{"id":4995,"date":"2015-10-18T21:30:20","date_gmt":"2015-10-19T00:30:20","guid":{"rendered":"http:\/\/agpel.ufpel.edu.br\/?p=4995"},"modified":"2015-11-20T14:41:58","modified_gmt":"2015-11-20T16:41:58","slug":"svetlana-alexievich-um-nobel-para-o-verdadeiro-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/svetlana-alexievich-um-nobel-para-o-verdadeiro-jornalismo\/","title":{"rendered":"Svetlana Alexievich: um Nobel para o verdadeiro jornalismo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>por <a href=\"http:\/\/empauta.ufpel.edu.br\/?tag=vinicius-pereira-colares\" target=\"_blank\">Vinicius Colares<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dia 2 de outubro de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Leio um artigo que traz uma lista com os favoritos a nomea\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio Nobel de Literatura. Descubro que o vencedor (ou vencedora) ser\u00e1 mencionado na quinta-feira pr\u00f3xima, dia 8, em Estocolmo. Vou direto a lista e me deparo com alguns nomes conhecidos. Outros apenas reconhe\u00e7o. Lembra a rela\u00e7\u00e3o que criamos com o vizinho que mora no nosso mesmo andar. Reconhecemos facilmente sua presen\u00e7a ao v\u00ea-lo, mas n\u00e3o vamos al\u00e9m disso. Talvez n\u00e3o saiba nada al\u00e9m do seu nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Haruki Murakami (lembro de <em>1Q84<\/em>), Philip Roth (penso em <em>Complexo de Portnoy<\/em> e na leitura recente de <em>Animal Agonizante<\/em>) e Joyce Carol Oates (<em>P\u00e1ssaro do Para\u00edso<\/em>). Esses s\u00e3o os nomes conhecidos. Ngugi Wa Thiong&#8217;o, Jon Fosse e Amos Oz s\u00e3o os nomes que apenas reconhe\u00e7o. S\u00e3o os vizinhos de estante de meus autores mais \u00edntimos. A minha torcida era toda para Philip Roth.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quinta-feira, 8 de outubro de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Academia Sueca surpreendeu. Svetlana Alexievich, de 67 anos, foi anunciada vencedora do Nobel de Literatura 2015. A bielorrussa escritora e jornalista \u00e9 por ora, um nome estranho aos leitores brasileiros &#8211; n\u00e3o existem ainda trabalhos dela traduzidos para o portugu\u00eas \u2013 mas a surpresa foi s\u00f3 minha. Svetlana era um dos principais nomes para os \u201cespecialistas\u201d em Nobel, fiquei sabendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A descoberta <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pontos da biografia e da obra de Alexievich acenderam-me uma curiosidade que j\u00e1 estava pr\u00e9-concebida ao ler o nome de uma bielorrussa. A Bielorr\u00fasia \u00e9 vizinha da Ucr\u00e2nia ao sul, da R\u00fassia a nordeste, Pol\u00f4nia a oeste e da Let\u00f4nia a noroeste. Teve sua independ\u00eancia declarada em 1991, apenas. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio um grande conhecimento de geopol\u00edtica para imaginar a movimenta\u00e7\u00e3o recente nessa \u00e1rea \u2013 pensando no per\u00edodo da Segunda Guerra Mundial at\u00e9 o fim da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Precisei saber mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Filha de professores rurais e com forma\u00e7\u00e3o em jornalismo na Universidade de Minsk \u2013 capital da Bielorr\u00fasia \u2013 a escritora n\u00e3o se considera uma jornalista. Mesmo n\u00e3o sendo reconhecida como uma produtora de prosa ficcional, Svetlana sempre lembra que seu trabalho vai al\u00e9m da informa\u00e7\u00e3o. Pesquisar sobre o trabalho dela \u00e9, por\u00e9m, repensar o papel do jornalismo e problematizar a nega\u00e7\u00e3o da bielorussa \u00e0 pr\u00e1tica jornal\u00edstica.<\/p>\n<div id=\"attachment_4997\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2015\/10\/27cc2977-2e4e-4191-8994-4ef6a843bff6-620x372.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4997\" class=\"size-full wp-image-4997\" alt=\"Svetlana Alexievich, de 67 anos, foi anunciada vencedora do Nobel de Literatura 2015 (imagem: arquivo de Alexievich)\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2015\/10\/27cc2977-2e4e-4191-8994-4ef6a843bff6-620x372.png\" width=\"620\" height=\"372\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4997\" class=\"wp-caption-text\">Svetlana Alexievich, de 67 anos, foi anunciada vencedora do Nobel de Literatura 2015 (imagem: arquivo de Alexievich)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Jornalismo ou literatura?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em seu livro de estreia\u00a0<em>A Guerra N\u00e3o Tem Rosto de Mulher<\/em> (1983) e em sua obra mais reconhecida <em>Vozes de Chernobil<\/em> (1997), Alexievich trabalha com o que sempre marcou sua carreira. Escreve relatos. Na primeira obra, ouviu mulheres que participaram da Segunda Guerra de forma direta ou indireta. Na sua <em>magnum opus<\/em>, trouxe mon\u00f3logos de cidad\u00e3os afetados pelo impacto do maior desastre tecnol\u00f3gico do s\u00e9culo XX: a explos\u00e3o na Esta\u00e7\u00e3o de Energia Nuclear de Chernobil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ouvir a narra\u00e7\u00e3o de um acontecimento \u00e9 parte essencial de um trabalho de apura\u00e7\u00e3o jornal\u00edstico e o que faz Alexievich <em>a priori <\/em>\u00e9 o que deveria fazer qualquer jornalista. Ela ouve relatos e os transcreve. Lida com os fatos. A diferen\u00e7a est\u00e1 em como ela o faz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Li o que encontrei de <em>Vozes de Chernobil<\/em> \u2013 as primeiras 65 p\u00e1ginas est\u00e3o dispon\u00edveis em ingl\u00eas <a href=\"http:\/\/www.alexievich.info\/knigi\/VOICES_FROM_CHERNOBYL.pdf\" target=\"_blank\"><b>no site<\/b><\/a> da autora. Recomendo que fa\u00e7am o mesmo. Svetlana Alexievich d\u00e1 ares de literatura ao fato, mas n\u00e3o por fantasia-lo ou por idealiza-lo. Pelo contr\u00e1rio. Ao conversar com quem sofreu a Hist\u00f3ria, a bielorrussa produz jornalismo de uma sensibilidade que foge aos padr\u00f5es modernos. Ela d\u00e1 voz aqueles que est\u00e3o ali para ser ouvidos por n\u00f3s e pela posteridade. Sua obra, segundo o comit\u00ea de premia\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cum monumento do sofrimento e da coragem em nosso tempo&#8221;. Isso soa como literatura, mas pode &#8211; e deve &#8211; ser considerado jornalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>O alcance do jornalismo (e da hist\u00f3ria) para Alexievich<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><i><i>Vozes em Chernobil<\/i> <\/i>demorou dez anos para ficar pronto. Que demorassem mais dez, n\u00e3o importa. O resultado \u00e9 parecido com o que John Hersey <a href=\"http:\/\/empauta.ufpel.edu.br\/?p=4480\" target=\"_blank\"><strong>j\u00e1 havia feito em Hiroshima <\/strong><\/a>(1946)<b>.<\/b> O jornalismo factual, di\u00e1rio, aquele que serve para embrulhar o peixe na feira \u2013 e em formato digital serve apenas para ocupar mem\u00f3ria do navegador \u2013 muitas vezes n\u00e3o consegue acompanhar a for\u00e7a dos acontecimentos. Cada sobrevivente da batalha de Stalingrado viu <em>sua pr\u00f3pria batalha<\/em>. Para a Hist\u00f3ria, terminou no dia 2 de fevereiro de 1943. Para o jornalismo contempor\u00e2neo, \u00e9 passado. Para Svetlana Alexievich, ouvir \u201ca hist\u00f3ria das almas\u201d que sobreviveram \u00e9 o que deve ser feito.<i><br \/>\n<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 complicado definir com exatid\u00e3o o que a escritora bielorrussa faz. Jornalismo liter\u00e1rio, talvez (ler a <em>Objetividade Fragilizada<\/em> <a href=\"http:\/\/empauta.ufpel.edu.br\/?p=4191\" target=\"_blank\">1<\/a>\u00a0e <a href=\"http:\/\/empauta.ufpel.edu.br\/?p=4264\" target=\"_blank\">2<\/a>). Isso s\u00f3 vai ser definido nos pr\u00f3ximos anos com os estudos de sua obra. Em entrevista, Svetlana disse que leva um tempo consider\u00e1vel para escrever seus livros porque tenta \u201cesculpir a imagem de uma \u00e9poca\u201d. N\u00e3o \u00e9 esse o papel do jornalismo? Pesquisas na \u00e1rea de ci\u00eancias sociais e humanas n\u00e3o levam pesquisadores \u00e0s bibliotecas e aos arquivos de jornais para entender um recorte de tempo e sua contextualiza\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um dos maiores rep\u00f3rteres do jornalismo brasileiro, Joel Silveira, disse em determinado momento que o jornalista n\u00e3o \u00e9 aquele que toca na banda, \u00e9 o que v\u00ea a banda tocar. Ele estava certo. O jornalista n\u00e3o deve sonhar em ser o pianista solo em um concerto de jazz. Deve saber que, a exemplo de Svetlana Alexievich, quando surgir uma oportunidade para sentar na primeira fila, precisa estar pronto para <em>entender<\/em>\u00a0o espet\u00e1culo. Est\u00e1 em suas m\u00e3os contar para aqueles que n\u00e3o assistiram, o qu\u00e3o virtuoso era o baterista e quanto sofrimento pareciam sair das notas do trompetista. N\u00e3o construir, mas esculpir a imagem desse concerto. Esse dever ser o papel do verdadeiro jornalismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; por Vinicius Colares &nbsp; Dia 2 de outubro de 2015. Leio um artigo que traz uma lista com os favoritos a nomea\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio Nobel de Literatura. 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