{"id":22013,"date":"2026-07-03T13:51:26","date_gmt":"2026-07-03T16:51:26","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/?p=22013"},"modified":"2026-07-03T13:51:26","modified_gmt":"2026-07-03T16:51:26","slug":"a-era-das-telas-chegou-a-toy-story","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/a-era-das-telas-chegou-a-toy-story\/","title":{"rendered":"A era das telas chegou \u00e0 Toy Story"},"content":{"rendered":"<p>O filme da pixar coloca um tablet no centro do conflito e abre um debate que pais, professores e pesquisadores j\u00e1 travam h\u00e1 anos.<\/p>\n<p><em><strong>Por Adriana Cunha e In\u00e1cio Amorim<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_22015\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6006.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-22015\" class=\"size-full wp-image-22015\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6006.jpeg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"1600\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6006.jpeg 1200w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6006-239x318.jpeg 239w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6006-119x159.jpeg 119w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6006-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6006-1152x1536.jpeg 1152w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-22015\" class=\"wp-caption-text\">O Cartaz de divulga\u00e7\u00e3o do filme no cinema cineflix do shopping, Pelotas. Imagem: arquivo pessoal \/ Em Pauta.<\/p><\/div>\n<p class=\"s9\">Bonnie tem oito anos e n\u00e3o consegue mais fazer amigos. Enquanto as outras crian\u00e7as da vizinhan\u00e7a vivem coladas nas telas dos celulares, ela ainda brinca com seus brinquedos \u2014 um comportamento que, no mundo do quinto filme da franquia <em>Toy Story<\/em>, j\u00e1 virou sinal de exclus\u00e3o social. A solu\u00e7\u00e3o encontrada pelos pais \u00e9 a mesma que milhares de fam\u00edlias brasileiras tomam todos os dias: um tablet.<\/p>\n<p class=\"s9\">No enredo de \u201c<span class=\"s4\">Toy Story 5\u201d,<\/span>\u00a0esse tablet tem nome e voz. Chama-se Lilypad \u2014 dublada por Ma\u00edsa \u2014 e consegue criar mundos virtuais inteiros que prendem a aten\u00e7\u00e3o de Bonnie e a afastam dos brinquedos que ela amava. O que parece ser uma solu\u00e7\u00e3o para o isolamento da menina vai se revelando, lentamente, uma nova forma de pris\u00e3o. O tablet promete conex\u00f5es r\u00e1pidas, mas joga Bonnie em um ambiente hostil de press\u00f5es e cyberbullying.<\/p>\n<p class=\"s11\"><strong><span class=\"s10\">O brinquedo que ningu\u00e9m mais quer<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"s12\"><span class=\"s4\">Toy Story 5<\/span> parte de uma constata\u00e7\u00e3o que o diretor Andrew Stanton descreveu, em entrevista \u00e0 revista Empire, como &#8220;a realiza\u00e7\u00e3o de um problema existencial: ningu\u00e9m mais est\u00e1 brincando com brinquedos de verdade&#8221;. O filme ecoa um debate que pesquisadores e educadores brasileiros travam h\u00e1 anos, com urg\u00eancia crescente.<\/p>\n<p class=\"s9\">Para Alan Ricardo Costa, professor de Lingu\u00edstica Aplicada na Universidade Federal de Roraima (UFRR), o filme acerta ao recusar o caminho f\u00e1cil do p\u00e2nico moral. &#8220;A mensagem parece ser outra: restringir a inf\u00e2ncia \u00e0s telas significa empobrecer a experi\u00eancia de ser crian\u00e7a. A brincadeira, a imagina\u00e7\u00e3o, o contato com outras crian\u00e7as, a explora\u00e7\u00e3o do mundo&#8230; s\u00e3o coisas que n\u00e3o podem ser substitu\u00eddas pela media\u00e7\u00e3o de uma tela&#8221;, avalia o professor.<\/p>\n<p class=\"s13\">A leitura de Costa dialoga diretamente com o que a cr\u00edtica identificou na narrativa. O filme evita o manique\u00edsmo: em vez de uma guerra declarada entre o anal\u00f3gico e o digital, a trama prop\u00f5e um alerta sobre o uso excessivo de telas e a eros\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o tradicional. A chegada do tablet Lilypad poderia facilmente transformar o filme em uma cr\u00edtica simplista \u00e0 tecnologia, mas a narrativa evita esse caminho confort\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"s9\">Ciran Kaled Gon\u00e7alves Carvalho, estudante de Pedagogia da UFPel, lembra de uma aula em que o professor perguntou \u00e0 turma se algu\u00e9m conhecia a cantiga &#8220;Ol\u00ea, ol\u00ea, mulher anda&#8221;. Quase ningu\u00e9m sabia. E quando a turma visitou uma brinquedoteca infantil, descobriu que as crian\u00e7as tamb\u00e9m n\u00e3o conheciam. &#8220;A pr\u00f3pria fam\u00edlia acaba substituindo brinquedos e aten\u00e7\u00e3o dos filhos pelo celular&#8221;, relata o estudante. Ele cita um dado que, embora ainda sem confirma\u00e7\u00e3o oficial, j\u00e1 circula nos debates de educa\u00e7\u00e3o: a Hasbro, uma das maiores fabricantes de brinquedos do mundo, teria entrado em recupera\u00e7\u00e3o judicial por queda nas vendas \u2014 diretamente ligada \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o dos brinquedos f\u00edsicos pelos dispositivos digitais. &#8220;As crian\u00e7as hoje j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam mais o conhecimento do que \u00e9 um pi\u00e3o&#8221;, diz o estudante. &#8220;E o \u00fanico local onde aprendem isso acaba sendo na escola.&#8221;<\/p>\n<p class=\"s9\">Fernanda Degas, doutoranda em Estudos de Linguagens na UFMS e pesquisadora de tecnologia e educa\u00e7\u00e3o, v\u00ea consequ\u00eancias concretas dessa mudan\u00e7a. &#8220;As telas v\u00eam atrofiando as capacidades das crian\u00e7as, n\u00e3o s\u00f3 de aprendizado, mas tamb\u00e9m de socializa\u00e7\u00e3o. Elas est\u00e3o menos soci\u00e1veis, mais aceleradas, querem tudo para ontem, n\u00e3o aguentam escrever um texto. Hoje, mais de cinco linhas, n\u00e3o aguentam ler&#8221;, afirma. &#8220;Isso prejudica n\u00e3o somente a \u00e1rea do conhecimento, mas tamb\u00e9m a sa\u00fade e a socializa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p class=\"s11\"><strong><span class=\"s10\">Jessie sabia o que estava perdendo<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"s12\">No filme, \u00e9 Jessie quem assume o protagonismo. Isso faz sentido: a vaqueira sempre foi uma personagem marcada pelo abandono, pela troca e pelo medo de ser deixada para tr\u00e1s. N\u00e3o existe ningu\u00e9m melhor para conduzir uma hist\u00f3ria que fala justamente sobre adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"s12\">A jogada mais acertada do filme est\u00e1 em deslocar o centro de gravidade. Woody e Buzz continuam presentes, mas a hist\u00f3ria pertence, desta vez, \u00e0 cowgirl, que j\u00e1 entrou nessa fam\u00edlia ferida por um abandono antigo. Dar-lhe o protagonismo permite duas coisas ao mesmo tempo: aprofundar uma personagem que vivia \u00e0 margem e ligar a sua cicatriz pessoal \u00e0 pergunta que o filme quer mesmo fazer: o que \u00e9 brincar, e o que se perde quando se deixa de saber brincar?<\/p>\n<p class=\"s9\">A pergunta ressoa al\u00e9m das telas. Carolina Larrosa de Oliveira Claro, professora e m\u00e3e de Dom, de seis anos, reconhece o retrato. &#8220;Eu sinto que os pais dessa gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o fazem isso [sentar e assistir junto]. Porque \u00e9 muito c\u00f4modo deixar uma crian\u00e7a na frente da televis\u00e3o e ir fazer as suas coisas, agilizar alguma coisa do trabalho, providenciar alguma coisa da casa&#8221;, diz. Ela cita um dado que o filme tamb\u00e9m encena: os pr\u00f3prios pais de Bonnie lan\u00e7am avisos de longe enquanto, provavelmente, est\u00e3o diante de outras telas.<\/p>\n<div id=\"attachment_22017\" style=\"width: 826px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6004.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-22017\" class=\"size-full wp-image-22017\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6004.jpeg\" alt=\"\" width=\"816\" height=\"617\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6004.jpeg 816w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6004-421x318.jpeg 421w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6004-210x159.jpeg 210w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6004-768x581.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-22017\" class=\"wp-caption-text\">O filho de Larrosa, Dom, com o brinquedo do filme, Woody. Imagem: Carolina Larossa de Oliveira Claro.<\/p><\/div>\n<p class=\"s13\">&#8220;A vida hoje \u00e9 muito mais corrida. As mulheres antigamente pegavam o filho, levavam para a pracinha. As mulheres de hoje trabalham. E a casa, quem cuida? Elas\u201d, questiona Carolina. A tela como bab\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um julgamento moral. \u00c9, muitas vezes, o \u00fanico recurso dispon\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"s9\">O professor Alan Ricardo Costa invoca Paulo Freire para situar o debate. &#8220;A tecnologia n\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, um problema. Ela pode expandir, em lugar de reduzir, a capacidade cr\u00edtica e criativa das crian\u00e7as&#8221;, defende. &#8220;A quest\u00e3o fundamental permanece a mesma que Freire colocava nos anos 90: a tecnologia est\u00e1 a servi\u00e7o de quem? De qu\u00ea? Com qual finalidade?\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_22016\" style=\"width: 1180px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6005.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-22016\" class=\"size-full wp-image-22016\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6005.jpeg\" alt=\"\" width=\"1170\" height=\"1415\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6005.jpeg 1170w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6005-263x318.jpeg 263w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6005-131x159.jpeg 131w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6005-768x929.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-22016\" class=\"wp-caption-text\">O professor Alan Ricardo Costa. Imagem: Alan Ricardo Costa.<\/p><\/div>\n<p class=\"s12\">O filme encontra essa mesma resposta. Ao revelar que Lilypad foi originalmente criada com prop\u00f3sito de aprendizagem, a narrativa sugere que a tecnologia n\u00e3o \u00e9 inimiga das crian\u00e7as \u2014 desde que haja supervis\u00e3o de um adulto. \u00c9 exatamente o que acontece quando as pessoas ao redor de Bonnie passam a lhe dar aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"s12\">Mas o alerta permanece. Costa faz um apontamento que o filme tamb\u00e9m encena: &#8220;Quando vemos uma crian\u00e7a brincando sozinha em seu quarto, costumamos associar essa cena \u00e0 ideia de prote\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que, em raz\u00e3o das tecnologias atuais, isso talvez n\u00e3o seja verdade. Se ela est\u00e1 conectada \u00e0 internet, talvez n\u00e3o esteja &#8216;sozinha&#8217; como imaginamos.&#8221; Bonnie, no filme, enfrenta exatamente isso: press\u00f5es e cyberbullying vindos de um ambiente que seus pais acreditavam ser seguro.<\/p>\n<p class=\"s9\">Para Degas, a sa\u00edda passa por letramento, e n\u00e3o por proibi\u00e7\u00e3o. &#8220;Os pais, em sua grande maioria, n\u00e3o est\u00e3o preparados, porque veem a tecnologia como inimiga. Tem muito aquele discurso contra. E n\u00e3o &#8216;como vamos remediar a situa\u00e7\u00e3o?'&#8221;, avalia. O pr\u00f3prio desfecho do filme recusa a solu\u00e7\u00e3o f\u00e1cil: Lilypad n\u00e3o \u00e9 destru\u00edda, banida ou derrotada em batalha. A li\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nost\u00e1lgica \u2014 \u00e9 sobre como coisas que amamos precisam encontrar novos pap\u00e9is para continuar relevantes.<\/p>\n<p class=\"s11\"><strong><span class=\"s10\">O fim da era dos brinquedos \u2014 ou uma nova era?<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"s12\">Toy Story 5 parece desejar construir uma esp\u00e9cie de dial\u00e9tica entre brinquedos e tecnologia: de um lado, a materialidade afetiva dos objetos que dependem da imagina\u00e7\u00e3o; de outro, a efici\u00eancia hipn\u00f3tica dos aparelhos que prometem conex\u00e3o, entretenimento e pertencimento social. \u00c9 um conflito que n\u00e3o tem resolu\u00e7\u00e3o f\u00e1cil \u2014 nem nas telas do cinema, nem nas salas de aula brasileiras.<\/p>\n<p class=\"s9\">Carolina tem uma estrat\u00e9gia pr\u00f3pria. &#8220;Regulei o tempo e, principalmente, o que ele est\u00e1 vendo&#8221;, conta sobre o filho. Na casa dela, YouTube est\u00e1 vetado. A escolha recai sobre streaming com curadoria: Disney, Netflix, Amazon. &#8220;Eu j\u00e1 tenho por h\u00e1bito criar um momento com ele. Eu sento e vejo aquilo com ele.&#8221;<\/p>\n<div id=\"attachment_22014\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6007.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-22014\" class=\"size-full wp-image-22014\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6007.jpeg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"1600\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6007.jpeg 1200w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6007-239x318.jpeg 239w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6007-119x159.jpeg 119w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6007-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/07\/IMG_6007-1152x1536.jpeg 1152w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-22014\" class=\"wp-caption-text\">O filme segue em cartaz em julho. Imagem: arquivo pessoal \/ Em Pauta.<\/p><\/div>\n<p class=\"s9\">\u00c9 um luxo que nem todos os pais t\u00eam. E \u00e9 a quest\u00e3o que o filme levanta e deixa, propositalmente, sem resposta. Como uma sociedade que exige cada vez mais das fam\u00edlias pode, ao mesmo tempo, cobrar que essas fam\u00edlias protejam o tempo de brincar dos filhos?<\/p>\n<p class=\"s9\">Costa tem uma resposta que aponta para al\u00e9m das quatro paredes do quarto de Bonnie. &#8220;Como podemos construir uma rela\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel com as telas? Isso envolve as fam\u00edlias, claro, tamb\u00e9m as escolas, mas principalmente as pol\u00edticas p\u00fablicas. Precisamos pensar de forma coletiva nas crian\u00e7as\u201d, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O filme da pixar coloca um tablet no centro do conflito e abre um debate que pais, professores e pesquisadores j\u00e1 travam h\u00e1 anos. 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