{"id":327,"date":"2024-10-03T17:01:19","date_gmt":"2024-10-03T20:01:19","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ipab\/?page_id=327"},"modified":"2025-10-16T10:34:01","modified_gmt":"2025-10-16T13:34:01","slug":"intervencao-breve-para-uso-de-substancias","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ipab\/abordagens-psicossociais\/abordagens-individuais\/intervencao-breve-para-uso-de-substancias\/","title":{"rendered":"Interven\u00e7\u00e3o breve para uso de subst\u00e2ncias"},"content":{"rendered":"<p>A IB \u00e9 uma interven\u00e7\u00e3o desenvolvida em um curto espa\u00e7o de tempo em <strong>sess\u00f5es que variam de 5 a 45 minutos, raramente ultrapassando cinco encontros<\/strong>. A interven\u00e7\u00e3o \u00e9 destinada a indiv\u00edduos que <strong>apresentam problemas ou potencial para desenvolver problemas ligados ao seu padr\u00e3o de consumo de \u00e1lcool ou outras subst\u00e2ncias, mas que n\u00e3o preenchem o crit\u00e9rio diagn\u00f3stico de depend\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n<p>Aplicar a IB na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria pode: 1. facilitar o diagn\u00f3stico precoce de problemas ligados \u00e0 subst\u00e2ncia; 2. diminuir o consumo de risco; 3. prevenir problemas ligados ao consumo; 4. prevenir o desenvolvimento de quadros mais severos; 5. encaminhar pacientes com quadros mais graves a servi\u00e7os especializados.<\/p>\n<p><em>A IB foca em favorecer o conhecimento a respeito de poss\u00edveis problemas ligados ao padr\u00e3o de consumo do indiv\u00edduo, aumentar a motiva\u00e7\u00e3o para querer reduzir esse consumo, aumentar a autoefic\u00e1cia e ensinar estrat\u00e9gias efetivas em reduzir o consumo e os riscos ligados ao consumo de \u00e1lcool ou outras subst\u00e2ncias.<\/em><\/p>\n<p>A IB pode ser dividida em dois passos: <strong>triagem e interven\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Triagem<\/strong><\/p>\n<p>No primeiro momento, \u00e9 importante fazer uma triagem, na qual se faz o rastreamento dos padr\u00f5es de consumo do indiv\u00edduo, avaliando os poss\u00edveis riscos e problemas decorrentes.<\/p>\n<p>Para a triagem do consumo de \u00e1lcool, utilizam-se instrumentos como o CAGE e AUDIT.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ipab\/instrumentos\/avaliacao-do-uso-de-substancias-psicoativas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CAGE<\/strong> <\/a>\u00e9 composto por quatro perguntas (todas com respostas \u201csim\u201d ou \u201cn\u00e3o\u201d). Nos casos em que duas ou mais respostas \u201csim\u201d s\u00e3o obtidas, \u00e9 indicada uma avalia\u00e7\u00e3o mais detalhada.<\/p>\n<p>O <strong><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ipab\/files\/2025\/10\/AUDIT-UFPEL-rev.pdf\">AUDIT &#8211; UFPEL-rev<\/a>\u00a0<\/strong> consiste em 10 perguntas que analisam a quantidade e a frequ\u00eancia de consumo de \u00e1lcool, poss\u00edveis sintomas de abstin\u00eancia e poss\u00edveis problemas ligados ao consumo de \u00e1lcool. Cada resposta tem uma pontua\u00e7\u00e3o. Nos casos em que a pontua\u00e7\u00e3o supera 8 pontos, existe o risco de problemas ligados ao consumo excessivo de \u00e1lcool, e uma avalia\u00e7\u00e3o mais detalhada \u00e9 indicada.<\/p>\n<p>A triagem para outras subst\u00e2ncias pode ser feita com o <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ipab\/instrumentos\/avaliacao-do-uso-de-substancias-psicoativas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>ASSIST<\/strong> <\/a>&#8211; Teste de Triagem de Envolvimento com \u00c1lcool, Cigarro e Outras Subst\u00e2ncias (link).<\/p>\n<p>O instrumento para avaliar o risco de depend\u00eancia de nicotina, pelo h\u00e1bito de fumar o tabaco, \u00e9 o <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ipab\/instrumentos\/avaliacao-do-uso-de-substancias-psicoativas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Teste de Fagerstr\u00f6m<\/strong> <\/a>.<\/p>\n<p><em>\u00c9 importante ressaltar que estes instrumentos n\u00e3o fazem o diagn\u00f3stico de abuso ou depend\u00eancia das subst\u00e2ncias, mas podem apontar prov\u00e1veis casos que merecem ser avaliados nos servi\u00e7os especializados (CAPS AD, Ambulat\u00f3rios de Sa\u00fade Mental).<\/em><\/p>\n<p>Nos casos em que sejam identificados problemas ou riscos, conforme os escores dos question\u00e1rios, uma avalia\u00e7\u00e3o mais detalhada \u00e9 indicada. Essa avalia\u00e7\u00e3o deve investigar:<\/p>\n<p>+ o n\u00edvel de comprometimento do paciente no momento da interven\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>+ o grau de problemas relacionados ao consumo de \u00e1lcool<\/p>\n<p>+ poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es e\/ou comorbidades associadas<\/p>\n<p><em>Algumas quest\u00f5es s\u00e3o:<\/em><\/p>\n<p>+ o \u00faltimo epis\u00f3dio de consumo (tempo de abstin\u00eancia)<\/p>\n<p>+ a quantidade de subst\u00e2ncia consumida<\/p>\n<p>+ a via de administra\u00e7\u00e3o escolhida<\/p>\n<p>+ o ambiente do consumo (festas, na rua, no trabalho, com amigos, com desconhecidos, sozinho&#8230;)<\/p>\n<p>+ a frequ\u00eancia do consumo nos \u00faltimos meses<\/p>\n<p><em>Alguns sinais de problemas ligados ao consumo de \u00e1lcool <\/em><\/p>\n<p>+ faltas frequentes ao trabalho e \u00e0 escola<\/p>\n<p>+ hist\u00f3ria de trauma e acidentes frequentes<\/p>\n<p>+ depress\u00e3o \/ ansiedade<\/p>\n<p>+ hipertens\u00e3o arterial<\/p>\n<p>+ sintomas gastrintestinais<\/p>\n<p>+ disfun\u00e7\u00e3o sexual<\/p>\n<p>+ dist\u00farbio do sono<\/p>\n<p><strong>Interven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><em style=\"color: var(--cor-texto); font-family: var(--fonte-corpo);\">Avaliar a motiva\u00e7\u00e3o para reduzir o consumo de \u00e1lcool \u00e9 primeiro passo!<\/em><\/p>\n<p>O modelo desenvolvido por DiClemente e Prochaska ajuda a compreender os est\u00e1gios de motiva\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>+ <strong>pr\u00e9-contempla\u00e7\u00e3o<\/strong>: pouca ou nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o com os problemas associados ao uso de \u00e1lcool; a maioria n\u00e3o deseja modificar os pr\u00f3prios comportamentos, pois acha que n\u00e3o tem nenhum tipo de problema relacionado ao consumo excessivo de \u00e1lcool; muitas vezes, s\u00e3o pressionados pelos familiares a procurar tratamento; nesse momento, \u00e9 importante auxili\u00e1-los na avalia\u00e7\u00e3o dos problemas.<\/p>\n<p>+ <strong>contempla\u00e7\u00e3o<\/strong>: se preocupa com os problemas associados ao uso de \u00e1lcool, por\u00e9m n\u00e3o apresenta um plano para modificar seu comportamento; est\u00e1 come\u00e7ando a ter consci\u00eancia ou a se preocupar com as consequ\u00eancias adversas do consumo excessivo de \u00e1lcool.<\/p>\n<p>+ <strong>prepara\u00e7\u00e3o<\/strong>: os pacientes se preocupam com os problemas associados ao uso de \u00e1lcool, inclusive com a busca de um plano para se tratar; a decis\u00e3o de modificar seu comportamento \u00e9 assumida, por\u00e9m ainda n\u00e3o foi acionado o plano de tratamento.<\/p>\n<p>+ <strong>determina\u00e7\u00e3o<\/strong>: coloca em pr\u00e1tica o plano para modificar o comportamento-problema, engajando-se ativamente em um programa de tratamento.<\/p>\n<p>+ <strong>a\u00e7\u00e3o<\/strong>: o paciente inicia o tratamento e interrompe o uso, tomando a\u00e7\u00f5es eficazes para atingir a meta estabelecida.<\/p>\n<p>+ <strong>manuten\u00e7\u00e3o<\/strong>: rediscute seus objetivos e a mudan\u00e7a de comportamento, fazendo uma avalia\u00e7\u00e3o dos resultados.<\/p>\n<p><em>Existem <strong>seis elementos<\/strong> que contribuem para a efic\u00e1cia da IB, tamb\u00e9m presentes na <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ipab\/abordagens-psicossociais\/abordagens-individuais\/entrevista-motivacional\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Entrevista Motivacional<\/a>. Eles podem ser identificados por meio do acr\u00f4nimo <strong>O REMAR<\/strong>, originado pela composi\u00e7\u00e3o da primeira letra das palavras Orienta\u00e7\u00f5es, Retorno, Empatia, Menu, Autoefic\u00e1cia, Responsabilidade.<\/em><\/p>\n<p>A <strong>Orienta\u00e7\u00e3o<\/strong> inclui as recomenda\u00e7\u00f5es ao paciente, que devem ser claras, diretas e sem ju\u00edzo de moral ou social, preservando a autonomia de decis\u00e3o do paciente.<\/p>\n<p>O termo <strong>Retorno<\/strong> significa a comunica\u00e7\u00e3o dos resultados de sua avalia\u00e7\u00e3o, com o AUDIT, por exemplo, esclarecendo o n\u00edvel de risco em que se encontra.<\/p>\n<p>A <strong>Empatia<\/strong> lembra da postura que deve ser adotada pelo profissional, de modo emp\u00e1tico, solid\u00e1rio e compreensivo.<\/p>\n<p>O <strong>Menu<\/strong> apresenta uma lista de alternativas de a\u00e7\u00f5es de autoajuda ou tratamento dispon\u00edveis que podem ser implementadas pelo paciente.<\/p>\n<p>A <strong>Autoefic\u00e1cia<\/strong> deve promover e facilitar a confian\u00e7a do paciente em seus recursos e em seu sucesso, refor\u00e7ando o otimismo e a autoconfian\u00e7a do paciente, de modo realista, desfazendo cren\u00e7as distorcidas e negativas sobre si mesmo.<\/p>\n<p>A <strong>Responsabilidade<\/strong> enfatiza a autonomia do paciente e sua responsabilidade nas decis\u00f5es, o que implica o posicionamento necess\u00e1rio de autoprote\u00e7\u00e3o, cuidado e compromisso com a mudan\u00e7a.<\/p>\n<p><em>Tendo em mente esses elementos, existem <strong>cinco passos<\/strong> a serem seguidos na aplica\u00e7\u00e3o de uma IB para problemas com o \u00e1lcool:<\/em><\/p>\n<ol>\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o e retorno: aplicar CAGE ou AUDIT para rastreamento.<\/li>\n<li>Negocia\u00e7\u00e3o da meta de tratamento em acordo com o paciente: se estiver fazendo uso de alto risco, pode-se sugerir o beber controlado; se houver depend\u00eancia, sugerir a abstin\u00eancia.<\/li>\n<li>T\u00e9cnicas de modifica\u00e7\u00e3o de comportamento: verificar o estado de motiva\u00e7\u00e3o do paciente; fazer um balan\u00e7o entre os pr\u00f3s e contras do uso de \u00e1lcool; realizar avalia\u00e7\u00e3o laboratorial e investigar \u00e1reas de vida com problemas relacionados ao consumo.<\/li>\n<li>Material de autoajuda: fornecer material informativo sobre uso de \u00e1lcool.<\/li>\n<li>Seguimento: realizar consulta, visita domiciliar ou telefonema mensal.<\/li>\n<\/ol>\n<p><em>Nos casos de risco ou depend\u00eancia leve as consultas podem ser de 15 minutos de aconselhamento por 4 a 5 meses, conforme o seguinte roteiro:<\/em><\/p>\n<p><strong>+ Primeira consulta<\/strong>: (1) avaliar o consumo de \u00e1lcool &#8211; uso de risco \/ depend\u00eancia (quanto, com que frequ\u00eancia, quando, com quem e quais os est\u00edmulos ambientais para uso do \u00e1lcool); (2) avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica geral; (3) se houver idea\u00e7\u00e3o suicida considerar encaminhamento ao especialista; (4) pedido de exames complementares (hemograma completo, gama GT e outros que se fizerem necess\u00e1rios de acordo com a avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica); (5) devolutiva da avalia\u00e7\u00e3o e estabelecimento da meta (abstin\u00eancia ou beber controlado); (6) procura de estrat\u00e9gias comportamentais que ajudem a alcan\u00e7ar a meta estabelecida.<\/p>\n<p><strong>+ Segunda consulta<\/strong>: (1) avalia\u00e7\u00e3o do consumo de \u00e1lcool desde a \u00faltima consulta, se o paciente conseguiu ou n\u00e3o cumprir a meta \u2013 se n\u00e3o, quais as dificuldades que encontrou; (2) avalia\u00e7\u00e3o do resultado dos exames complementares; (3) refor\u00e7o da meta a ser seguida; (4) fornecimento de material para leitura e autoajuda.<\/p>\n<p><strong>+ Terceira consulta<\/strong>: (1) avalia\u00e7\u00e3o do consumo de \u00e1lcool desde a \u00faltima consulta; se o paciente conseguiu ou n\u00e3o cumprir a meta \u2013 se n\u00e3o, quais as dificuldades que encontrou; (2) avalia\u00e7\u00e3o das vantagens e desvantagens de usar e n\u00e3o usar \u00e1lcool \u2013 isso ajuda o paciente a decidir entre beber e n\u00e3o beber; (3) se algum exame estiver alterado \u2013 por exemplo, gama GT \u2013 e se o paciente j\u00e1 estiver diminuindo o uso de \u00e1lcool, considerar repeti\u00e7\u00e3o do exame, mostrando ao paciente as altera\u00e7\u00f5es hep\u00e1ticas antes e depois da diminui\u00e7\u00e3o do consumo de \u00e1lcool.<\/p>\n<p><strong>+ Quarta consulta<\/strong>: (1) avalia\u00e7\u00e3o do uso de \u00e1lcool desde a \u00faltima consulta; (2) reavalia\u00e7\u00e3o dos pontos de maior dificuldade para enfrentar as situa\u00e7\u00f5es de risco e discuss\u00e3o de estrat\u00e9gias para encar\u00e1-las; (3) avalia\u00e7\u00e3o do progresso do tratamento at\u00e9 o momento junto com o paciente e encaminhamento para centro especializado nos casos em que n\u00e3o se alcan\u00e7ou melhora significativa ou h\u00e1 depend\u00eancia.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Alessandra Diehl, Daniel Cruz Cordeiro, Ronaldo Laranjeira. Depend\u00eancia qu\u00edmica: preven\u00e7\u00e3o, tratamento e pol\u00edticas p\u00fablicas.Organizadores, 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A IB \u00e9 uma interven\u00e7\u00e3o desenvolvida em um curto espa\u00e7o de tempo em sess\u00f5es que variam de 5 a 45 minutos, raramente ultrapassando cinco encontros. 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