{"id":1623,"date":"2018-01-26T13:42:37","date_gmt":"2018-01-26T15:42:37","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/faem\/?p=1623"},"modified":"2018-01-26T13:42:37","modified_gmt":"2018-01-26T15:42:37","slug":"revista-nature-publica-trabalho-com-participacao-de-pesquisadores-da-ufpel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/faem\/2018\/01\/26\/revista-nature-publica-trabalho-com-participacao-de-pesquisadores-da-ufpel\/","title":{"rendered":"Revista Nature publica trabalho com participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores da UFPel"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"http:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG-0870.jpg\"><img class=\"alignleft wp-image-73790 size-medium\" src=\"http:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG-0870-200x150.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><\/strong>Uma das mais prestigiadas e conhecidas publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do mundo, a revista Nature, publicou na \u00faltima quarta-feira (23) artigo que conta com a participa\u00e7\u00e3o de quatro pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas. Participaram do trabalho, que comparou o genoma da mais esp\u00e9cie mais cultivada de arroz com outras familiares, os professores do Departamento de Fitotecnia da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel Ant\u00f4nio Oliveira e Luciano Maia e os egressos dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Agronomia e em Biotecnologia Daniel Farias e Railson dos Santos, respectivamente.<\/p>\n<p>Segundo Oliveira, pesquisador que liderou o grupo na UFPel, o artigo \u00e9 fruto de um grande esfor\u00e7o internacional de pesquisa, chamado International Symposium on Rice Functional Genomics (Simp\u00f3sio Internacional sobre Gen\u00f4mica Funcional do Arroz, em livre tradu\u00e7\u00e3o). Esta \u00e9 uma iniciativa que re\u00fane cientistas de diversos pa\u00edses interessados em torno da investiga\u00e7\u00e3o em torno da gen\u00e9tica desse cereal fundamental \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o humana. S\u00e3o dezenas de cientistas envolvidos, de diversos pa\u00edses e institui\u00e7\u00f5es, sendo que a Universidade Federal de Pelotas \u00e9 a \u00fanica brasileira.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que os frutos do trabalho desse grupo chegam \u00e0 Nature: em 2005, a publica\u00e7\u00e3o divulgou os resultados do sequenciamento do genoma do arroz, sendo que esta foi a primeira vez na qual um grupo concluiu esse procedimento em uma planta cultivada. Oliveira e Maia tamb\u00e9m tiveram outro trabalho publicado na revista, quando foi conclu\u00eddo procedimento semelhante com a gram\u00ednea Brachypodium, em 2010.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/41588_2018_40_Fig1_HTML.jpg\"><img class=\"alignleft wp-image-73787 size-medium\" src=\"http:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/41588_2018_40_Fig1_HTML-167x150.jpg\" alt=\"\" width=\"167\" height=\"150\" \/><\/a><strong>Estudo comparativo\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Liderado pelo professor Rod Wing, da Universidade do Arizona (EUA), o trabalho foi intitulado\u00a0<a href=\"http:\/\/www.nature.com\/articles\/s41588-018-0040-0\">\u201cGenomes of 13 domesticated and wild rice relatives highlight genetic conservation, turnover and innovation across the genus Oryza<\/a>\u201d. O artigo traz a compara\u00e7\u00e3o entre 13 esp\u00e9cies de arroz domesticadas ou selvagens, que s\u00e3o encontradas\u00a0<a href=\"http:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/oryza_1.png\"><img class=\"alignleft wp-image-73788 size-medium\" src=\"http:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/oryza_1-200x129.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"129\" \/><\/a>em diversas partes do mundo. O sequenciamento do genoma de cada uma dessas esp\u00e9cies ficou sob responsabilidade de diferentes institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Coube ao grupo da FAEM aplicar o procedimento na variedade\u00a0<em>Oryza glumaepatula<\/em>, encontrada na Am\u00e9rica Latina, especialmente em biomas como a Amaz\u00f4nia e o Cerrado. \u201cOs \u00edndios se alimentavam com ela\u201d, explica Oliveira. A partir da decodifica\u00e7\u00e3o do genoma de cada esp\u00e9cie, foi poss\u00edvel tra\u00e7ar um comparativo entre elas, mostrando quais s\u00e3o as mais pr\u00f3ximas e as mais distantes.<\/p>\n<p>No entanto, essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas o princ\u00edpio desse trabalho. \u201cEsse \u00e9 um grande estudo b\u00e1sico que come\u00e7a a gerar frutos\u201d, afirma o docente da UFPel. A partir da identifica\u00e7\u00e3o desses genes, pode-se buscar aqueles que possam ser aproveitados para a agricultura, criando plantas que sejam mais resistentes a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e estresses causados por pragas, doen\u00e7as ou fatores abi\u00f3ticos, al\u00e9m de buscar alimentos com maior qualidade nutricional.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG-0874.jpg\"><img class=\"alignleft wp-image-73789 size-medium\" src=\"http:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG-0874-113x150.jpg\" alt=\"\" width=\"113\" height=\"150\" \/><\/a><\/strong><strong>Comprometimento com a pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o em uma revista como a Nature, na opini\u00e3o do pesquisador, \u00e9 o coroamento de um grande esfor\u00e7o que se faz, especialmente no nosso pa\u00eds, que n\u00e3o tem o envolvimento na pesquisa que deveria: \u201cS\u00e3o poucos os recursos, a gente faz milagre com o pouco que tem\u201d.<\/p>\n<p>Para o pr\u00f3-reitor de Pesquisa, P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o da UFPel, Fl\u00e1vio Demarco, este \u00e9 mais um reconhecimento ao trabalho que o grupo liderado pelo professor Ant\u00f4nio tem feito. \u201c\u00c9 muito importante para a visibilidade da pesquisa realizada pela nossa Universidade\u201d, diz.<\/p>\n<p>O reitor Pedro Curi Hallal comemora o fato, lembrando a carga de trabalho necess\u00e1ria para chegar a um resultado como esse: \u201c\u00c9 o maior peri\u00f3dico cient\u00edfico do mundo\u201d. \u00a0Para o dirigente da Universidade, esta \u00e9 mais uma prova da necessidade de maior investimento na educa\u00e7\u00e3o superior p\u00fablica no pa\u00eds. \u201c\u00c9 na universidade p\u00fablica que a pesquisa de excel\u00eancia acontece no Brasil\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/2018\/01\/26\/revista-nature-publica-trabalho-com-participacao-de-pesquisadores-da-ufpel\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das mais prestigiadas e conhecidas publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do mundo, a revista Nature, publicou na \u00faltima quarta-feira (23) artigo que conta com a participa\u00e7\u00e3o de quatro pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas. 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