{"id":274,"date":"2014-02-25T16:28:28","date_gmt":"2014-02-25T19:28:28","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/?page_id=274"},"modified":"2014-11-17T18:53:31","modified_gmt":"2014-11-17T20:53:31","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalfm\/discoteca\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 90px\">O novo espa\u00e7o f\u00edsico da Discoteca Lu\u00eds Carlos Vinholes, que conta com um acervo de cerca de 20 mil discos, o projeto \u00e9 de iniciativa do professor M\u00e1rio de Souza Maia, do Centro de Artes. Os itens que comp\u00f5em a cole\u00e7\u00e3o s\u00e3o oriundos de doa\u00e7\u00f5es, sendo a maior parte proveniente da Bibliotheca P\u00fablica Pelotense e da R\u00e1dio Federal FM. Al\u00e9m de \u00e1lbuns de vinil, o acervo conta com centenas de obras em outras m\u00eddias como CDs, fitas magn\u00e9ticas e K7s. O professor M\u00e1rio refor\u00e7a a grande import\u00e2ncia das doa\u00e7\u00f5es menores feitas por pessoas, que d\u00e3o a riqueza para a variedade do acervo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px\">A Discoteca L.C. Vinholes ocupa as salas 303 e 304 do pr\u00e9dio do Centro de Artes\/UFPEL, situado \u00e0 rua Coronel Alberto Rosa, 62.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px\">Segundo o professor M\u00e1rio Maia, o compositor Luiz Carlos Vinholes \u00e9 reconhecido por seu pioneirismo na m\u00fasica aleat\u00f3ria no Brasil. Vinholes se manteve sempre muito atuante na \u00e1rea cultural, e se notabilizou por defender e divulgar a cultura brasileira em outros pa\u00edses, sobretudo no Jap\u00e3o, onde residiu por v\u00e1rios anos.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px\">Em 1957, Vinholes foi contemplado com uma bolsa de estudos do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o. Ap\u00f3s o t\u00e9rmino dos estudos, continuou residindo no pa\u00eds, onde desenvolveu pesquisas sobre m\u00fasica chinesa, coreana e japonesa e se apresentou com frequ\u00eancia em confer\u00eancias e simp\u00f3sios internacionais. Tamb\u00e9m foi respons\u00e1vel por introduzir alguns aspectos da cultura brasileira na \u201cTerra do Sol Nascente\u201d, onde apresentou um programa de r\u00e1dio, em que promoveu a rec\u00e9m surgida Bossa Nova aos ouvintes japoneses. Vinholes ocupou os cargos de encarregado do Setor Cultural da Embaixada Brasileira e adido cultural em T\u00f3quio, onde,\u00a0 a partir de 1961, desenvolveu intenso trabalho de divulgador da m\u00fasica brasileira. Foi idealizador e promotor das primeiras cidades-irm\u00e3s entre o Brasil e o Jap\u00e3o: Pelotas\/Suzo (1962) e Porto Alegre\/Kanazawa (1965). Ainda no Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, o compositor trabalhou no Paraguai, Canad\u00e1 e It\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px\">O professor M\u00e1rio Maia relata que sua rela\u00e7\u00e3o com o compositor se estreitou na d\u00e9cada de 1990, quando buscou na obra de L.C. Vinholes o tema para sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Hist\u00f3ria pela PUC-RS. Em 1951, o compositor John Cage \u2013 influenciado pela dada\u00edsmo e pela filosofia zen \u2013 comp\u00f4s \u201cMusic Changes\u201d e \u201cImaginary Landscape n\u00ba4&#8243;, quando foram empregados pela primeira vez na m\u00fasica o acaso e a indetermina\u00e7\u00e3o. A composi\u00e7\u00e3o \u201cInstru\u00e7\u00f5es 61&#8243;, de Vinholes \u00e9 considerada a primeira m\u00fasica aleat\u00f3ria de um compositor brasileiro. Este fato foi o mote inicial da pesquisa de Maia, que logo percebeu as multifacetas da atua\u00e7\u00e3o de L.C. Vinholes.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px\">O compositor fez importantes doa\u00e7\u00f5es para o acervo da Discoteca, como v\u00e1rios instrumentos folcl\u00f3ricos oriundos de v\u00e1rios pa\u00edses. Mas o professor M\u00e1rio Maia refor\u00e7a que a escolha do nome de Vinholes para batizar a Discoteca \u00e9 na inten\u00e7\u00e3o de que cada vez mais se reconhe\u00e7a a import\u00e2ncia que o m\u00fasico representa no universo da m\u00fasica e da cultura contempor\u00e2neas.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px\">At\u00e9 o momento a manuten\u00e7\u00e3o do acervo da Discoteca da UFPEL tem sido realizada por meio de metodologias pr\u00f3prias para a cataloga\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do registro das obras em livro tombo. Este trabalho visa inicialmente promover a consolida\u00e7\u00e3o do estado de conserva\u00e7\u00e3o das obras e a posterior digitaliza\u00e7\u00e3o dos materiais de \u00e1udio, com o objetivo de proporcionar o acesso do p\u00fablico aos arquivos e, fundamentalmente, para proporcionar a elabora\u00e7\u00e3o de uma programa\u00e7\u00e3o musical diferenciada para a R\u00e1dio Federal FM, a partir deste rico e hist\u00f3rico acervo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo espa\u00e7o f\u00edsico da Discoteca Lu\u00eds Carlos Vinholes, que conta com um acervo de cerca de 20 mil discos, o projeto \u00e9 de iniciativa do professor M\u00e1rio de Souza Maia, do Centro de Artes. 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