{"id":230,"date":"2017-07-06T14:27:48","date_gmt":"2017-07-06T17:27:48","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/?p=230"},"modified":"2017-07-06T14:27:48","modified_gmt":"2017-07-06T17:27:48","slug":"como-os-gatos-conquistaram-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/2017\/07\/06\/como-os-gatos-conquistaram-o-mundo\/","title":{"rendered":"Como os gatos conquistaram o mundo"},"content":{"rendered":"<p>Nova an\u00e1lise revela que os gatos atuais descendem de animais domesticados em duas levas, uma h\u00e1 9.500 anos, na Europa, e outra h\u00e1 2.000 anos, no Egito.<!--more--><\/p>\n<p>Uma nova an\u00e1lise\u00a0gen\u00e9tica\u00a0de esqueletos e m\u00famias de 200\u00a0gatos\u00a0revelou que a domestica\u00e7\u00e3o desses animais aconteceu em duas levas: uma mais antiga, h\u00e1 cerca de 9.000 anos, na regi\u00e3o do Mediterr\u00e2neo, e outra mais recente, h\u00e1 cerca de 2.000 anos, no Egito. O estudo, publicado na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41559-017-0139\"><em>Nature Ecology &amp; Evolution<\/em><\/a>, \u00e9 o trabalho mais completo a mapear a conviv\u00eancia entre humanos e os gatos e a dispers\u00e3o desses felinos pelo globo, hist\u00f3ria que, at\u00e9 o momento, era repleta de d\u00favidas. Os pesquisadores da Universidade Cat\u00f3lica de Leuven, na B\u00e9lgica, e da Universidade Paris VII, na Fran\u00e7a, levaram dez anos recolhendo f\u00f3sseis e resqu\u00edcios de gatos que viveram no Egito e em s\u00edtios arqueol\u00f3gicos da Antiguidade para reconstruir o caminho da domestica\u00e7\u00e3o dos felinos. A an\u00e1lise do DNA encontrado nesses vest\u00edgios revelou que os gatos come\u00e7aram a se aproximar das primeiras comunidades de agricultores na regi\u00e3o do Mediterr\u00e2neo, possivelmente atra\u00eddos por ratos e camundongos que se alimentavam dos gr\u00e3os. A rela\u00e7\u00e3o, estabelecida h\u00e1 9.000 anos, era boa para os gatos, que encontravam farto alimento, e para os agricultores, que se livravam dos ratos e de outras pestes.<\/p>\n<p><strong>Como os gatos chegaram \u00e0 Europa<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de 6.000 anos, quando os habitantes da regi\u00e3o come\u00e7aram a se espalhar para a Europa, levaram junto seus gatos, que ocuparam o continente. Contudo, uma segunda leva de felinos, com origem no Egito, chegou ao local mais recentemente. H\u00e1 cerca de 2.000 anos, os gatos vindos do pa\u00eds come\u00e7aram a chegar \u00e0 Europa e foram seguidos pelos felinos que viajavam com os vikings nos navios, na Idade M\u00e9dia (os animais eram a prote\u00e7\u00e3o mais eficaz contra os roedores que atacavam os mantimentos nas embarca\u00e7\u00f5es). Por volta dessa \u00e9poca surgiu tamb\u00e9m a muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica respons\u00e1vel pelas listras escuras que cobrem os pelos dos gatos atuais. Ela apareceu na \u00c1sia e, em seguida, na Europa e na \u00c1frica, quando os humanos descobriram que os felinos podiam ser, al\u00e9m de excelentes ca\u00e7adores, bons bichos de estima\u00e7\u00e3o. \u201cO gato \u00e9, provavelmente, o mais selvagem de todos os animais dom\u00e9sticos. Faz parte disso o comportamento de viver a sua vida e n\u00e3o se importar muito se h\u00e1 ou n\u00e3o humanos ao seu redor\u201d, afirmou o pesquisador Thierry Grange, da Universidade Paris VII e um dos autores do estudo, ao brit\u00e2nico\u00a0<em>The Guardian<\/em>.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es no site <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\">Revista Veja<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova an\u00e1lise revela que os gatos atuais descendem de animais domesticados em duas levas, uma h\u00e1 9.500 anos, na Europa, e outra h\u00e1 2.000 anos, no Egito.<\/p>\n","protected":false},"author":472,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-230","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/472"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=230"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":232,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230\/revisions\/232"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/felinamente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}