{"id":1637,"date":"2017-07-25T13:48:15","date_gmt":"2017-07-25T16:48:15","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/?p=1637"},"modified":"2017-07-25T13:48:15","modified_gmt":"2017-07-25T16:48:15","slug":"estudo-diz-que-brasil-deve-priorizar-combate-as-desigualdades-regionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/2017\/07\/25\/estudo-diz-que-brasil-deve-priorizar-combate-as-desigualdades-regionais\/","title":{"rendered":"Estudo diz que Brasil deve priorizar combate \u00e0s desigualdades regionais"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1639\" style=\"width: 446px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1639\" class=\" wp-image-1639\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/files\/2017\/07\/menor-400x268.jpg\" alt=\"\" width=\"436\" height=\"292\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/files\/2017\/07\/menor-400x268.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/files\/2017\/07\/menor.jpg 580w\" sizes=\"(max-width: 436px) 100vw, 436px\" \/><p id=\"caption-attachment-1639\" class=\"wp-caption-text\">Relat\u00f3rio diz que Brasil tem regi\u00f5es cujos dados apontam extrema desigualdade social &#8211; Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/p><\/div>\n<p>O Brasil precisa priorizar o combate \u00e0s desigualdades regionais se quiser alcan\u00e7ar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), ligados diretamente \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente, indica estudo divulgado hoje (25) pela Funda\u00e7\u00e3o Abrinq, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Dos 17 ODS, dez t\u00eam metas diretamente associadas \u00e0 inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. A pesquisa \u201cA Crian\u00e7a e o Adolescente nos ODS &#8211; Marco zero dos principais indicadores brasileiros &#8211; ODS 1, 2, 3 e 5\u201d visa complementar relat\u00f3rio volunt\u00e1rio entregue pelo governo \u00e0 ONU, na semana passada. Nesse primeiro lan\u00e7amento, foram selecionados quatro dos dez objetivos: erradica\u00e7\u00e3o da pobreza, fome zero, sa\u00fade e bem-estar e igualdade de g\u00eanero.<\/p>\n<p>No balan\u00e7o geral, o Brasil cumpriu sete dos oito Objetivos do Mil\u00eanio, voltados para os pa\u00edses em desenvolvimento, com exce\u00e7\u00e3o da meta de redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna.<\/p>\n<p>A administradora executiva da Abrinq, Heloisa Oliveira, ressaltou que, apesar dos avan\u00e7os na \u00faltima d\u00e9cada, h\u00e1 regi\u00f5es do pa\u00eds e grupos sociais cujos dados apontam extrema desigualdade e que s\u00e3o camuflados pela m\u00e9dia nacional. Para que os objetivos tra\u00e7ados para 2030 sejam cumpridos, disse ela, todos os grupos sociais e regi\u00f5es do pais precisam estar inclu\u00eddos nas metas.<\/p>\n<p>\u201cNossas estat\u00edsticas s\u00e3o boas, mas muitos dados precisam ser desagregados. Vivemos em um pa\u00eds extremamente desigual. Olhando a m\u00e9dia nacional d\u00e1 para pensar que alguns indicadores est\u00e3o bons, mas precisamos olhar para as diferentes realidades brasileiras para enxergar onde est\u00e3o os desafios\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7os e discuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u201cPrecisamos implementar os ODS a n\u00edvel local porque somente assim avan\u00e7aremos. \u00c9 preciso aprofundar e detalhar mais a discuss\u00e3o, elaborar um ponto de partida de todos os indicadores, investir em novas estat\u00edsticas para sabermos de onde estamos saindo e para onde vamos\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A Abrinq \u00e9 uma das oito organiza\u00e7\u00f5es selecionadas, por meio de edital, para debater e implementar a chamada Agenda 2030 na Comiss\u00e3o Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>De acordo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (PNAD-2015), 27% dos habitantes vivem com at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas. Mas esse percentual sobe para 40,2% se for feito um recorte da popula\u00e7\u00e3o de 0 a 14 anos, ultrapassando a casa dos 60% de crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de pobreza em estados como Alagoas, Maranh\u00e3o, Cear\u00e1, Bahia e Pernambuco.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos falar de uma agenda para 2030 sem priorizar esse grupo que ser\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa, adulta, e que vai de fato viver nesse mundo de 2030. N\u00e3o podemos falar de futuro sem falar de crian\u00e7a e adolescente\u201d, disse a representante da Abrinq.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mortalidade infantil, apesar de uma progressiva melhora nos indicadores, em 2015, para mil nascidos vivos, 14,3 morreram, pouco mais da metade da taxa do ano 2000 (30,1 por mil nascidos vivos). J\u00e1 os \u00f3bitos entre menores de um ano ficaram em 12,4, para mil nascidos vivos, no mesmo per\u00edodo (a taxa era de 26,1 por mil nascidos vivos em 2000).<\/p>\n<p>Em 2015, a taxa de mortalidade materna era de 54,9 para cada 100 mil nascidos vivos. Helo\u00edsa ressaltou que, embora a m\u00e9dia nacional n\u00e3o seja alta a n\u00edvel nacional, no que diz respeito \u00e0 morte materna, ela est\u00e1 muito acima da m\u00e9dia em alguns estados, como Tocantins, Maranh\u00e3o, Roraima, Piau\u00ed e Amap\u00e1. \u201cS\u00e3o n\u00fameros de \u00f3bitos muito altos por causas evit\u00e1veis. Por isso, precisamos de estrat\u00e9gias espec\u00edficas para tratar essas diferen\u00e7as regionais\u201d.<\/p>\n<p>O Brasil conseguiu sair do Mapa da Fome da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) em 2014. A pobreza na inf\u00e2ncia foi prioridade das a\u00e7\u00f5es governamentais com a cria\u00e7\u00e3o do Programa Brasil Carinhoso e a mudan\u00e7a nos crit\u00e9rios do Programa Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Objetivos da ONU<\/strong><\/p>\n<p>Em 2000, 191 pa\u00edses que integram as Na\u00e7\u00f5es Unidas assinaram compromisso de atingir os\u00a0 Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (ODM), cujo prazo final terminava em 2015. Aquele pacto global era voltado apenas a pa\u00edses pobres e em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Em 25 de setembro de 2015, 193 pa\u00edses das Na\u00e7\u00f5es Unidas adotaram a Resolu\u00e7\u00e3o \u201cTransformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel\u201d, com 17 objetivos e 169 metas que devem ser cumpridos por todas as na\u00e7\u00f5es \u2013 os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS).<\/p>\n<p>As metas e os ODS priorit\u00e1rios para a Funda\u00e7\u00e3o Abrinq est\u00e3o no site\u00a0<a href=\"http:\/\/www.observatoriocrianca.org.br\/\">www.observatoriocrianca.org.br<\/a>. Os indicadores Sociais (habita\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, prote\u00e7\u00e3o etc.) relacionados a cada um dos ODS podem ser acessados no\u00a0<a href=\"https:\/\/observatoriocrianca.org.br\/cenario-infancia\/temas\/crianca-adolescente-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">site<\/a>.<\/p>\n<h6><strong><em>Fonte: Ag\u00eancia EBC<\/em><\/strong><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil precisa priorizar o combate \u00e0s desigualdades regionais se quiser alcan\u00e7ar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), ligados diretamente \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente, indica estudo divulgado hoje (25) pela Funda\u00e7\u00e3o Abrinq, no Rio de Janeiro. 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