{"id":459,"date":"2026-09-17T18:57:05","date_gmt":"2026-09-17T21:57:05","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/?p=459"},"modified":"2026-09-18T08:54:47","modified_gmt":"2026-09-18T11:54:47","slug":"estorias-extraclasse-esportivas-natacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/2026\/09\/17\/estorias-extraclasse-esportivas-natacao\/","title":{"rendered":"Est\u00f3rias Extraclasse Esportivas: Nata\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-461\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2026\/08\/Design-sem-nome-400x225.jpg\" alt=\"\" width=\"684\" height=\"385\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2026\/08\/Design-sem-nome-400x225.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2026\/08\/Design-sem-nome-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2026\/08\/Design-sem-nome-768x432.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2026\/08\/Design-sem-nome-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2026\/08\/Design-sem-nome.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 684px) 100vw, 684px\" \/>Imagem: Mural representando anata\u00e7\u00e3o no Clube Diamantinos em Pelotas. Acervo Pessoal<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Continuando a s\u00e9rie falando sobre minhas experi\u00eancias pessoais com certos esportes que tive no meu tempo de ensino fundamental, a que mantive por mais tempo foi a nata\u00e7\u00e3o. Embora eu n\u00e3o me lembre do ano exato em que comecei, eu devia ter mais ou menos 7 ou 8 anos quando comecei, e apenas parei em 2020 por conta de uma certa pandemia que cessou todo e qualquer tipo de atividade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0Os motivos para eu entrar na nata\u00e7\u00e3o s\u00e3o os mais b\u00e1sicos imagin\u00e1veis, meus pais achavam que saber nadar era uma habilidade importante e at\u00e9 mesmo b\u00e1sica que eu devia aprender. Eu tenho que concordar com eles, genuinamente \u00e9 algo muito \u00fatil saber nadar, n\u00e3o \u00e9 querendo ser pessimista, mas nunca se sabe quando vai ser necess\u00e1rio ter esse conhecimento que salva vidas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Toda minha hist\u00f3ria com a nata\u00e7\u00e3o foi no Clube Diamantinos, localizado no centro da cidade de Pelotas, simplesmente era o mais pr\u00f3ximo pela quest\u00e3o de locomo\u00e7\u00e3o. As aulas eram de mais ou menos uma hora duas vezes por semana, com turmas de uma faixa et\u00e1ria mais ou menos pr\u00f3xima.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu fiz minhas aulas em todos os hor\u00e1rios que eram poss\u00edveis, de manh\u00e3, \u00e0 tarde e no anoitecer. Dependia muito do ano e do resto dos meus afazeres di\u00e1rios, mas tive muita sorte em conseguir manter quase sempre com o mesmo professor, Potiguar Nogueira, um atleta sensacional que participa at\u00e9 hoje de competi\u00e7\u00f5es enquanto d\u00e1 aulas. Al\u00e9m de saber muito sobre o esporte, tem uma paci\u00eancia de santo, n\u00e3o s\u00f3 lidava com muitas crian\u00e7as pequenas e com necessidades especiais, mas tamb\u00e9m estava sempre disposto a ajudar todos e acompanhar aqueles que precisavam.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de aprender o b\u00e1sico sobre como existir na \u00e1gua, eu e meus colegas pratic\u00e1vamos os 5 tipos de nado: o livre (ou crawl), costas, borboleta, peito (para os mais novos o nado sapinho) e medley, que combina todos os anteriores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O nado livre e costas eram os meus preferidos, sendo os mais b\u00e1sicos e populares no geral, n\u00e3o tinha muito mist\u00e9rio neles e eu gostava disso, a simplicidade da t\u00e9cnica permitia focar mais no seu esfor\u00e7o pessoal para ficar mais r\u00e1pido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O nado peito para mim sempre foi o intermedi\u00e1rio, fazia tranquilo, n\u00e3o gostava muito, mas tamb\u00e9m n\u00e3o odiava. A mesma coisa se aplicava para o Medley, um nado que s\u00f3 se praticava ap\u00f3s j\u00e1 ser bem preparado em todos os outros, ent\u00e3o n\u00e3o era t\u00e3o regular.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Agora nado borboleta nunca foi minha praia. \u00c9 um nado que exige bem mais do atleta, em que voc\u00ea precisa levar os bra\u00e7os para frente do corpo paralelamente \u00e0 \u00e1gua e depois lev\u00e1-los para tr\u00e1s. Ao mesmo tempo, com as pernas esticadas, voc\u00ea precisa ficar fazendo movimentos ondulares, como se fosse uma sereia, por exemplo. Esse esfor\u00e7o maior fazia com que eu revirasse meus olhos por tr\u00e1s dos meus \u00f3culos de nata\u00e7\u00e3o quando t\u00ednhamos que fazer v\u00e1rias voltas desse nado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de aprender os b\u00e1sicos sobre cada nado, tamb\u00e9m aprendemos t\u00e9cnicas para prender melhor a respira\u00e7\u00e3o, chamadas pr\u00e1ticas de apneia, tamb\u00e9m faz\u00edamos competi\u00e7\u00f5es amig\u00e1veis para ver quem conseguia ir e voltar nadando mais r\u00e1pido. Al\u00e9m de ser legal tentar ser mais r\u00e1pido que os outros, era muito gratificante ver o seu pr\u00f3prio tempo diminuir e sentir uma melhora genu\u00edna.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Falando em competi\u00e7\u00f5es, participei de algumas que eram realizadas no Diamantinos e no Clube Brilhante, embora a perspectiva de me tornar um Michael Phelps pelotense e focar apenas em competir me fascinasse, eu nunca fui muito adiante para levar a nata\u00e7\u00e3o como algo que n\u00e3o fosse um hobby.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tenho que mencionar tamb\u00e9m que fiz muitas amizades durante as aulas de nata\u00e7\u00e3o, conhecer pessoas diferentes que eram da minha idade foi muito \u00fatil. Antes e ap\u00f3s as aulas n\u00f3s costum\u00e1vamos ficar brincando na piscina, seja se desafiando para ver quem chegava ao fundo mais r\u00e1pido ou s\u00f3 jogando \u00e1gua um no outro, era divertido. Mantenho contato consistente com apenas uma amiga que fiz durante aquele per\u00edodo, mas continuo sabendo algo dos outros esporadicamente pelas redes sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A nata\u00e7\u00e3o me traz boas mem\u00f3rias, e sempre que entro em uma piscina, lagoa, mar ou que quer que seja com \u00e1gua suficiente para um mergulho, vejo se ainda me lembro de todos os nados e se consigo prender minha respira\u00e7\u00e3o por um minuto. Penso em voltar algum dia, quem sabe assim finalmente me transformo no famigerado Michael Phelps Pelotense, tal qual o que fica no muro do Diamantinos onde treinava.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Autor: Augusto Ferri<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem: Mural representando anata\u00e7\u00e3o no Clube Diamantinos em Pelotas. 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