{"id":3349,"date":"2019-12-17T16:39:58","date_gmt":"2019-12-17T19:39:58","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/esef\/?p=3349"},"modified":"2019-12-17T16:45:53","modified_gmt":"2019-12-17T19:45:53","slug":"nota-de-repudio-as-mudancas-curriculares-no-municipio-de-pelotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/esef\/2019\/12\/nota-de-repudio-as-mudancas-curriculares-no-municipio-de-pelotas\/","title":{"rendered":"Nota de rep\u00fadio \u00e0s mudan\u00e7as curriculares no munic\u00edpio de Pelotas"},"content":{"rendered":"<p>Tal como o Governo do Estado do Rio Grande do\u00a0Sul (RS), a Prefeitura Municipal de Pelotas tamb\u00e9m promoveu altera\u00e7\u00f5es curriculares na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica das escolas municipais. Al\u00e9m da forma impositiva e verticalizada que a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o e Desportos (SMED) encaminhou a nova estrutura\u00e7\u00e3o curricular, a autonomia pedag\u00f3gica das comunidades escolares est\u00e1 prejudicada na medida em que tal base curricular agora estar\u00e1 padronizada em todas as escolas do munic\u00edpio e restringe quaisquer possibilidades diferenciadas que as comunidades escolares possam definir com base em suas reais demandas de aprendizagem das crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p>A nova base curricular definida pela SMED est\u00e1 atrelada exclusivamente a indicadores externos de avalia\u00e7\u00e3o (como o \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica &#8211; Ideb) que pouco dizem sobre a qualidade da educa\u00e7\u00e3o. Assim, a carga hor\u00e1ria de disciplinas como Matem\u00e1tica e Portugu\u00eas (\u00fanicas consideradas no c\u00e1lculo do Ideb) foram aumentadas enquanto outras disciplinas tiveram o n\u00famero de per\u00edodos reduzidos, especialmente das \u00e1reas de Artes, L\u00ednguas Estrangeiras e Ci\u00eancias Sociais. No caso da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica (EF), a defini\u00e7\u00e3o de obrigatoriedade da oferta de 2 per\u00edodos semanais n\u00e3o permite que as escolas desenvolvam projetos pedag\u00f3gicos em que a EF possa ter uma carga hor\u00e1ria maior, como \u00e9 o caso do Col\u00e9gio Municipal Pelotense que trabalha com 3 per\u00edodos semanais de EF para seus estudantes.<\/p>\n<p>A escola \u00e9 o lugar de pensar, criar, reinventar, bem como usufruir e vivenciar a cultura. Com isso, a contribui\u00e7\u00e3o primordial da EF \u00e9 a de propiciar as pr\u00e1ticas corporais com suas particularidades e movimentos \u00e0 crian\u00e7as, jovens e adultos. Assim, as possibilidades de movimento proporcionada pela EF n\u00e3o podem ser ainda mais limitadas na sociedade de hoje.\u00a0Por estas raz\u00f5es, professores e professoras da Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica (ESEF) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) repudiam as altera\u00e7\u00f5es curriculares promovidas pela administra\u00e7\u00e3o municipal de Pelotas e engrossa os anseios das comunidades escolares e as entidades representativas de municip\u00e1rios e estudantes para que a SMED retome a discuss\u00e3o sobre a base curricular junto \u00e0s escolas com o intuito de um processo democr\u00e1tico e de acordo com as demandas do povo pelotense.<\/p>\n<p>Pelotas, 14 de dezembro de 2019<\/p>\n<p>Docentes da ESEF\/UFPel<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tal como o Governo do Estado do Rio Grande do\u00a0Sul (RS), a Prefeitura Municipal de Pelotas tamb\u00e9m promoveu altera\u00e7\u00f5es curriculares na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica das escolas municipais. 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