{"id":341,"date":"2025-09-24T10:00:03","date_gmt":"2025-09-24T13:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/?p=341"},"modified":"2025-09-24T10:01:39","modified_gmt":"2025-09-24T13:01:39","slug":"forca-equilibrio-e-mente-como-as-artes-marciais-transformam-corpo-e-emocoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/2025\/09\/24\/forca-equilibrio-e-mente-como-as-artes-marciais-transformam-corpo-e-emocoes\/","title":{"rendered":"For\u00e7a, Equil\u00edbrio e Mente: Como as Artes Marciais Transformam Corpo e  Emo\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><strong>Do tatame \u00e0 roda de capoeira, hist\u00f3rias reais mostram como disciplina, cultura e t\u00e9cnica fortalecem a sa\u00fade mental. <\/strong><\/p>\n<p>Em um mundo onde os \u00edndices de ansiedade e depress\u00e3o atingem patamares alarmantes, cresce a busca por alternativas que ajudem a preservar e recuperar a sa\u00fade mental. No Brasil, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, em dados oficiais, cerca de 9,3% da popula\u00e7\u00e3o sofre com ansiedade e 5,8% com depress\u00e3o, por\u00e9m, pesquisas mais recentes indicam que 26,8% dos brasileiros foram diagnosticados com ansiedade, com um \u00edndice alarmante de 31,6% entre os jovens de 18 a 24 anos, n\u00fameros que colocam o pa\u00eds entre os l\u00edderes mundiais nesses transtornos. Nesse cen\u00e1rio, especialistas na \u00e1rea refor\u00e7am o exerc\u00edcio f\u00edsico como uma das principais alternativas para auxiliar no processo de melhora, e, com isso, surgem as artes marciais. Atrav\u00e9s de disciplinas que exigem t\u00e9cnica e presen\u00e7a, como jiu-jitsu, capoeira e jud\u00f4, \u00e9 poss\u00edvel encontrar uma filosofia de vida que pode at\u00e9 ditar seu trabalho, como veremos a seguir.<\/p>\n<p>Diferente de outros esportes que se concentram apenas no desempenho competitivo, as artes marciais oferecem um ambiente estruturado onde valores como respeito, paci\u00eancia e coopera\u00e7\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o importantes quanto a t\u00e9cnica. Essa combina\u00e7\u00e3o \u00fanica estimula a libera\u00e7\u00e3o de neurotransmissores ligados ao bem-estar, como serotonina, dopamina e endorfina, e, ao mesmo tempo, cria v\u00ednculos sociais que funcionam como redes de apoio emocional. Um artigo publicado em 2024, pelo site Artista Marcial, indica que pr\u00e1ticas como jud\u00f4, capoeira, jiu-jitsu, karat\u00ea e taekwondo contribuem significativamente para a redu\u00e7\u00e3o de sintomas de ansiedade, estresse e depress\u00e3o, al\u00e9m de melhorar fun\u00e7\u00f5es cognitivas e promover autoestima. Em bairros perif\u00e9ricos e comunidades vulner\u00e1veis, essas modalidades tamb\u00e9m se mostram ferramentas de transforma\u00e7\u00e3o social, afastando jovens da viol\u00eancia e criando oportunidades de vida, tanto que, em 2014, a roda de capoeira foi reconhecida como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial pela UNESCO, consolidando aquilo que mestres e alunos j\u00e1 sabiam empiricamente h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es: \u00e9 uma das principais formas de n\u00e3o acabar no mundo do crime.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O jud\u00f4 como ref\u00fagio <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto a capoeira organiza o encontro entre m\u00fasica, jogo e comunidade, o jud\u00f4<\/p>\n<p>lapida a efici\u00eancia na a\u00e7\u00e3o e o respeito m\u00fatuo e o jiu-jitsu desenvolve o controle do corpo e da mente. \u00c9 nesse cen\u00e1rio que a hist\u00f3ria de Martina Brandt Sandes De Lima, judoca de Pelotas, ajuda a traduzir n\u00fameros em experi\u00eancia. Ela come\u00e7ou no jud\u00f4 aos quatro anos, ficou na mesma academia e seguiu competindo na inf\u00e2ncia, mesmo preferindo o treino ao p\u00f3dio. Hoje faixa marrom, divide a rotina entre o \u00faltimo ano do ensino m\u00e9dio e as duas sess\u00f5es semanais no tatame, com finais de semana reservados, quando poss\u00edvel, para ajudar a equipe em campeonatos. O que poderia soar como uma rotina esportiva qualquer se revela, na verdade, uma estrat\u00e9gia de cuidado. Martina conta que atravessou um hist\u00f3rico de depress\u00e3o e que o jud\u00f4 foi o empurr\u00e3o para sair de casa, reencontrar amigos e reconstruir a vontade de viver.<br \/>\nNeste processo, do aquecimento \u00e0 conversa com professores, do respeito \u00e0s regras do tatame \u00e0 regra maior de n\u00e3o levar a briga para fora fica evidente que o ambiente tamb\u00e9m importa.<\/p>\n<p>Na adolesc\u00eancia, ela se sentiu frequentando um lugar em que n\u00e3o pertencia. Hoje, quase<br \/>\n13 anos depois, encontra-se treinando com meninas e meninos conjuntamente. A meta, ap\u00f3s a formatura deste ano, \u00e9 se tornar professora de jud\u00f4 e cursar Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, convencida de que dominar a t\u00e9cnica \u00e9 somente o in\u00edcio, aprender a ler pessoas, acolher inseguran\u00e7as e ensinar por meio de uma comunidade \u00e9 uma das partes mais importante.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, onde indicadores de depress\u00e3o s\u00e3o historicamente preocupantes e a vida escolar costuma apertar no terceiro ano do Ensino M\u00e9dio, a rotina de treinos tem servido ainda como ant\u00eddoto digital. S\u00e3o horas a menos de feed e a mais de olho no olho, espa\u00e7o para falhar sem humilha\u00e7\u00e3o e tentar de novo sem r\u00f3tulos. Quando as dificuldades batem, como em les\u00f5es ou des\u00e2nimos, o suporte aparece em forma de professores que sentam ao lado, colegas que cedem o tempo de luta, ou da viagem longa em<br \/>\nequipe para um Meeting (Campeonato de jud\u00f4, que serve para definir os classificados que representar\u00e3o as Sele\u00e7\u00f5es Brasileiras de Transi\u00e7\u00e3o do Jud\u00f4) de tr\u00eas dias, em que a ansiedade \u00e9 reconhecida, nomeada e manejada aos poucos.<\/p>\n<p>Quando a literatura fala em redu\u00e7\u00e3o de agressividade e aumento de intelig\u00eancia<br \/>\nemocional no jud\u00f4, parece descrever o que Martina aprende no corpo: como cair, como<br \/>\nlevantar, e principalmente como perder sem desistir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A ginga da capoeira<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se o jud\u00f4 organiza o mundo pelo princ\u00edpio da efici\u00eancia e do benef\u00edcio m\u00fatuo, a<br \/>\ncapoeira o reorganiza pelo canto, pela ginga e pela roda. Mestre Jarr\u00e3o descreve a capoeira como sagrada e familiar, um espa\u00e7o de respeito e aprendizado circular, onde todos ensinam e todos aprendem.<\/p>\n<p>Para as crian\u00e7as, esse arranjo vira gram\u00e1tica de conviv\u00eancia: aten\u00e7\u00e3o ao outro, cuidado constante, a certeza de que na roda ningu\u00e9m est\u00e1 s\u00f3. Para adultos, ela opera como ref\u00fagio de calmaria, uma v\u00e1lvula de escape paradoxal em que treinos puxados se suavizam na m\u00fasica e<br \/>\nno compasso. Em territ\u00f3rios perif\u00e9ricos, Jarr\u00e3o fala de capoeira como preven\u00e7\u00e3o, refor\u00e7ando uma tese que gestores de sa\u00fade p\u00fablica conhecem de perto: onde h\u00e1 cultura e esporte, h\u00e1 menos viol\u00eancia e menos uso de drogas ou \u00e1lcool.<\/p>\n<p>O mestre lista casos de ex-usu\u00e1rios, ex-integrantes do crime e pessoas em separa\u00e7\u00e3o ou sob press\u00e3o no trabalho que encontraram na capoeira um jeito de recome\u00e7ar. Esses relatos sugerem conversa com pesquisas recentes da Fiocruz, que t\u00eam aproximado capoeira e sa\u00fade mental a partir de evid\u00eancias sobre identidade, pertencimento e reorganiza\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos em servi\u00e7os como os CAPS (Centros de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial). A chancela da UNESCO (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura) ajuda a explicar por que funciona: a capoeira \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, uma tecnologia social que integra corpo, m\u00fasica e comunidade, atualizada a cada roda. Mesmo em cen\u00e1rios cl\u00ednicos, como em projetos direcionados a pessoas com Parkinson, defici\u00eancias mentais ou transtornos psicol\u00f3gicos, a combina\u00e7\u00e3o de ritmo, intera\u00e7\u00e3o e movimento tem mostrado ganhos em equil\u00edbrio, autoestima e bem-estar, lembrando que cuidado tamb\u00e9m \u00e9 alegria e brasilidade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-343\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2025\/09\/IMG_20250924_093737-326x400.jpg\" alt=\"\" width=\"326\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2025\/09\/IMG_20250924_093737-326x400.jpg 326w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2025\/09\/IMG_20250924_093737-833x1024.jpg 833w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2025\/09\/IMG_20250924_093737-768x944.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2025\/09\/IMG_20250924_093737.jpg 866w\" sizes=\"auto, (max-width: 326px) 100vw, 326px\" \/><\/p>\n<p>Mestre Jarr\u00e3o em uma roda de capoeira na frente do Mercado Central Pelotense<\/p>\n<p>Para todos verem: A imagem apresenta uma roda de capoeira com cerca de dez homens, sendo dois de costas para a c\u00e2mera, com a camiseta da escola pertencente, dois realizando a ginga, um deles branco, de cabelo grisalhos e o outro, que est\u00e1 em um p\u00e9 s\u00f3, negro e de dreads. Tamb\u00e9m mostra os outros seis homens virados para a c\u00e2mera tocando os instrumentos e batendo palmas. O tapete \u00e9 circular e vermelho vivo e as paredes do mercado s\u00e3o bege com detalhes em marrom e vidro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O aux\u00edlio do jiu-jitsu <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas bordas entre esporte e seguran\u00e7a p\u00fablica, a experi\u00eancia do ex-professor de jiu-jitsu e atual policial penitenci\u00e1rio Lucas Belletti acrescenta nuances valiosas. Ele resume a curva de aprendizagem sem adorno: o primeiro ano \u00e9 duro, d\u00f3i no corpo e no ego. Quem chega com a autoconfian\u00e7a inflada invariavelmente perde para gente menor, para mulheres mais experientes, para iniciantes que entenderam primeiro como usar alavancas e base. Esse choque inicial, que machuca psicologicamente, \u00e9 tamb\u00e9m uma escola de humildade e persist\u00eancia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-344\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2025\/09\/IMG_20250924_093646-305x400.jpg\" alt=\"\" width=\"305\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2025\/09\/IMG_20250924_093646-305x400.jpg 305w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2025\/09\/IMG_20250924_093646-781x1024.jpg 781w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2025\/09\/IMG_20250924_093646-768x1007.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/federalemcampo\/files\/2025\/09\/IMG_20250924_093646.jpg 908w\" sizes=\"auto, (max-width: 305px) 100vw, 305px\" \/><\/p>\n<p>Lucas Belletti enquanto professor com a sua aluna que n\u00e3o aceitava toque, tinha problemas de fala ou express\u00e3o de sentimentos, e teve uma melhora significativa ap\u00f3s o jud\u00f4, at\u00e9 mesmo no \u00e2mbito escolar.<\/p>\n<p>Para todos verem: Na imagem, em um tatame azul de academia de jiu-jitsu, um homem sorri enquanto segura uma mulher de forma brincalhona sobre os ombros. Ele veste quimono preto com faixa marrom e \u00f3culos; ela, quimono branco com faixa amarela e preta, e cabelos longos e cacheados que caem para baixo. Ao fundo, na parede clara, h\u00e1 o logotipo \u201cMestre Julio Secco Jiu-Jitsu\u201d, um rel\u00f3gio digital marcando 11:00:15 e a frase \u201cSupere seus limites e conquiste seu eu\u201d. A cena transmite leveza e divers\u00e3o.<\/p>\n<p>Lucas treina h\u00e1 quase 11 anos e n\u00e3o pretende parar. O que ele descreve como transforma\u00e7\u00e3o interna aparece na forma de se desligar do mundo, principalmente em uma profiss\u00e3o t\u00e3o perigosa. No trabalho, essa disciplina assume um contorno \u00e9tico e vital. Ele fala em autocontrole como condi\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a. Perder o dom\u00ednio numa tratativa com um preso pode matar, e o oposto tamb\u00e9m \u00e9 verdadeiro: intervir sem no\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica pode ferir gravemente um agressor.<\/p>\n<p>O jiu-jitsu, no relato de Lucas, ensina a defender a si e ao outro, controlando, imobilizando e sabendo o que fazer quando algu\u00e9m \u201capaga\u201d. A regra do tatame vira pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o de danos atr\u00e1s das grades. Pesquisas postadas na U.S. NEWS refor\u00e7am exatamente essa import\u00e2ncia: reduzir o uso de for\u00e7a potencialmente letal, diminuir les\u00f5es de policiais e de pessoas abordadas e, por extens\u00e3o, proteger a sa\u00fade mental de quem est\u00e1 na ponta.<\/p>\n<p><em>Curiosidade: O Artigo Brazilian Jiu Jitsu\u2014Inspired Tactics Training on Use of Force and Related Outcomes publicado em 2024 pela Cardiff University pela mostrou que o treinamento policial inspirado no Jiu-jitsu pode reduzir em at\u00e9 59% o uso da for\u00e7a e cortar pela metade as les\u00f5es em suspeitos e agentes. Al\u00e9m de aprimorar o controle f\u00edsico, a pr\u00e1tica fortalece a sa\u00fade mental, aumentando confian\u00e7a, resili\u00eancia e reduzindo sintomas de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico, fatores essenciais para o bem-estar e a seguran\u00e7a no dia a dia da profiss\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>As tr\u00eas trajet\u00f3rias se entrela\u00e7am em perguntas que v\u00e3o al\u00e9m da hora treinada. O que torna uma academia, uma roda ou um tatame, ambientes que favorecem sa\u00fade mental? Na pr\u00e1tica, a resposta passa por cinco pilares que aparecem tanto nos relatos quanto nos estudos. Primeiro, previsibilidade. Sess\u00f5es com in\u00edcio, meio e fim, progress\u00f5es por faixa ou por jogo, rituais de abertura e encerramento criam sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a. Segundo, pertencimento.<\/p>\n<p>Terceiro, ag\u00eancia. O aluno ajusta metas, compara consigo mesmo, aprende a medir progresso por microvit\u00f3rias. Quarto, regula\u00e7\u00e3o. T\u00e9cnicas de respira\u00e7\u00e3o, pausas estrat\u00e9gicas, respeito \u00e0s regras e ao \u00e1rbitro s\u00e3o treino de autorregula\u00e7\u00e3o emocional. Quinto, transfer\u00eancia. O que se aprende ali dentro (cair sem se quebrar, pedir ajuda, controlar a for\u00e7a) \u00e9 aplic\u00e1vel l\u00e1 fora, onde conflitos s\u00e3o menos coreografados e mais imprevis\u00edveis. Tudo isso vale para reconhecer as artes marciais como contexto de cuidado.<\/p>\n<p>Os depoimentos revelam temas pouco vis\u00edveis. No g\u00eanero, Martina Brandt lembra o in\u00edcio como uma das poucas meninas no tatame e a chegada de mais mulheres, com turmas espec\u00edficas para quem prefere come\u00e7ar separada. Em competi\u00e7\u00f5es, notou olhares que viam a categoria feminina como sem gra\u00e7a, cen\u00e1rio que vem mudando. As artes marciais podem impulsionar autoestima e autonomia feminina, mas pedem vigil\u00e2ncia contra preconceitos. Na capoeira, Mestre Jarr\u00e3o evidencia a cultura como pol\u00edtica de preven\u00e7\u00e3o: menos evas\u00e3o escolar, mais acesso a servi\u00e7os e repert\u00f3rio cultural ampliado. J\u00e1 na seguran\u00e7a p\u00fablica, Lucas Belletti revisa narrativas sobre masculinidade e for\u00e7a. Um policial que admite a necessidade de respeitar limites e valorizar t\u00e9cnica sobre brutalidade refor\u00e7a uma sa\u00fade coletiva que vai das corpora\u00e7\u00f5es \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p>Podemos concluir que, apesar das diferen\u00e7as entre as trajet\u00f3rias e vis\u00f5es de cada entrevistado, h\u00e1 um ponto em comum: todos reconhecem que o esporte vai muito al\u00e9m da performance f\u00edsica. Seja no tatame, na roda de capoeira ou na gest\u00e3o p\u00fablica, ele se apresenta como um espa\u00e7o de transforma\u00e7\u00e3o, disciplina e supera\u00e7\u00e3o. Ao unir diferentes hist\u00f3rias e perspectivas, refor\u00e7a-se a ideia de que investir no esporte \u00e9 investir em pessoas, e que os impactos positivos se multiplicam dentro e fora das salas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Autora: Amanda Marin<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do tatame \u00e0 roda de capoeira, hist\u00f3rias reais mostram como disciplina, cultura e t\u00e9cnica fortalecem a sa\u00fade mental. 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