{"id":348,"date":"2008-09-09T13:59:31","date_gmt":"2008-09-09T16:59:31","guid":{"rendered":"http:\/\/fae.ufpel.edu.br\/gepiem\/?page_id=51"},"modified":"2021-09-25T13:47:22","modified_gmt":"2021-09-25T16:47:22","slug":"glossario","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gepiem\/glossario\/","title":{"rendered":"Gloss\u00e1rio &#8211; Imagin\u00e1rio e Simb\u00f3lico"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><strong><span style=\"color: black;font-family: Verdana\">Gloss\u00e1rio<\/span><\/strong><strong><span style=\"color: black;font-family: Verdana\"> do Imagin\u00e1rio<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 9pt;color: black;font-family: Verdana\">Dr.\u00aa L\u00facia Maria Vaz Peres (L\u00edder do Grupo)<\/span><span style=\"font-size: 9pt;color: black;font-family: Verdana\"><br \/>\nlp2709@gmail.com<br \/>\n<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 9pt;color: black;font-family: Verdana\"><strong>Gloss\u00e1rio &#8211; Imagin\u00e1rio e Simb\u00f3lico<\/strong><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 9pt;color: black;font-family: Verdana\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-size: 9pt;color: black;font-family: Verdana\"><strong>Alegoria<\/strong> &#8211; representa\u00e7\u00e3o de uma id\u00e9ia, por meio de outra que com ela tem rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima.<\/span><\/p>\n<p>Figura\u00e7\u00e3o &#8211; personifica\u00e7\u00e3o &#8211; met\u00e1fora &#8211; par\u00e1bola &#8211; a palavra deriva-se do grego <em>\u00e1llos<\/em>, outra coisa + <em>\u00a0agareyo<\/em>, dizer = dizer uma coisa por outra. A alegoria pode ser objeto da literatura, da ret\u00f3rica ou da arte (pintura, escultura). Na arte, consiste, as mais das vezes, em personifica\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias\u00a0 imateriais ou abstratas, como a representa\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, da f\u00e9, da sabedoria, da amizade etc.<\/p>\n<p>Em ret\u00f3rica e literatura, a alegoria \u00e9, por assim dizer, um desdobramento da met\u00e1fora, sendo, no entanto, mais geral e completa do que esta no que diz respeito \u00e0 figura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Alteridade<\/strong> &#8211; Trata-se da realiza\u00e7\u00e3o do nosso<em> si-mesmo,<\/em> no que temos de mais pessoal. Em uma frase: realiza\u00e7\u00e3o que encaminha a unicidade de cada Ser na sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. \u00c9 a forma de nossa unicidade \u00faltima e irrevog\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Arqu\u00e9tipo<\/strong> &#8211; Segundo C. G. Jung, psic\u00f3logo e psicanalista su\u00ed\u00e7o (1875-1961), imagens ps\u00edquicas do inconsciente coletivo que s\u00e3o patrim\u00f4nio comum a toda a humanidade. O arqu\u00e9tipo \u00e9 um elemento puramente formal, apenas com possibilidade de preforma\u00e7\u00e3o, ou seja, forma de representa\u00e7\u00e3o ancorada no<em> a priori <\/em>do desenvolvimento humano. Ele n\u00e3o se propaga, de forma alguma, apenas pela tradi\u00e7\u00e3o, pela linguagem e pela migra\u00e7\u00e3o, mas podem renascer espontaneamente em qualquer lugar e tempo. \u00c9 como dizer que em cada psique, h\u00e1 prontid\u00f5es, potencialmente vivas. Formas que embora inconscientes, n\u00e3o s\u00e3o, por isso, menos ativas e, geralmente, moldam de antem\u00e3o e instintivamente o pensar e o sentir humano. Da\u00ed a id\u00e9ia de inato e heredit\u00e1rio (embora tese esta bem atenuada por Jung quando ressalva: <em>&#8230; se herda a possibilidade),<\/em> onde est\u00e3o contidos s\u00edmbolos com significa\u00e7\u00f5es distintas. Portanto, em si o arqu\u00e9tipo \u00e9 desprovido de significado.<\/p>\n<p><strong>Arqu\u00e9tipo Central<\/strong> &#8211; Comp\u00f5e o espectro de s\u00edmbolos que se encontram mais polarizados em determinadas situa\u00e7\u00f5es, culturas e tradi\u00e7\u00f5es. Por exemplo, Cristo na cultura e tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, \u00e9 o s\u00edmbolo da media\u00e7\u00e3o entre o c\u00e9u e a terra, entre Deus-Pai e os homens pecadores. Sem pretender entrar na tese da realidade hist\u00f3rica do Cristo, nem tampouco a da realidade dogm\u00e1tica do verbo encarnado, (&#8230;) <em>muitos autores viram no Cristo a s\u00edntese dos s\u00edmbolos fundamentais do universo: o c\u00e9u e a terra, por suas duas naturezas -divina e humana; o ar e o fogo, por sua ascens\u00e3o e sua descida aos infernos &#8230;<\/em> (Chevalier e Gheerbrandt, 1994, p. 304). Nesse sentido, o arqu\u00e9tipo central, em n\u00f3s, \u00e9 o centro para onde mais convergem nossas a\u00e7\u00f5es, nossos valores e nossas concep\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Arqu\u00e9tipo matriarcal<\/strong> &#8211; \u00c9 o arqu\u00e9tipo com significa\u00e7\u00e3o feminina, embora n\u00e3o deva ser entendido apenas no plano biol\u00f3gico. \u00c9 preciso ser entendido num plano mais amplo, uma vez que a alma humana comp\u00f5e a combina\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios masculino e feminino: <em>Nefesh (princ\u00edpio masculino) e Chajah (princ\u00edpio feminino) d\u00e3o a plena significa\u00e7\u00e3o da alma viva<\/em> (Chevalier e Gheerbrandt, 1994, p.598). Jung traduziu como <em>animus <\/em>(tend\u00eancia masculina na mulher)<em> e anima<\/em> (tend\u00eancia feminina no homem). O arqu\u00e9tipo matriarcal atua com dois aspectos: construtivos e destrutivos. \u00c9 um arqu\u00e9tipo construtivo quando ajuda o outro a crescer, a discriminar-se atrav\u00e9s do carinho, da compreens\u00e3o, da dedica\u00e7\u00e3o que liberta, e acima de tudo, usa a intui\u00e7\u00e3o como ferramenta de gerar e acessar ao outro novos caminhos. E, torna-se destrutivo quando n\u00e3o ajuda o outro se discriminar amarrando-o no res\u00edduo arquetipal de tudo o que os homens viveram desde os mais remotos in\u00edcios, o lugar da experi\u00eancia supra individual (a m\u00e3e em n\u00f3s). <em>Devido \u00e0 superioridade relativa que procede de sua natureza impessoal e da sua qualidade de fonte, ele pode voltar-se contra o consciente nascido dele, e destru\u00ed-lo<\/em> (op. cit. p 582).<\/p>\n<p><strong>Arqu\u00e9tipo patriarcal<\/strong> &#8211; Seu princ\u00edpio <em>Nefesh<\/em> ou <em>animus<\/em> junguiano, simboliza a gera\u00e7\u00e3o, a posse e a domina\u00e7\u00e3o. Figura que d\u00e1 as leis; fonte da institui\u00e7\u00e3o ou do institu\u00eddo, do pensamento racional e pr\u00e1tico. Ele n\u00e3o procria por si mesmo, mas \u00e9 respons\u00e1vel pela procria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Arquetipologia<\/strong> &#8211; constela\u00e7\u00f5es de imagens e de s\u00edmbolos em <em>n\u00facleos organizadores <\/em>que busca distinguir as manifesta\u00e7\u00f5es humanas da imagina\u00e7\u00e3o \u00c9 estar &#8220;aberto&#8221; ao horizonte do tempo. No ato da imagina\u00e7\u00e3o est\u00e1 subsumido o passado e a mem\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Epifania &#8211; <\/strong>apari\u00e7\u00e3o ou manifesta\u00e7\u00e3o divina.<\/p>\n<p><strong>Epistemologia do s\u00edmbolo<\/strong> &#8211; esfor\u00e7o cient\u00edfico de elabora\u00e7\u00e3o de conceitos fundados em regimes de imagens e fantasias, considerando que a ci\u00eancia nunca se separou dos fundamentos imagin\u00e1rios. Nos diz Durand (1989):<em> Tomemos um exemplo preciso do fil\u00f3sofo da biologia, G. Canguilhem, que num excelente artigo, mostra que algumas querelas cient\u00edficas n\u00e3o s\u00e3o muitas vezes mais que o resultado de diferen\u00e7as dos regimes de imagem <\/em>(p.126)<em>.<\/em><\/p>\n<p><strong>Esquemas <em>(sh\u00e8me)<\/em><\/strong> &#8211; Generaliza\u00e7\u00f5es din\u00e2micas e afetivas do <em>fundo arcaico<\/em> das imagens. S\u00e3o eles o &#8220;esqueleto&#8221; din\u00e2mico e funcional da imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Estruturas<\/strong> &#8211; S\u00e3o uma esp\u00e9cie de matriz das representa\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias em torno de esquemas originais. S\u00e3o formas din\u00e2micas, sujeitas a transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Eufemiza\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; Processo observado pelos antrop\u00f3logos de enfraquecimento ou suaviza\u00e7\u00e3o de determinada representa\u00e7\u00e3o, disfar\u00e7ando-se com o nome ou o atributo do seu contr\u00e1rio. Durand (1989) fala de uma <em>eufemiza\u00e7\u00e3o constitutiva<\/em> da imagina\u00e7\u00e3o, citando, por exemplo, que a eufemiza\u00e7\u00e3o da prostituta em alem\u00e3o e em Franc\u00eas, \u00e9 &#8220;rapariga&#8221;. E, que a <em>eufemiza\u00e7\u00e3o da morte nos leva para um outro regime de representa\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria diferente do que at\u00e9 hav\u00edamos constru\u00eddo. <\/em><em>O abismo \u00e9 eufemizado no microcosmo do ventre <\/em>(p.83).<\/p>\n<p><strong>\u00cdcone<\/strong> &#8211; voc\u00e1bulo grego que significa <em>imagem. <\/em>Quadro, est\u00e1tua, tape\u00e7aria, mosaico ou qualquer imagem que, na Igreja Ortodoxa, representa Cristo, a Virgem, ou algum santo ou m\u00e1rtir, considerada milagrosa e geralmente ornada de j\u00f3ias e pedras preciosas.<\/p>\n<p><strong>Imagina\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica<\/strong> &#8211; Significa\u00e7\u00e3o atribu\u00edda \u00e0 uma determinada imagem; sentido para al\u00e9m do objeto sens\u00edvel. Remete-nos ao conceito de hermen\u00eautica, em cuja base est\u00e1 a interpreta\u00e7\u00e3o do sentido das palavras ou dos s\u00edmbolos. <em>N\u00e3o importa at\u00e9 onde o homem estenda os seus sentidos, sempre haver\u00e1 um limite \u00e0 sua percep\u00e7\u00e3o consciente<\/em> (Jung, 1964, p. 23).<\/p>\n<p><strong>Imaginar<\/strong> &#8211; Imaginar \u00e9 estar &#8220;aberto&#8221; ao horizonte do tempo. No ato da imagina\u00e7\u00e3o est\u00e1 subsumido o passado e a mem\u00f3ria, onde reina o pensamento pr\u00e9 reflexivo. \u00c9, tamb\u00e9m, reproduzir e criar. Como nos ensina Durand, \u00e9 uma forma de entrar no <em>\u00fatero da ess\u00eancia do Ser-Homem no mundo<\/em>. Podemos dizer, ent\u00e3o que \u00e9 um ato da consci\u00eancia pertencente a subjetividade humana.<\/p>\n<p><strong>Imagin\u00e1rio<\/strong> &#8211; Na concep\u00e7\u00e3o durandiana, \u00e9 a refer\u00eancia \u00faltima de toda a produ\u00e7\u00e3o humana atrav\u00e9s de sua manifesta\u00e7\u00e3o discursiva, a qual sustenta o pensamento humano, movendo-se segundo quadros m\u00edsticos e m\u00edticos. Eles orientam e modulam o curso do homem, da sociedade e da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Indiscrimina\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; A indiscrimina\u00e7\u00e3o faz parte da elabora\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que o ensino demasiado racional e verbal prejudica. Portanto, a indiscrimina\u00e7\u00e3o trabalha com a ant\u00edtese da discrimina\u00e7\u00e3o proporcionando aos alunos intera\u00e7\u00f5es e objetos do conhecimento, que permitam uma simboliza\u00e7\u00e3o e um aprender mais integrados.<\/p>\n<p><strong>Individua\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; \u00c9 o processo pelo qual todo Ser passa para tornar-se um <em>individuum <\/em>psicol\u00f3gico, isto \u00e9, uma\u00a0 unidade aut\u00f4noma e indivis\u00edvel, uma totalidade singular. \u00c9 isomorfo a Alteridade. Em uma frase: realiza\u00e7\u00e3o do EU, do si-mesmo, que encaminha a unicidade de cada Ser na sua pr\u00f3pria exist\u00eancia<em>.<\/em><\/p>\n<p><strong>M\u00edstica<\/strong> &#8211; A assinatura m\u00edstica nas coisas tem um car\u00e1ter de guliveriza\u00e7\u00e3o, a medida em que \u00e9 uma estrutura de apoio misterioso que lembra a vida espiritualmente aleg\u00f3rica. Com isso quero dizer que em toda m\u00edstica cont\u00e9m um simbolismo concreto, abrangendo um conjunto de elementos que elevam o pensar.<\/p>\n<p><strong>Par\u00e1bola<\/strong> &#8211; narra\u00e7\u00e3o aleg\u00f3rica na qual o conjunto de elementos evoca, por compara\u00e7\u00e3o, outras realidades de ordem superior.<\/p>\n<p><strong>Persona<\/strong> &#8211; De acordo com Jung, \u00e9 uma esp\u00e9cie de m\u00e1scara que vestimos para a adapta\u00e7\u00e3o social, sendo ela parte integrante da nossa personalidade.<\/p>\n<p><strong>Regimes do Imagin\u00e1rio<\/strong> &#8211; Estudado por Durand (1989) onde mostra que estes regimes comp\u00f5em forma\u00e7\u00f5es por agrupamentos de estruturas vizinhas atrav\u00e9s de <em>n\u00facleos organizadores<\/em> do processo de significa\u00e7\u00e3o cultural, que &#8220;hierarquizaram&#8221; as manifesta\u00e7\u00f5es do imagin\u00e1rio humano. Estes n\u00facleos de imagens se dividem em dois: <em>regimes diurnos e regimes noturnos<\/em>, onde est\u00e3o agrupados diferentes s\u00edmbolos.<\/p>\n<p><strong>Regime diurno da imagem<\/strong> &#8211; Pode ser definido como o <em>regime da ant\u00edtese <\/em>(Durand 1989, p.49), salienta a oposi\u00e7\u00e3o entre duas id\u00e9ias; embora, contenha polariza\u00e7\u00f5es din\u00e2micas. Se divide <em>em duas partes antit\u00e9ticas, a primeira de que o sentido do t\u00edtulo ser\u00e1 dado pela pr\u00f3pria converg\u00eancia sem\u00e2ntica(&#8230;) ao fundo das trevas (&#8230;)se desenha o brilho vitorioso da luz; a segunda manifestando a reconquista antit\u00e9tica e met\u00f3dica das valoriza\u00e7\u00f5es negativas da primeira <\/em>(op. cit).<\/p>\n<p><strong>Regime noturno da imagem<\/strong> &#8211; Tem o car\u00e1ter de eufemizar a valora\u00e7\u00e3o negativa das imagens noturnas, ou seja, suavizar, sob o signo da convers\u00e3o, o valor afetivo atribu\u00eddo a determinadas imagens. &#8230;<em>\u00e9 ent\u00e3o que, no seio da pr\u00f3pria noite, o esp\u00edrito procura a luz e a queda se eufemiza em descida e o abismo minimiza-se em ta\u00e7a&#8230;<\/em> (Durand, 1989, p.138).<\/p>\n<p><strong>Representa\u00e7\u00e3o <\/strong>&#8211; \u00c9 o campo do conhecimento onde se constr\u00f3i as condi\u00e7\u00f5es que se refletem na subjetividade. &#8220;Realidade&#8221;, significada por cada um. For\u00e7as que nos produzem, bem como, produtoras de mudan\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Self<\/strong> &#8211; Para Jung (1964\u00d3) \u00e9 uma esp\u00e9cie de <em>centro organizador<\/em>, <em>totalidade absoluta da psique <\/em>(p.161) de onde emanam as imagens on\u00edricas. Tem uma fun\u00e7\u00e3o especial, a de regular o funcionamento da psique, podendo ser definido como um fator de orienta\u00e7\u00e3o \u00edntima, que possibilita um constante desenvolvimento e amadurecimento da personalidade. Os gregos chamavam-lhe <em>daimon, o interior do homem; no Egito expresso no conceito de Alma-Ba; e os romanos adoravam-no como&#8221; g\u00eanio&#8221; inato em cada indiv\u00edduo<\/em> <em>(&#8230;) <\/em>(p.161). Sendo o Self um fator de orienta\u00e7\u00e3o \u00edntima e inconsciente pode ser <em>apreendido somente atrav\u00e9s da investiga\u00e7\u00e3o dos sonhos de cada um <\/em>(p 162).<\/p>\n<p><strong>Self-cultural<\/strong> &#8211; Termo enriquecido por Byington (1996), a partir de Jung, para designar este self como o<em> centro organizador e regulador<\/em> dos padr\u00f5es de comportamento, das cren\u00e7as, das institui\u00e7\u00f5es e doutros valores transmitidos coletivamente.<\/p>\n<p><strong>Self-pedag\u00f3gico<\/strong> &#8211; Idem ao anterior, com a ressalva que esse self regula e organiza os ideais de educa\u00e7\u00e3o, segundo determinadas concep\u00e7\u00f5es de vida, e dos processos e t\u00e9cnicas mais eficientes para efetivar estes ideais. Como representante deste, temos o professor, que atrav\u00e9s de sua profiss\u00e3o pratica os ideais institu\u00eddos pela escola &#8211; ensinar.<\/p>\n<p><strong>Signo<\/strong> &#8211; entidade constitu\u00edda pela combina\u00e7\u00e3o de um conceito, denominado significado, e uma imagem ac\u00fastica, denominada significante. [A imagem ac\u00fastica de um signo ling\u00fc\u00edstico n\u00e3o \u00e9 a palavra falada (ou seja, o som material) mas a impress\u00e3o ps\u00edquica deste som, segundo Saussure; no uso corrente, contudo, o termo signo designa freq\u00fcentemente a palavra.<\/p>\n<p><strong>S\u00edmbolo<\/strong> &#8211; Podem ser: arbitr\u00e1rios &#8211; que remetem a uma realidade significada, presente ou n\u00e3o, e os aleg\u00f3ricos &#8211; remetem a uma realidade significada, mas dificilmente apresent\u00e1vel. Carrega em si, a imagem de uma transcend\u00eancia, jamais expl\u00edcita e sempre amb\u00edgua. &#8220;Objeto&#8221; ausente re-(a)presentado \u00e0 consci\u00eancia por uma imagem, no sentido amplo do termo. Ou seja, consci\u00eancia que disp\u00f5e de diferentes graus de imagem. &#8220;Realidade&#8221;, significada por cada um. <em>Assim, uma palavra ou uma imagem \u00e9 simb\u00f3lica quando implica alguma coisa al\u00e9m do seu significado manifesto e imediato<\/em> (Jung, 1964\u00d3, p. 20).<\/p>\n<p><strong>S\u00edmbolo<\/strong> &#8211; aquilo que representa, evoca ou \u00e9 sinal de uma coisa, ou no\u00e7\u00e3o abstrata. Psicol. &#8220;Imagem que, no inconsciente, pode representar indiretamente ou substituir objetos, atos ou rela\u00e7\u00f5es diversas.&#8221; (Weiss) O simbolismo dos sonhos, dos atos falhados etc., isto \u00e9, o conjunto dos disfarces da libido, \u00e9 ponto de maior import\u00e2ncia nos estudos da psican\u00e1lise, que pretendeu chegar a um &#8220;c\u00f3digo de s\u00edmbolos&#8221;, o qual tem sido objeto de severas cr\u00edticas, \u00e0 vista de seu car\u00e1ter de universalidade e const\u00e2ncia discut\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Sombra<\/strong> &#8211; Existe na psique humana, como uma parte inferior da personalidade. \u00c9 a soma de todos os elementos pessoais e coletivos que, incompat\u00edves com a forma de vida conscientemente escolhida, n\u00e3o foram vividos e se unem no inconsciente, formando uma personalidade parcial. Podemos dizer que \u00e9 uma personalidade oculta, &#8220;recalcada&#8221;, freq\u00fcentemente carregada de culpa, cujas ramifica\u00e7\u00f5es extremas remontam ao reino de nossos ancestrais, englobando todo aspecto hist\u00f3rico do inconsciente.<\/p>\n<p><strong>Subjetividade<\/strong> &#8211; \u00c9 o movimento do Homem frente Si pr\u00f3prio, consequentemente, frente ao mundo. Uma esp\u00e9cie de curvamento diante do Si-mesmo; tomada de consci\u00eancia do Si. O fundamento deste processo assenta-se, em parte no imagin\u00e1rio como patrim\u00f4nio da humanidade (produ\u00e7\u00f5es coletivas), outra parte nos desdobramentos individuais de cada Ser-no-mundo emergentes das rela\u00e7\u00f5es. Portanto, \u00e9 o mergulho no interior das coisas e, assim, de n\u00f3s pr\u00f3prios como experi\u00eancia de conhecimento que busca penetrar naquilo que conhece.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gloss\u00e1rio do simbolismo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alegoria<\/strong> &#8211; Representa\u00e7\u00e3o de uma id\u00e9ia, por meio de outra que com ela tem rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima. Figura\u00e7\u00e3o-personifica\u00e7\u00e3o-met\u00e1fora-par\u00e1bola-a palavra deriva-se do grego <em>\u00e1llos<\/em>, outra coisa + <em>agareyo,<\/em> dizer= dizer uma coisa por outra. A alegoria pode ser objeto da literatura, da ret\u00f3rica ou da arte (pintura, escultura). Na arte, consiste, as mais das vezes, em personifica\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias imateriais ou abstratas, como a representa\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, da f\u00e9, da sabedoria, da amizade, etc. Em ret\u00f3rica e literatura, a alegoria \u00e9, por assim dizer, um desdobramento da met\u00e1fora, sendo, no entanto, mais geral e completa do que esta no que diz respeito \u00e0 figura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Epifania<\/strong> &#8211; Apari\u00e7\u00e3o ou manifesta\u00e7\u00e3o divina.<\/p>\n<p><strong>\u00cdcone<\/strong> &#8211; Voc\u00e1bulo grego que significa imagem. Quadro, est\u00e1tua, tape\u00e7aria, mosaico ou qualquer imagem que, na Igreja Ortodoxa, representa Cristo, a Virgem, ou algum santo ou m\u00e1rtir, considerada milagrosa e geralmente ornada de j\u00f3ias e pedras preciosas.<\/p>\n<p><strong>Signo<\/strong> &#8211; Entidade constitu\u00edda pela combina\u00e7\u00e3o de um conceito, denominado significado, e uma imagem ac\u00fastica, denominada significante. A imagem ac\u00fastica de um signo ling\u00fc\u00edstico n\u00e3o \u00e9 a palavra falada (ou seja, o som material) mas a impress\u00e3o ps\u00edquica deste som, segundo Saussure; no uso corrente, contudo, o termo signo designa freq\u00fcentemente a palavra.<\/p>\n<p><strong>S\u00edmbolo<\/strong> &#8211; Aquilo que representa, evoca ou \u00e9 sinal de uma coisa, ou no\u00e7\u00e3o abstrata. Psicol. &#8220;Imagem que, no inconsciente, pode representar indiretamente ou substituir objetos, atos ou rela\u00e7\u00f5es diversas&#8221;.(Weiss) O simbolismo dos sonhos, dos atos falhados, etc., isto \u00e9, o conjunto dos disfarces da libido, \u00e9 ponto de maior import\u00e2ncia nos estudos da psican\u00e1lise, que pretendeu chegar a um &#8220;c\u00f3digo de s\u00edmbolos&#8221;, o qual tem sido objeto de severas cr\u00edticas, \u00e1 vista de seu car\u00e1ter de universalidade e Constancia discut\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Par\u00e1bola<\/strong> &#8211; Narra\u00e7\u00e3o aleg\u00f3rica na qual o conjunto de elementos evoca, por compara\u00e7\u00e3o, outras realidades de ordem superior.<\/p>\n<p><strong>As hermen\u00eauticas redutoras<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hermen\u00eautica<\/strong> &#8211; Arte de interpretar o sentido dos voc\u00e1bulos. Interpreta\u00e7\u00e3o dos textos sagrados. Interpreta\u00e7\u00e3o das leis.<\/p>\n<p><strong>Mitemas<\/strong> &#8211; Grande unidade constitutiva que, pela sua complexidade, tem o car\u00e1ter de uma rela\u00e7\u00e3o. Tal como a fonologia ultrapassa e abandona as pequenas unidades sem\u00e2nticas (fonemas, morfemas, semantemas) para se interessar pelo dinamismo\u00a0 das rela\u00e7\u00f5es entre os fonemas, tamb\u00e9m a mitologia estrutural nunca ir\u00e1 deter-se num s\u00edmbolo separado de seu contexto: ela ter\u00e1 por objetivo a frase complexa na qual se estabelecem rela\u00e7\u00f5es entre os semantemas e \u00e9 esta frase que constitui o mitema.<\/p>\n<p><strong>As hermen\u00eauticas instauradoras<\/strong><\/p>\n<p><strong>Anima<\/strong> &#8211; Arqu\u00e9tipo do feminino no homem. (ver mais sobre <em>anima <\/em>e <em>animus <\/em>no livro &#8220;O m\u00e9todo Junguiano&#8221; &#8211; ULSON, Glauco).<\/p>\n<p><strong>Animus<\/strong> &#8211; Arqu\u00e9tipo do masculino na mulher.<\/p>\n<p><strong>Arqu\u00e9tipo<\/strong> &#8211; Padr\u00f5es de comportamentos herdados ou universais psicol\u00f3gicos contidos no inconsciente coletivo.<\/p>\n<p><strong>Complexo<\/strong> &#8211; Agrupamento de id\u00e9ias, sentimentos e imagens com um n\u00facleo de significado comum e que se comporta como uma individualidade.<\/p>\n<p><strong>S\u00edmbolo, sinal ou signo<\/strong> &#8211; Jung faz a distin\u00e7\u00e3o entre s\u00edmbolo e sinal. Enquanto o s\u00edmbolo exprime algo transcendente, imposs\u00edvel de ser perfeitamente conhecido, o sinal expressa algo desconhecido, mas pass\u00edvel de vir a ser conhecido.<\/p>\n<p><strong>Os n\u00edveis do sentido e a converg\u00eancia das hermen\u00eautica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Inconsciente<\/strong> &#8211; Conceito-limite psicol\u00f3gico que abrangeria todos os conte\u00fados e processos ps\u00edquicos que n\u00e3o s\u00e3o referidos ao ego de uma de uma forma geral.<\/p>\n<p><strong>Inconsciente coletivo<\/strong> &#8211; Substrato arcaico de nossa psique que transcende os conte\u00fados puramente pessoais.<\/p>\n<p><strong>Inconsciente pessoal<\/strong> &#8211; Parte do inconsciente formada por conte\u00fados relacionados \u00e0s viv\u00eancias pessoais do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p><strong>Reflexos dominantes<\/strong> &#8211; Reflexos organizadores dos outros reflexos por inibi\u00e7\u00e3o ou refor\u00e7o &#8211; dominante postural, dominante digestiva e dominante copulativa.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o: as fun\u00e7\u00f5es da imagina\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sublima\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; processo inconsciente que consiste em desviar a energia da libido para novos objetos, de car\u00e1ter \u00fatil.<\/p>\n<p><strong>Teofania <\/strong>&#8211;\u00a0 manifesta\u00e7\u00e3o de Deus em algum lugar, acontecimento ou pessoa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gloss\u00e1rio do Imagin\u00e1rio Dr.\u00aa L\u00facia Maria Vaz Peres (L\u00edder do Grupo) lp2709@gmail.com Gloss\u00e1rio &#8211; Imagin\u00e1rio e Simb\u00f3lico \u00a0 Alegoria &#8211; representa\u00e7\u00e3o de uma id\u00e9ia, por meio de outra que com ela tem rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima. 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