{"id":21710,"date":"2026-05-14T17:34:36","date_gmt":"2026-05-14T20:34:36","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/?p=21710"},"modified":"2026-05-14T17:34:51","modified_gmt":"2026-05-14T20:34:51","slug":"a-maternidade-na-era-da-geracao-z","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/a-maternidade-na-era-da-geracao-z\/","title":{"rendered":"A maternidade na era da Gera\u00e7\u00e3o Z\u00a0"},"content":{"rendered":"<h3>M\u00e3es e especialistas refletem sobre os desafios de criar filhos hiperconectados na era digital<\/h3>\n<div id=\"attachment_21713\" style=\"width: 910px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/638006572157424034_crianca-com-celular.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21713\" class=\"wp-image-21713 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/638006572157424034_crianca-com-celular.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/638006572157424034_crianca-com-celular.jpg 900w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/638006572157424034_crianca-com-celular-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/638006572157424034_crianca-com-celular-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/638006572157424034_crianca-com-celular-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21713\" class=\"wp-caption-text\"><em> Em um mundo cada vez mais conectado, fam\u00edlias buscam equil\u00edbrio entre tecnologia, di\u00e1logo e conviv\u00eancia. Foto: Magnific Images \/ Em Pauta<\/em><\/p><\/div>\n<p>Ser m\u00e3e nunca foi uma tarefa f\u00e1cil. Mas, em uma era em que as telas se tornaram parte da rotina, onde o digital e o real muitas vezes se confundem e o di\u00e1logo parece cada vez mais distante, criar um filho ganhou novos desafios. Com o surgimento de novas gera\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m surgem novas formas de compreender a maternidade e de lidar com crian\u00e7as e adolescentes que vivem uma realidade completamente diferente daquela das gera\u00e7\u00f5es passadas.<\/p>\n<p>O mundo digital talvez seja a maior transforma\u00e7\u00e3o que torna a Gera\u00e7\u00e3o Z t\u00e3o singular. Crescer em meio \u00e0s vozes da \u201cAlexa\u201d, assistindo a conte\u00fados produzidos com intelig\u00eancia artificial e aprendendo a manusear celulares antes mesmo de falar s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es cada vez mais comuns entre os jovens atuais. Eles vivem em um mundo acelerado, hiperconectado e marcado pelo excesso de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para Giovana Bertoldi, m\u00e3e de Guilherme, de 16 anos, proteger os filhos das armadilhas digitais \u00e9 um dos maiores desafios da maternidade moderna. Segundo ela, muitos pais ainda enfrentam dificuldades para compreender os perigos que surgiram junto com as redes sociais. \u201cOs perigos das redes sociais transformaram a vida das crian\u00e7as e adolescentes. A vulnerabilidade ficou exposta a predadores digitais, e a falta de preparo dos pais para enfrentar esse novo inimigo, que est\u00e1 dentro do pr\u00f3prio lar, trouxe consequ\u00eancias desastrosas para algumas fam\u00edlias\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ela destaca ainda que a exposi\u00e7\u00e3o excessiva, os v\u00edcios digitais, a manipula\u00e7\u00e3o e a press\u00e3o psicol\u00f3gica exercida pelas redes sociais intensificaram problemas emocionais entre os jovens. \u201cNossos filhos t\u00eam acesso a conte\u00fados grandiosos e conhecimentos incr\u00edveis, mas, sem orienta\u00e7\u00e3o e acompanhamento, tudo isso pode acabar se perdendo\u201d, observa.<\/p>\n<p>Giovana acredita que a responsabilidade dos pais aumentou significativamente nos \u00faltimos anos. \u201cPrecisamos acompanhar nossos filhos muito de perto, dando autonomia com responsabilidade, mas sem deix\u00e1-los sozinhos, porque eles ainda n\u00e3o est\u00e3o preparados emocionalmente para o mundo virtual\u201d, completa.<\/p>\n<p>M\u00e3e de uma adolescente de 14 anos, Renata Chapuis acredita que a internet mudou profundamente a forma de educar e acompanhar os filhos. Segundo ela, apesar das facilidades proporcionadas pela tecnologia, o acesso r\u00e1pido a tudo tamb\u00e9m trouxe consequ\u00eancias negativas para as novas gera\u00e7\u00f5es. \u201cA internet, apesar de ser \u00fatil, por muitas vezes se apresenta como um desservi\u00e7o, pois traz facilidade demais \u00e0 gera\u00e7\u00e3o atual\u201d, afirma.<\/p>\n<div id=\"attachment_21712\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.58.23.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21712\" class=\"wp-image-21712 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.58.23-239x318.jpeg\" alt=\"\" width=\"239\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.58.23-239x318.jpeg 239w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.58.23-119x159.jpeg 119w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.58.23-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.58.23-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.58.23.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21712\" class=\"wp-caption-text\"><em>Entre telas e novas realidades, o v\u00ednculo entre m\u00e3e e filho continua sendo essencial. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Giovana Bertoldi \/ Em Pauta<\/em><\/p><\/div>\n<p>Para Renata, os adolescentes de hoje vivem sob uma press\u00e3o maior do que as gera\u00e7\u00f5es anteriores. \u201c\u00c9 muito f\u00e1cil o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de forma r\u00e1pida. Muita dopamina r\u00e1pida e pouca toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00e3o apenas os adolescentes, mas crian\u00e7as cada vez menores vivendo isso. Chegam a perguntar quanto tempo tem o v\u00eddeo que ir\u00e3o assistir. Tudo precisa ser r\u00e1pido, porque, caso contr\u00e1rio, se torna mon\u00f3tono\u201d, relata.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m destaca que uma das maiores dificuldades da maternidade atualmente \u00e9 a perda da conviv\u00eancia e do tempo de qualidade dentro de casa. \u201cA falta de intera\u00e7\u00e3o, de di\u00e1logo e de tempo de qualidade \u00e9 o que mais pesa\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Apesar dos desafios, Renata acredita que a nova gera\u00e7\u00e3o possui grande potencial. \u201cEssa gera\u00e7\u00e3o tem uma ferramenta poderosa nas m\u00e3os, que pode ser usada para o bem ou para o mal. Com discernimento e bons exemplos dos pais, acredito que seja poss\u00edvel despertar nesses jovens a import\u00e2ncia do contato real e sincero entre as pessoas\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Do ponto de vista cient\u00edfico, especialistas explicam que a adolesc\u00eancia \u00e9 uma das fases de maior transforma\u00e7\u00e3o cerebral e emocional do ser humano, o que ajuda a entender por que os jovens tendem a ser mais influenciados por grupos, tend\u00eancias e opini\u00f5es externas. Estudos da neuroci\u00eancia apontam que o c\u00e9rebro adolescente ainda est\u00e1 em desenvolvimento, especialmente nas \u00e1reas respons\u00e1veis pelo controle de impulsos, pensamento cr\u00edtico e tomada de decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Enquanto regi\u00f5es ligadas \u00e0s emo\u00e7\u00f5es e \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de recompensa amadurecem mais rapidamente, o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal \u2014 associado ao autocontrole e \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de consequ\u00eancias \u2014 continua em forma\u00e7\u00e3o at\u00e9 o in\u00edcio da vida adulta. Esse desequil\u00edbrio faz com que adolescentes sejam mais sens\u00edveis \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o social, \u00e0 busca por pertencimento e \u00e0s experi\u00eancias consideradas estimulantes ou novas.<\/p>\n<p>Pesquisadores tamb\u00e9m destacam que, durante a adolesc\u00eancia, ocorre um aumento da sensibilidade \u00e0 dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer e \u00e0 recompensa. Na pr\u00e1tica, isso significa que curtidas nas redes sociais, reconhecimento de amigos e aceita\u00e7\u00e3o em determinados grupos podem ter impacto significativo no comportamento dos jovens.<\/p>\n<p>Outro fator apontado por especialistas \u00e9 o papel das redes sociais na forma\u00e7\u00e3o da identidade adolescente. Em uma fase marcada pela constru\u00e7\u00e3o da personalidade e dos valores, o contato constante com influenciadores, padr\u00f5es est\u00e9ticos e opini\u00f5es compartilhadas online pode ampliar a influ\u00eancia externa sobre decis\u00f5es, h\u00e1bitos e comportamentos.<\/p>\n<p>A ansiedade e os impactos na sa\u00fade mental dos jovens tamb\u00e9m passaram a ocupar um espa\u00e7o central dentro das fam\u00edlias. O excesso de informa\u00e7\u00f5es, a necessidade constante de aprova\u00e7\u00e3o nas redes sociais e a compara\u00e7\u00e3o permanente com padr\u00f5es muitas vezes irreais t\u00eam contribu\u00eddo para o aumento de casos de ansiedade, inseguran\u00e7a e sofrimento emocional entre adolescentes.<\/p>\n<p>Especialistas alertam que a hiperconectividade faz com que muitos jovens permane\u00e7am em estado constante de alerta. A press\u00e3o para estar sempre atualizado, bonito, produtivo ou aceito pode gerar sentimentos de inadequa\u00e7\u00e3o e frustra\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o consumo acelerado de conte\u00fados reduz a toler\u00e2ncia ao t\u00e9dio, ao sil\u00eancio e at\u00e9 mesmo \u00e0s frustra\u00e7\u00f5es do cotidiano.<\/p>\n<p>Outro fator preocupante \u00e9 o impacto do isolamento social causado pelo uso excessivo das telas. Embora os adolescentes estejam cada vez mais conectados virtualmente, muitos acabam enfrentando dificuldades nos relacionamentos presenciais, no di\u00e1logo familiar e na constru\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos emocionais mais profundos. Em alguns casos, a dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o, a baixa autoestima e o medo do julgamento acabam afetando diretamente a sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>O psic\u00f3logo Ram\u00e3o Freitas explica que os desafios enfrentados pela Gera\u00e7\u00e3o Z est\u00e3o diretamente ligados \u00e0 conviv\u00eancia social, \u00e0 tecnologia e \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es humanas. \u201cEssa gera\u00e7\u00e3o \u00e9 completamente digital e enfrenta dificuldades em \u00e1reas como relacionamentos, conviv\u00eancia e adapta\u00e7\u00e3o a ambientes que ainda n\u00e3o est\u00e3o totalmente preparados para essa nova realidade. Eles possuem uma forma diferente de enxergar o mundo e de se relacionar\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo o psic\u00f3logo, o excesso de tempo diante das telas impacta diretamente a sa\u00fade mental dos adolescentes.\u00a0 \u201cOs jovens acabam trocando o di\u00e1logo e a conviv\u00eancia familiar pelo tempo em redes sociais, jogos e conte\u00fados digitais. Isso pode gerar isolamento social, dificuldades de comunica\u00e7\u00e3o e at\u00e9 inseguran\u00e7a em situa\u00e7\u00f5es simples, como uma entrevista de emprego\u201d, explica.<\/p>\n<p>Ram\u00e3o tamb\u00e9m destaca que houve uma mudan\u00e7a significativa na rela\u00e7\u00e3o entre pais e filhos nos \u00faltimos 20 anos. Para ele, muitos conflitos surgem da dificuldade dos adultos em compreender uma gera\u00e7\u00e3o que j\u00e1 nasceu conectada. \u201cA gente costuma ouvir que os jovens s\u00e3o rebeldes ou dif\u00edceis, mas \u00e9 preciso entender que eles pensam de forma diferente. Os pais precisam se atualizar para conseguir acompanhar essa realidade\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Para o psic\u00f3logo, a palavra mais importante na rela\u00e7\u00e3o entre pais e filhos atualmente \u00e9 \u201cnegocia\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cSe n\u00e3o houver di\u00e1logo e escuta, algu\u00e9m vai oferecer acolhimento ao jovem fora de casa, e muitas vezes os pais nem sabem quem \u00e9. O jovem precisa ser ouvido de uma maneira diferente daquela de antigamente\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, o papel das m\u00e3es se torna ainda mais essencial. Em meio \u00e0s mudan\u00e7as da sociedade, \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e aos desafios emocionais enfrentados pelos filhos, s\u00e3o elas que muitas vezes assumem a fun\u00e7\u00e3o de acolher, orientar, observar sinais de sofrimento e manter o di\u00e1logo aberto dentro de casa.<\/p>\n<div id=\"attachment_21711\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.55.20.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21711\" class=\"wp-image-21711 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.55.20-239x318.jpeg\" alt=\"\" width=\"239\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.55.20-239x318.jpeg 239w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.55.20-119x159.jpeg 119w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.55.20-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.55.20-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-22.55.20.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21711\" class=\"wp-caption-text\"><em>Ser m\u00e3e \u00e9 aprender diariamente enquanto acompanha o crescimento e as descobertas dos filhos. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Giovana Bertoldi \/ Em Pauta<\/em><\/p><\/div>\n<p>Mais do que impor limites, a maternidade atual exige presen\u00e7a, escuta e adapta\u00e7\u00e3o constante. Ser m\u00e3e da Gera\u00e7\u00e3o Z significa aprender diariamente sobre um universo que muda r\u00e1pido, tentando equilibrar prote\u00e7\u00e3o e liberdade em uma realidade totalmente diferente daquela vivida pelas gera\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades, da preocupa\u00e7\u00e3o constante e da responsabilidade cada vez maior, muitas m\u00e3es afirmam que acompanhar o crescimento dos filhos continua sendo uma experi\u00eancia profundamente recompensadora. Ver o amadurecimento, participar das descobertas e construir v\u00ednculos de confian\u00e7a transforma os desafios em aprendizado e fortalece ainda mais os la\u00e7os familiares.<\/p>\n<p>Para Giovana, apesar de todos os obst\u00e1culos trazidos pela tecnologia e pelas mudan\u00e7as sociais, a ess\u00eancia da juventude permanece a mesma. \u201cA parte boa de ser m\u00e3e de adolescente \u00e9 que a gente se mant\u00e9m jovem e atualizada. Estamos sempre aprendendo com eles. Os tempos mudaram, mas a ess\u00eancia dos jovens continua a mesma: s\u00e3o curiosos, cheios de ideias, \u00e1vidos por novidades e t\u00eam um mundo inteiro para descobrir\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Em um mundo cada vez mais acelerado e digital, o amor, a presen\u00e7a e o cuidado das m\u00e3es seguem sendo fundamentais para ajudar crian\u00e7as e adolescentes a enfrentarem inseguran\u00e7as, desenvolverem equil\u00edbrio emocional e constru\u00edrem rela\u00e7\u00f5es mais saud\u00e1veis consigo mesmos e com os outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e3es e especialistas refletem sobre os desafios de criar filhos hiperconectados na era digital Ser m\u00e3e nunca foi uma tarefa f\u00e1cil. 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