{"id":21089,"date":"2025-07-24T17:26:57","date_gmt":"2025-07-24T20:26:57","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/?p=21089"},"modified":"2025-07-24T17:28:29","modified_gmt":"2025-07-24T20:28:29","slug":"a-prova-dagua-a-casa-reciclada-nos-fundos-do-laranjal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/a-prova-dagua-a-casa-reciclada-nos-fundos-do-laranjal\/","title":{"rendered":"A Prova D\u2019\u00e1gua: a Casa Reciclada nos Fundos do Laranjal"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de Lizandra Cordeiro: uma casa reformada e um freezer recuperado pela UFPel ap\u00f3s as enchentes de maio de 2024 no bairro Laranjal, em Pelotas &#8211; Rio Grande do Sul<\/span><\/h2>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Por J\u00falio Gemiaki<\/span><\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_21098\" style=\"width: 2570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/1-1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21098\" class=\"size-full wp-image-21098\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/1-1-scaled.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de uma mulher sorridente. Ela aparece na parte direita da imagem. Tem cabelos castanhos presos e usa um casaco preto. O fundo da imagem \u00e9 verde. \" width=\"2560\" height=\"1707\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/1-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/1-1-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/1-1-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/1-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/1-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/1-1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21098\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Ana Alice Winter<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em uma segunda-feira cinzenta e fria, cortesia do inverno pelotense, nossa equipe se juntava em frente \u00e0 biblioteca do Campus Porto da UFPel. \u00c9ramos quatro pessoas usando roupas pretas, tr\u00eas alunos e uma professora. T\u00ednhamos uma c\u00e2mera, dois celulares e uma planilha de poss\u00edveis fontes.\u00a0 Um carro \u201cex-rebaixado\u201d nos levaria ao bairro distante do centro, banhado pela lagoa doce, atr\u00e1s do nosso objetivo: ir ao bairro Laranjal e encontrar algu\u00e9m disposto a nos contar sua hist\u00f3ria durante a enchente<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As duas e alguma coisa da tarde, partimos. A rota marcada no GPS guiaria as pr\u00f3ximas tr\u00eas horas de nossas vidas e n\u00e3o sab\u00edamos ao certo aonde ir\u00edamos parar. N\u00e3o demorou muito e j\u00e1 est\u00e1vamos batendo palmas na frente de um port\u00e3o que seria nossa primeira parada, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">onde fomos atendidos somente pelos vira-latas que faziam a seguran\u00e7a da casa<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Seguindo essa l\u00f3gica, passamos por mais duas casas onde conversamos um pouco com os moradores e registramos alguns contatos, mas, infelizmente, n\u00e3o foi poss\u00edvel realizar entrevista com nenhum deles. E ent\u00e3o mais um endere\u00e7o e nada novamente, nem sinal de vida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi quando a linha que mostrava o caminho atrav\u00e9s do Google Maps nos levou at\u00e9 a rua Esteio, nos fundos do Laranjal, na quadra mais remota que t\u00ednhamos visitado at\u00e9 ent\u00e3o. L\u00e1, repetimos o procedimento, batemos palmas em frente ao port\u00e3o e instant\u00e2neamente fomos rodeados por cachorros. Uma voz falou pela janela, trocou poucas palavras e depois deu lugar para um corpo saindo pela porta.<\/span><\/p>\n<p><strong>Portas abertas para uma vida<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o demorou muito at\u00e9 confirmarmos que aquela era a pessoa que havia recebido um freezer consertado pelo projeto <\/span><a href=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/projeto-reconstruindo-lares-voluntarios-das-engenharias-da-ufpel-consertam-eletrodomesticos-danificados-pelas-enchentes\/&amp;sa=D&amp;source=docs&amp;ust=1753282207488283&amp;usg=AOvVaw23HOr4WAqZzoMBk8DLhHAt\"><span style=\"font-weight: 400;\">Reconstruindo Lares, da Universidade Federal de Pelotas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Lizandra de \u00c1vila Cordeiro \u00e9 moradora do \u201cLaranjal &#8211; Fundos\u201d; que \u00e9 como chama carinhosamente a regi\u00e3o onde est\u00e1 instalada. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Acad\u00eamica do curso de Turismo da UFPel e funcion\u00e1ria de uma academia, ela e seu filho Eduardo Cordeiro da Silva, de 12 anos, vivem no mesmo endere\u00e7o h\u00e1 cerca de 13 anos. A casa foi erguida em um terreno comprado pelo seu pai na \u00e9poca do loteamento do lugar e \u00e9 bem pr\u00f3ximo ao dique constru\u00eddo em 2015, para conter a subida das \u00e1guas. E aqui est\u00e1 a nossa personagem principal, que nos recebeu de bra\u00e7os abertos em sua pr\u00f3pria casa para nos contar sobre um dos per\u00edodos mais desafiadores que precisou passar e superar.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_21097\" style=\"width: 2570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/2-1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21097\" class=\"size-full wp-image-21097\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/2-1-scaled.jpg\" alt=\"Foto do rosto de uma mulher sorridente. Ela aparece na parte direita da foto. Tem cabelos castanhos presos e usa um casaco preto. Atr\u00e1s dela, aparece uma vegeta\u00e7\u00e3o alta e um peda\u00e7o de c\u00e9u azul com nuvens. \" width=\"2560\" height=\"1707\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/2-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/2-1-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/2-1-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/2-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/2-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/2-1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21097\" class=\"wp-caption-text\">Lizandra posa diante do dique do canal S\u00e3o Gon\u00e7alo, na localidade que chama de \u201cLaranjal &#8211; Fundos\u201d. Foto: Pedro Vargas<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA ideia de que em Pelotas se sofreu pouco com as enchentes, j\u00e1 que a cidade n\u00e3o registrou nenhum \u00f3bito humano durante o per\u00edodo, suaviza um pouco a vis\u00e3o de quem n\u00e3o foi diretamente afetado pela trag\u00e9dia\u201d, pontua a protagonista desta hist\u00f3ria. \u00c9 verdade que n\u00e3o houve perdas humanas, mas existem algumas pessoas que perderam tudo. M\u00f3veis, plantas, animais, eletrodom\u00e9sticos, roupas, materiais, livros, hist\u00f3rias. Se, de repente, todas essas coisas fossem confiscadas de voc\u00ea por mais de um m\u00eas, algumas para sempre, o que ser\u00e1 que sobraria da sua pessoa?<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Assim como muitos moradores de \u00e1reas de risco, Lizandra perdeu tudo num piscar de olhos e teve o acesso \u00e0 pr\u00f3pria casa negado por causas ditas &#8216;naturais&#8217;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo com toda a dramaticidade que a situa\u00e7\u00e3o oferece, a moradora do Laranjal &#8211; Fundos esteve bem acolhida e assessorada quando precisou. Ela e o filho salvaram algumas coisas antes que a \u00e1gua alcan\u00e7asse sua casa. Roupas, duas televis\u00f5es, um videogame, um computador e os tr\u00eas cachorros, foram realocados de l\u00e1 em seguran\u00e7a para a casa de uma amiga. Nessa fase, j\u00e1 n\u00e3o se sabia em que situa\u00e7\u00e3o se encontrava o local onde moravam, e nem quanto tempo aquela situa\u00e7\u00e3o iria durar. Eduardo, ou \u201cDudu\u201d, foi matriculado em uma turma de Jiu-jitsu nesse per\u00edodo, e fazia todas as aulas poss\u00edveis que a academia oferecia, o que o ajudou a lidar com o momento que ele e a m\u00e3e atravessavam.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_21096\" style=\"width: 2570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/3-1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21096\" class=\"size-full wp-image-21096\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/3-1-scaled.jpg\" alt=\"No centro da foto h\u00e1 um carro cinza estacionado em frente a uma casa de muro verde claro. Pode-se ver pouco da casa, e a pintura tamb\u00e9m \u00e9 verde. Ao fundo aparecem outras casas. O passeio em frente \u00e0s casas \u00e9 coberto por grama. \" width=\"2560\" height=\"1707\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/3-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/3-1-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/3-1-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/3-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/3-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/3-1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21096\" class=\"wp-caption-text\">A casa em que vivem Lizandra e Dudu recebeu pintura nova, parte das reformas necess\u00e1rias para voltar a viver no local depois que as \u00e1guas baixaram. Foto: Pedro Vargas<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse cap\u00edtulo da vida de Lizandra foi marcado pela solidariedade e pela for\u00e7a de vontade. A primeira casa em que ficou alojada n\u00e3o foi a \u00fanica por onde ficou. Inclusive, n\u00e3o foi poss\u00edvel levar os cachorros para l\u00e1, ent\u00e3o eles ficaram com outras pessoas. Mas, posteriormente, tudo se resolveu. O vizinho de uma amiga abriu o p\u00e1tio de sua casa para receber cachorros e logo os tr\u00eas que haviam sido salvos da rua Esteio se uniram novamente. E n\u00e3o para por a\u00ed. O dono do lugar que acolheu os pets reside no centro\u00a0 e tinha aquela moradia no Laranjal para desopilar da correria da cidade de vez em quando. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Como ele e a fam\u00edlia n\u00e3o iriam ficar por ali naquele tempo, Lizandra relembra que o vizinho disse o seguinte: &#8220;\u00e9 s\u00f3 a Lizandra e o menino dela? Podem ficar na minha casa!\u201d, conta. Um ato que com certeza nenhum dos envolvidos vai se esquecer t\u00e3o facilmente.<\/span><\/p>\n<p><strong>A retomada \u201cao\u201d e \u201cdo\u201d lar<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando a \u00e1gua veio, as pessoas foram, quando a \u00e1gua voltou, as pessoas voltaram. Nisso, a express\u00e3o \u201cVamos nos refugiar!\u201d foi substitu\u00edda pela frase \u201cVamos reconstruir nossas casas!\u201d. E foi a\u00ed que o poder da uni\u00e3o entre pessoas se materializou na reforma da constru\u00e7\u00e3o que j\u00e1 estava h\u00e1 13 anos no fundo daquele bairro. Foram dias e mais\u00a0 dias para conseguir higienizar a casa, que foi cortada por uma l\u00e2mina d\u2019\u00e1gua de mais de um metro de altura por um longo per\u00edodo. Praticamente nada do que ficou ali p\u00f4de ser aproveitado, exceto algumas coisas de alum\u00ednio ou de madeira tratada. Quando Lizandra encontrou seus materiais da faculdade ensopados e sujos, chorou. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">As l\u00e1grimas n\u00e3o conseguiam fazer outra coisa sen\u00e3o cair. Aquilo representava esfor\u00e7o, conhecimento e estudo que pareciam ter sido afogados na enchente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Epis\u00f3dios como esse fizeram parecer que o ciclo de tristeza n\u00e3o teria fim.\u00a0 Felizmente, ele foi finalizado e os sentimentos ruins deram espa\u00e7o para uma inventividade engenhosa para reformar a casa que, agora limpa, precisava parecer um lar novamente. As amigas que receberam e ajudaram a nossa protagonista mostraram um senso de reforma inabal\u00e1vel. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Quando os arredores do bairro foram transformados em verdadeiras pilhas de descarte com objetos que os moradores n\u00e3o queriam mais e jogavam no lixo, as mentes f\u00e9rteis viram al\u00e9m de descartes e enxergaram ali um para\u00edso da reciclagem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTinha muita coisa boa jogada na rua porque as pessoas n\u00e3o queriam mais. \u00c0s vezes estavam em perfeito estado, mas o pessoal n\u00e3o queria ver aquilo dentro de casa porque trazia um sentimento ruim\u201d, relata Lizandra, que viu alguma esperan\u00e7a na situa\u00e7\u00e3o de calamidade. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Prateleiras de supermercado se transformaram em arm\u00e1rios de cozinha.\u00a0 Uma mesa frankenstein &#8211; com as pernas que resistiram dentro de casa e uma nova superf\u00edcie &#8211; foi posta no meio do c\u00f4modo.\u00a0 Mob\u00edlia de boa qualidade que fora descartada por quem j\u00e1 n\u00e3o via sentido nela deu origem a uma mesa de sala, e uma c\u00f4moda para o quarto, feita com um maleiro de um roupeiro antigo.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_21095\" style=\"width: 2570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/4-1-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21095\" class=\"size-full wp-image-21095\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/4-1-scaled.jpg\" alt=\"A foto mostra um grande entulho de materiais estragados. H\u00e1 sof\u00e1, m\u00f3veis, papel, junto com galhos, madeira, cobertas, dispostas diante de uma casa e ocupando parte do espa\u00e7o da rua de ch\u00e3o batido. \" width=\"2560\" height=\"1707\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/4-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/4-1-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/4-1-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/4-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/4-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/4-1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21095\" class=\"wp-caption-text\">No momento de retomada \u00e0s casas, quando a \u00e1gua baixou, pilhas de descarte eram encontradas nas ruas do bairro. Foto: Lara Nasi<\/p><\/div>\n<p><strong>Reformula\u00e7\u00e3o imperme\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas existia uma l\u00f3gica mais apurada por tr\u00e1s das decis\u00f5es dos m\u00f3veis que foram reformados. Lembra que algumas coisas da casa resistiram? O que era de madeira tratada e alum\u00ednio? Pois bem, dessa forma, um crit\u00e9rio foi estabelecido; a partir desse epis\u00f3dio da trag\u00e9dia clim\u00e1tica, todas as coisas do lar de Lizandra deveriam ser de material resistente \u00e0 \u00e1gua. Inclusive, hoje est\u00e1 em andamento o projeto de fazer o roupeiro do quarto de alum\u00ednio, e se a dona ficar satisfeita, repetir o mesmo para o quarto do filho. Mas dentre essas, a ideia mais inusitada talvez seja a de se fazer um sof\u00e1 de alvenaria, usando colch\u00f5es como estofados. Assim, caso a Lagoa dos Patos e o Canal S\u00e3o Gon\u00e7alo voltem a encher e invadir o local, as perdas ser\u00e3o minimizadas ao m\u00e1ximo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sair de l\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o para m\u00e3e e filho. Eles gostam daquele local, s\u00e3o emocionalmente ligados a ele, e mesmo que vendessem e fossem embora, a imin\u00eancia de novas trag\u00e9dias clim\u00e1ticas desvalorizou muito o im\u00f3vel. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 na parte emocional, pensando no financeiro tamb\u00e9m n\u00e3o vale a pena\u201d, pondera a dona da casa. Portanto, a resposta encontrada foi apostar na reciclagem e criar uma casa verdadeiramente imperme\u00e1vel.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"jetpack-slideshow-noscript robots-nocontent\">Este slideshow necessita de JavaScript.<\/p><div id=\"gallery-21089-1-slideshow\" class=\"jetpack-slideshow-window jetpack-slideshow jetpack-slideshow-black\" data-trans=\"fade\" data-autostart=\"1\" data-gallery=\"[{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2025\\\/07\\\/5-scaled.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;21094&quot;,&quot;title&quot;:&quot;5&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;Foto de um m\\u00f3vel de madeira, de quatro portas, com puxadores de metal. Sobre ele, h\\u00e1 caixas de pl\\u00e1stico organizadoras e pilhas de roupas e travesseiros.&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Maleiro de roupeiro recuperado de descarte encontrado na rua virou uma c\\u00f4moda no quarto de Lizandra. Foto: Pedro Vargas&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;},{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2025\\\/07\\\/6-scaled.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;21093&quot;,&quot;title&quot;:&quot;6&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;Foto de um m\\u00f3vel de madeira com duas prateleiras. No m\\u00f3vel est\\u00e3o itens como roteador de internet, outros objetos eletr\\u00f4nicos e objetos decorativos, como um cesto e um pote de metal. No meio do m\\u00f3vel, na prateleira mais alta, h\\u00e1 um quadro iluminado com uma ilustra\\u00e7\\u00e3o de S\\u00e3o Francisco.&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Uma mesa de telefone antiga, resgatada de descarte, foi transformada em m\\u00f3vel utilit\\u00e1rio para a sala de Lizandra. Em destaque, a figura de S\\u00e3o Francisco. Foto: Pedro Vargas&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;},{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2025\\\/07\\\/7-scaled.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;21092&quot;,&quot;title&quot;:&quot;7&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;Foto de uma mesa de madeira com p\\u00e9s brancos um pouco desgastados e um tampo em cor cru de madeira. Aparecem duas cadeiras atr\\u00e1s da mesa, uma vermelha e outra amarela. Ao lado da ponta da mesa, uma cadeira verde.&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Os p\\u00e9s da madeira, resgatados do descarte, ganharam um tampo novo. As cadeiras resistiram \\u00e0 enchente. Foto: Pedro Vargas.&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;},{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2025\\\/07\\\/8-scaled.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;21091&quot;,&quot;title&quot;:&quot;8&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;Na foto, em primeiro plano \\u00e9 poss\\u00edvel ver prateleiras met\\u00e1licas de grades brancas. Uma s\\u00e9rie de objetos e alimentos est\\u00e1 empilhada nelas, desde lou\\u00e7as a potes com mantimentos. Ao lado da prateleira h\\u00e1 um freezer com um microondas em cima e, ao lado do freezer, uma grande geladeira.&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Prateleiras de supermercado descartadas ganharam nova utilidade na cozinha de Lizandra. Foto: Pedro Vargas&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;},{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2025\\\/07\\\/9-scaled.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;21090&quot;,&quot;title&quot;:&quot;9&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;A foto mostra um plano fechado de um desenho feito em uma superf\\u00edcie branca. O desenho, feito em caneta preta, mostra uma mulher com cabelo preso e um vestido com desenho de plantas. Ela est\\u00e1 com uma colher e um garfo na m\\u00e3o ao lado de um fog\\u00e3o. No fog\\u00e3o, h\\u00e1 uma panela. Sobre a mulher, aparece um bal\\u00e3o de fala, em que consta o texto: Oi, meu nome \\u00e9 Lizandra. Na foto, \\u00e9 poss\\u00edvel ver arm\\u00e1rios de cozinha e um botij\\u00e3o de g\\u00e1s, ao lado da superf\\u00edcie desenhada.&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;O freezer recuperado exibe um desenho de Lizandra \\u00e0 cozinha, feito pelo filho Eduardo, de 12 anos. Foto: Pedro Vargas.&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;}]\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/ImageGallery\"><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o programa da UFPel que restaurava eletrodom\u00e9sticos, Lizandra solicitou o conserto de uma geladeira e um freezer, que foram danificados com a \u00e1gua. No entanto, apenas o \u00faltimo pode ser consertado e est\u00e1 l\u00e1 at\u00e9 hoje em pleno funcionamento. Ele serve como uma mem\u00f3ria tang\u00edvel de tudo o que aconteceu. Os desenhos e rabiscos feitos pelo filho, que refletem sentimentos pessoais, n\u00e3o se apagaram durante todo o per\u00edodo de enchente, o que refor\u00e7a a ideia de pertencimento que foi passada quando o objeto voltou para casa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O velho freezer agora conta com novas companhias: uma geladeira nova, comprada no lugar da outra e uma cozinha toda reformada pensada para evitar o pior. Tudo mudou, mas o eletrodom\u00e9stico segue ali, assim como Lizandra Cordeiro e seu filho, Eduardo, que mudaram por dentro e por fora e n\u00e3o pretendem largar o lugar onde moram: a sua casa \u00e0 prova d\u2019\u00e1gua.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa narrativa s\u00f3 p\u00f4de ser contada devido aos projetos <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Artefatos recuperados, mem\u00f3rias recontadas: hist\u00f3rias de pessoas atingidas pela Enchente em Pelotas<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> e <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Reconstruindo lares: projeto de extens\u00e3o para a manuten\u00e7\u00e3o de eletrodom\u00e9sticos em fam\u00edlias afetadas por enchentes em Pelotas<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"><em>.<\/em> Iniciativas dos cursos de<strong> Jornalismo<\/strong> e de <strong>Engenharias<\/strong>, que prestaram servi\u00e7os \u00e0 popula\u00e7\u00e3o pelotense atingida pelas enchentes no estado do Rio Grande do Sul em 2024.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de Lizandra Cordeiro: uma casa reformada e um freezer recuperado pela UFPel ap\u00f3s as enchentes de maio de 2024 no bairro Laranjal, em Pelotas &#8211; Rio Grande do Sul Por J\u00falio&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":587,"featured_media":21098,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1419,425,1],"tags":[],"class_list":["post-21089","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artefatos-recuperados","category-meio-ambiente","category-noticias"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/07\/1-1-scaled.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p6Xvzq-5u9","jetpack-related-posts":[{"id":3509,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/o-laranjal-como-refugio\/","url_meta":{"origin":21089,"position":0},"title":"O Laranjal como ref\u00fagio","author":"Em Pauta","date":"27\/03\/2015","format":false,"excerpt":"Por\u00a0Yasmin Vierheller Benedetti e Matheus Picinatti H\u00e1 cerca de vinte minutos do centro da cidade, os pelotenses podem comtemplar a praia do Laranjal, ponto de encontro dos finais de semana. O Laranjal \u00e9 um ambiente harmonioso para quem procura divers\u00e3o. Formado por tr\u00eas balne\u00e1rios, Santo Ant\u00f4nio, Barro Duro e Valverde,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/category\/todos\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":21414,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/apos-as-enchentes-a-luta-comunitaria-pelo-recomeco\/","url_meta":{"origin":21089,"position":1},"title":"Ap\u00f3s as enchentes, a luta comunit\u00e1ria pelo recome\u00e7o","author":"Em Pauta","date":"29\/11\/2025","format":false,"excerpt":"No Laranjal, moradores como Alexandre Quadrado trabalham, desde 2024, pela reestrutura\u00e7\u00e3o do bairro Por Martha Cristina Melo Quando Alexandre viu a \u00e1gua invadir as ruas, o susto j\u00e1 havia se transformado em emerg\u00eancia. 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Ele veste um casaco preto de abrigo, e est\u00e1 de perfil \u2014 como quem conversa com outra pessoa.Nos fundos, grades brancas com um cartaz publicit\u00e1rio pendurado.","src":"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/11\/MG_9315-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/11\/MG_9315-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/11\/MG_9315-scaled.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/11\/MG_9315-scaled.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/11\/MG_9315-scaled.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2025\/11\/MG_9315-scaled.jpg?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]},{"id":14586,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/feira-municipal-do-morango-comeca-nesta-sexta-feira\/","url_meta":{"origin":21089,"position":2},"title":"Feira Municipal do Morango come\u00e7a nesta sexta-feira","author":"Em Pauta","date":"29\/09\/2021","format":false,"excerpt":"5\u00aa edi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o da Prefeitura e ter\u00e1 abertura oficial no Largo do Mercado Central Por Victoria Meggiato\/ Em Pauta A 5\u00aa Feira Municipal do Morango come\u00e7a no dia 1\u00ba de outubro e permanece durante todo o m\u00eas, at\u00e9 o dia 30. 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