{"id":218,"date":"2017-04-10T11:22:38","date_gmt":"2017-04-10T14:22:38","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/?p=218"},"modified":"2017-04-10T11:22:38","modified_gmt":"2017-04-10T14:22:38","slug":"mercosul-e-alianca-do-pacifico-se-aliam-contra-o-protecionismo-de-trump","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/2017\/04\/10\/mercosul-e-alianca-do-pacifico-se-aliam-contra-o-protecionismo-de-trump\/","title":{"rendered":"Mercosul e Alian\u00e7a do Pac\u00edfico se aliam contra o protecionismo de Trump"},"content":{"rendered":"<h5 class=\"articulo-subtitulo\">Chanceleres dos dois blocos concordam com um plano que pode fortalecer o com\u00e9rcio inter-regional<\/h5>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como voltar atr\u00e1s. Essa foi a mensagem que deram os chanceleres dos pa\u00edses do Mercosul e da Alian\u00e7a do Pac\u00edfico, no sinal de largada de um processo de integra\u00e7\u00e3o de blocos que avan\u00e7a lento, mas sem possibilidades de arrependimento. O primeiro encontro foi na Chancelaria argentina em Buenos Aires, cidade que recebeu o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial sobre a Am\u00e9rica Latina. A aproxima\u00e7\u00e3o das principais economias do Atl\u00e2ntico e do Pac\u00edfico sul-americano, junto com o M\u00e9xico, \u00e9 um movimento defensivo contra um mundo que se tornou mais complicado para o com\u00e9rcio dos pa\u00edses emergentes. O protecionismo dos Estados Unidos convenceu essas economias da necessidade de potencializar o com\u00e9rcio inter-regional. Enquanto o M\u00e9xico olha para o sul, as economias do Mercosul decidiram olhar para o oeste, onde encontravam at\u00e9 agora posi\u00e7\u00f5es irreconcili\u00e1veis com as pol\u00edticas de esquerda que caracterizaram seus governos at\u00e9 pouco mais de um ano.<\/p>\n<p>&#8220;Esse \u00e9 um marco importante na integra\u00e7\u00e3o latino-americana, porque nos comprometemos a avan\u00e7ar em um momento no qual reina a incerteza em n\u00edvel internacional e observamos tens\u00f5es nacionalistas e at\u00e9 xen\u00f3fobas. Por isso apostamos no multilateralismo e no com\u00e9rcio sustentado em regras\u201d, disse em uma coletiva de imprensa Heraldo Mu\u00f1oz, ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Chile, pa\u00eds que ocupa a presid\u00eancia pro-tempore da Alian\u00e7a do Pac\u00edfico, bloco tamb\u00e9m integrado por Peru, Col\u00f4mbia e M\u00e9xico. Em nome do Mercosul, integrado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, falou a chanceler Susana Malcorra. Os chanceleres se esfor\u00e7aram por transmitir que a reuni\u00e3o foi \u201cintensa\u201d e \u201cfrut\u00edfera\u201d, com resultados concretos como nunca antes. \u201cAssinamos um plano de seis pontos bem definidos, que falam da complementa\u00e7\u00e3o e da aproxima\u00e7\u00e3o entre os dois blocos. O objetivo claro \u00e9 refor\u00e7ar o compromisso com o livre com\u00e9rcio e o multilateralismo\u201d, disse Malcorra.<\/p>\n<p>Um acordo final unir\u00e1 os dois blocos que sempre se olharam com receio. O primeiro porque considerava o Mercosul muito politizado e pouco eficiente na parte econ\u00f4mica. O segundo porque via a Alian\u00e7a como muito alinhada aos Estados Unidos e excessivamente voltada ao com\u00e9rcio. A \u00e1gua e o azeite. O giro \u00e0 direita na Argentina e no Brasil foi a pedra de toque de uma poss\u00edvel alian\u00e7a. Os presidentes Mauricio Macri e Michel Temer logo decidiram abrir o Mercosul ao mundo. E Donald Trump realizou o milagre definitivo. M\u00e9xico, e em menor medida Chile, viram de um dia para o outro seu com\u00e9rcio com os Estados Unidos em perigo e decidiram avan\u00e7ar a possibilidade de alinhar-se com um Mercosul agora mais amig\u00e1vel. H\u00e1 consenso de que falta muito para avan\u00e7ar, se for comparada a porcentagem do com\u00e9rcio inter-regional em outras regi\u00f5es do mundo: 69% na Uni\u00e3o Europeia, 55% na \u00c1sia e 18% na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>\u201cPoucas vezes na hist\u00f3ria os cen\u00e1rios se alinharam como est\u00e1 acontecendo hoje\u201d, disse o secret\u00e1rio de Economia do M\u00e9xico, lldefonso Guajardo Villarreal, durante uma apresenta\u00e7\u00e3o no F\u00f3rum. \u201cH\u00e1 dois grandes pa\u00edses latino-americanos como Brasil e Argentina que n\u00e3o necessariamente estavam acompanhando o modelo de abertura da regi\u00e3o. E que agora estejamos na mesma sintonia \u00e9 algo que deve ser capitalizado. Devemos reagir, n\u00e3o podemos ficar im\u00f3veis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 incerteza que vem de Washington\u201d, acrescentou. No Chile h\u00e1 coincid\u00eancia com essa leitura do novo cen\u00e1rio americano. \u201c\u00c9 uma oportunidade para avan\u00e7ar para uma integra\u00e7\u00e3o, nesse cen\u00e1rio \u00e9 quase um imperativo e assumimos isso na Alian\u00e7a do Pac\u00edfico como algo muito concreto\u201d, disse Mu\u00f1oz na mesa que dividiu com Guajardo Villarreal.<\/p>\n<h3><strong>Autom\u00f3veis sobre a mesa<\/strong><\/h3>\n<p>O encontro desta sexta-feira em Buenos Aires foi o primeiro passo em um caminho longo que rec\u00e9m come\u00e7a, sobretudo porque o desafio \u00e9 resolver a rela\u00e7\u00e3o de economias que muitas vezes s\u00e3o complementares. O caso da Argentina e do M\u00e9xico tem um cap\u00edtulo particular na produ\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis. Consultado sobre a possibilidade de que o mercado mexicano se abra para as exporta\u00e7\u00f5es de cereais argentinos, Guajardo Villarreal, disse, com ironia, que esse tema estaria resolvido quando a Argentina colocasse \u201cautom\u00f3veis sobre a mesa\u201d. Em todo caso, os blocos n\u00e3o falam de fus\u00e3o nem nada parecido. \u201cNunca houve a possibilidade de uma fus\u00e3o porque temos esquemas e uma hist\u00f3ria diferente. O objetivo \u00e9 avan\u00e7ar em um plano concreto que permita abrir mercados e eliminar barreiras alfandeg\u00e1rias e n\u00e3o alfandeg\u00e1rias\u201d, disse Mu\u00f1oz.<\/p>\n<p>Quem mais tem a ganhar em um acordo s\u00e3o Argentina e Brasil. As duas principais economias sul-americanas est\u00e3o em crise e precisam reativar com urg\u00eancia seu com\u00e9rcio com o exterior. A frase mais repetida na Argentina \u00e9 que o Chile, por exemplo, tem acordos comerciais com 90% do PIB mundial, e o Mercosul com apenas 10%. \u201cA oportunidade n\u00e3o est\u00e1 no mercado dentro do Mercosul, est\u00e1 em fazer uma abertura, como o Chile\u201d, disse o ministro da Produ\u00e7\u00e3o da Argentina, Francisco Cabrera. \u201cO importante \u00e9 que a Argentina e o Brasil se abram e liderem o processo de abertura\u201d, coincidiu, sentado ao lado, em uma mesa de debate do F\u00f3rum, de seu par brasileiro, Marcos Pereira.<\/p>\n<p>O ministro de Economia argentino, Nicol\u00e1s Dujovne, tamb\u00e9m deixou claro a necessidade de que seu pa\u00eds se abra para o mundo. \u201cCada vez que nos reunimos com empresas argentinas que exportam, a queixa generalizada \u00e9 \u2018n\u00e3o posso competir com os chilenos, com os peruanos que entram em tal e tal mercado com uma tarifa alfandeg\u00e1ria zero quando n\u00f3s pagamos 10% ou 15%\u2019. Isso faz parte do processo de integra\u00e7\u00e3o da Argentina no mundo, no qual vamos em um processo lento, mas constante. Mas n\u00e3o h\u00e1 como esperar resultados imediatos dessas negocia\u00e7\u00f5es que estamos iniciando\u201d, falou. As discuss\u00f5es foram at\u00e9 agora pol\u00edticas, \u00e0 espera das quest\u00f5es comerciais mais escabrosas. Essa ser\u00e1 a batalha de fundo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/04\/07\/internacional\/1491590076_975735.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM\">http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/04\/07\/internacional\/1491590076_975735.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chanceleres dos dois blocos concordam com um plano que pode fortalecer o com\u00e9rcio inter-regional<\/p><p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/2017\/04\/10\/mercosul-e-alianca-do-pacifico-se-aliam-contra-o-protecionismo-de-trump\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":636,"featured_media":220,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[3,2],"tags":[28,6],"class_list":["post-218","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integracao-regional","category-mercosul","tag-alianca-do-pacifico","tag-america-latina","item-wrap"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/files\/2017\/04\/REUNI\u00c3O.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/users\/636"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=218"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":221,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218\/revisions\/221"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/media\/220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/geomercosul\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}