{"id":2129,"date":"2025-03-15T18:12:24","date_gmt":"2025-03-15T21:12:24","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/?p=2129"},"modified":"2025-03-15T18:19:25","modified_gmt":"2025-03-15T21:19:25","slug":"presenca-da-russia-na-africa-o-mito-do-continente-monolitico-e-a-dualidade-entre-sahel-e-africa-oriental-por-juan-ramirez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/2025\/03\/15\/presenca-da-russia-na-africa-o-mito-do-continente-monolitico-e-a-dualidade-entre-sahel-e-africa-oriental-por-juan-ramirez\/","title":{"rendered":"Presen\u00e7a da R\u00fassia na \u00c1frica: o mito do continente monol\u00edtico e a dualidade entre Sahel e \u00c1frica Oriental por Juan Ramirez"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A estrat\u00e9gia multifacetada da Federa\u00e7\u00e3o Russa na \u00c1frica vem tornando o pa\u00eds uma das principais alternativas pol\u00edticas para o continente. Os russos conseguem capitalizar em cima do crescente descontentamento africano com o modelo de \u201cdepend\u00eancia neocolonial\u201d que prevalece na regi\u00e3o h\u00e1 d\u00e9cadas, caracterizado pela imposi\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f4micas pelas pot\u00eancias ocidentais.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa din\u00e2mica \u00e9 ilustrada na observa\u00e7\u00e3o de Loshkaryov (2025), que diz que a R\u00fassia apresenta-se como um aliado que respeita a soberania africana, evitando julgar valores locais. Nesse cen\u00e1rio marcado pelo decl\u00ednio da hegemonia norte-americana, Moscou vem ganhando espa\u00e7o frente \u00e0 crise de legitimidade do Ocidente na regi\u00e3o. Se a R\u00fassia busca refor\u00e7ar essa posi\u00e7\u00e3o deve encaixar em sua estrat\u00e9gia formas de superar os desafios que acompanham esse empreendimento, como apresentado por um relat\u00f3rio do Valdai Club ainda em 2019 (Balytnikov, 2019).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A narrativa constru\u00edda pela R\u00fassia, de um parceiro que respeita a soberania africana, reativa uma mem\u00f3ria africana sobre o papel da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica na descoloniza\u00e7\u00e3o do continente. No entanto, essa ret\u00f3rica contrasta com uma peculiaridade estrutural na abordagem russa: a \u00c1frica vem sendo tratada como um bloco monol\u00edtico, ignorando suas complexidades internas (Loshkaryov, 2025). Como aponta o pesquisador, a pol\u00edtica externa russa insiste em retratar o continente como uma &#8220;entidade geopol\u00edtica coesa&#8221;, omitindo prioridades sub-regionais espec\u00edficas, sendo esse posicionamento observado em documentos oficiais, como as declara\u00e7\u00f5es das C\u00fapulas R\u00fassia-\u00c1frica (2019 e 2023) e o \u201cConceito de Pol\u00edtica Externa da Federa\u00e7\u00e3o Russa\u201d (R\u00fassia, 2023). Essa vis\u00e3o, embora alinhada ao pan-africanismo, esbarra em realidades pr\u00e1ticas. As din\u00e2micas do Sahel, marcadas por golpes e insurg\u00eancias, pouco se assemelham aos desafios de pa\u00edses costeiros como Mo\u00e7ambique ou \u00e0 estabilidade relativa de Uganda, pa\u00eds que recentemente entrou como parceiro do BRICS.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A insist\u00eancia em uma \u00c1frica unificada pode ser uma faca de dois gumes para a R\u00fassia. Por um lado, facilita a constru\u00e7\u00e3o de uma narrativa anticolonial simplificada, \u00fatil para explorar a crise de legitimidade do Ocidente. Por outro, limita a efic\u00e1cia da coopera\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que estrat\u00e9gias gen\u00e9ricas tendem a falhar em responder a contextos locais espec\u00edficos. Loshkaryov identifica duas &#8220;\u00c1fricas&#8221; na estrat\u00e9gia russa:<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">A primeira, \u00e9 a \u201c\u00c1frica de Baixo Risco e Alta Competi\u00e7\u00e3o\u201d. Ao selecionar pa\u00edses no continente que atendam \u00e0s m\u00e9tricas de an\u00e1lise de risco ocidentais e aos seus padr\u00f5es de neg\u00f3cios corporativos, a R\u00fassia encontrou este bloco no leste do continente, sobretudo em pa\u00edses como Tanz\u00e2nia, Mo\u00e7ambique e Uganda. Essa abordagem prioriza pa\u00edses com relativa estabilidade institucional e integra\u00e7\u00e3o \u00e0s redes globais. Um exemplo ambicioso \u00e9 o projeto do Corredor Norte-Sul, que liga a R\u00fassia \u00e0 costa leste da \u00c1frica via Ir\u00e3 e \u00cdndia, onde a Tanz\u00e2nia ter\u00e1 um papel fundamental. No entanto, como observa o autor, ao utilizar a metodologia ocidental de avalia\u00e7\u00e3o de riscos para buscar parceiros no continente, a R\u00fassia encontra mercados saturados com atores que utilizam as mesmas m\u00e9tricas, que chegaram \u00e0 mesma conclus\u00e3o sobre a necessidade de expandir sua presen\u00e7a no leste da \u00c1frica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A segunda, seria a \u201c\u00c1frica de Alto Risco e Baixa Competi\u00e7\u00e3o\u201d. No Sahel, a R\u00fassia adota um modelo oposto: pa\u00edses como Mali, N\u00edger e Burkina Faso, assolados por crises de governan\u00e7a culminada por golpes de estado, somados ao isolamento geogr\u00e1fico, n\u00e3o atrai a aten\u00e7\u00e3o dos grandes <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">players, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">pois a presen\u00e7a nesses pa\u00edses \u00e9 arriscada e injustificada sob as lentes da gest\u00e3o de riscos corporativos tradicional. Por\u00e9m, para a R\u00fassia, a falta de competi\u00e7\u00e3o traz oportunidades \u00fanicas. A presen\u00e7a do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Africa Corps,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> sucessor do Grupo Wagner, garante influ\u00eancia direta sobre elites locais, enquanto contratos de minera\u00e7\u00e3o (ouro no Mali, ur\u00e2nio no N\u00edger) financiam a presen\u00e7a militar. Aqui, a R\u00fassia opera como ator indispens\u00e1vel, n\u00e3o competindo com pot\u00eancias tradicionais, com o principal desafio sendo o di\u00e1logo com os governos da regi\u00e3o, que s\u00e3o dominados pelo \u201cromantismo revolucion\u00e1rio, a ret\u00f3rica anticolonial e as no\u00e7\u00f5es vagas das \u201calturas de comando\u201d da economia\u201d (Loshkaryov, 2025).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A escolha entre essas duas \u00c1fricas n\u00e3o \u00e9 meramente geogr\u00e1fica, mas log\u00edstica. Enquanto na \u00c1frica Oriental a R\u00fassia depende de portos e rotas comerciais consolidadas, no Sahel, sua presen\u00e7a exige corredores inst\u00e1veis \u2013 como os que passam pela Guin\u00e9, Togo e L\u00edbia \u2013 para abastecer tropas e equipamentos. Loshkaryov alerta: a queda de aliados intermedi\u00e1rios (como ocorreu na S\u00edria) pode paralisar opera\u00e7\u00f5es, tornando a presen\u00e7a russa t\u00e3o vulner\u00e1vel quanto \u00e0 francesa. Al\u00e9m disso, projetos de infraestrutura no Sahel demandam investimentos colaterais (estradas, linhas de transmiss\u00e3o) que encarecem iniciativas j\u00e1 arriscadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa din\u00e2mica exp\u00f5e um paradoxo: ao tratar a \u00c1frica como monol\u00edtica, a R\u00fassia subestima os custos de sua pr\u00f3pria estrat\u00e9gia. Enquanto no leste a competi\u00e7\u00e3o com o Ocidente \u00e9 direta (e cara), no Sahel, Moscou enfrenta um inimigo mais insidioso: a fragilidade estrutural dos Estados, heran\u00e7a do colonialismo e da geografia hostil, como destaca Timofei Bordachev (2025). A falta de acesso ao mar, a desertifica\u00e7\u00e3o e a desconex\u00e3o das rotas globais tornam qualquer projeto no Sahel um &#8220;exerc\u00edcio de constru\u00e7\u00e3o de Estados&#8221;, tarefa que exige mais do que mercen\u00e1rios e minera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A defesa russa de &#8220;n\u00e3o interfer\u00eancia&#8221; nos assuntos internos africanos, frequentemente invocada para justificar parcerias com governos transicionais, colide com acusa\u00e7\u00f5es de fomentar autoritarismo. Em 2024, quando a R\u00fassia assegurou contratos de minera\u00e7\u00e3o no Mali ap\u00f3s a expuls\u00e3o francesa, cr\u00edticos apontaram que Moscou replicava a explora\u00e7\u00e3o extrativista do colonialismo. A diferen\u00e7a, argumentam, est\u00e1 na efici\u00eancia: enquanto a Fran\u00e7a vinculava ajuda a reformas democr\u00e1ticas (ainda que muitas vezes fict\u00edcias), a R\u00fassia oferece resultados imediatos e pr\u00e1ticos \u2013 seguran\u00e7a em troca de recursos (Denisova, 2024).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todavia, as cr\u00edticas ignoram um ponto crucial: para as elites do Sahel, a parceria com a R\u00fassia n\u00e3o \u00e9 meramente sobre ideologia, mas tamb\u00e9m sobre sobreviv\u00eancia. Os franceses buscavam dar serm\u00f5es sobre direitos humanos e democracia enquanto contratavam mercen\u00e1rios sob a bandeira da \u201cLegi\u00e3o Estrangeira\u201d para garantir o fluxo de recursos. J\u00e1 os russos, oferecem seguran\u00e7a sem impor requisitos ideol\u00f3gicos, buscando benef\u00edcios m\u00fatuos como oportunidades de neg\u00f3cios e apoio pol\u00edtico internacional. A quest\u00e3o, portanto, n\u00e3o \u00e9 se a R\u00fassia \u00e9 &#8220;melhor&#8221; que o Ocidente, mas se seu pragmatismo pode gerar resultados duradouros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A estrat\u00e9gia russa na \u00c1frica, portanto, oscila entre duas realidades: de um lado, a ret\u00f3rica anticolonial e a defesa de um continente unificado; de outro, a necessidade de adaptar-se a sub-regi\u00f5es radicalmente diferentes. Se Moscou insiste no monolitismo, acaba se arriscando a desperdi\u00e7ar recursos em iniciativas incompat\u00edveis com as demandas locais. Se abra\u00e7ar a fragmenta\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 aprofundar sua influ\u00eancia, mas ao custo de expor contradi\u00e7\u00f5es em sua narrativa. O ano de 2025, com o f\u00f3rum ministerial R\u00fassia-\u00c1frica e a expans\u00e3o do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Africa Corps<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, ser\u00e1 um teste decisivo: A R\u00fassia deve buscar superar diversos desafios, como os apontados por Balytnikov (2019) no seu relat\u00f3rio para o Valdai, ou sua presen\u00e7a no continente ser\u00e1 apenas mais um cap\u00edtulo na longa hist\u00f3ria de competi\u00e7\u00e3o global pelo continente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fontes:<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">1\u00aa C\u00daPULA RUSSO-AFRICANA. Declara\u00e7\u00e3o da 1\u00aa C\u00fapula Russo-Africana. Sochi, 24 out. 2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/summitafrica.ru\/en\/about-summit\/declaration-2019\/. Acesso em: [dia] [m\u00eas abreviado]. [ano].<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">BALYTNIKOV, V. et al. Russia\u2019s Return to Africa: Strategy and Prospects. Valdai Discussion Club, Moscou, 24 out. 2019. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/valdaiclub.com\/files\/27418\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/valdaiclub.com\/files\/27418\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 21 ago. 2023<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">BORDACHEV, Timofei. Breaking free: How Africa Can Escape Its Geographic and Historical Chains. RT International, [s. l.], 6 fev. 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.rt.com\/africa\/612264-africa-escape-geographic-historical-chains\/.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Acesso em: 27 fev. 2025.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">DENISOVA, Tatyana. Confederation of Sahel States and Disintegration of ECOWAS. Russian Council, 2024. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/russiancouncil.ru\/en\/analytics-and-comments\/analytics\/confederation-of-sahel-states-and-disintegration-of-ecowas\/&gt;. Acesso em: 18 set. 2024.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">LOSHKARYOV, Ivan. Russia\u2019s Policy in Africa: A Geographic Dilemma. [S. l.], 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/russiancouncil.ru\/en\/analytics-and-comments\/analytics\/russia-s-policy-in-africa-a-geographic-dilemma\/. Acesso em: 27 fev. 2025.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">R\u00daSSIA. Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. Conceito de Pol\u00edtica Externa da Federa\u00e7\u00e3o da R\u00fassia. Moscou, 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/mid.ru\/en\/foreign_policy\/fundamental_documents\/1860586\/?lang=pt. Acesso em: 10 jul. 2024<\/span><\/p>\n<p>* Juan Ramirez \u00e9 pesquisador do LabGRIMA.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A estrat\u00e9gia multifacetada da Federa\u00e7\u00e3o Russa na \u00c1frica vem tornando o pa\u00eds uma das principais alternativas pol\u00edticas para o continente. 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