{"id":47,"date":"2016-03-29T22:58:41","date_gmt":"2016-03-30T01:58:41","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/?p=47"},"modified":"2016-03-29T23:09:29","modified_gmt":"2016-03-30T02:09:29","slug":"integracao-faltou-combinar-com-a-burguesia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/2016\/03\/29\/integracao-faltou-combinar-com-a-burguesia\/","title":{"rendered":"Integra\u00e7\u00e3o: faltou combinar com a burguesia"},"content":{"rendered":"<p>Como avan\u00e7ar na autonomia do continente se a burguesia brasileira, mesmo se apropriando dos ganhos das exporta\u00e7\u00f5es para os mercados regionais, sabota o aprofundamento dessa mesma integra\u00e7\u00e3o?<!--more--><\/p>\n<p>O projeto de integra\u00e7\u00e3o regional da Am\u00e9rica Latina vive seu momento mais dif\u00edcil. Entende-se, aqui, integra\u00e7\u00e3o n\u00e3o como simples liberaliza\u00e7\u00e3o dos fluxos de com\u00e9rcio e de capitais, e sim como a constru\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o de autonomia geopol\u00edtica e de articula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para o desenvolvimento econ\u00f4mico e social. \u00c9 esse o sentido adotado por grande parte dos governos latino-americanos desde o in\u00edcio da d\u00e9cada passada, marcada por iniciativas como a Unasul, a Celac, a Alba e a amplia\u00e7\u00e3o do Mercosul.<\/p>\n<p>O impulso de converg\u00eancia regional que se expressa nesse conjunto de siglas perdeu for\u00e7a nos anos recentes e exibe na atualidade sinais claros de retrocesso, associados a mudan\u00e7as no cen\u00e1rio econ\u00f4mico global e \u00e0 ascens\u00e3o de for\u00e7as pol\u00edticas neoliberais nos pa\u00edses mais relevantes para o processo integracionista.<\/p>\n<p>O Brasil reduziu seu protagonismo regional a partir da crise econ\u00f4mica e do impasse pol\u00edtico que tem como centro a tentativa de afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Na Argentina, a elei\u00e7\u00e3o de um presidente direitista, Mauricio Macri, encerra um ciclo em que a busca da integra\u00e7\u00e3o foi uma prioridade do Estado, sob o kirchnerismo. Na Venezuela, a ampla vit\u00f3ria da oposi\u00e7\u00e3o conservadora nas elei\u00e7\u00f5es legislativas de dezembro de 2015, num cen\u00e1rio de crise econ\u00f4mica que o pr\u00f3prio presidente Nicol\u00e1s Maduro definiu como \u201ccatastr\u00f3fica\u201d, p\u00f5e na ordem do dia o risco de restaura\u00e7\u00e3o do modelo olig\u00e1rquico, neoliberal e pr\u00f3-imperialista.<\/p>\n<p>Brasil, Argentina e Venezuela se uniram, em 2005, para sepultar o projeto estadunidense da \u00c1rea de Livre Com\u00e9rcio das Am\u00e9ricas (Alca), optando por uma integra\u00e7\u00e3o regional voltada para a supera\u00e7\u00e3o do papel subalterno das na\u00e7\u00f5es latino-americanas perante a hegemonia dos Estados Unidos. Agora, vivenciam a ascens\u00e3o de atores pol\u00edticos abertamente contr\u00e1rios aos objetivos e concep\u00e7\u00f5es que vinham norteando a integra\u00e7\u00e3o regional.<\/p>\n<p>Diante do ainda incerto futuro pol\u00edtico da Am\u00e9rica do Sul, \u00e9 prematuro falar em \u201cfim do ciclo progressista\u201d. Mas estamos, sem d\u00favida, atravessando um per\u00edodo de \u201cmudan\u00e7a dos ventos\u201d em que o avan\u00e7o da direita \u00e9 acompanhado, no \u00e2mbito econ\u00f4mico, pela invers\u00e3o do ciclo de altos pre\u00e7os das commodities agr\u00edcolas e minerais que, na d\u00e9cada anterior, viabilizaram a conquista de uma in\u00e9dita autonomia em pol\u00edtica externa e, no plano dom\u00e9stico, a aplica\u00e7\u00e3o de amplos projetos sociais em benef\u00edcio das maiorias desfavorecidas.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o das conquistas e dos limites do projeto integracionista faz parte desse cen\u00e1rio de disputa pol\u00edtica. Em cada pa\u00eds, as vi\u00favas da Alca utilizam o controle oligop\u00f3lico da m\u00eddia para vender a ideia do \u201cfracasso\u201d da integra\u00e7\u00e3o. No Brasil, est\u00e1 em curso uma intensa campanha em favor do rebaixamento do Mercosul, que deixaria de ser uma uni\u00e3o aduaneira a fim de permitir que os pa\u00edses do bloco possam negociar livre e separadamente acordos de livre com\u00e9rcio com os EUA, a Uni\u00e3o Europeia e outras pot\u00eancias econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Essa ret\u00f3rica esconde que o principal obst\u00e1culo ao acordo que vem sendo negociado h\u00e1 anos pelo Mercosul com a UE \u00e9 o protecionismo agr\u00edcola dos europeus. Ignora tamb\u00e9m o impressionante desempenho do com\u00e9rcio exterior brasileiro no cen\u00e1rio regional sul-americano. Pesquisas sobre o tema mostram que, em 2002, o Brasil exportava US$ 4,1 bilh\u00f5es para o Mercosul. Em 2013, j\u00e1 com a Venezuela no bloco, as nossas exporta\u00e7\u00f5es saltaram para US$ 29,53 bilh\u00f5es \u2014 um crescimento de 617%, num per\u00edodo em que as exporta\u00e7\u00f5es mundiais cresceram 183%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-50\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/files\/2016\/03\/mercosur_46_cumbre_venezulea-424x254.jpg\" alt=\"Mercosul\" width=\"424\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/files\/2016\/03\/mercosur_46_cumbre_venezulea-424x254.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/files\/2016\/03\/mercosur_46_cumbre_venezulea-212x127.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/files\/2016\/03\/mercosur_46_cumbre_venezulea.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em outro plano de avalia\u00e7\u00e3o, vale a pena ressaltar o papel da Alba, uma iniciativa desprezada pelas an\u00e1lises convencionais. Esse projeto, hoje paralisado pela crise venezuelana, garantiu a sobreviv\u00eancia de pequenas na\u00e7\u00f5es caribenhas em um per\u00edodo de pre\u00e7os altos do petr\u00f3leo e viabilizou a Miss\u00e3o Milagre, em que centenas de milhares de pessoas pobres, abandonadas pelos servi\u00e7os de sa\u00fade privatizados, puderam fazer cirurgias gratuitas nos olhos, gra\u00e7as aos m\u00e9dicos cubanos.<\/p>\n<p>Muito mais poderia ser mencionado sobre os avan\u00e7os da integra\u00e7\u00e3o, como a constru\u00e7\u00e3o de rodovias e de gasodutos binacionais, dando os primeiros passos para a supera\u00e7\u00e3o das barreiras f\u00edsicas entre nossos pa\u00edses. Mas \u00e9 importante real\u00e7ar tamb\u00e9m os limites estruturais do projeto integracionista \u2013 as contradi\u00e7\u00f5es e dilemas que j\u00e1 se faziam presentes muito antes das atuais reviravoltas.<\/p>\n<p>A meta da integra\u00e7\u00e3o sempre conviveu com orienta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas totalmente divergentes. Enquanto um grupo de pa\u00edses fortalecia o papel do Estado nas decis\u00f5es econ\u00f4micas e priorizava a melhoria das condi\u00e7\u00f5es sociais, outro grupo mantinha o neoliberalismo e a aposta nos acordos de livre com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Mas o problema vai muito al\u00e9m da divis\u00e3o do espa\u00e7o regional em um eixo esquerda\/direita. O fundamental \u00e9 que os governos progressistas foram incapazes de superar a inser\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica subalterna, com base no rentismo mineral e petroleiro e no agroneg\u00f3cio exportador. Da\u00ed resulta que grande parte da renda gerada pelos produtos prim\u00e1rios (inclusive da parte que foi recuperada soberanamente pela nacionaliza\u00e7\u00e3o dos recursos estrat\u00e9gicos) vai parar nas m\u00e3os do setor privado. Esses empres\u00e1rios canalizam o dinheiro para uma atividade econ\u00f4mica importadora ociosa e especulativa, em que as divisas obtidas atrav\u00e9s da exporta\u00e7\u00e3o se externalizam sem gerar qualquer retorno para o desenvolvimento.<\/p>\n<p>A busca da autonomia regional ocorre nos marcos do capitalismo dependente, numa situa\u00e7\u00e3o em que as classes dominantes de cada pa\u00eds preservam sua capacidade de tomar decis\u00f5es econ\u00f4micas estrat\u00e9gicas. Conforme indaga o economista argentino Julio Gambina, \u201cquem decidiu que os pa\u00edses do Mercosul sejam em conjunto o principal produtor e fornecedor mundial de soja? \u00c9 o resultado de uma decis\u00e3o planificada soberanamente ou produto da estrat\u00e9gia de um punhado de empresas transnacionais da alimenta\u00e7\u00e3o e da biotecnologia que manejam o pacote tecnol\u00f3gico do atual modelo produtivo?\u201d Da mesma forma, segundo a argumenta\u00e7\u00e3o de Gambina, o grosso do interc\u00e2mbio de bens dentro do Mercosul se constitui de produtos da ind\u00fastria automotriz, que prefere importar pe\u00e7as de outras partes do mundo e mont\u00e1-las nos pa\u00edses do Cone Sul por pre\u00e7os inferiores \u00e0 m\u00e9dia internacional a produzi-las na nossa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O imp\u00e9rio da soja, os privil\u00e9gios concedidos \u00e0 minera\u00e7\u00e3o a c\u00e9u aberto (cujo pre\u00e7o se viu agora no Brasil com a trag\u00e9dia de Mariana) e o papel perif\u00e9rico da ind\u00fastria regional nas cadeias produtivas globais, tudo isso corresponde, segundo Gambina, \u00e0s op\u00e7\u00f5es das classes dominantes locais, cujos interesses bloqueiam o projeto original de uma integra\u00e7\u00e3o regional aut\u00f4noma, voltada para a emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de se estranhar, portanto, a relut\u00e2ncia do Brasil em assumir o papel de lideran\u00e7a indispens\u00e1vel para tornar realidade os principais projetos integradores, como o Banco do Sul. Como avan\u00e7ar na autonomia do nosso continente se a burguesia brasileira, ao mesmo tempo em que se apropria com gosto dos ganhos das exporta\u00e7\u00f5es para os mercados regionais, utiliza todos os seus recursos de poder para sabotar o aprofundamento dessa mesma integra\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, convive-se com uma tens\u00e3o. De um lado, governos neodesenvolvimentistas conscientes dos problemas da primariza\u00e7\u00e3o da economia e da necessidade da mudan\u00e7a do modelo produtivo, com foco na eleva\u00e7\u00e3o do valor agregado e no avan\u00e7o tecnol\u00f3gico. Do outro lado, empres\u00e1rios das finan\u00e7as, ind\u00fastria, com\u00e9rcio e agricultura fieis \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de s\u00faditos do imperialismo. Como levar adiante a emancipa\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina se os principais atores aos quais foi entregue essa grandiosa tarefa \u2013 a burguesia de cada um dos nossos pa\u00edses \u2013 t\u00eam como interesse essencial a manuten\u00e7\u00e3o dos atuais la\u00e7os de depend\u00eancia?<\/p>\n<p>Um pequeno detalhe ilustra a gravidade desse paradoxo. No Brasil, \u201clocomotiva\u201d da integra\u00e7\u00e3o, o porta-voz mais vis\u00edvel dos chamados \u201cmercoc\u00e9ticos\u201d, defensores do rebaixamento do Mercosul e da ades\u00e3o \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal, \u00e9 o ex-diplomata Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Com\u00e9rcio Exterior da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp). N\u00e3o \u00e9 um latifundi\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 um banqueiro, n\u00e3o \u00e9 um t\u00edpico representante da \u201cburguesia compradora\u201d das na\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas, e sim um intelectual org\u00e2nico de um empresariado com ra\u00edzes hist\u00f3ricas na produ\u00e7\u00e3o industrial. Hoje o que restou de uma burguesia mais ou menos \u201cnacional\u201d ou \u201cinterna\u201d prefere vender suas empresas e se conformar com o papel de s\u00f3cio menor das transnacionais a trilhar um caminho alternativo em disson\u00e2ncia com as diretrizes de Washington.<\/p>\n<p>O projeto integracionista, nesses moldes, lembra a lend\u00e1ria anedota em que o t\u00e9cnico da sele\u00e7\u00e3o brasileira de futebol na Copa do Mundo de 1958, Vicente Feola, apresentou aos jogadores, logo antes de um jogo com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, uma t\u00e1tica que, segundo ele, levaria o time a uma vit\u00f3ria tranq\u00fcila. Em determinado instante, Man\u00e9 Garrincha teria argumentado: \u201cTudo isso \u00e9 f\u00e1cil. Mas o senhor j\u00e1 combinou com os russos?\u201d Esse \u00e9 o drama da integra\u00e7\u00e3o regional. Faltou combinar com a burguesia.<\/p>\n<p><strong>Igor Fuser<\/strong> \u00e9 professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Universidade Federal do ABC, em S\u00e3o Bernardo do Campo (SP). Tem doutorado em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela USP e mestrado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pelo Programa Santiago Dantas, da Unesp, Unicamp e PUC-SP. Publicou, entre outros, os livros \u201cPetroleo e Poder \u2013 O envolvimento militar dos Estados Unidos no Golfo P\u00e9rsico\u201d (Editora Unesp, 2008) \u201cEnergia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais\u201d (Saraiva, 2013) e \u201cAs Raz\u00f5es da Bol\u00edvia \u2013 Dinheiro e poder no conflito com a Petrobras pelo controle do g\u00e1s natural\u201d (Editora UFABC, 2015).<\/p>\n<p>Publicado originalmente no <a href=\"http:\/\/www.corecon-rj.org.br\/documents\/11827\/95658\/ARTE-FINAL_JORNAL-ECONOMISTAS_FEVEREIRO_internet.pdf\/436736f7-5568-4157-97ce-08dc202640d2\" target=\"_blank\">Jornal dos Economistas<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como avan\u00e7ar na autonomia do continente se a burguesia brasileira, mesmo se apropriando dos ganhos das exporta\u00e7\u00f5es para os mercados regionais, sabota o aprofundamento dessa mesma integra\u00e7\u00e3o?<\/p><p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/2016\/03\/29\/integracao-faltou-combinar-com-a-burguesia\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":636,"featured_media":50,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[3,2,1],"tags":[5,7,4],"class_list":["post-47","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integracao-regional","category-mercosul","category-noticias","tag-america-do-sul","tag-integracao-regional","tag-mercosul","item-wrap"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/files\/2016\/03\/mercosur_46_cumbre_venezulea.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/users\/636"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47\/revisions\/52"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}