{"id":4132,"date":"2023-02-22T15:11:15","date_gmt":"2023-02-22T18:11:15","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ib\/?p=4132"},"modified":"2023-02-22T15:13:02","modified_gmt":"2023-02-22T18:13:02","slug":"a-biodiversidade-surpreendente-do-bioma-pampa-estudo-inedito-aponta-presenca-de-mais-de-12-500-especies","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ib\/2023\/02\/22\/a-biodiversidade-surpreendente-do-bioma-pampa-estudo-inedito-aponta-presenca-de-mais-de-12-500-especies\/","title":{"rendered":"A biodiversidade surpreendente do bioma Pampa: estudo in\u00e9dito aponta presen\u00e7a de mais de 12.500 esp\u00e9cies"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um estudo rec\u00e9m-publicado na revista internacional <em>Frontiers of Biogeography<\/em> aponta a presen\u00e7a de mais de 12.500 esp\u00e9cies atualmente conhecidas no bioma Pampa, entre plantas, animais, fungos e outros microorganismos. Isso significa que o bioma, que cobre pouco mais de 2% do territ\u00f3rio brasileiro, cont\u00e9m 9% da biodiversidade atualmente conhecida do pa\u00eds. Os dados foram compilados por um grande grupo de especialistas nos mais diferentes grupos de organismos e servir\u00e3o de base para discuss\u00f5es sobre a conserva\u00e7\u00e3o desse bioma que sofre com a r\u00e1pida destrui\u00e7\u00e3o dos seus ecossistemas naturais.<\/strong><\/p>\n<p><img class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/escholarship.org\/cms-assets\/d1f8a50d99e1652e81bf24dca7f0ff0d5783470037ad28001d88c17a021160b8\" alt=\"Frontiers of Biogeography banner\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O artigo \u201c<em>12,500+ and counting: biodiversity of the Brazilian Pampa<\/em>\u201d (\u201c<em>12.500 e contando: biodiversidade do Pampa brasileiro<\/em>\u201d) \u00e9 resultado de um esfor\u00e7o coletivo de mais de 120 pesquisadores de 70 institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e foi liderado pelo Professor Gerhard Overbeck e os pesquisadores de p\u00f3s-doutorado Bianca Ott Andrade e William Dr\u00f6se, do Departamento de Bot\u00e2nica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em Porto Alegre\/RS. <u>O estudo contou com a participa\u00e7\u00e3o dos docentes Edison Zefa, Marco Antonio Tonus Marinho, Marco Silva Gottschalk, Rafael Antunes Dias e Rodrigo Ferreira Kr\u00fcger, todos do Instituto de Biologia da UFPel e vinculados ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Animal.<\/u> \u201c<em>A pergunta inicial do artigo \u00e9 bastante simples: qual \u00e9 a biodiversidade do bioma Pampa?<\/em>\u201d, relata Gerhard Overbeck. \u201c<em>O Pampa \u00e9 a regi\u00e3o do extremo sul do Brasil, conhecida pelas plan\u00edcies de campos a se perder de vista, mas que tamb\u00e9m inclui diversos outros ambientes, como florestas, banhados ou butiazais. O conhecimento sobre a sua biodiversidade vem crescendo ano a ano, mas esses dados n\u00e3o s\u00e3o facilmente dispon\u00edveis, de maneira que aquela pergunta simples inicial n\u00e3o pode ser respondida. Assim, surgiu a ideia para esse estudo<\/em>\u201d, continua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tr\u00eas pesquisadores reuniram uma rede de especialistas nos mais diferentes grupos de organismos. Em um esfor\u00e7o que durou mais de dois anos, constru\u00edram uma base de dados de biodiversidade do Pampa e obtiveram resultados surpreendentes. Para praticamente todos os grupos de organismos, o estudo resultou em n\u00fameros mais altos do que o conhecido ou estimado anteriormente. E para alguns grupos em especial, como \u00e9 o caso das algas e fungos, esse n\u00famero foi muito maior do que se conhecia para a regi\u00e3o e proporcionalmente para o Brasil. Os dados tamb\u00e9m evidenciam uma contribui\u00e7\u00e3o especialmente alta do Pampa para alguns grupos de organismos, como aves, mam\u00edferos e abelhas. \u201c<em>Os dados demonstram que o Pampa possui biodiversidade alta n\u00e3o s\u00f3 no grupo de plantas campestres, onde j\u00e1 havia um bom conhecimento antes, mas tamb\u00e9m em muitos outros grupos<\/em>\u201d, detalha William Dr\u00f6se. \u201c<em>E temos de considerar que em muitos grupos, por exemplo nas formigas, h\u00e1 muitas esp\u00e9cies que nem foram descritas ainda<\/em>.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pampa emerge, com esse trabalho de s\u00edntese, como um bioma com biodiversidade alta. No entanto, segundo dados atuais da iniciativa MapBiomas, \u00e9 uma regi\u00e3o que sofre perdas muito r\u00e1pidas de ecossistemas nativos e, com isso, da biodiversidade nativa. \u201c<em>A perda de biodiversidade nativa implica na perda de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos importantes para as popula\u00e7\u00f5es humanas<\/em>\u201d, pondera Bianca Andrade. \u201c<em>Dessa maneira, esperamos que os dados contribuam para uma considera\u00e7\u00e3o maior da conserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas nativos em pol\u00edticas p\u00fablicas onde o Pampa ainda recebe relativamente pouca aten\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os autores do artigo chamam aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, em nosso mundo sob efeito de mudan\u00e7as globais, a biodiversidade \u00e9 um tema de fundamental import\u00e2ncia em pol\u00edticas p\u00fablicas. Consequentemente, precisa \u2013 al\u00e9m da conserva\u00e7\u00e3o, obviamente \u2013 investir em programas de pesquisa sobre biodiversidade, bem como na melhor considera\u00e7\u00e3o do tema biodiversidade em curr\u00edculos escolares. Os dados compilados pelos pesquisadores est\u00e3o dispon\u00edveis online, atrav\u00e9s da p\u00e1gina da revista. A ideia do grupo dos autores \u00e9 realizar atualiza\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas da base de dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancia completa do artigo:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andrade et al. 2023: <em>12,500+ and counting: biodiversity of the Brazilian Pampa<\/em>. <strong>Frontiers of Biogeography<\/strong>, in press. DOI: 10.21425\/F5FBG59288<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Publicado online:<\/strong> 16\/02\/2023.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acesso:<\/strong> https:\/\/escholarship.org\/uc\/item\/7tp2k884<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Contatos:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gerhard Overbeck, gerhard.overbeck@ufrgs.br, (51) 9 9740 6752<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bianca Ott Andrade, andradebo@gmail.com, (41) 9 9527 3330<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">William Dr\u00f6se, william_drose@hotmail.com, (53) 9 9165 2330<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biodiversidade Animal (IB\/UFPel)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Contato: <\/strong>ppgbdiv@ufpel.edu.br ou ppgbdiv@gmail.com<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Site: <\/strong>https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ppgbdiv\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo rec\u00e9m-publicado na revista internacional Frontiers of Biogeography aponta a presen\u00e7a de mais de 12.500 esp\u00e9cies atualmente conhecidas no bioma Pampa, entre plantas, animais, fungos e outros microorganismos. 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