{"id":1658,"date":"2020-10-26T09:03:37","date_gmt":"2020-10-26T12:03:37","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/?p=1658"},"modified":"2020-10-26T09:03:37","modified_gmt":"2020-10-26T12:03:37","slug":"formacao-em-saude-do-ensino-biomedico-para-o-cuidado-centrado-na-pessoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/2020\/10\/26\/formacao-em-saude-do-ensino-biomedico-para-o-cuidado-centrado-na-pessoa\/","title":{"rendered":"Forma\u00e7\u00e3o em sa\u00fade: do ensino biom\u00e9dico para o cuidado centrado na pessoa"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Nat\u00e1lia Flores<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As doen\u00e7as cr\u00f4nicas e a <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/2017\/11\/20\/o-que-e-multimorbidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">multimorbidade<\/a> est\u00e3o se tornando mais comuns, principalmente nas popula\u00e7\u00f5es de pa\u00edses em desenvolvimento. No Brasil, no m\u00ednimo, um em cada cinco adultos e metade dos idosos convivem com duas ou mais condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade ao mesmo tempo, segundo dados de pesquisas regionais e a <a href=\"https:\/\/www.pns.icict.fiocruz.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pesquisa Nacional de 2013<\/a>. Mais do que outros indiv\u00edduos, eles precisam de um atendimento em sa\u00fade singularizado, pouco abordado pelo modelo de cuidado ensinado e praticado na maioria das faculdades de sa\u00fade do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cTanto a forma\u00e7\u00e3o como a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o do conhecimento nas \u00e1reas de sa\u00fade se d\u00e1 em torno de doen\u00e7as isoladamente, desconsiderando as caracter\u00edsticas individuais e, consequentemente, tamb\u00e9m a multimorbidade\u201d, comenta o pesquisador Daniel Knupp Augusto, m\u00e9dico e diretor acad\u00eamico do Programa de Educa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Continuada em Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade (PROMEF) da Editora Artmed. Especialista no tema, Daniel explica que o modelo biom\u00e9dico tradicional que predomina na forma\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos e enfermeiros n\u00e3o \u00e9 adequado para tratar de pessoas com m\u00faltiplas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A abordagem m\u00e9dica tradicional se foca no tratamento de doen\u00e7as singulares do indiv\u00edduo, a partir de um diagn\u00f3stico cl\u00ednico e, muitas vezes, do uso de medicamentos. Existem protocolos padronizados de tratamento para tratar diabetes, hipertens\u00e3o e outras doen\u00e7as card\u00edacas de forma isolada. Que protocolo utilizar quando um paciente apresenta mais de um problema de sa\u00fade? Como lidar quando uma condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade interfere na outra?<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1664\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/pierre-acobas-nbD0VmKnPrI-unsplash-2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/pierre-acobas-nbD0VmKnPrI-unsplash-2.jpg 640w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/pierre-acobas-nbD0VmKnPrI-unsplash-2-318x318.jpg 318w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/pierre-acobas-nbD0VmKnPrI-unsplash-2-159x159.jpg 159w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/pierre-acobas-nbD0VmKnPrI-unsplash-2-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p><em>Cr\u00e9dito\/Foto: Pierre Ascobas (Unsplash)<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo <a href=\"https:\/\/acmedsci.ac.uk\/policy\/policy-projects\/multimorbidity\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">relat\u00f3rio da Academy of Medical Science de 2018<\/a>, as combina\u00e7\u00f5es existentes entre as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade dos indiv\u00edduos com multimorbidade s\u00e3o bastante heterog\u00eaneas, o que torna seu tratamento complexo. O relat\u00f3rio ressalta que, em alguns casos, as condi\u00e7\u00f5es coexistentes s\u00e3o relacionadas e tendem a demandar tratamentos parecidos, enquanto que, em outros, parecem n\u00e3o estar relacionadas entre si e, por isso, requerem tratamentos diferentes. Cada caso \u00e9 um e exige um profissional atento para escolher o manejo mais adequado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para a pesquisadora Laura Camargo Macruz Feuerwerker, da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da USP, os perfis de adoecimento s\u00e3o muito complexos para serem tratados apenas pela abordagem m\u00e9dica. \u201cExiste uma singularidade na maneira como diferentes pessoas vivenciam esses processos de adoecimento cr\u00f4nicos. Assim, a resposta \u00e9 muito limitada quando essas doen\u00e7as s\u00e3o abordadas de forma pontual, padronizada e descontextualizada\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1671 alignright\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-4.png\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-4.png 1080w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-4-318x318.png 318w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-4-159x159.png 159w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-4-768x768.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-4-50x50.png 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No <a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/diretrizes%20_cuidado_pessoas%20_doencas_cronicas.pdf\">Guia de Diretrizes de Cuidado da Pessoa com Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas<\/a>, de 2013, a equipe do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS) reconhece que o modelo vigente de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade n\u00e3o acompanhou as mudan\u00e7as epidemiol\u00f3gicas da popula\u00e7\u00e3o brasileira e, por isso, \u201cn\u00e3o tem obtido sucesso em suas condutas por n\u00e3o conseguir chegar ao singular de cada indiv\u00edduo\u201d. Para Daniel, al\u00e9m de fortalecer o modelo de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria no SUS, reverter essa l\u00f3gica implica formar profissionais de sa\u00fade com um olhar mais humanizado &#8212; o que s\u00f3 seria conseguido a partir de uma revis\u00e3o da estrutura curricular dos cursos de sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A mudan\u00e7a nos curr\u00edculos de cursos de sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 uma discuss\u00e3o nova no ambiente acad\u00eamico da \u00e1rea. Mais de 70% das publica\u00e7\u00f5es sobre trabalho e educa\u00e7\u00e3o entre 1990 e 2010 abordam o tema da forma\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade, segundo <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/pdf\/csc\/v18n6\/02.pdf\">levantamento<\/a> realizado por pesquisadores da UFBA. Os desafios s\u00e3o complexos e envolvem, entre outras quest\u00f5es, adaptar os curr\u00edculos dos cursos \u00e0 Lei de Diretrizes Curriculares Nacionais, vigente desde 2001. Essa lei define, por exemplo, que os princ\u00edpios e diretrizes do SUS &#8212; como a universaliza\u00e7\u00e3o e equidade no acesso \u00e0 sa\u00fade e a integralidade no tratamento ao paciente &#8212; devem ser elementos fundamentais na forma\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Poucos s\u00e3o os cursos universit\u00e1rios que conseguem aplicar os princ\u00edpios do SUS na pr\u00e1tica. Em <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/pdf\/csc\/v18n6\/19.pdf\">an\u00e1lise<\/a> publicada em 2013 na revista Ci\u00eancia &amp; Sa\u00fade Coletiva,<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">o pesquisador Naomar de Almeida Filho pontua que predominavam nos cursos de n\u00edvel universit\u00e1rio da sa\u00fade curr\u00edculos fechados com foco na especialidade sem permitir pr\u00e1ticas interdisciplinares.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.scielosp.org\/article\/csc\/2020.v25n1\/15-24\/pt\/#\">Outro estudo<\/a> feito entre 2015 e 2016 pela UERJ descobriu que a estrutura curricular da maioria dos 94 cursos de gradua\u00e7\u00e3o em enfermagem investigados se centrava em disciplinas fragmentadas nos ciclos b\u00e1sico e profissionalizante, o que destoa da perspectiva de integralidade preconizada pelo SUS. Ao mesmo tempo, essas faculdades incentivam o desenvolvimento de compet\u00eancias nos seus alunos ligadas a a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, ponto-chave da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Existe, ent\u00e3o, alguma esperan\u00e7a neste tipo de forma\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h2><b>Onde precisamos avan\u00e7ar?<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os especialistas ouvidos pela reportagem concordam que um ensino capaz de formar profissionais de sa\u00fade capacitados para lidar com os desafios da multimorbidade precisa conter tr\u00eas aspectos fundamentais: uma abordagem centrada na pessoa, ser multidisciplinar e multiprofissional. A partir disso, o ensino pode formar profissionais que tenham uma vis\u00e3o ampliada de sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cA abordagem centrada na pessoa levaria em conta o contexto familiar do paciente, seus valores culturais e prefer\u00eancias pessoais\u201d, explica Daniel. Para isso, o profissional de sa\u00fade precisa desenvolver a habilidade de escutar o seu paciente, entendendo seu contexto de vida, suas ang\u00fastias e seus limites na hora de aderir a algum tratamento. Essa escuta ampliada, segundo os especialistas, est\u00e1 em falta na pr\u00e1tica da maioria dos profissionais de sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1668 alignleft\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-1.png\" alt=\"\" width=\"278\" height=\"278\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-1.png 1080w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-1-318x318.png 318w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-1-159x159.png 159w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-1-768x768.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/Copia-de-Custos-com-desnutricao-obesidade-e-mudancas-climaticas-chega-a-2-trilhoes-de-dolares-anuais-2.8-do-PIB-mundial-1-50x50.png 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 278px) 100vw, 278px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para Elaine Thum\u00e9, pesquisadora e professora de enfermagem da Ufpel, o grande desafio da forma\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade \u00e9 migrar de um olhar apenas cl\u00ednico, focado no indiv\u00edduo, para um olhar da sa\u00fade coletiva. O conhecimento cl\u00ednico \u00e9 importante, mas, segundo ela, deve ser aliado a um conhecimento sobre o paciente no seu contexto. \u201cEst\u00e1 faltando olhar para a estrutura social que influencia o indiv\u00edduo. \u00c9 no coletivo que as pessoas tomam decis\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua sa\u00fade e definem padr\u00f5es de comportamento\u201d, ressalta. Essa perspectiva implica em ter uma vis\u00e3o ampliada que entende que a sa\u00fade inclui trabalho, moradia, transporte e acesso a lazer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Laura, apesar do conceito de sa\u00fade ampliada fazer parte da teoria das faculdades de sa\u00fade, s\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400\">poucos os cursos que conseguem colocar em pr\u00e1tica uma abordagem que vai al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica do indiv\u00edduo. Para avan\u00e7ar nesse sentido, Elaine afirma ser preciso integrar disciplinas de ci\u00eancias sociais e humanas, como sociologia e filosofia nas grades curriculares dos cursos de sa\u00fade &#8212; al\u00e9m de preparar o corpo docente para refletir com seus alunos sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida das pessoas atendidas por eles.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outro ponto primordial ressaltado pelas pesquisadoras \u00e9 o investimento em pr\u00e1ticas integradas entre cursos de enfermagem, medicina e outros j\u00e1 nos primeiros semestres para que os alunos aprendam a trabalhar em grupo, respeitando as expertises de cada profiss\u00e3o. Laura acentua que o foco na experimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma maneira de ampliar o olhar sobre a sa\u00fade. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u201c\u00c9 muito importante existirem espa\u00e7os de conviv\u00eancia e manejo compartilhado entre as profiss\u00f5es para que esse processo seja incorporado na pr\u00e1tica\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento da preval\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e da multimorbidade na popula\u00e7\u00e3o torna urgente a forma\u00e7\u00e3o de profissionais capacitados para lidar com pacientes com m\u00faltiplas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade. Como escolas e faculdades de sa\u00fade podem preparar esses futuros profissionais?<\/p>\n","protected":false},"author":682,"featured_media":1664,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[114],"tags":[],"class_list":["post-1658","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportagem"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/files\/2020\/10\/pierre-acobas-nbD0VmKnPrI-unsplash-2.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p8Mo6O-qK","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1658","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/users\/682"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1658"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1658\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1678,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1658\/revisions\/1678"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1664"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1658"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1658"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/gbem\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1658"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}