protagonismo do pa\u00eds em diferentes agendas multilaterais, tais como meio ambiente, democracia e direitos humanos, estimularam o desenvolvimento de uma proposta de inser\u00e7\u00e3o externa de car\u00e1ter universalista e autonomista (Tribunal Superior Eleitoral, 2022). Somado a isso, desafios conjunturais envolvendo as oscila\u00e7\u00f5es vividas pela economia brasileira, a instabilidade pol\u00edtica em n\u00edvel dom\u00e9stico e os reflexos de quase dez anos de retrocesso na inser\u00e7\u00e3o internacional do pa\u00eds estiveram entre os vetores dom\u00e9sticos mobilizados em favor de um sentido de mudan\u00e7a na pol\u00edtica externa, tomando como base a experi\u00eancia do pr\u00f3prio presidente Lula durante seus dois primeiros mandatos no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI (Santos, 2023).<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que, em meio a um cen\u00e1rio internacional muito inst\u00e1vel, al\u00e9m de outros fatores como as diverg\u00eancias no seio do pr\u00f3prio governo quanto \u00e0s estrat\u00e9gias de atua\u00e7\u00e3o externa, a prioridade atribu\u00edda a agendas no plano dom\u00e9stico, bem como a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-institucional do pa\u00eds elevaram os desafios para o desenvolvimento de uma pol\u00edtica externa mais s\u00f3lida. Se, em grande medida, o Brasil conseguiu se livrar de uma condi\u00e7\u00e3o de quase p\u00e1ria no sistema global, aspecto vivido anos atr\u00e1s, o atual governo encontra certa dificuldade em recuperar esse protagonismo almejado. Isso \u00e9 muito evidente no continente africano, em que, diante dos sentidos de uma competi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica envolvendo atores de diferentes estaturas, o governo Lula continua a correr atr\u00e1s do tempo perdido.<\/p>\n<p>No caso do continente asi\u00e1tico, o que se verifica \u00e9 uma tentativa de se aproximar dos chamados novos emergentes. Pa\u00edses com elevado crescimento econ\u00f4mico, participa\u00e7\u00e3o ativa em grandes processos decis\u00f3rios regionais e globais, interessados pela diversifica\u00e7\u00e3o de parcerias pol\u00edticas e econ\u00f4micas, mercados potenciais a serem ainda mais explorados pelo Brasil e atores capazes de projetar investimentos em nosso territ\u00f3rio. Essas s\u00e3o algumas caracter\u00edsticas que, em maior ou menor medida, fazem dos p\u00e9riplos de Lula e de seus ministros pela \u00c1sia nos \u00faltimos anos um importante movimento da nossa pol\u00edtica externa. Ressalta-se ainda que, a diversifica\u00e7\u00e3o de parcerias em um contexto de confronta\u00e7\u00e3o geoecon\u00f4mica entre China e Estados Unidos torna-se uma h\u00e1bil estrat\u00e9gia brasileira para evitar alinhamentos de car\u00e1ter geopol\u00edtico, ampliando condi\u00e7\u00f5es para a maximiza\u00e7\u00e3o de ganhos.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um processo que assume sentidos de continuidade e descontinuidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima d\u00e9cada. Se observarmos mais detidamente, a \u00c1sia continuou a figurar como um vetor nos governos Temer e no governo Bolsonaro. No primeiro caso, tendo como referencial o famoso documento da Ponte para o Futuro, a ideia de valoriza\u00e7\u00e3o da diplomacia econ\u00f4mica, sob bases nitidamente direcionadas ao aprofundamento do neoliberalismo, tinham na perspectiva de eleva\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio e inser\u00e7\u00e3o do Brasil nas grandes cadeias globais de valor fatores que pudessem manter certo interesse na China e no Leste Asi\u00e1tico. No governo Bolsonaro, tal perspectiva coexistiu com fortes tens\u00f5es ideol\u00f3gicas. Contudo, no Oeste Asi\u00e1tico, o Brasil cultivou certa aproxima\u00e7\u00e3o com os Estados do Golfo, alimentando expectativas sobre a atra\u00e7\u00e3o dos poderosos Fundos de Investimento saudita e emiradense no pa\u00eds, crescimento das rela\u00e7\u00f5es comerciais e certa colabora\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em agendas controversas.<\/p>\n<p>O que se verifica no governo Lula, dado o car\u00e1ter heterog\u00eaneo da sua base pol\u00edtica, \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o de uma dimens\u00e3o geopol\u00edtica para tais rela\u00e7\u00f5es. Isso \u00e9 n\u00edtido no caso do Golfo. Tomando como exemplo a Ar\u00e1bia Saudita, perspectivas de crescimento das rela\u00e7\u00f5es comerciais em at\u00e9 20 bilh\u00f5es de d\u00f3lares nos pr\u00f3ximos anos s\u00e3o acompanhadas de an\u00fancio de investimentos em \u00e1reas como minera\u00e7\u00e3o e energia, coopera\u00e7\u00e3o em seguran\u00e7a e defesa, acordos para a facilita\u00e7\u00e3o na obten\u00e7\u00e3o de vistos e estreitamento no di\u00e1logo sobre grandes temas globais, incluindo o convite feito para a participa\u00e7\u00e3o de Riad no BRICS. No caso dos Emirados \u00c1rabes Unidos, principal origem dos investimentos externos diretos do Oriente M\u00e9dio no Brasil, as parcerias se estendem a \u00e1reas diversas, incluindo forma\u00e7\u00e3o de diplomatas, possibilidade de coopera\u00e7\u00e3o conjunta no continente africano, amplia\u00e7\u00e3o na participa\u00e7\u00e3o de empresas brasileiras no mais din\u00e2mico dos mercados do Mundo \u00c1rabe e avan\u00e7o no desenvolvimento de instrumentos vinculados \u00e0 paradiplomacia.<\/p>\n<p>Os dois casos ilustram a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da \u00c1sia dentro dos objetivos de inser\u00e7\u00e3o externa do Brasil em curto, m\u00e9dio e longo prazo. Conforme diversas perspectivas sobre as rela\u00e7\u00f5es internacionais contempor\u00e2neas, a exemplo das contribui\u00e7\u00f5es de Giovanni Arrighi, Immanuel Wallerstein e Robert Cox, o futuro do mundo se encontra cada vez mais direcionado para o eixo \u00c1sia-Pac\u00edfico, num poderio econ\u00f4mico que se traduz crescentemente em for\u00e7a geopol\u00edtica capaz de liderar ou pelo menos influenciar assertivamente nos principais desafios do atual contexto de crise sist\u00eamica.<\/p>\n<p>Ainda nos anos 2000, Amado Cervo pontuava que \u201clidar com a \u00c1sia \u00e9 lidar com a diversidade\u201d (2008, p. 275). Em meio a variedade de experi\u00eancias de desenvolvimento e inser\u00e7\u00e3o internacional, aquele continente se tornou um fator atrativo para a Pol\u00edtica Externa Brasileira (PEB), especialmente em contextos de busca por novas parcerias. Se ao longo dessa Hist\u00f3ria, pa\u00edses como China, \u00cdndia e Jap\u00e3o se tornaram destinos importantes para a diplomacia brasileira, o desafio de diversifica\u00e7\u00e3o ainda se apresenta como uma necessidade na contemporaneidade. Nessa perspectiva, acenos na dire\u00e7\u00e3o do Golfo e do Sudeste Asi\u00e1tico podem ser favor\u00e1veis no processo de amplia\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre o Brasil e zonas din\u00e2micas daquele continente heterog\u00eaneo.<\/p>\n<p>As janelas de oportunidade que hoje se apresentam e que s\u00e3o cultivadas pelo governo Lula naquele continente precisam se traduzir em esfor\u00e7os para a supera\u00e7\u00e3o de diversas dificuldades, tais como a dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica, a necessidade de facilita\u00e7\u00e3o de organismos de pagamento e cr\u00e9dito, a log\u00edstica, o pouco conhecimento entre culturas e mercados distintos, al\u00e9m do envolvimento de atores n\u00e3o necessariamente estatais dentro desses empreendimentos. Usando uma express\u00e3o dos tempos do presidente Juscelino Kubitschek, quando o Brasil patinava ao apoiar as pot\u00eancias coloniais e reduzir parte de sua atua\u00e7\u00e3o externa a uma postura subordinada aos EUA e as teses mais gerais da Guerra Fria, precisamos buscar uma esp\u00e9cie de constante nova Opera\u00e7\u00e3o Brasil \u2013 \u00c1sia, atravessando o Pac\u00edfico na busca de um mundo que, aos olhos da diplomacia brasileira, parece ser objeto de eterna redescoberta.<\/p>\n<p><strong>Mateus Santos <\/strong>\u00e9 Doutorando em Hist\u00f3ria pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Membro-Pesquisador do Laborat\u00f3rio de Geopol\u00edtica, Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Movimentos Antissist\u00eamicos (LabGRIMA), com \u00eanfase em Pol\u00edtica Externa Brasileira Contempor\u00e2nea e Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>Glauco Winkel. <\/strong>Pesquisador do\u00a0Laborat\u00f3rio de Geopol\u00edtica, Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Movimentos Antissist\u00eamicos (LabGRIMA) da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quais os sentidos geopol\u00edticos e geoecon\u00f4micos da mais recente viagem do presidente Lula ao continente asi\u00e1tico no fim de mar\u00e7o?<\/p><p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/2025\/04\/12\/viagem-de-lula-pela-asia-novos-sentidos-para-a-insercao-internacional-do-brasil-por-mateus-santos-e-glauco-winkel\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":636,"featured_media":2123,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[75,21,28,1],"tags":[6,43,47],"class_list":["post-2175","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-expert-opinions","category-labgrima-expert","category-news","category-noticias","tag-asia","tag-brazil","tag-new-order","nodate","item-wrap"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/files\/2025\/03\/CAFE-CARD-WEBINAR-small.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2175","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/users\/636"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2175"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2175\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2179,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2175\/revisions\/2179"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2123"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}