{"id":168,"date":"2019-07-14T12:01:24","date_gmt":"2019-07-14T15:01:24","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/?page_id=168"},"modified":"2026-05-26T22:54:11","modified_gmt":"2026-05-27T01:54:11","slug":"contato-contact-us","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/contato-contact-us\/","title":{"rendered":"Geopol\u00edtica dos Sistemas\u2011Mundo"},"content":{"rendered":"<p class=\"my-2 [&amp;+p]:mt-4 [&amp;_strong:has(+br)]:inline-block [&amp;_strong:has(+br)]:pb-2\">Esta p\u00e1gina apresenta o arcabou\u00e7o de\u00a0<strong>Geopol\u00edtica dos Sistemas\u2011Mundo e A\u00e7\u00f5es Antissist\u00eamicas de Estados<\/strong>, desenvolvido por Charles Pennaforte no \u00e2mbito do LabGRIMA\/UFPel. A proposta articula an\u00e1lise dos sistemas\u2011mundo, geopol\u00edtica cl\u00e1ssica e geopol\u00edtica cr\u00edtica para interpretar a crise da hegemonia norte\u2011americana, o confronto entre Estados Unidos e China e o papel do Sul Global \u2013 em particular do Brasil e da Am\u00e9rica Latina \u2013 na ordem internacional contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p class=\"my-2 [&amp;+p]:mt-4 [&amp;_strong:has(+br)]:inline-block [&amp;_strong:has(+br)]:pb-2\">Partindo da hip\u00f3tese de que a ordem atual \u00e9\u00a0<strong>bifurcante<\/strong>, e n\u00e3o apenas \u201cmultipolar\u201d, o enfoque introduz duas contribui\u00e7\u00f5es principais: (1) a no\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>a\u00e7\u00f5es antissist\u00eamicas de Estados<\/strong>, que desloca o olhar dos movimentos sociais \u201cde baixo\u201d para estrat\u00e9gias estatais e interestatais de contesta\u00e7\u00e3o; e (2) a distin\u00e7\u00e3o entre\u00a0<strong>Estados Proativos<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Estados Ativos<\/strong>, como formas distintas de responder ao que se define como\u00a0<strong>imperativo antissist\u00eamico<\/strong>\u00a0\u2013 o conjunto de press\u00f5es gerado pelo uso intensivo de san\u00e7\u00f5es, exclus\u00f5es financeiras, guerras e disputas de narrativas por parte do centro hegem\u00f4nico.<\/p>\n<p class=\"my-2 [&amp;+p]:mt-4 [&amp;_strong:has(+br)]:inline-block [&amp;_strong:has(+br)]:pb-2\">Nesta aba, reunimos uma apresenta\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica das teses centrais, refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas, materiais did\u00e1ticos (slides, textos de apoio) e links para livros e artigos que desenvolvem a Geopol\u00edtica dos Sistemas\u2011Mundo e A\u00e7\u00f5es Antissist\u00eamicas de Estados, com \u00eanfase nas implica\u00e7\u00f5es para o Brasil, a Am\u00e9rica Latina e o Sul Global em geral.<\/p>\n<h3 id=\"seis-teses--geopoltica-dos-sistemasmundo-e-aes-ant\" class=\"font-editorial font-bold mb-2 mt-4 [.has-inline-images_&amp;]:clear-end text-lg first:mt-0 md:text-lg [hr+&amp;]:mt-4\">Seis teses \u2013 Geopol\u00edtica dos Sistemas\u2011Mundo e A\u00e7\u00f5es Antissist\u00eamicas de Estados<\/h3>\n<p class=\"my-2 [&amp;+p]:mt-4 [&amp;_strong:has(+br)]:inline-block [&amp;_strong:has(+br)]:pb-2\"><strong>Tese 1 \u2013 A ordem \u00e9 bifurcante, n\u00e3o apenas multipolar<\/strong><br \/>\nA ordem internacional do s\u00e9culo XXI n\u00e3o est\u00e1 apenas passando de uma unipolaridade norte\u2011americana para uma multipolaridade difusa. Ela caminha para uma\u00a0<strong>ordem bifurcante<\/strong>, em que coaliz\u00f5es de Estados constroem infraestruturas financeiras, tecnol\u00f3gicas, securit\u00e1rias e narrativas rivais \u2013 sistemas de pagamentos, cadeias produtivas, alian\u00e7as militares e ecossistemas midi\u00e1ticos paralelos \u2013 que n\u00e3o cabem plenamente na linguagem tradicional da \u201cmultipolaridade\u201d.<\/p>\n<p class=\"my-2 [&amp;+p]:mt-4 [&amp;_strong:has(+br)]:inline-block [&amp;_strong:has(+br)]:pb-2\"><strong>Tese 2 \u2013 A a\u00e7\u00e3o antissist\u00eamica n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 \u201cde baixo\u201d: h\u00e1 a\u00e7\u00e3o antissist\u00eamica de Estados<\/strong><br \/>\nRetomando e revisando a no\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>movimentos antissist\u00eamicos<\/strong>\u00a0de Wallerstein, a abordagem distingue entre resist\u00eancia \u201cde baixo\u201d e\u00a0<strong>a\u00e7\u00f5es antissist\u00eamicas de Estados<\/strong>. Estas se referem \u00e0s estrat\u00e9gias por meio das quais Estados e coaliz\u00f5es estatais contestam a l\u00f3gica geopol\u00edtica e geoecon\u00f4mica do sistema liderado pelos EUA \u2013 em seguran\u00e7a, finan\u00e7as, com\u00e9rcio e governan\u00e7a global \u2013 sem necessariamente abandonar o capitalismo ou o sistema interestatal.<\/p>\n<p class=\"my-2 [&amp;+p]:mt-4 [&amp;_strong:has(+br)]:inline-block [&amp;_strong:has(+br)]:pb-2\"><strong>Tese 3 \u2013 Proativos e Ativos como tipologia de contesta\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA proposta desenvolve uma tipologia que diferencia\u00a0<strong>Estados Proativos<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Estados Ativos<\/strong>. Os Proativos adotam estrat\u00e9gias abertamente confrontacionais frente ao eixo Washington\u2013Bruxelas, enfrentando san\u00e7\u00f5es, isolamento diplom\u00e1tico e press\u00e3o militar enquanto investem em capacidades militares, financeiras, energ\u00e9ticas e tecnol\u00f3gicas alternativas \u2013 casos de R\u00fassia, China, Ir\u00e3 e Coreia do Norte. Os Ativos, como Brasil, \u00cdndia, \u00c1frica do Sul e partes do mundo \u00e1rabe, permanecem profundamente integrados a institui\u00e7\u00f5es e mercados ocidentais, mas praticam formas calibradas de contesta\u00e7\u00e3o e busca de autonomia, defendendo multipolaridade, reforma multilateral e maior voz para o Sul Global.<\/p>\n<p class=\"my-2 [&amp;+p]:mt-4 [&amp;_strong:has(+br)]:inline-block [&amp;_strong:has(+br)]:pb-2\"><strong>Tese 4 \u2013 Geopol\u00edtica de Sistemas\u2011Mundo: espa\u00e7o, ciclos e infraestruturas<\/strong><br \/>\nA\u00a0<strong>Geopol\u00edtica de Sistemas\u2011Mundo<\/strong>\u00a0combina preocupa\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas com territ\u00f3rio, rotas mar\u00edtimas, zonas de amortecimento e acesso a recursos com a an\u00e1lise de sistemas\u2011mundo de ciclos de acumula\u00e7\u00e3o de longa dura\u00e7\u00e3o e hierarquias centro\u2013semiperiferia\u2013periferia. Ela enfatiza as\u00a0<strong>infraestruturas materiais do poder<\/strong>\u00a0\u2013 redes financeiras, corredores energ\u00e9ticos, plataformas digitais, bases militares \u2013 por meio das quais centros hegem\u00f4nicos organizam o sistema\u2011mundo e por onde se articulam a\u00e7\u00f5es antissist\u00eamicas de Estados.<\/p>\n<p class=\"my-2 [&amp;+p]:mt-4 [&amp;_strong:has(+br)]:inline-block [&amp;_strong:has(+br)]:pb-2\"><strong>Tese 5 \u2013 San\u00e7\u00f5es, guerras e narrativas como motores da bifurca\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nSan\u00e7\u00f5es, guerras por procura\u00e7\u00e3o e disputas de narrativa n\u00e3o s\u00e3o \u201cepis\u00f3dios isolados\u201d, mas mecanismos centrais da bifurca\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea. O uso extensivo de san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, exclus\u00f5es financeiras e controles tecnol\u00f3gicos contra atores como R\u00fassia, Ir\u00e3 e Venezuela; a guerra na Ucr\u00e2nia; e o tratamento de crises como Gaza revelam a crise da hegemonia norte\u2011americana e, ao mesmo tempo, geram\u00a0<strong>incentivos antissist\u00eamicos<\/strong>\u00a0para Estados Proativos e Ativos. Em paralelo, conflitos narrativos e cibern\u00e9ticos sobre a interpreta\u00e7\u00e3o dessas crises tornam\u2011se arenas centrais de disputa por legitimidade e lideran\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"my-2 [&amp;+p]:mt-4 [&amp;_strong:has(+br)]:inline-block [&amp;_strong:has(+br)]:pb-2\"><strong>Tese 6 \u2013 O Sul Global como laborat\u00f3rio da ordem bifurcante<\/strong><br \/>\nEm vez de tratar o\u00a0<strong>Sul Global<\/strong>\u00a0como recipiente passivo das din\u00e2micas sist\u00eamicas, a abordagem o coloca no centro como\u00a0<strong>laborat\u00f3rio da ordem bifurcante<\/strong>. BRICS e BRICS Plus, experi\u00eancias de desdolariza\u00e7\u00e3o e mecanismos de pagamento alternativos, formas de coopera\u00e7\u00e3o Sul\u2013Sul e demandas por reforma das institui\u00e7\u00f5es multilaterais ilustram como Estados Proativos e Ativos do Sul Global testam novas combina\u00e7\u00f5es de parcerias, moedas, institui\u00e7\u00f5es e narrativas em resposta ao imperativo antissist\u00eamico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta p\u00e1gina apresenta o arcabou\u00e7o de\u00a0Geopol\u00edtica dos Sistemas\u2011Mundo e A\u00e7\u00f5es Antissist\u00eamicas de Estados, desenvolvido por Charles Pennaforte no \u00e2mbito do LabGRIMA\/UFPel. A proposta articula an\u00e1lise dos sistemas\u2011mundo, geopol\u00edtica cl\u00e1ssica e geopol\u00edtica cr\u00edtica para interpretar a crise da hegemonia norte\u2011americana, o confronto entre Estados Unidos e China e o papel do Sul Global \u2013 em particular &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/contato-contact-us\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":636,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-168","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/168","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/users\/636"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=168"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/168\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2994,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/168\/revisions\/2994"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/labgrima\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}