{"id":37,"date":"2021-05-20T15:31:13","date_gmt":"2021-05-20T18:31:13","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gthistoriaculturalrs\/?page_id=37"},"modified":"2021-11-25T09:07:06","modified_gmt":"2021-11-25T12:07:06","slug":"apresentacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gthistoriaculturalrs\/","title":{"rendered":"Bem-vindos (as)!"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\">H\u00e1 um quadro de Paul\u00a0<span class=\"SpellE\">Klee<\/span>\u00a0que se chama \u201c<span class=\"SpellE\">Angelus<\/span>\u00a0<span class=\"SpellE\">Novus<\/span>\u201d.\u00a0Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente. Seus olhos est\u00e3o escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O anjo da hist\u00f3ria deve ter esse aspecto. Seu rosto est\u00e1 dirigido para o passado. Onde n\u00f3s vemos uma cadeia de acontecimentos, ele v\u00ea uma cat\u00e1strofe \u00fanica, que acumula incansavelmente ru\u00edna sobre ru\u00edna e as dispersa a nossos p\u00e9s. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar fragmentos. Mas uma tempestade sopra do para\u00edso e prende-se em suas asas com tanta for\u00e7a que ele n\u00e3o pode mais fech\u00e1-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ru\u00ednas cresce at\u00e9 o c\u00e9u. Essa tempestade \u00e9 o que chamamos de progresso.\u00a0\u00a0<span class=\"GramE\">(BENJAMIN, Walter.<\/span>\u00a0Obras escolhidas.\u00a0Trad.: S\u00e9rgio Paulo Rouanet. 7.\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1994.\u00a0<span class=\"GramE\">p.<\/span>226.)<\/p>\n<h1 align=\"center\">O GT Hist\u00f3ria Cultural da ANPUH-RS<\/h1>\n<p align=\"center\">A Hist\u00f3ria Cultural investiga representa\u00e7\u00f5es e imagin\u00e1rios, isto \u00e9, &#8220;<span class=\"SpellE\">re-apresenta\u00e7\u00f5es<\/span>&#8221; do outro, produzidas num \u00e2mbito espec\u00edfico, que n\u00e3o visa reproduzir, mas criar. Ela trata de sistemas imagin\u00e1rios e relaciona-se, cada vez mais, com v\u00e1rios dom\u00ednios das ci\u00eancias humanas e sociais, tais como antropologia, literatura, psicologia, arquitetura, comunica\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, as artes visuais, teatro, patrim\u00f4nio. Enquanto vertente historiogr\u00e1fica, tem possibilitado aos estudiosos abordarem um vasto leque de tem\u00e1ticas, tais como: literatura, cidade, loucura, mem\u00f3ria, religiosidade, cidadania, modernidade, individualismo, espa\u00e7os p\u00fablico e privado e a escrita dos &#8216;homens comuns&#8217;, entre outras. Desta forma, vem se consolidando, mais incisivamente, a partir e ao longo da \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo XX, enquanto aporte te\u00f3rico de an\u00e1lise, tanto para a disciplina de Hist\u00f3ria quanto para todas as outras que se disp\u00f5em \u00e0 <span class=\"SpellE\">transdisciplinaridade<\/span>.<\/p>\n<p align=\"center\">Visando expandir o debate neste vi\u00e9s te\u00f3rico, \u00e9 que foi criado o Grupo de Trabalho de Hist\u00f3ria Cultural (GTHC-RS) em Porto Alegre no ano de 1997, tendo \u00e0 frente de sua funda\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o a historiadora Dr.\u00aa Sandra\u00a0<span class=\"SpellE\">Jatahy<\/span>\u00a0<span class=\"SpellE\">Pesavento<\/span>, professora titular de Hist\u00f3ria da UFRGS. Vinculado \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Hist\u00f3ria &#8211; Se\u00e7\u00e3o Rio Grande do Sul (ANPUH-RS), este grupo logo se ampliou e contribuiu para formar e consolidar o GTHC Nacional, que congrega reconhecidos pesquisadores de v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds empenhados em discutir amplamente as produ\u00e7\u00f5es realizadas sob esta \u00e9gide.<\/p>\n<p align=\"center\">Desde o in\u00edcio, o GT criou diversas atividades de discuss\u00e3o e debate, acad\u00eamicos e tamb\u00e9m fora da academia, que vingaram em suas v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es. Citamos, principalmente, as \u201cJornadas de Hist\u00f3ria Cultural\u201d, evento bianual, que j\u00e1 est\u00e1 em sua d\u00e9cima quinta edi\u00e7\u00e3o. Outra realiza\u00e7\u00e3o importante deste GT s\u00e3o as chamadas \u201cLeituras de Hist\u00f3ria Cultural\u201d, que iniciaram no ano de 2003 na Livraria Cultura de Porto Alegre e existindo at\u00e9 hoje, conta com a parceria de v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es de ensino, pesquisa e culturais, que j\u00e1 as sediaram (PUCRS, UFRGS, Livraria e editora <span class=\"SpellE\">Zouk<\/span>, Centro Cultural \u00c9rico Ver\u00edssimo, Memorial do RS).\u00a0\u00a0Outros locais p\u00fablicos de debates e ligados \u00e0 cultura municipal e estadual tamb\u00e9m foram sede de eventos do GT de Hist\u00f3ria Cultural \u2013 RS, entre eles: MARGS \u2013 Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Museu J\u00falio de Castilhos, Memorial do Rio Grande do Sul, Casa de Cultura M\u00e1rio Quintana. E como parceira, desde 2005, temos a C\u00e2mara Rio-grandense do Livro, entidade respons\u00e1vel pelo evento anual na cidade \u201cFeira do Livro de Porto Alegre\u201d, que tem a presen\u00e7a do GT e seus membros na grade de suas atividades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um quadro de Paul\u00a0Klee\u00a0que se chama \u201cAngelus\u00a0Novus\u201d.\u00a0Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente. Seus olhos est\u00e3o escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O anjo da hist\u00f3ria deve ter esse aspecto. Seu rosto est\u00e1 dirigido para o passado. 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