{"id":451,"date":"2017-11-27T13:22:43","date_gmt":"2017-11-27T15:22:43","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/?p=451"},"modified":"2018-02-19T10:37:57","modified_gmt":"2018-02-19T13:37:57","slug":"as-impressoes-de-fabio-figuera-sobre-multimorbidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/2017\/11\/27\/as-impressoes-de-fabio-figuera-sobre-multimorbidade\/","title":{"rendered":"Entrevista com F\u00e1bio Figuera"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-family: Calibri\"><strong>O cuidado do paciente \u00e9 uma utopia. Ainda assim, temos que lutar por essa utopia&#8221;.<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Fabio_Camargo-Figuera\">F\u00e1bio Alberto Camargo Figuera<\/a> escolheu essas palavras para motivar a sua plateia na palestra que ministrou para um grupo de estudantes e pesquisadores da enfermagem, em Pelotas, no audit\u00f3rio da UFPel, na tarde da \u00faltima sexta-feira. As palavras tinham sido ouvidas pelo pesquisador alguns dias antes, em palestra proferida no <a href=\"http:\/\/ceo.udesc.br\/?id=436\">II Congresso Sul Brasileiro de Sistematiza\u00e7\u00e3o da Assist\u00eancia de Enfermagem e a I Mostra Internacional de Cuidado de Enfermagem no Ciclo da Vida<\/a>, no qual foi convidado. Usando-as como fio condutor, F\u00e1bio incitou sua audi\u00eancia a refletir sobre a qualidade das pr\u00e1ticas dos profissionais de sa\u00fade.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-family: Calibri\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-455 alignleft\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2017\/11\/IMG_0620-424x283.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2017\/11\/IMG_0620-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2017\/11\/IMG_0620-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2017\/11\/IMG_0620-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-family: Calibri\">Colaborador Internacional do GBEM, F\u00e1bio \u00e9 atualmente diretor da Escola de Enfermagem da Universidade Industrial de Santander, em Bucaramanga, Col\u00f4mbia, onde tamb\u00e9m atua como professor de Enfermagem e pesquisador. <\/span><\/span><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-family: Calibri\">Depois da sua palestra, o pesquisador falou com os membros do GBEM sobre suas impress\u00f5es sobre a multimorbidade e o ensino em enfermagem no Brasil e na Col\u00f4mbia. Confira a entrevista:<\/span><\/span><\/p><\/blockquote>\n<h5>Por <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/integrantes-do-grupo\/coordenadores\/natalia-martins-flores\/\">Nat\u00e1lia Flores<\/a><\/h5>\n<h5><\/h5>\n<h5><\/h5>\n<h5><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-family: Calibri\"><strong>GBEM &#8211; O que significa dizer que o processo de cuidado do paciente \u00e9 uma utopia?<\/strong> <\/span><\/span><\/h5>\n<h5><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-family: Calibri\">Significa pensarmos no tipo de cuidado ideal que queremos que a enfermeira ou o enfermeiro desenvolva. Pode ser que, na pr\u00e1tica, elementos como o sistema de sa\u00fade e a estrutura hospitalar dificultem a realiza\u00e7\u00e3o desse processo, mas \u00e9 preciso manter a utopia do tratamento e do cuidado ideais.<\/span><\/span><\/h5>\n<h5><\/h5>\n<h5><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-family: Calibri\"><strong>GBEM \u2013 Quais os desafios da pesquisa sobre multimorbidade?<\/strong><br \/>\nPara a Col\u00f4mbia s\u00e3o colocar na agenda a tem\u00e1tica principal, para come\u00e7ar a falar nas institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, nas universidades e, no final, nas decis\u00f5es de pol\u00edtica p\u00fablica em sa\u00fade. Isso \u00e9 muito importante na medida em que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 ficando mais velha, na medida em que aumentam as doen\u00e7as cr\u00f4nicas em pa\u00edses como os nossos.<\/span><\/span><\/h5>\n<h5><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-family: Calibri\"><br \/>\n<strong>GBEM \u2013 Qual a import\u00e2ncia de articula\u00e7\u00f5es entre universidades de diferentes pa\u00edses?<\/strong><br \/>\nToda a import\u00e2ncia, porque, acho que compartilhar objetivos, metodologias, conhecimentos de diferentes cen\u00e1rios e contextos facilita que esses desafios em multimorbidade sejam mais f\u00e1ceis de serem resolvidos, para que se comece a falar em multimorbidade, para que se tomem decis\u00f5es sobre sa\u00fade.<\/span><\/span><\/h5>\n<p><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-family: Calibri\"><br \/>\n<strong>GBEM \u2013 Como \u00e9 a atua\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade em casos de multimorbidade?<\/strong><br \/>\nSob o ponto de vista da universidade, h\u00e1 muito pouca informa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre multimorbidade oferecida para a forma\u00e7\u00e3o dos estudantes. No entanto, acho que \u00e9 uma tem\u00e1tica importante que precisa ser trabalhada em sala de aula para prepararmos, no nosso caso, os enfermeiros a lidar com esse cen\u00e1rio.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-family: Calibri\"><strong>GBEM \u2013 Quais as diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as do cen\u00e1rio da multimorbidade na Col\u00f4mbia e no Brasil?<\/strong><br \/>\nSomos pa\u00edses similares de certa maneira. Compartilhamos uma cultura latino-americana, assim como pa\u00edses africanos, europeus compartilham determinadas identidades. Compartilhamos determinados costumes. Acho que em sa\u00fade tamb\u00e9m somos similares. Os principais problemas do Brasil em sa\u00fade s\u00e3o similares aos nossos, na Col\u00f4mbia. Mas tamb\u00e9m somos diferentes dentro dessa similaridade. Por exemplo, o territ\u00f3rio brasileiro e seu desenvolvimento \u00e9 bem diferente do nosso, pois est\u00e1 ligado mais ao litoral. O nosso pa\u00eds tem uma popula\u00e7\u00e3o concentrada no interior e n\u00e3o tanto no litoral, embora a Col\u00f4mbia tenha uma extens\u00e3o litor\u00e2nea ampla. Acho que o Brasil est\u00e1 mais \u00e0 frente da Col\u00f4mbia em termos de desenvolvimento social, econ\u00f4mico, por exemplo, no seu sistema de sa\u00fade.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-family: Calibri\"> A Col\u00f4mbia est\u00e1 saindo de um per\u00edodo de 50 anos de conflito armado com as guerrilhas. Agora o pa\u00eds est\u00e1 num momento hist\u00f3rico bem importante, com a implementa\u00e7\u00e3o da paz. O foco j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a guerra, o conflito. A maioria dos recursos econ\u00f4micos do pa\u00eds estava l\u00e1. Agora, digamos que o foco vai mudar para o que deve importar: a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, a infraestrutura. Vai ser um momento bem importante para o pa\u00eds. Nesse sentido, vamos ter mais investimentos no sistema de sa\u00fade e em pol\u00edticas de sa\u00fade, que v\u00e3o impactar na \u00e1rea da multimorbidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Para ouvir a entrevista, acesse:<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-451-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2017\/11\/entrevistafabio.m4a?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2017\/11\/entrevistafabio.m4a\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2017\/11\/entrevistafabio.m4a<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor e pesquisador colombiano F\u00e1bio Camargo Figuera falou sobre casos e os principais desafios da multimorbidade, a sua rela\u00e7\u00e3o com o ensino da enfermagem e as diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as entre o cen\u00e1rio de multimorbidade do Brasil e da Col\u00f4mbia. Confira a entrevista!<\/p>\n","protected":false},"author":682,"featured_media":455,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[40],"tags":[25,21],"class_list":["post-451","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevista","tag-audio","tag-entrevista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2017\/11\/IMG_0620.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p8Mo6O-7h","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/451","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/users\/682"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=451"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/451\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":590,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/451\/revisions\/590"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/media\/455"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}