{"id":652,"date":"2021-04-22T17:19:07","date_gmt":"2021-04-22T20:19:07","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/?p=652"},"modified":"2021-04-22T17:19:07","modified_gmt":"2021-04-22T20:19:07","slug":"analista-russia-esta-no-rol-dos-grandes-parceiros-estrategicos-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/2021\/04\/22\/analista-russia-esta-no-rol-dos-grandes-parceiros-estrategicos-do-brasil\/","title":{"rendered":"Analista: R\u00fassia &#8216;est\u00e1 no rol dos grandes parceiros estrat\u00e9gicos do Brasil&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Para analisar o papel da R\u00fassia hoje como agente multilateral, suas contribui\u00e7\u00f5es para a estabilidade internacional e suas rela\u00e7\u00f5es com o Brasil, a Sputnik ouviu tr\u00eas especialistas\u00a0 e o coordenador do LabGRIMA, Dr. Charles Pennaforte, foi um deles.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Apesar do alinhamento do Brasil aos EUA anunciado pelo governo de Jair Bolsonaro, especialistas ouvidos pela Sputnik acreditam que, dentro e fora do BRICS, o governo brasileiro tem buscado manter rela\u00e7\u00f5es pragm\u00e1ticas e estrat\u00e9gicas com a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Nesta quarta-feira (21), o presidente russo discursou perante o parlamento do seu pa\u00eds destacando atividades da R\u00fassia junto ao BRICS e a outras iniciativas internacionais das quais Moscou faz parte. Segundo Vladimir Putin, a\u00a0R\u00fassia tenta desenvolver rela\u00e7\u00f5es\u00a0na base do respeito m\u00fatuo com a maioria absoluta dos pa\u00edses do mundo e pretende ampliar os contatos com os seus parceiros no quadro dos diversos blocos dos quais \u00e9 membro.<\/p>\n<p>Nesse mesmo discurso, o chefe de Estado tamb\u00e9m falou sobre as media\u00e7\u00f5es de conflitos feitas por Moscou e sobre seus esfor\u00e7os em prol da estabilidade estrat\u00e9gica internacional, que caminham ao lado do desenvolvimento de modernos sistemas de armamentos, inclusive nucleares.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Putin declarou a necessidade de criar um novo sistema de seguran\u00e7a internacional, sublinhou o papel especial dos pa\u00edses signat\u00e1rios do tratado sobre armas nucleares e apelou a realizar um encontro dos membros permanentes do Conselho de Seguran\u00e7a da ONUhttps:\/\/t.co\/LqnxEsQOnB<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u2014 Sputnik Brasil (@sputnik_brasil)\u00a0April 21, 2021<\/p>\n<p>\u200bAinda de acordo com o presidente russo, apesar dessa busca de Moscou por rela\u00e7\u00f5es baseadas na diplomacia, a R\u00fassia \u00e9 alvo constante da m\u00e1 vontade e implic\u00e2ncia de determinados governos, que, inclusive, tendem a levar outros parceiros a tamb\u00e9m adotar uma atitude antirrussa. Nesse sentido, Vladimir Putin comparou a situa\u00e7\u00e3o de alguns desse pa\u00edses com o comportamento do chacal Tabaqui, do livro de contos &#8220;O Livro da Selva&#8221;, do escritor brit\u00e2nico Rudyard Kipling, que pulava ao redor do poderoso tigre Shere Khan acreditando que este era o dono da selva e, assim, poderia lhe conceder benef\u00edcios e prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s vemos o que est\u00e1 acontecendo na vida real. Como eu j\u00e1 disse, tentam implicar com a R\u00fassia de todo lado, sem raz\u00e3o nenhuma. E, claro, logo, em torno deles, como em torno de Shere Khan [pa\u00edses que amea\u00e7am a R\u00fassia], surgem esses pequenos Tabaqui [pa\u00edses que imitam as na\u00e7\u00f5es que amea\u00e7am a R\u00fassia]. [&#8230;] Uivam para obter favores de seu soberano&#8221;, afirmou o presidente.<\/p>\n<h3><strong>Pot\u00eancia geopol\u00edtica, militar e cient\u00edfica<\/strong><\/h3>\n<p>Para analisar o papel da R\u00fassia hoje como agente multilateral, suas contribui\u00e7\u00f5es para a estabilidade internacional e suas rela\u00e7\u00f5es com o Brasil, a Sputnik ouviu tr\u00eas especialistas da \u00e1rea de rela\u00e7\u00f5es internacionais sobre esses temas.<\/p>\n<p>Desde a \u00e9poca do Imp\u00e9rio Russo, a R\u00fassia desempenha um papel muito importante na balan\u00e7a de poder do sistema internacional, conforme explica o professor de rela\u00e7\u00f5es internacionais Roberto Uebel, da Escola Superior de Propaganda e Marketing\u00a0(ESPM) de Porto Alegre. Se na \u00e9poca do imp\u00e9rio e da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica esse poder esteve concentrado nas m\u00e3os de alguns poucos atores, hoje, a R\u00fassia se apresenta como uma grande pot\u00eancia geopol\u00edtica, militar e cient\u00edfica de um mundo multipolar.<\/p>\n<p>No contexto mais recente, segundo o especialista, essa import\u00e2ncia ficou muito evidente no combate \u00e0 pandemia da COVID-19, quando a R\u00fassia se tornou o primeiro pa\u00eds a registrar uma vacina contra a doen\u00e7a, que, ap\u00f3s uma desconfian\u00e7a inicial, agora \u00e9\u00a0exportada para os quatro cantos\u00a0do mundo como uma das principais armas na luta contra o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Delega\u00e7\u00e3o de representantes do Cons\u00f3rcio de Governadores do Nordeste e do Norte est\u00e1 em Moscou para acelerar a importa\u00e7\u00e3o da vacina russa contra a COVID-19, Sputnik V, ao Brasilhttps:\/\/t.co\/CblSKGOrFR<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u2014 Sputnik Brasil (@sputnik_brasil)\u00a0April 21, 2021<\/p>\n<p>\u200bAo lado dessa \u00e1rea cient\u00edfica, Uebel tamb\u00e9m destaca uma importante atua\u00e7\u00e3o russa no campo b\u00e9lico, com a constru\u00e7\u00e3o de bases, desenvolvimento de tecnologias militares e aeroespaciais, entre outras coisas. E essa import\u00e2ncia dada ao poderio militar seria uma forma de sinalizar que a R\u00fassia est\u00e1 preparada para eventuais amea\u00e7as \u00e0 sua soberania e de seu territ\u00f3rio, que tem a maior extens\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p>Tudo isso, no entanto, vem acompanhado de uma tend\u00eancia de favorecer o di\u00e1logo e a diplomacia, dentro dos &#8220;moldes russos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;No ano passado, n\u00f3s tivemos aquele conflito na regi\u00e3o separatista de\u00a0Nagorno-Karabakh, na fronteira entre Azerbaij\u00e3o e Arm\u00eania, que s\u00e3o dois parceiros hist\u00f3ricos da R\u00fassia. E quem mediou o conflito? Foi justamente Vladimir Putin. \u00c9 justamente o governo russo que chama os l\u00edderes arm\u00eanio e azeri para o di\u00e1logo, na tentativa de encontrar uma solu\u00e7\u00e3o. Porque uma instabilidade naquela regi\u00e3o traria ainda mais instabilidades futuras para a R\u00fassia, que, at\u00e9 hoje, tenta lidar com a situa\u00e7\u00e3o no leste da Ucr\u00e2nia.&#8221;<\/p>\n<h3><strong>Ambiente de bullying criado pelo Ocidente<\/strong><\/h3>\n<p>Analisando as tens\u00f5es entre a R\u00fassia e alguns pa\u00edses europeus nos \u00faltimos anos, a professora Isabela Gama, especialista em seguran\u00e7a e teoria das rela\u00e7\u00f5es internacionais e BRICS e pesquisadora p\u00f3s-doutoranda da Escola de Comando e Estado Maior do Ex\u00e9rcito (ECEME), argumenta que, apesar do papel &#8220;crucial&#8221; russo para o multilateralismo e para o equil\u00edbrio global de for\u00e7as, em termos regionais, Moscou ainda precisa se esfor\u00e7ar mais para dissipar receios que cresceram na Europa Oriental e na regi\u00e3o do B\u00e1ltico de 2014 para c\u00e1.<\/p>\n<p>O problema, segundo ela, \u00e9 que esses Estados que alegam se sentir amea\u00e7ados pela R\u00fassia desde a reintegra\u00e7\u00e3o da Crimeia ao pa\u00eds s\u00e3o membros da Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (OTAN), e, como tais, tamb\u00e9m\u00a0representam uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a da R\u00fassia. E, diplomaticamente, esses e outros supostos advers\u00e1rios russos pouco t\u00eam feito no sentido de buscar um entendimento e essa coexist\u00eancia pac\u00edfica defendida por Moscou.<\/p>\n<p>&#8220;E o que eu tenho visto nos \u00faltimos anos \u00e9 que essa tentativa tem vindo muito mais da parte da R\u00fassia, de uma diplomacia bastante aberta inclusive, e menos de outros blocos.&#8221;<\/p>\n<p>Inserida em um ambiente de constante bullying e san\u00e7\u00f5es por parte do Ocidente, a R\u00fassia, de acordo com Gama, busca frequentemente essa moderniza\u00e7\u00e3o das suas capacidades de defesa tamb\u00e9m como uma forma de demonstrar for\u00e7a e de restabelecer de maneira constante a sua identidade de grande pot\u00eancia no cen\u00e1rio internacional. Mas, para al\u00e9m disso, o pa\u00eds tem clara a ideia, segundo a especialista, da import\u00e2ncia de se buscar a paz se preparando tamb\u00e9m para a possibilidade de que &#8220;essa paz nunca chegue&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A OTAN continua se expandindo, quando prometeu que n\u00e3o se expandiria. Ent\u00e3o, acho que \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o bastante plaus\u00edvel que a R\u00fassia est\u00e1 tomando. Acredito que qualquer outro Estado que estivesse sendo basicamente empurrado para o canto tomaria uma atitude como essa&#8221;, afirma a pesquisadora \u00e0 Sputnik Brasil, destacando o\u00a0contexto de\u00a0bullying contra a R\u00fassia como um ambiente repleto de fake news, teorias conspirat\u00f3rias e busca por um bode expiat\u00f3rio.<\/p>\n<h3><strong>BRICS, Brasil e R\u00fassia<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A participa\u00e7\u00e3o da R\u00fassia no BRICS, bloco formado tamb\u00e9m por Brasil, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul, \u00e9 uma importante via de inser\u00e7\u00e3o russa no cen\u00e1rio internacional, sobretudo para um pa\u00eds que busca a multilateralidade como forma de atua\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica. \u00c9 o que afirma, tamb\u00e9m em entrevista \u00e0 Sputnik, o professor da\u00a0Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Charles Pennaforte, diretor-geral do\u00a0Centro de Estudos em Geopol\u00edtica &amp; Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (CENEGRI).\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<h4><strong>&#8220;Sob essa perspectiva multilateral, eu acho que a R\u00fassia desempenha um papel muito importante dentro desse cen\u00e1rio contempor\u00e2neo&#8221;, pontua o acad\u00eamico, destacando que essa participa\u00e7\u00e3o russa nas discuss\u00f5es e media\u00e7\u00f5es internacionais provoca certo desconforto a pa\u00edses como os Estados Unidos, que, independentemente do governo, ainda olham para Moscou com olhos da \u00e9poca da Guerra Fria.<\/strong><\/h4>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Devido \u00e0s hostilidades com que a R\u00fassia tem de lidar historicamente e \u00e0s consequentes preocupa\u00e7\u00f5es com a sua seguran\u00e7a, as participa\u00e7\u00f5es do pa\u00eds em f\u00f3runs e organismos internacionais tamb\u00e9m tem uma fun\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de todas as outras, segundo\u00a0Pennaforte, de servir de plataforma para Moscou deixar claras suas inten\u00e7\u00f5es para aqueles que demonstram preocupa\u00e7\u00e3o com o fortalecimento das capacidades militares russas.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Ela procura sempre pontuar isso seguindo as din\u00e2micas das rela\u00e7\u00f5es multilaterais, nos f\u00f3runs internacionais, ONU, Conselho de Seguran\u00e7a, BRICS e\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o de Xangai. \u00c9 uma forma que a R\u00fassia tem de garantir a sua seguran\u00e7a. Mas acredito que ela n\u00e3o tenha nenhum interesse em expandir ou ir contra nenhuma na\u00e7\u00e3o. Hoje [21], o Putin falou isso claramente em seu discurso.&#8221;\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apesar das expectativas de uma alian\u00e7a autom\u00e1tica do Brasil com os Estados Unidos durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, ao contr\u00e1rio de outros autodeclarados aliados dos EUA, o Brasil, ao longo desses \u00faltimos dois anos, n\u00e3o chegou a adotar uma postura totalmente antirrussa, se reunindo aos esfor\u00e7os liderados por Washington para tentar isolar Moscou.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mesmo durante a administra\u00e7\u00e3o de Donald Trump, suposto amigo pessoal de Bolsonaro, o governo brasileiro foi &#8220;chamado \u00e0 realidade&#8221;, de acordo com o professor da\u00a0UFPel, por empres\u00e1rios, grupos pol\u00edticos e diplomatas que conseguiram explicar a falta de sentido em se criar problemas com outro parceiro do Brasil no BRICS, cujo banco, inclusive, foi respons\u00e1vel pela concess\u00e3o de cr\u00e9ditos ao Brasil de maneira muito mais vantajosa do que o pa\u00eds teria se fosse recorrer ao Fundo Monet\u00e1rio Internacional ou ao Banco Mundial.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">O Brasil recuou no ranking global do PIB (Produto Interno Bruto) per capita em 2020 e deve continuar perdendo posi\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos, segundo proje\u00e7\u00f5es do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI)\u00a0https:\/\/t.co\/5mWbiKswzf<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u2014 Sputnik Brasil (@sputnik_brasil)\u00a0April 13, 2021<\/p>\n<p>Para Brasil e R\u00fassia, a institucionaliza\u00e7\u00e3o do Banco do BRICS [Novo Banco de Desenvolvimento], a prop\u00f3sito, significa, no entendimento de\u00a0Roberto Uebel, a afirma\u00e7\u00e3o de uma parceria hist\u00f3rica, iniciada pouco depois da independ\u00eancia brasileira, retomada, contemporaneamente, no final dos anos 1980 e fortalecida durante os governos do Partido dos Trabalhadores (PT).<\/p>\n<p>O Brasil, ele sublinha, sempre &#8220;jogou&#8221; na dualidade, marcada por um alinhamento aos EUA, mas &#8220;com rela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e profundas com a R\u00fassia&#8221;. E isso n\u00e3o foi abandonado nem mesmo pelo atual governo brasileiro.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje, no atual governo, eu diria que n\u00f3s mantemos rela\u00e7\u00f5es muito pragm\u00e1ticas e que n\u00e3o desconsideram a import\u00e2ncia da R\u00fassia nas rela\u00e7\u00f5es internacionais contempor\u00e2neas.&#8221;<\/p>\n<p>Dentro do BRICS, Uebel v\u00ea o Brasil como um pa\u00eds que mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas com a R\u00fassia, boas rela\u00e7\u00f5es com a \u00cdndia e que se afastou um pouco da China devido a algumas tens\u00f5es geradas pela gest\u00e3o de Ernesto Ara\u00fajo \u00e0 frente do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, algo que o atual chanceler, Carlos Fran\u00e7a, j\u00e1 estaria tentando resolver.<\/p>\n<p>&#8220;A \u00c1frica do Sul, como todo o continente [africano], n\u00e3o \u00e9 prioridade do governo brasileiro. O presidente do Brasil, at\u00e9 hoje, n\u00e3o fez nenhuma visita oficial \u00e0 \u00c1frica, fechou escrit\u00f3rios da\u00a0Apex-Brasil no continente africano, fechou embaixadas que eram estrat\u00e9gicas no continente. Ent\u00e3o, a \u00c1frica em si n\u00e3o \u00e9 uma prioridade para a pol\u00edtica externa brasileira&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 a R\u00fassia &#8220;est\u00e1 no rol dos grandes parceiros estrat\u00e9gicos do Brasil&#8221;, diz o analista.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">O Brasil n\u00e3o est\u00e1 isolado do grupo BRICS, o Brasil se isolou. N\u00e3o \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o deliberada do agrupamento, \u00e9 uma escolha diplom\u00e1tica de um alinhamento unilateral com os Estados Unidos, disse especialista \u00e0 Sputnik Brasil\u00a0https:\/\/t.co\/9hAuD1Ozxp<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u2014 Sputnik Brasil (@sputnik_brasil)\u00a0January 21, 2021<\/p>\n<p>\u200bPara a\u00a0professora Isabela Gama, embora o novo governo norte-americano pare\u00e7a n\u00e3o estar muito interessado em ter o Brasil de Bolsonaro como um grande aliado, isso n\u00e3o significa, necessariamente, que o Brasil se aproximar\u00e1 mais da R\u00fassia ou mesmo do BRICS como resposta.<\/p>\n<p>&#8220;Eu vejo a diplomacia brasileira sendo,\u00a0no momento, bastante antiglobalista. E aqui, no momento, est\u00e1 acontecendo de o fantasma sovi\u00e9tico estar muito presente no imagin\u00e1rio do atual governo. Ent\u00e3o, eu n\u00e3o sei ainda onde colocar o Brasil na agenda da R\u00fassia ou a R\u00fassia na agenda brasileira. Acho um momento bastante complicado ainda para se ter uma no\u00e7\u00e3o muito clara, mais acurada, sobre esse relacionamento.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para analisar o papel da R\u00fassia hoje como agente multilateral, suas contribui\u00e7\u00f5es para a estabilidade internacional e suas rela\u00e7\u00f5es com o Brasil, a Sputnik ouviu tr\u00eas especialistas\u00a0 e o coordenador do LabGRIMA, Dr. Charles Pennaforte, foi um deles.<\/p><p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/2021\/04\/22\/analista-russia-esta-no-rol-dos-grandes-parceiros-estrategicos-do-brasil\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":636,"featured_media":654,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[64,65],"tags":[11,33,14,42,37,51],"class_list":["post-652","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brics","category-geopolitica","tag-brasil","tag-brics","tag-comercio-internacional","tag-geopolitica","tag-influencia-russa","tag-russia","item-wrap"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/files\/2021\/04\/Brasil-russia.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/users\/636"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=652"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/652\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":655,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/652\/revisions\/655"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/media\/654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}