{"id":21338,"date":"2025-10-14T11:25:03","date_gmt":"2025-10-14T14:25:03","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/?p=21338"},"modified":"2025-10-14T13:55:07","modified_gmt":"2025-10-14T16:55:07","slug":"historias-brotaram-ao-ar-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/historias-brotaram-ao-ar-livre\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias brotaram ao ar livre"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: large;\">Vict\u00f3ria Salom\u00e3o conduz oficina que celebra viv\u00eancias locais. A escritora ofereceu ferramentas e confian\u00e7a para quem deseja p\u00f4r suas hist\u00f3rias no papel e desenvolver a escrita liter\u00e1ria<\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_21339\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-13-at-05.58.05-JPEG.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21339\" class=\"wp-image-21339 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-13-at-05.58.05-JPEG-239x318.jpeg\" alt=\"\" width=\"239\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-13-at-05.58.05-JPEG-239x318.jpeg 239w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-13-at-05.58.05-JPEG-119x159.jpeg 119w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-13-at-05.58.05-JPEG-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-13-at-05.58.05-JPEG.jpeg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21339\" class=\"wp-caption-text\">Vict\u00f3ria Salom\u00e3o discursando na Feira do Livro de Arroio Grande (foto: Lu\u00eds Garcez)<\/p><\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><em><strong>Lu\u00eds Garcez \/ Em Pauta<\/strong><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na tarde de s\u00e1bado, a oficina de escrita criativa\u00a0\u201cEscrever Viv\u00eancias\u201d, comandada pela escritora Vict\u00f3ria Salom\u00e3o, trouxe \u00e0 pra\u00e7a Maneca Maciel a magia de narrar experi\u00eancias durante a Feira do Livro de Arroio Grande.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Vict\u00f3ria, auto proclamada \u201cArroio Grandense de cora\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 apesar de ter nascido em Rio Grande \u2013 \u00e9 jornalista, graduada em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, com MBA em Marketing Estrat\u00e9gico e mestre em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Federal de Pelotas. Hoje vive em Bras\u00edlia, mas retornou a Arroio Grande semana passada para atender a Feira do Livro da cidade, onde organizou e coordenou a oficina de escrita criativa \u201cEscrever Viv\u00eancias\u201d na tarde do dia 12 de outubro.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Durante a oficina, Vict\u00f3ria relatou sua experi\u00eancia com a escrita, leu e fez a an\u00e1lise de alguns de seus contos favoritos como tamb\u00e9m de contos retirados de seu livro, \u201cGrande Sentimento\u201d, uma colet\u00e2nea de 20 contos que exploram a vida de personagens arroio grandenses na \u00e9poca da pandemia. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m coordenou uma atividade com os participantes, onde estes deveriam escrever uma breve hist\u00f3ria usando algumas fotografias da cidade como inspira\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_21340\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/JPEG.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21340\" class=\"wp-image-21340 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/JPEG.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/JPEG.jpeg 1280w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/JPEG-424x318.jpeg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/JPEG-212x159.jpeg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/JPEG-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21340\" class=\"wp-caption-text\">Vict\u00f3ria Salom\u00e3o e alguns dos participantes de sua oficina (foto: Lu\u00eds Garcez)<\/p><\/div>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Em uma conversa particular com Vict\u00f3ria, ela me contou um pouco mais sobre sua rela\u00e7\u00e3o com o Arroio Grande, nas palavras da escritora, desde crian\u00e7a ela sempre gostou da cidade, mas na vida adulta aprendeu a am\u00e1-la. Enxerga o munic\u00edpio como tranquilo, festeiro, e sua refer\u00eancia de \u201ccasa\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Perguntei a ela sobre a experi\u00eancia de passar a isolamento durante a pandemia da covid-19 no Arroio Grande, o que consequentemente gerou o processo de escrita de seu livro. Vict\u00f3ria, com pesar, contou sobre a perda de seu pai, o doutor Farydo Salom\u00e3o J\u00fanior, renomado na cidade, que faleceu na \u00e9poca. Entretanto, tamb\u00e9m comentou que voltar para a cidade lhe fez bem, pois teve o privil\u00e9gio de poder se cuidar, se manter com trabalhos online e se concentrar em escrever \u201cGrande Sentimento\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Para a escritora, o livro \u201cGrande Sentimento\u201d nasceu como um ref\u00fagio da angustia causada pelo isolamento, pelas not\u00edcias com o n\u00famero crescente de mortes, pela falta de previs\u00e3o de vacina e pela falta de pol\u00edticas p\u00fablicas federais s\u00e9rias sobre a pandemia, e, principalmente, o medo de perder as pessoas que amava. Lidou com tudo aquilo se refugiando na escrita, onde decidiu por no papel um projeto antigo, um livro de contos com hist\u00f3rias que se passavam em Arroio Grande, mas com uma pequena altera\u00e7\u00e3o: sentiu que precisavam ser mais do que apenas hist\u00f3rias arroio grandenses, mas hist\u00f3rias arroio grandenses durante a pandemia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Quando perguntei \u00e0 Vict\u00f3ria se ela achava que escrita poderia ser ensinada, ela me respondeu positivamente. \u201cEu acredito que a escrita pode ser ensinada sim. A escrita liter\u00e1ria \u00e9 arte, mas n\u00e3o deixa de ser um exerc\u00edcio. \u00c9 fundamental que esse exerc\u00edcio venha acompanhado de refer\u00eancias, como todo processo criativo. Precisamos ler, ter refer\u00eancias de textos, do que gostamos, do que n\u00e3o gostamos na literatura, ter \u2018estofo\u2019 e repert\u00f3rio para criar, e esse talvez seja o processo mais demorado. Por outro lado, o que vivemos, o que sentimos, o que observamos tamb\u00e9m \u00e9 refer\u00eancia e repert\u00f3rio e \u00e9 com isso que podemos exercitar essa arte. Escrever, revisar, testar frases que gostamos mais, que as pessoas entendam. Temos que escrever at\u00e9 entender nosso pr\u00f3prio fluxo de ideias. No curso de Jornalismo, nas aulas de Reda\u00e7\u00e3o, uma professora que eu amo muito, a Mabel Teixeira, fazia quest\u00e3o de frisar isso para mim quando eu dizia \u2018t\u00f4 sem inspira\u00e7\u00e3o\u2019. Escrita \u00e9 exerc\u00edcio, o que tamb\u00e9m nos implica como autores, entende? Foge do estigma do artista que fica passivo, esperando a ideia ou o lapso da cria\u00e7\u00e3o surgir, e coloca o artista como um criador, como ator do seu processo. \u00c9 sentar e escrever.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Perguntei sobre o que fez com que ela se apaixonasse pela escrita, onde recebi uma resposta muito \u201cAnos 10\u201d. Vict\u00f3ria, desde crian\u00e7a, era \u00e1vida leitora. Criou alguns blogs quando a internet chegou no Arroio Grande, onde contava de seu dia a dia, com algumas reflex\u00f5es sobre m\u00fasicas e filmes. No final do ensino fundamental teve contato com o g\u00eanero cr\u00f4nica e, durante um exerc\u00edcio em aula, se apaixonou por aquela forma de escrita. A partir dali seus textos passaram a seguir aquele estilo, al\u00e9m de serem fortemente inspirados pelas revistas que lia, como a Rolling Stone, al\u00e9m das m\u00fasicas que escutava na MTV e o que a Martha Medeiros escrevia em sua coluna na Zero Hora (viu, eu disse que era uma resposta digna dos anos 10). Decidiu que queria fazer jornalismo para escrever qualquer coisa, fossem reportagens, not\u00edcias, etc. Ali pelos dezesseis anos, conheceu Machado de Assis, que considera ser o maior g\u00eanio da literatura do mundo, come\u00e7ou a experimentar com a fic\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Vict\u00f3ria me falou que seu objetivo com a oficina era compartilhar um pouco como era seu processo, com base em diversos cursos de escrita que ela mesma fez. Disse ainda que pretendia explicar sobre o g\u00eanero liter\u00e1rio da cr\u00f4nica, que tanto adora, pois acredita que a estrutura textual \u00e9 importante para iniciantes, pois serve como um norte que funciona h\u00e1 anos. Relatou que a ideia da oficina surgiu porque muitas pessoas a perguntam como ela escreve e comentam que gostariam de publicar algo, mas n\u00e3o tem coragem. A escritora acha que uma explica\u00e7\u00e3o embasada em elementos textuais, acompanhada de elementos pr\u00e1ticos, podem passar um pouco de confian\u00e7a. Por fim, disse que a mensagem que quer passar \u00e9 que \u201cser escritor \u00e9 poss\u00edvel para todas as pessoas. Somos os animais que det\u00e9m o poder da linguagem, isso \u00e9 intr\u00ednseco \u00e0 gente. Precisamos ter confian\u00e7a, sensibilidade aos fatos que acontecem no dia a dia, que \u00e9 onde se escondem as melhores hist\u00f3rias, e paci\u00eancia para escrever, errar, apagar, escrever de novo.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_21341\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/ac3533cf-9ac2-4ed0-aba5-f5888a452ce0-JPEG.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21341\" class=\"wp-image-21341 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/ac3533cf-9ac2-4ed0-aba5-f5888a452ce0-JPEG-239x318.jpeg\" alt=\"\" width=\"239\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/ac3533cf-9ac2-4ed0-aba5-f5888a452ce0-JPEG-239x318.jpeg 239w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/ac3533cf-9ac2-4ed0-aba5-f5888a452ce0-JPEG-119x159.jpeg 119w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/ac3533cf-9ac2-4ed0-aba5-f5888a452ce0-JPEG-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/10\/ac3533cf-9ac2-4ed0-aba5-f5888a452ce0-JPEG.jpeg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21341\" class=\"wp-caption-text\">Vict\u00f3ria Salom\u00e3o lendo um dos contos de seu livro, \u201cGrande Sentimento\u201d (foto: Lu\u00eds Garcez)<\/p><\/div>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Logo que a oficina terminou, me aproximei de Diana Ara\u00fajo, uma das participantes, e perguntei se poder\u00edamos ter uma conversa breve sobre a experi\u00eancia. Diana tem 26 anos e conheceu Vict\u00f3ria pelas redes sociais, por onde acompanha o trabalho da escritora desde 2020. Ela soube da oficina atrav\u00e9s das redes da pr\u00f3pria Vict\u00f3ria, como tamb\u00e9m pelo perfil da Prefeitura Municipal de Arroio Grande, que fez ampla divulga\u00e7\u00e3o do evento.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Diana comentou que a experi\u00eancia da oficina foi muito interessante e que foi gratificante acompanhar os textos dos outros participantes durante a din\u00e2mica de desenvolver um texto pr\u00f3prio em um curto intervalo de tempo, achou divertido e um pouco desafiador, j\u00e1 que no final teve que compartilhar seu pr\u00f3prio texto com os outros.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Ap\u00f3s minha conversa com Diana, me encontrei com Ricardo Freitas da Silva, o famoso \u201cDonga\u201d. Cartunista e escritor a praticamente 40 anos, Ricardo tem uma longa trajet\u00f3ria nas artes pl\u00e1sticas, onde atua desde 1986. J\u00e1 trabalhou tamb\u00e9m na gest\u00e3o p\u00fablica, onde foi secret\u00e1rio de cultura de Arroio Grande e de Rio Grande.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Ricardo conhece Vict\u00f3ria desde que ela era crian\u00e7a pequena, devido a uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima tanto com o pai quanto com a m\u00e3e da escritora. Disse ter acompanhado toda a trajet\u00f3ria da menina, que ent\u00e3o virou mulher, e a\u00ed se tornou uma mulher famosa. Lembra com carinho da \u00e9poca que ela tinha v\u00e1rios blogs e diz que percebe com orgulho uma evolu\u00e7\u00e3o constante em sua escrita.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Perguntei como era o sentimento de ver um conterr\u00e2neo se destacando e florescendo nesse mundo da literatura de do jornalismo, O cartunista respondeu: \u201c\u201cMuito orgulho. A gente tem muito orgulho quando algu\u00e9m aqui do territ\u00f3rio do munic\u00edpio do Arroio Grande come\u00e7a a se projetar. Temos outros casos tamb\u00e9m, mas a Vict\u00f3ria tem dado esse retorno, alguns v\u00e3o e n\u00e3o retornam, outros v\u00e3o, mas nunca perdem a ess\u00eancia da cidade, sempre est\u00e3o retornando para o Arroio Grande, fazendo produ\u00e7\u00f5es e vindo para nossas feiras do livro lan\u00e7ar elas aqui. A oficina da Vict\u00f3ria para promover e fomentar a escrita cada vez em nossa cidade com certeza contribui para que a gente tenha cada vez um acervo maior de escritores de Arroio Grande.\u201d <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Naquela tarde, Vict\u00f3ria compartilhou reflex\u00f5es, leituras e atividades que aproximaram a escrita dos participantes \u00e0 pr\u00e1tica liter\u00e1ria. A oficina revelou-se espa\u00e7o de aprendizado, acolhimento e inspira\u00e7\u00e3o, onde a palavra escrita se mostrou capaz de ajudar a compreender dores, celebrar mem\u00f3rias e resgatar identidades. Com hist\u00f3rias que nascem do cotidiano e da emo\u00e7\u00e3o, a oficina de Vict\u00f3ria Salom\u00e3o deixa sementes para que novas vozes surjam e flores\u00e7am em Arroio Grande.<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vict\u00f3ria Salom\u00e3o conduz oficina que celebra viv\u00eancias locais. 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