{"id":1615,"date":"2017-07-03T11:30:21","date_gmt":"2017-07-03T14:30:21","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/?p=1615"},"modified":"2017-07-03T11:31:22","modified_gmt":"2017-07-03T14:31:22","slug":"instituto-vital-brazil-desenvolve-remedio-inedito-contra-veneno-de-abelha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/2017\/07\/03\/instituto-vital-brazil-desenvolve-remedio-inedito-contra-veneno-de-abelha\/","title":{"rendered":"Instituto Vital Brazil desenvolve rem\u00e9dio in\u00e9dito contra veneno de abelha"},"content":{"rendered":"<p>O Instituto Vital Brazil (IVB), vinculado \u00e0 Secretaria de Estado de Sa\u00fade do Rio de Janeiro, est\u00e1 desenvolvendo um medicamento in\u00e9dito contra veneno de abelhas, em parceria com o Centro de Estudos e Venenos de Animais Pe\u00e7onhentos da Universidade Estadual Paulista de Botucatu (Cevap\/Unesp), cuja tecnologia de produ\u00e7\u00e3o e o pr\u00f3prio soro poder\u00e3o ser exportados para outras na\u00e7\u00f5es. Pa\u00edses asi\u00e1ticos j\u00e1 t\u00eam manifestado interesse nesse sentido, disse ontem (1\u00ba) \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Lu\u00eds Eduardo Cunha, assessor da diretoria cient\u00edfica do IVB e doutorando em medicina tropical pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz).<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano, o soro antiap\u00edlico vem sendo testado em dez pacientes que tiveram m\u00faltiplas picadas de abelha. Os resultados foram muito bons, disse Cunha. \u201cNesta fase de testes, a gente v\u00ea seguran\u00e7a. Nesses dez pacientes em que foi aplicado o soro, correu tudo bem, na medida do esperado.\u201d<\/p>\n<p>No m\u00eas de julho, o Instituto solicita \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) a extens\u00e3o, por mais um ano, da atual fase de testes, chamados estudos cl\u00ednicos, com o objetivo de testar o soro em mais 10 pacientes, antes que o medicamento seja registrado e possa ser disponibilizado para todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 julho do ano que vem, a gente tem que totalizar 20 pacientes, que \u00e9 o n\u00famero que estabelecemos para esse estudo. Como a gente n\u00e3o pode inocular o veneno nas pessoas e depois o soro para testar, e tem que esperar acontecer os casos, isso dificulta um pouco o processo. A gente necessita que os casos aconte\u00e7am naturalmente e que sejam perto de onde a gente tem soro\u201d, indicou o assessor da diretoria cient\u00edfica do IVB.<\/p>\n<p><strong>Registro<\/strong><\/p>\n<p>As duas unidades de pesquisa cl\u00ednica credenciadas e autorizadas pela Anvisa para fazer esse teste est\u00e3o nas cidades de Botucatu (SP) e Tubar\u00e3o (SC). Em julho de 2018, alcan\u00e7ando o total de at\u00e9 20 pacientes, o IVB fechar\u00e1 o relat\u00f3rio de seguran\u00e7a, que ser\u00e1 enviado \u00e0 Anvisa, para que possa liberar o registro. O Instituto passar\u00e1 ent\u00e3o a produzir o medicamento para fornecer ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que vai disponibilizar para o Brasil inteiro. A expectativa \u00e9 que o medicamento possa ser liberado para consumo no segundo semestre de 2019.<\/p>\n<p>Para participar dos estudos cl\u00ednicos, as pessoas t\u00eam que ter entre 18 e 60 anos, n\u00e3o estar gr\u00e1vidas, no caso de mulheres, e ter sofrido acima de cinco picadas de abelha. \u201cO paciente tem que concordar em participar do estudo. \u00c9 uma participa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria. Mesmo ele acidentado ou tendo algum risco de envenenamento, ele tem que optar ou, caso ele esteja inconsciente, um parente junto com o m\u00e9dico pode autorizar o uso do soro. Mas a gente prefere que ele mesmo autorize\u201d, destacou Lu\u00eds Eduardo Cunha.<\/p>\n<p>O tratamento consiste na utiliza\u00e7\u00e3o de duas a dez ampolas de soro, dependendo da carga de veneno que as pessoas acidentadas receberam. Duas ampolas s\u00e3o suficientes para combater 200 picadas de abelha.<\/p>\n<p><strong>Acidentes\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Os \u00faltimos dados dispon\u00edveis no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, embora ainda provis\u00f3rios, segundo observou Cunha, mostram que em 2014 ocorreram 14.062 casos de picadas de abelha no Brasil; em 2015, o n\u00famero recuou para 13.708 registros, caindo ainda mais em 2016 (11.991 casos). Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, a incid\u00eancia por 100 mil habitantes revela sete \u00f3bitos por veneno de abelha em 2014, 12 em 2015 e 25 em 2016. A m\u00e9dia \u00e9 30 mortes por ano para 10 mil a 12 mil acidentes, disse o assessor do IVB. A maior preval\u00eancia \u00e9 entre crian\u00e7as e idosos. Cunha salientou que, proporcionalmente, o resultado \u00e9 muito parecido ao que acontece com os casos de mortes com picadas de serpentes, em que s\u00e3o registrados atualmente 110 \u00f3bitos para cerca de 30 mil envenenamentos.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Eduardo Cunha apontou que a quantidade de acidentes pode estar relacionada ao aumento da atividade ap\u00edcola no pa\u00eds, nos \u00faltimos anos, sobretudo a partir das d\u00e9cadas de 1950 e 1960, quando foram introduzidas no Brasil abelhas europeias e africanas, venenosas, uma vez que as abelhas nacionais n\u00e3o t\u00eam veneno de import\u00e2ncia m\u00e9dica. A importa\u00e7\u00e3o desses insetos objetivou melhorar o desempenho da produ\u00e7\u00e3o de mel no mercado interno. Houve tamb\u00e9m uma aproxima\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com apicultores, al\u00e9m do crescimento do volume de notifica\u00e7\u00f5es de acidentes de picadas de abelhas, que \u00e9 muito maior hoje do que antigamente, \u201cporque as pessoas sabem que podem ter alguma ajuda a mais em termos de tratamento\u201d, lembrou.<\/p>\n<p>Cunha recordou ainda que o Brasil tem uma tradi\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de soros contra venenos de animais h\u00e1 cerca de 120 anos. O IVB, por exemplo, completar\u00e1 100 anos em 2019. Al\u00e9m disso, essa \u00e9 uma atividade do governo, manifestou. \u201cO governo banca essa pesquisa e distribui para o Brasil inteiro\u201d. A produ\u00e7\u00e3o de soros \u00e9 destinada a venenos de aranhas, escorpi\u00f5es, serpentes e abelhas. \u201c\u00c9 um programa admirado no mundo inteiro. N\u00e3o tem semelhan\u00e7a em nenhum lugar do mundo\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O IVB \u00e9 um dos 21 laborat\u00f3rios oficiais brasileiros, um dos quatro fornecedores de soros contra o veneno de animais pe\u00e7onhentos, e produtor de medicamentos estrat\u00e9gicos para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Vital Brazil (IVB), vinculado \u00e0 Secretaria de Estado de Sa\u00fade do Rio de Janeiro, est\u00e1 desenvolvendo um medicamento in\u00e9dito contra veneno de abelhas, em parceria com o Centro de Estudos e Venenos de Animais Pe\u00e7onhentos da Universidade Estadual Paulista de Botucatu (Cevap\/Unesp), cuja tecnologia de produ\u00e7\u00e3o e o pr\u00f3prio soro poder\u00e3o ser exportados [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":640,"featured_media":1617,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[42778,42790],"tags":[],"class_list":["post-1615","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agencia-brasil-ebc","category-noticias"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/files\/2017\/07\/bee.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p6Slcq-q3","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1615","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/640"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1615"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1615\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1619,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1615\/revisions\/1619"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1617"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}