{"id":4273,"date":"2015-07-16T12:56:26","date_gmt":"2015-07-16T15:56:26","guid":{"rendered":"http:\/\/agpel.ufpel.edu.br\/?p=4273"},"modified":"2015-11-20T15:51:33","modified_gmt":"2015-11-20T17:51:33","slug":"entrevista-marismar-chaves-da-silva-todos-os-dias-os-alunos-me-ensinam-a-ser-uma-professora-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/entrevista-marismar-chaves-da-silva-todos-os-dias-os-alunos-me-ensinam-a-ser-uma-professora-melhor\/","title":{"rendered":"Entrevista: Marismar Chaves da Silva &#8211; \u201cTodos os dias os alunos me ensinam a ser uma professora melhor\u201d"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>por <a href=\"http:\/\/empauta.ufpel.edu.br\/?tag=aline-vohlbrecht-souza\" target=\"_blank\">Aline Vohlbrecht Souza<\/a><\/strong><\/p>\n<p><i>S\u00e3o 7h30min de uma fria manh\u00e3 na cidade de Pelotas. O rel\u00f3gio ponto registra a sua entrada. Ela chega \u00e0 escola com um sorriso no rosto e pronta para encarar mais uma manh\u00e3 de trabalho. Assim \u00e9 a rotina da professora Marismar Chaves da Silva (39) h\u00e1 15 anos na escola Gin\u00e1sio do Areal. Confira abaixo a entrevista que ela concedeu, falando da vida, da profiss\u00e3o e sua rela\u00e7\u00e3o com os alunos.<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_4274\" style=\"width: 490px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2015\/07\/marismar-chaves-da-silva.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4274\" class=\"size-full wp-image-4274\" alt=\"Marismar Chaves da Silva Imagem: Acervo pessoal\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2015\/07\/marismar-chaves-da-silva.jpg\" width=\"480\" height=\"640\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4274\" class=\"wp-caption-text\">Marismar Chaves da Silva<br \/>Imagem: Acervo pessoal<\/p><\/div>\n<p><strong>Aline: Voc\u00ea \u00e9 natural de Iguatu \u2013 Cear\u00e1. Por que veio morar no Rio Grande do Sul?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar: <\/strong>Eu vim para o RS, porque meu pai foi convidado para trabalhar com vendas, viu que a cidade tinha muito mais oportunidades do que t\u00ednhamos em Iguatu e ficamos por aqui, j\u00e1 estamos h\u00e1 25 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Por que voc\u00ea escolheu ser professora?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> Minha m\u00e3e era professora do MOBRAL, um projeto de governo no Estado do Cear\u00e1, em que as pessoas tinham aulas nas casas dos professores, porque n\u00e3o havia escola para onde elas pudessem ir. Minha m\u00e3e dava aula para adultos e eu tinha 4 anos de idade. Foi nessa \u00e9poca que eu decidi que seria professora igual a minha m\u00e3e.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Desde quando voc\u00ea est\u00e1 atuando em sala de aula? Tem p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o? Quais as disciplinas que leciona?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> Sou formada em institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Atuo em sala de aula desde 1997. Tenho duas p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o como especialista em Literatura Contempor\u00e2nea pela UFPel e Psicopedagogia pela UNINTER. Leciono as disciplinas de Literatura e L\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: H\u00e1 quantos anos voc\u00ea trabalha na escola Gin\u00e1sio do Areal?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> 15 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Quantos alunos voc\u00ea tem?\u00a0 Voc\u00ea os conhece pelo nome?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> Tenho em m\u00e9dia 200 alunos e infelizmente n\u00e3o conhe\u00e7o todos pelo nome. <b><\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Quando iniciou seu trabalho como professora, o que voc\u00ea achou mais dif\u00edcil? E o que surpreendeu voc\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar: <\/strong>Minha maior dificuldade foi que imaginava que professor devia vir para sala de aula, e trabalhar os conte\u00fados que hav\u00edamos nos preparado por anos para trabalhar. Mas os alunos queriam tudo menos saber das aulas que eu preparava. Surpreendia-me o fato de eles estarem t\u00e3o pouco interessados no que t\u00ednhamos que fazer. Demorei anos para entender que meu interesse e compromisso n\u00e3o era o mesmo que os alunos tinham.<b><\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Voc\u00ea tem ou teve dificuldades com a disciplina em sala de aula? Como lida com isso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> Tive muita dificuldade com a disciplina, saia das aulas chorando, tive s\u00e9rios problemas emocionais por n\u00e3o ter o tal dom\u00ednio de sala de aula. Sentia que era rejeitada, que tinha pouco valor para os alunos. S\u00f3 depois da minha p\u00f3s em psicopedagogia, quando passei a perceber que eu precisava olhar para o aluno como sujeito de sua aprendizagem, a buscar entender como eles pensam, como eles sentem a sua rela\u00e7\u00e3o com a aprendizagem, que finalmente comecei a ter progresso. Mas nisso eu j\u00e1 era professora h\u00e1 mais de 8 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Em geral, seus alunos s\u00e3o interessados? Como faz para lidar com aqueles desinteressados?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> Hoje, sim, posso garantir que todos os meus alunos s\u00e3o interessados. Ali\u00e1s, o interesse \u00e9 algo inerente ao ser humano, todo mundo tem algum interesse. A m\u00e1gica \u00e9 descobrir o interesse em qu\u00ea e canalizar esse interesse positivamente. Agora se a pergunta fosse quantos alunos est\u00e3o interessados no modernismo, ou quantos alunos est\u00e3o interessados nos elementos da narrativa, ou quantos alunos est\u00e3o interessados em aprender complemento nominal, eu diria que talvez uns 2% dos meus alunos. Mas hoje eu sei partir do que \u00e9 interessante para o aluno e chegar naquilo que ele precisa aprender de forma sistematizada. Eles n\u00e3o querem saber do modernismo, mas est\u00e3o muito interessados em adquirir liberdade e a luta pela liberdade foi o centro do movimento modernista. Todo mundo gosta de contar e de ouvir hist\u00f3rias e isso \u00e9 a ess\u00eancia dos estudos da narrativa. E todo mundo se sente incompleto e precisa de algo ou algu\u00e9m para que a vida ganhe significado e isso \u00e9 o que o complemento nominal faz, ele completa o sentido do que n\u00e3o faz sentido sozinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Como voc\u00ea faz para lidar com a diversidade presente em sala de aula?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> Para voc\u00ea aceitar a diferen\u00e7a do outro voc\u00ea precisa entender que o diferente \u00e9 voc\u00ea. O professor \u00e9 diferente do aluno. Mas se ele abre m\u00e3o de fazer essa diferen\u00e7a e trata o seu aluno como pessoa e n\u00e3o como aluno, voc\u00ea o est\u00e1 ensinando a tratar o negro como pessoa e n\u00e3o como negro; o gay como pessoa e n\u00e3o como gay; o evang\u00e9lico, o macumbeiro como pessoa e n\u00e3o como praticante da religi\u00e3o x, o menino ou a menina como pessoa e n\u00e3o como menino ou menina; o morador do Dunas como pessoa e n\u00e3o como morador do Dunas; o filho do diretor como pessoa e n\u00e3o como filho do diretor. Essas distin\u00e7\u00f5es est\u00e3o em todos os lugares e n\u00e3o apenas na sala de aula. Os jogos de poder da sociedade est\u00e3o em todos os lugares, a nossa estrutura social, cultural est\u00e1 registrada no nosso inconsciente coletivo, nenhum ser social est\u00e1 isento de fazer distin\u00e7\u00f5es, o professor n\u00e3o pode criar um ambiente de aceita\u00e7\u00e3o, quando ele mesmo tem preconceitos formatados pela cultura e sociedade em que est\u00e1 inserido desde que nasceu. E quando a diversidade \u00e9 transformada em mais um conte\u00fado a ser trabalhado e n\u00e3o uma postura de vida, fica bem dif\u00edcil de ensinar essa li\u00e7\u00e3o. A nossa sociedade est\u00e1 tentando forjar o respeito a diversidade mas o caminho para isso acontecer ainda \u00e9 muito longo e mal demos os primeiros passos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: H\u00e1 alguma experi\u00eancia na sua vida docente que tenha ficado marcada por algum motivo especial?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong>Todos os dias h\u00e1 uma marca nova. Todos os dias os alunos me ensinam a ser uma professora melhor. Fico triste, quando as vezes sou reprovada dias e dias seguidos porque falhei em aprender o que eles est\u00e3o tentando me ensinar. Mas me alegro muito quando tentando um, dois, tr\u00eas anos vejo que finalmente aprendi a falar a linguagem deles, a entender como a mente deles funciona, como desperto os sentimentos e as emo\u00e7\u00f5es deles e toda vez que eu aprendo essa li\u00e7\u00e3o, centenas de alunos se tornam t\u00e3o bons alunos, quanto eu me torno melhor professora. Meu pesar \u00e9 que tantos passaram por mim sem eu ainda ter aprendido o que precisava e para todos esses que passaram, eu n\u00e3o posso ter com eles, uma nova oportunidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: O que voc\u00ea diria para quem pensa em seguir a profiss\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> Acalme seu cora\u00e7\u00e3o, fortale\u00e7a seu organismo, prepare-se para viver a mais emocionante e dignificante das profiss\u00f5es. A rela\u00e7\u00e3o ensino-aprendizagem \u00e9 mais complexa, a mais humana de todas as rela\u00e7\u00f5es e como tal, h\u00e1 dias de choro e raiva, mas tamb\u00e9m h\u00e1 dias de riso e amor. E o sal\u00e1rio \u00e9 irris\u00f3rio diante de todo esse complexo universo de ser um aprendiz entre aprendizes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Voc\u00ea se sente valorizado enquanto profissional?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> Financeiramente, n\u00e3o. No entanto, a vida me ensinou que meu valor hist\u00f3rico, social, cultural, pol\u00edtico e art\u00edstico excede o valor de grandes nomes da hist\u00f3ria da humanidade, eu compartilho o valor de Jesus Cristo, de Martin Luther King e Madre Tereza de Calcut\u00e1, o que eu planto na minha sala de aula vai repercutir na eternidade. Eu sou uma pedra essencial na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade melhor e mais justa. Eu transformo jovens imberbes em pensadores e meninas imaturas em mulheres de posi\u00e7\u00e3o. Meu valor excede ao ouro e a prata das na\u00e7\u00f5es. E todo mundo sabe disso. Quem pode abrir m\u00e3o de um Professor? Quem \u00e9 louco de desprezar um mestre?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Mudaria de profiss\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> N\u00e3o, nunca. Sou apaixonada pela minha profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Quando n\u00e3o est\u00e1 em sala de aula, o que voc\u00ea gosta de fazer?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> No meu tempo livre eu cuido da minha fam\u00edlia, descanso e passeio. Adoro mato e \u00e1gua.<b><\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><strong>Aline: A escola de hoje \u00e9&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar: <\/strong>um campo enorme a ser trabalhado. Em algumas partes do campo a terra precisa ser preparada para receber a semente. Em outras as sementes est\u00e3o germinando e \u00e9 preciso proteg\u00ea-las das ervas daninhas, \u00e9 preciso regar, podar, fertilizar, e em outras partes a planta est\u00e1 madura, pedindo para ser ceifada. Esse campo precisa de trabalhadores dispostos a n\u00e3o deixar as sementes se perderem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Para voc\u00ea a escola p\u00fablica funciona?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong>Sim e funciona maravilhosamente. Eu sou fruto da escola p\u00fablica, um lugar onde as pessoas est\u00e3o buscando&#8230; \u00e0s vezes falta clareza do que exatamente est\u00e1 se buscando, mas isso acontece por ser um espa\u00e7o democr\u00e1tico, e quando todo mundo tem direito de pensar e liberdade para falar, parece que se demora muito mais para chegar a algum lugar, no entanto, esse caminho feito de adi\u00e7\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es \u00e9 que torna a escola p\u00fablico o lugar maravilhoso que ela \u00e9.<b><\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Na sua opini\u00e3o, o modelo atual de ensino \u00e9 eficaz? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> Primeiro \u00e9 preciso falar de que modelo estamos falando. Boa parte dos professores nem sabem qual \u00e9 o formato da escola atual. N\u00f3s somos geridos por pensadores como Piaget e Freyre, outros acham que somos modelos pol\u00edticos e somos o qu\u00ea?\u00a0 Ensino M\u00e9dio Tradicional, ou Polit\u00e9cnico? O ensino est\u00e1 buscando uma identidade. A nossa pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda t\u00e3o jovem que sequer sabe o que quer de si mesma. Mas uma coisa \u00e9 certa, precisamos deixar de ser joguetes de programas de governo e termos metas e planejamento de Estado e n\u00e3o de governo. No entanto, acredito que estamos caminhando para isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Qual a maior necessidade da escola p\u00fablica hoje?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong>Precisamos de professores e n\u00e3o de funcion\u00e1rios da educa\u00e7\u00e3o, isso significa que o professor tem que reconhecer seu valor social e se investir nesse valor, e o Estado tem que reconhecer esse valor e investir no professor e a sociedade tem que enxergar esse valor e lutar para preserv\u00e1-lo. Sem esse reconhecimento pessoal, social e pol\u00edtico a escola p\u00fablica passa a ser dep\u00f3sito de alunos assessorados por funcion\u00e1rios do Estado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: Quais s\u00e3o as caracter\u00edsticas e habilidades que se espera encontrar em um bom professor?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> Humildade, porque erramos muito e precisamos ser humildes para deixar o orgulho de lado e aceitar nossos erros. Estar aberto a experimentar e aceitar o novo porque se paramos de buscar nos reciclar, perdemos o rumo do processo ensino-aprendizagem. Acreditar em si mesmo e nos seus alunos, sem a certeza de que \u00e9 poss\u00edvel fazer dar certo, a gente nem tenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: o professor do s\u00e9culo XXI\u00a0 precisa&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar:<\/strong> Se apropriar do conhecimento e ter autonomia na sua produ\u00e7\u00e3o. A gente reclama que o nosso aluno s\u00f3 sabe copiar e dar respostas prontas, mas quantos de n\u00f3s realmente produzimos conhecimento, e quantos de n\u00f3s reproduzimos o conhecimento?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aline: O maior desafio da educa\u00e7\u00e3o atualmente \u00e9&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marismar: <\/strong>Construir uma identidade coletiva. Enquanto cada professor estiver ilhado em seu mundo, ele vai continuar adoecendo sozinho. Enquanto o professor estiver fechado com seus alunos nas salas de aula, o pacto da mediocridade e do fracasso vai continuar. \u00c9 preciso tornar o processo transparente, rico e verdadeiramente democr\u00e1tico e isso s\u00f3 acontece atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o da identidade coletiva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Aline Vohlbrecht Souza S\u00e3o 7h30min de uma fria manh\u00e3 na cidade de Pelotas. O rel\u00f3gio ponto registra a sua entrada. 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