{"id":2168,"date":"2025-04-14T08:00:35","date_gmt":"2025-04-14T11:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/?p=2168"},"modified":"2025-04-12T17:00:00","modified_gmt":"2025-04-12T20:00:00","slug":"as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump-por-cristina-soreanu-pecequilo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/2025\/04\/14\/as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump-por-cristina-soreanu-pecequilo\/","title":{"rendered":"As Estrat\u00e9gias Geopol\u00edticas e Geoecon\u00f4micas das Tarifas de Trump por Cristina Soreanu Pecequilo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No dia 02 de abril de 2025, definido pela Casa Branca como o \u201cDia da Liberta\u00e7\u00e3o\u201d, o Presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump anunciou os patamares das tarifas rec\u00edprocas que ser\u00e3o aplicadas aos parceiros comerciais do pa\u00eds. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><!--more--><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A pol\u00edtica, editada em Ordem Executiva, recebeu o nome oficial de \u201c<em>Regulating Imports with a Reciprocal Tariff to Rectify Trade Practices that Contribute to Large and Persistent Annual United States Goods Trade Deficits<\/em>\u201d. Como justificativa, Trump indicou a necessidade de um melhor tratamento dos EUA \u00e0 medida que o mercado nacional seria bastante aberto\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump\/#_ftnref1\">[1]<\/a>, e as na\u00e7\u00f5es parceiras imp\u00f5em tarifas e barreiras comerciais. Visa tamb\u00e9m a quebra das amarras impostas pelo sistema multilateral de com\u00e9rcio representado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Com\u00e9rcio (OMC). Pa\u00edses que j\u00e1 foram atingidos pelas restri\u00e7\u00f5es como Canad\u00e1 e M\u00e9xico n\u00e3o entraram nesta nova lista, enquanto na\u00e7\u00f5es que j\u00e1 sofrem embargos e san\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m n\u00e3o, como R\u00fassia, Bielo-R\u00fassia, Cuba e Coreia do Norte. Quais as estrat\u00e9gias geopol\u00edticas e geoecon\u00f4micas das tarifas?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A imposi\u00e7\u00e3o de tarifas seguiu um padr\u00e3o n\u00e3o-linear entre regi\u00f5es e na\u00e7\u00f5es, orientado por sua competi\u00e7\u00e3o com os EUA, levando em conta zonas de influ\u00eancia e a interpenetra\u00e7\u00e3o no mercado norte-americano. Portanto, n\u00e3o foram considerados crit\u00e9rios econ\u00f4micos-comerciais apenas, como parece se propagar no senso comum, mas um arcabou\u00e7o estrutural de competi\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica e de altera\u00e7\u00e3o do peso de polos de poder espec\u00edficos. As regi\u00f5es mais afetadas foram o Leste Asi\u00e1tico, a \u00c1sia Pac\u00edfico e o Indo-Pac\u00edfico , com na\u00e7\u00f5es posicionadas em tr\u00eas eixos de poder\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump\/#_ftnref2\">[2]<\/a>: os pa\u00edses emergentes, China e \u00cdndia, as na\u00e7\u00f5es desenvolvidas, Jap\u00e3o, e terceiras na\u00e7\u00f5es, com menor poder relativo, caracter\u00edsticas perif\u00e9ricas, mas bastante distintas entre si.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Estas terceiras na\u00e7\u00f5es, por sua vez, podem ser divididas em categorias adicionais (algumas sobrepostas): pertencentes \u00e0s zonas de influ\u00eancia chinesa, indiana e japonesa, participantes da Iniciativa do Cintur\u00e3o e da Rota (BRI), e exportadoras de bens de consumo para os EUA, nas quais existe uma forte atua\u00e7\u00e3o de empresas norte-americanas e chinesas tanto no setor de bens de baixo e m\u00e9dio valor agregado (como roupas e acess\u00f3rios) como no de bens de alto valor agregado ligados \u00e0 disputa tecnol\u00f3gica com a China. Ainda que de fato possuam tarifas altas para a entrada de produtos norte-americanos como indica Trump, tamb\u00e9m s\u00e3o na\u00e7\u00f5es fortemente exportadoras para os EUA.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Se a Guerra da Ucr\u00e2nia \u00e9 uma guerra de procura\u00e7\u00e3o contra a R\u00fassia, a China e a Alemanha em certa medida, o tarifa\u00e7o \u00e9 uma guerra direta e por procura\u00e7\u00e3o contra China, \u00cdndia e Jap\u00e3o. A m\u00e9dia das tarifas nesta regi\u00e3o, com foco nestas na\u00e7\u00f5es, encontra-se acima de 25%, atingindo picos de mais de 40%\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump\/#_ftnref3\">[3]<\/a>. Outros tr\u00eas elementos que precisam ser considerados neste cen\u00e1rio s\u00e3o: a depend\u00eancia securit\u00e1ria, e n\u00e3o s\u00f3 econ\u00f4mica, de algumas na\u00e7\u00f5es diante dos EUA como Jap\u00e3o e Coreia do Sul e a exist\u00eancia de diversos arranjos multilaterais aut\u00f3ctones na regi\u00e3o asi\u00e1tica como a ASEAN (Associa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es do Sudeste Asi\u00e1tico), a RCEP (Parceria Econ\u00f4mica Regional Abrangente) e a Parceria Transpac\u00edfica (TPP), nenhum dos quais com a participa\u00e7\u00e3o norte-americana, e a situa\u00e7\u00e3o de Taiwan.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na competi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica sino-americana, Taiwan \u00e9 um piv\u00f4 estrat\u00e9gico, que mant\u00e9m fortes la\u00e7os de coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica com a China no setor de produ\u00e7\u00e3o de chips. Mesmo sob o guarda-chuva securit\u00e1rio estadunidense, e press\u00f5es tanto de Trump quanto do anterior governo Biden (e provoca\u00e7\u00f5es pol\u00edticas \u00e0 China e amea\u00e7as militares), a ilha n\u00e3o rompeu sua parceria com a China. Esta parceria se demonstra essencial tanto para a manuten\u00e7\u00e3o do desenvolvimento chin\u00eas no setor de ponta das tecnologias como Intelig\u00eancia Artificial e sua competi\u00e7\u00e3o com os EUA, como para Taiwan na amplia\u00e7\u00e3o de sua influ\u00eancia nos mercados de chips, fortalecimento de sua autonomia e ganhos financeiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">H\u00e1 uma extens\u00e3o destas tarifas a outros espa\u00e7os geogr\u00e1ficos como \u00c1frica e Oriente M\u00e9dio (e algumas na\u00e7\u00f5es europeias n\u00e3o pertencentes \u00e0 Uni\u00e3o Europeia), que tem consolidado sua aproxima\u00e7\u00e3o principalmente com a China (e sua Iniciativa do Cintur\u00e3o e da Rota), arranjos multilaterais como os BRICS Plus\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump\/#_ftnref4\">[4]<\/a>\u00a0(cuja pr\u00f3xima reuni\u00e3o ser\u00e1 em Julho de 2025 no Brasil) e uma pol\u00edtica externa de autonomia. A m\u00e9dia tarif\u00e1ria mais uma vez aplicada a estas na\u00e7\u00f5es ultrapassa os 25%, podendo alcan\u00e7ar mais de 55% em alguns casos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Cabe mencionar dentre os principais alvos de Trump, a Uni\u00e3o Europeia (UE), submetida a uma tarifa de 20%, bloco alvo de disputas securit\u00e1rias com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Ucr\u00e2nia e \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (OTAN). Na \u00faltima d\u00e9cada, a UE tem enfrentado diversas crises internas e fragmenta\u00e7\u00f5es, ainda produto da crise econ\u00f4mica global de 2008 (cujos efeitos permanecem bastante fortes tamb\u00e9m nos EUA e se encontram nas ra\u00edzes da volta de Trump ao poder), e desafios \u00e0 integra\u00e7\u00e3o, que levam a um enfraquecimento ainda maior do bloco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">H\u00e1, ainda, um descolamento de expectativas entre as burocracias europeias e as demandas populacionais, vis\u00edvel no decl\u00ednio de padr\u00f5es de vida e dilapida\u00e7\u00e3o do Estado de Bem-Estar. O agravamento destas tend\u00eancias acelerou-se com o apoio incondicional aos EUA na Guerra da Ucr\u00e2nia, colocando em xeque estas agendas, e pressionando o modelo econ\u00f4mico de desenvolvimento da Alemanha, que liderava o cen\u00e1rio econ\u00f4mico europeu. Ao trocar o g\u00e1s russo pela depend\u00eancia do g\u00e1s dos EUA (LNG), mais caro e de mais dif\u00edcil acesso, a UE e a Alemanha, tornaram-se mais vulner\u00e1veis. A chegada de Trump e a mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o dos EUA diante do bloco tendem a colocar mais press\u00f5es nas lideran\u00e7as de Estados como a j\u00e1 citada Alemanha, a Fran\u00e7a, que pode levar a cen\u00e1rios diversos: maior autonomia estrat\u00e9gica, rearmamento e tensionamento intra e extrabloco e a maior instabilidade social e pol\u00edtica devido \u00e0 crise econ\u00f4mica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na Am\u00e9rica Latina, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do caso mexicano j\u00e1 debatido, e de Guiana (38%) e algumas outras exce\u00e7\u00f5es, as tarifas apresentadas foram lineares, 10%, estando a\u00ed inclu\u00eddo o Brasil. \u00c0 primeira vista estes n\u00fameros foram vistos como surpreendentes, entretanto \u00e9 preciso entend\u00ea-los: a Am\u00e9rica Latina \u00e9 atualmente uma das poucas regi\u00f5es com a qual os EUA det\u00e9m super\u00e1vit comercial, j\u00e1 possui uma economia bastante aberta ao exterior, com poucas barreiras \u00e0 entrada de produtos norte-americanos, e apresenta uma situa\u00e7\u00e3o fragmentada devido ao desmonte de organismos regionais como a Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Sul-Americanas (UNASUL), a despolitiza\u00e7\u00e3o do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) e a desindustrializa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Entretanto, a vulnerabilidade \u00e9 acompanhada por um quadro geopol\u00edtico mais complexo, sustentado pelo Brasil e pela China (e a BRI), e que demonstra a necessidade de uma t\u00e1tica mais sens\u00edvel do rebalanceamento regional, at\u00e9 por esta ser uma zona de influ\u00eancia imediata dos EUA. Esta complexidade reside nas pol\u00edticas de autonomia do Brasil em agendas como as dos BRICS Plus, assim como o interesse norte-americano em preservar o acesso ao mercado brasileiro e lidar com setores nacionais competitivos e competidores dos EUA: etanol e setor energ\u00e9tico em geral (petr\u00f3leo, biocombust\u00edveis, energia verde), agroneg\u00f3cio e a\u00e7o e siderurgia. Igualmente, o Brasil possui reservas significativas de minerais cr\u00edticos e terras raras, essenciais \u00e0 dimens\u00e3o de poder tecnol\u00f3gico e energ\u00e9tico, negociando simultaneamente acordos com EUA e China.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Outro fundamento desta complexidade \u00e9 a depend\u00eancia latino-americana diante da China, e o aprofundamento de la\u00e7os pol\u00edticos e o desenvolvimento em setores de infraestrutura, com\u00e9rcio no \u00e2mbito da BRI. Ou seja, uma press\u00e3o maior sobre a regi\u00e3o pode levar a uma maior perda de influ\u00eancia, \u00e0 medida que os EUA n\u00e3o seriam capazes de suprir o v\u00e1cuo chin\u00eas, podendo elevar a instabilidade pol\u00edtica local com graves crises sociais. O elemento ideol\u00f3gico \u00e9 relevante, mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico nestas decis\u00f5es. Trata-se, portanto, de um momento de barganha, e de sinaliza\u00e7\u00f5es entre os Estados no sentido de alternar mecanismos de engajamento e conten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Estariam descartadas san\u00e7\u00f5es ou problemas maiores? Certamente n\u00e3o, at\u00e9 porque as consequ\u00eancias das tarifas impostas as demais regi\u00f5es, produz maior instabilidade e reduz alternativas para o Brasil e a Am\u00e9rica Latina. Nem para a regi\u00e3o e nem para o mundo, a consolida\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia da OMC \u00e9 positiva, mas ela se iniciou em 2017, em Trump 1, sem corre\u00e7\u00e3o de rumos por Biden, at\u00e9 chegar a Trump 2 em 2025.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A t\u00e1tica de Trump parece ser a de levar ao limite certas situa\u00e7\u00f5es, inclusive a interna, pois o tarifa\u00e7o trar\u00e1 press\u00f5es inflacion\u00e1rias se n\u00e3o resolvido no curto prazo, com acomoda\u00e7\u00e3o m\u00fatua. Acomoda\u00e7\u00e3o que talvez ocorra para que a situa\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica n\u00e3o se agrave tanto, ainda que estejamos diante de um governo que n\u00e3o buscar\u00e1 a reelei\u00e7\u00e3o (a despeito das falas de Trump sobre um terceiro mandato, que \u00e9 inconstitucional). A contrapartida poder\u00e1 ser algo que j\u00e1 se observou na pandemia: a quebra de cadeias globais de valor, com a reconfigura\u00e7\u00e3o de for\u00e7as a partir da crise em torno de polos mais est\u00e1veis e mais confi\u00e1veis (i.e o eixo asi\u00e1tico), podendo acelerar o desacoplamento sino-americano. Por\u00e9m, estas s\u00e3o apenas reflex\u00f5es e provoca\u00e7\u00f5es iniciais, que se beneficiar\u00e3o da passagem do tempo.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump\/#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">1]<\/a>\u00a0A op\u00e7\u00e3o pela abertura do mercado dos EUA ao longo do s\u00e9culo XX foi econ\u00f4mica e parte da estrat\u00e9gia da Guerra Fria, em uma divis\u00e3o internacional de trabalho: enquanto aliados como Jap\u00e3o e Europa Ocidental se desenvolviam economicamente, os EUA funcionavam como garantidoras de seguran\u00e7a..<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump\/#_ftnref2\" name=\"_ftn1\">[2]<\/a>\u00a0Com base na defini\u00e7\u00e3o dos eixos de poder, conforme an\u00e1lise de Visentini, Paulo. \u201cEixos do poder mundial no s\u00e9culo XXI: Uma Proposta Anal\u00edtica\u201d. Austral: Revista Brasileira de Estrat\u00e9gia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, v.8, n.15, Jan.\/Jun. 2019 | p.9-25<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump\/#_ftnref3\" name=\"_ftn1\">[3]<\/a>\u00a0Todas as listas de tarifas aqui apresentadas n\u00e3o s\u00e3o exaustivas. Para estas listas e a posi\u00e7\u00e3o oficial do governo dos EUA, com o detalhamento da Ordem Executiva ver:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.whitehouse.gov\/presidential-actions\/2025\/04\/regulating-imports-with-a-reciprocal-tariff-to-rectify-trade-practices-that-contribute-to-large-and-persistent-annual-united-states-goods-trade-deficits\/\">https:\/\/www.whitehouse.gov\/presidential-actions\/2025\/04\/regulating-imports-with-a-reciprocal-tariff-to-rectify-trade-practices-that-contribute-to-large-and-persistent-annual-united-states-goods-trade-deficits\/<\/a>\u00a0.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump\/#_ftnref4\" name=\"_ftn1\">[4]<\/a>\u00a0BRICS Plus: Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China, \u00c1frica do Sul, Egito, Emirados \u00c1rabes Unidos, Eti\u00f3pia, Ir\u00e3, Indon\u00e9sia. Tamb\u00e9m s\u00e3o membros parceiros Arg\u00e9lia, Belarus, Bol\u00edvia, Cazaquist\u00e3o, Cuba, Indon\u00e9sia, Mal\u00e1sia, Nig\u00e9ria, Tail\u00e2ndia, Turquia, Uganda, Uzbequist\u00e3o e Vietn\u00e3. A Argentina havia sido convidada para entrar nos BRICS e declinou devido \u00e0 posse de Javier Milei na presid\u00eancia do pa\u00eds, e a candidatura da Ar\u00e1bia Saudita permanece em stand-by.<\/p>\n<p><strong>Cristina Soreanu Pecequilo<\/strong><br \/>\nProfessora de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da UNIFESP e dos Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais San Tiago Dantas UNESP\/UNICAMP\/PUC-SP e em Economia Pol\u00edtica Internacional da UFRJ. Pesquisadora do NERINT\/UFRGS e do CNPq. E-mail:\u00a0<strong><a href=\"mailto:crispece@gmail.com\">crispece@gmail.com\u00a0<\/a><\/strong><br \/>\n<em>Finalizado em 03\/04\/2025.<\/em><\/p>\n<p>Publicado originalmente em https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 02 de abril de 2025, definido pela Casa Branca como o \u201cDia da Liberta\u00e7\u00e3o\u201d, o Presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump anunciou os patamares das tarifas rec\u00edprocas que ser\u00e3o aplicadas aos parceiros comerciais do pa\u00eds.<\/p><p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/2025\/04\/14\/as-estrategias-geopoliticas-e-geoeconomicas-das-tarifas-de-trump-por-cristina-soreanu-pecequilo\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":636,"featured_media":1863,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[75,28,1],"tags":[6,14,4,26,9,30],"class_list":["post-2168","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-expert-opinions","category-news","category-noticias","tag-asia","tag-eua","tag-geopolitica","tag-geopolitics","tag-russia","tag-us-china-rivalry","nodate","item-wrap"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/files\/2024\/07\/138184349_15617874857801n-e1721760340525.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2168","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/users\/636"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2168"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2168\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2180,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2168\/revisions\/2180"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1863"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}