{"id":19902,"date":"2024-05-28T19:08:31","date_gmt":"2024-05-28T22:08:31","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/?p=19902"},"modified":"2024-05-29T09:38:35","modified_gmt":"2024-05-29T12:38:35","slug":"tudo-isso-vai-passar-mas-e-ai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/tudo-isso-vai-passar-mas-e-ai\/","title":{"rendered":"Tudo isso vai passar, mas e ai?"},"content":{"rendered":"<h3>M\u00eas de emerg\u00eancia clim\u00e1tica. Situa\u00e7\u00e3o foi prevista pela ci\u00eancia, mas n\u00e3o teve respaldo da classe governante que ampliou a devasta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas por conta de interesse imobili\u00e1rios. Popula\u00e7\u00e3o atingida luta para recompor suas vidas<\/h3>\n<div id=\"attachment_19927\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-21-at-07.20.211.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19927\" class=\"wp-image-19927 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-21-at-07.20.211-424x238.jpeg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"238\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-21-at-07.20.211-424x238.jpeg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-21-at-07.20.211-212x119.jpeg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-21-at-07.20.211-768x431.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-21-at-07.20.211.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19927\" class=\"wp-caption-text\">Regi\u00e3o da estrada para Rio Grande e o Canal S\u00e3o Gon\u00e7alo, formando um imenso lago. Divulga\u00e7\u00e3o\/ Marinha do Brasil\/ Em Pauta<\/p><\/div>\n<p><em>Texto Carlos Dominguez e f<\/em><em>otos Madu Lopes<\/em><\/p>\n<p>\u00c1gua. Por todos os lados a mesma cena. \u00c1gua em excesso. Cidade sitiada pelos rios, canais, banhados e lagoas que nunca s\u00e3o lembrados. S\u00f3 na seca e na enchente. O dia 27 de maio foi o de maior n\u00edvel no Canal S\u00e3o Gon\u00e7alo, com 3m12cm, na liga\u00e7\u00e3o entre as lagos dos Patos e Mirim, que banha a cidade de Pelotas e que hoje \u00e9 um imenso lago que praticamente une as duas lagoas da plan\u00edcie costeira do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Para Sandra Alves, 55 anos, moradora da regi\u00e3o do porto, considerada de risco pelo mapa da prefeitura, esta \u00e9 a pior informa\u00e7\u00e3o. O subir e baixar das \u00e1guas, mudando cent\u00edmetros para cima e para baixo, traz preocupa\u00e7\u00f5es constantes.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 bens. Quando a gente fala que perdeu o cantinho da gente, perdemos peda\u00e7os da gente. Foram 20 anos fazendo a minha casa. \u00c9 uma casa pequena, s\u00e3o poucos m\u00f3veis, mas \u00e9 o meu cantinho. Uns v\u00e3o ter como se reerguer, outros n\u00e3o. Tudo isso vai passar, mas e ai? V\u00e3o sair dos abrigos, mas e ai? V\u00e3o para aonde? Vai piorar a mis\u00e9ria, vai piorar tudo. Eu n\u00e3o acredito que vai dar para recuperar. Cidades inteiras que foram destru\u00eddas. E a gente tem s\u00f3 meio ano. Nem estamos no inverno ainda. Mesmo sendo otimista a gente tem de ter o p\u00e9 na realidade \u2013 afirma Sandra , sentada no audit\u00f3rio do Col\u00e9gio Pelotense, esperando atendimento para se cadastrar no aux\u00edlio reconstru\u00e7\u00e3o do Governo Federal.<\/p>\n<p>Apenas em Pelotas, s\u00e3o 1890 pessoas desabrigadas at\u00e9 o momento, entre os que buscaram abrigos p\u00fablico ou privados. Fora um n\u00famero impreciso dos que deixaram suas casas para ir ficar com parentes ou amigos. Todos aguardando que as \u00e1guas baixem para retornar aos \u201cseus cantinhos\u201d. Enquanto aguardam a chegada dos aux\u00edlios a popula\u00e7\u00e3o olha constantemente para os c\u00e9us em buscas de ind\u00edcios do desaparecido sol. E mudan\u00e7as no vento.<\/p>\n<p>O vento Sul salvou Pelotas neste m\u00eas de maio, duas vezes, extremamente chuvoso. S\u00f3 nos \u00faltimos dias foram mais de 180 mm. Desde o in\u00edcio do m\u00eas, s\u00e3o 245 mm., segundo a esta\u00e7\u00e3o de medi\u00e7\u00e3o em tempo real da Embrapa Clima Temperado, onde fica a esta\u00e7\u00e3o INMET. Em todo o ano, foram Nos dois epis\u00f3dios que o n\u00edvel do Canal S\u00e3o Gon\u00e7alo se elevou de 3,2 metros, quando um aumento seria catastr\u00f3fico para as \u00e1reas urbanas de Pelotas e Rio Grande, cidades cercados de uma imensa \u00e1rea inundada h\u00e1 mais de 3 semanas, com o solo completamente encharcado \u2013 ou seja, sem capacidade de absorver mais \u00e1gua \u2013 o que dificulta ainda mais que a \u00e1gua acumulada chegue ao len\u00e7ol fre\u00e1tico. Situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 agravada pelo desmatamento, impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo com cal\u00e7amento e a drenagem de banhados. Tudo pela a\u00e7\u00e3o do homem, movida pela expans\u00e3o urbana irracional como ocorre em pelos desde 2008 de forma muito intensa. Segundo mapa divulgado pelo Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise e Processamento de Imagens de Sat\u00e9lites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) publicou um mapeamento que mostra que o solo do Rio Grande do Sul est\u00e1 saturado a n\u00edveis da regi\u00e3o do Rio Amazonas.<\/p>\n<div id=\"attachment_19903\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/imagem-do-whatsapp-de-2024-05-24-a-s-12.48.21-b834fd42.avif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19903\" class=\"wp-image-19903\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/imagem-do-whatsapp-de-2024-05-24-a-s-12.48.21-b834fd42.avif\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"706\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19903\" class=\"wp-caption-text\">Estimativa de umidade do solo no Brasil. Fonte: Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise e Processamento de Imagens de Sat\u00e9lites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal)\/ Em Pauta<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_19906\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/53744581240_481a528e29_k.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19906\" class=\"wp-image-19906 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/53744581240_481a528e29_k-424x283.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/53744581240_481a528e29_k-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/53744581240_481a528e29_k-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/53744581240_481a528e29_k-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/53744581240_481a528e29_k-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/53744581240_481a528e29_k.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19906\" class=\"wp-caption-text\">O meteorologista Henrique Repinaldo CPPMET\/UFPEL explica comportamento dos ventos na sala de situa\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>As mudan\u00e7as no vento salvaram as cidades da inunda\u00e7\u00e3o. Se subisse ainda mais o n\u00edvel das \u00e1guas, nada impediria que os j\u00e1 saturados sistemas de drenagens atuassem de forma a retirar o excesso de \u00e1gua da \u00e1rea urbana. No dia 16 de maio, chegando a 3,2 metros. No dia 27, chegou a 3,12 metros. A situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica foi evitada. Por um ou dois dias ao menos, no caso do dia 16. Na \u00faltima marca, do dia 27, novamente o vento virou na madrugada. O ciclone extratropical pairou em cima da \u00e1raa urbana. O vento parou momentaneamente na madrugada. As nuvens baixas refletiam a ilumina\u00e7\u00e3o, dando um aspecto alaranjado ao c\u00e9u. No amanhecer, o vento sul soprou a chuva para longe. Ao meio dia havia fiapos de c\u00e9u azul entre nuvens. No fim do dia o azul celeste dominava os c\u00e9us que se encheram de estrela ao cair da noite.<\/p>\n<p>O meteorologista Henrique Repinaldo CPPMET\/UFPEL diz que os ventos sul\/sudoeste \u201cempilham a \u00e1gua da lagoa\u201d nas margens leste e norte, o que alivia a regi\u00e3o do des\u00e1gue da lagoa no mar, passando por Pelotas e escoando na barra de Rio Grande. J\u00e1 ensinavam os primeiros habitantes da regi\u00e3o da plan\u00edcie costeira e da orla da lagoa. Minuanos e Charrua conheciam as mudan\u00e7as ambientais e o aumento das \u00e1reas de inunda\u00e7\u00e3o no decorrer dos anos. Viviam o ambiente, n\u00e3o os usavam para extrair vantagens de adquirir riquezas. A prepot\u00eancia dos colonizadores europeus, cegos pela cobi\u00e7a, destru\u00edram as culturas que hoje poderiam ensinar como viver em harmonia com o ambiente, n\u00e3o em guerra de conquista com a natureza. O arque\u00f3logo Rafael Milheira da UFPEL explica que as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas habitavam os ecossistemas de Mata Atl\u00e2ntica e do Pampa desde mais ou menos 5 mil anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>&#8220;De um ponto de vista ecol\u00f3gico, pode-se dizer que a rela\u00e7\u00e3o entre as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e o meio ambiente era de extremo equil\u00edbrio, visto que, ao longo de aproximadamente 5 mil anos, foram explorados todos os ambientes dos referidos biomas, sem que nenhum tipo de dist\u00farbio sist\u00eamico negativo tenha se percebido, pelo contr\u00e1rio, nota-se que as \u00e1reas onde mais ocorrem s\u00edtios arqueol\u00f3gicos de ocupa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena s\u00e3o \u00e1reas com ampla biodiversidade, como \u00e9 o caso dos butiazais do sul do Brasil e Uruguai&#8221; explica o pesquisador do Laborat\u00f3rio de Antropologia e Arqueologia da UFPEL(Leparq).<\/p>\n<p>De acordo com Milheira, Charruas e Minuanos viviam nos banhados, campos alagadi\u00e7os e charcos ligados a grandes sistemas lagunares, como as lagoas dos Patos e Mirim.Estes foram os ambientes preferenciais de habita\u00e7\u00e3o desses povos. Havia muita fartura de comida. Atividades de ca\u00e7a, pesca, coleta e plantio de algumas esp\u00e9cies bot\u00e2nicas domesticadas como feij\u00e3o, ab\u00f3bora e milho. Al\u00e9m de plantarem, manejavam bosques de palmeiras e selecionavam v\u00e1rias esp\u00e9cies vegetais para uso dom\u00e9stico, arquitet\u00f4nico, ritual e medicinal. No que se refere \u00e0s esp\u00e9cies animais, a pesca era variada, mas a corvina, a miraguaia, e os bagres eram os principais peixes consumidos, enquanto isso, a carne de mam\u00edferos mais apreciada era de veado do veado-do-campo (Ozotoceros bezoarticus), cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) e a pre\u00e1 (Cavia aperea).<\/p>\n<p>Hoje, diante da devasta\u00e7\u00e3o provocada pela expans\u00e3o\u00a0 desordenada das popula\u00e7\u00f5es, pouco resta de um sistema que tinha a sabedoria e a tecnologia para sobreviver as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Ainda n\u00e3o \u00e9 tarde para recuperar estes ensinamentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQuando a gente fica quando esta gente rica gentrifica. Como \u00e9 que a gente fica! Tem tanta gente sem casa e tanta casa sem gente\u201d<em>\u2013 trecho de N\u00e3o sei o que fica, \u201cA Garota N\u00e3o, Chullage\u201d \u2013 In:<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/track\/4x6TXcj7HIu6yAIUrB8hZH?si=8e87188ff6414713\">https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/track\/4x6TXcj7HIu6yAIUrB8hZH?si=8e87188ff6414713<\/a><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>As \u00e1guas da vida e da morte<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_19910\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/7021000.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19910\" class=\"wp-image-19910\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/7021000.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"634\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19910\" class=\"wp-caption-text\">Mapa de 1966 do IBGE indicando todas as \u00e1reas de inunda\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul. As \u00e1reas metropolitanas do estado n\u00e3o atenderam a indica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e hoje est\u00e3o alagadas<\/p><\/div>\n<p>Mapa publicado por ge\u00f3grafos mostra que em 1966 j\u00e1 se sabia (e estavam mapeadas) as \u00e1reas \u00famidas e plan\u00edcies de inunda\u00e7\u00e3o de todos os cursos de \u00e1gua do estado do Rio Grande do Sul. Esta imagem, publicada por Jo\u00e3o Henrique Quoos, pelo IFSC, de Garopaba, indica que a expans\u00e3o urbana das maiores regi\u00f5es metropolitanos do estado, Porto Alegre, Vale do Rio dos Sinos e Taquari, Serra Ga\u00facha, e Zona Sul se deram exatamente nas \u00e1reas de inunda\u00e7\u00f5es dos cursos de \u00e1gua. N\u00e3o \u00e9 por nada que a regi\u00e3o foi batizada de Rio Grande do Sul. Tem muita \u00e1gua e muitos rios. Historicamente, o ciclo de cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas tem sido aceleradas pela devasta\u00e7\u00e3o causada pela ocupa\u00e7\u00e3o humana de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental por empreendimentos imobili\u00e1rios planejados sem considerar a realidade ambiental que n\u00e3o beneficiam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, apenas a elite de sempre. O setor imobili\u00e1rio alicia os poderes legislativos e prefeituras municipais para flexibilizarem \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o ambiental. Sabe-se l\u00e1 a que custo.<\/p>\n<p>Em Pelotas, segundo o professor Marcelo Dutra, ec\u00f3logo da FURG, desde 2008 a legisla\u00e7\u00e3o ambiental foi sendo alterada na C\u00e2mara de Vereadores em revis\u00f5es do Plano Diretor que facilitou a ocupa\u00e7\u00e3o das \u00e1reas \u00famidas e banhados pela constru\u00e7\u00e3o civil de diversos condom\u00ednios de luxo, shopping center e outros empreendimentos.<\/p>\n<p>&#8211; Isto tem haver com as nossas pr\u00e1ticas seculares de uso e ocupa\u00e7\u00e3o da terra e carboniza\u00e7\u00e3o da atmosfera na qual n\u00e3o nos comportamos muitos bem. Sem nenhum respeito aos limites da natureza, seja no campo, seja na cidade. Muitas destas pr\u00e1ticas ganharam for\u00e7a muito recentemente. Em Pelotas, avan\u00e7aram sobre terrenos baixos, planos e \u00famidos em ambientes de margens sens\u00edveis e vulner\u00e1veis nos \u00faltimos 14 anos. Com a altera\u00e7\u00e3o do Plano Diretor em 2008, estimulando o direcionamento da cidade na dire\u00e7\u00e3o do Laranjal. E, em 2018, foram feitas altera\u00e7\u00f5es terr\u00edveis, com sucessivas altera\u00e7\u00f5es menores nas \u00e1reas de interesse ambiental, Na verdade, fizemos escolhas muito ruins. Temos de n\u00e3o mais permitir esta expans\u00e3o nestes terrenos \u2013 explica Marcelo Dutra.<\/p>\n<div id=\"attachment_19913\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/Sem-titulo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19913\" class=\"wp-image-19913 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/Sem-titulo.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/Sem-titulo.jpg 1280w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/Sem-titulo-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/Sem-titulo-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/Sem-titulo-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19913\" class=\"wp-caption-text\">Regi\u00e3o de banhados. \u00c1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental foi invadida por condom\u00ednios de luxo e teve ocupa\u00e7\u00f5es irregulares em suas margens \/ Madu Lopes\/ Em Pauta<\/p><\/div>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o desordenada dos banhados, sistemas ambientais que amenizam cheias funcionando como esponjas naturais, produziu um avan\u00e7o na desigualdade de condi\u00e7\u00f5es de moradia. Bairros de estrutura prec\u00e1rias, em \u00e1reas baixas e ocupa\u00e7\u00f5es de \u00e1reas de risco s\u00e3o vizinhos de empreendimentos de luxo. Como no emblem\u00e1tico caso da instala\u00e7\u00e3o de bombas de drenagem pelo condom\u00ednio Lagos do S\u00e3o Gon\u00e7alo flagrado jogando \u00e1gua na dire\u00e7\u00e3o de bairros populares. O caso levou a interven\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia, Minist\u00e9rio P\u00fablico, retirada do equipamento e abertura de processo judicial para responsabilizar os autores do que passou a ser denominado \u201cracismo ambiental\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_19914\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/Smad4em-titulo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19914\" class=\"wp-image-19914 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/Smad4em-titulo-424x283.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/Smad4em-titulo-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/Smad4em-titulo-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/Smad4em-titulo.jpg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19914\" class=\"wp-caption-text\">Alagamentos tomaram conta de \u00e1reas de lazer.<\/p><\/div>\n<p>De fato, balan\u00e7o publicado pelo Instituto Metr\u00f3poles, do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia (INCT) mostra que as \u00e1reas mais alagadas na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre s\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es pobres. A an\u00e1lise foi feita pelo pesquisador Andr\u00e9 Augustin. Da mesma forma que \u00e9 esta mesma popula\u00e7\u00e3o que tem necessidade de deixar suas casas e ocupar os abrigos p\u00fablicos e privados. Refugiados clim\u00e1ticos \u00e9 a express\u00e3o recorrente. Estima o estudo que 2,3 milh\u00f5es de pessoas foram afetadas pelo emerg\u00eancia clim\u00e1tica. E ocorreram mais de 188 mortes.<\/p>\n<p>O mesmo velho colonialismo segue h\u00e1 500 anos como o modelo principal de organiza\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-econ\u00f4mica do Brasil e demais pa\u00edses do continente. Nos oito \u00faltimos anos a f\u00faria produtivista-financista devastou imensas \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental por todo o pa\u00eds. A destrui\u00e7\u00e3o deixada pelo atraso de um modelo de desenvolvimento tornou a vida das pessoas pobre, doente, devastada, esgotada. Enquanto milion\u00e1rios das elites mais atrasadas do planeta deliciam-se com a riqueza roubada, a maioria da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 colocada em guetos de trabalho, perif\u00e9ricos, sem acesso \u00e0 mobilidade social. Guetos do p\u00f3s capitalismo do caos que exerce o controle digital de tudo e todos. Opini\u00f5es, desejos, satisfa\u00e7\u00f5es, medos e rejei\u00e7\u00f5es. Tudo na palma de sua m\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Da mesma forma, as elites econ\u00f4micas e pol\u00edticas minimizam tais alertas e continuam a tomar decis\u00f5es que comprometem a nossa seguran\u00e7a coletiva. O uso irracional dos recursos naturais, o comprometimento de biomas importantes e a manuten\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e de consumo insustent\u00e1veis seguir\u00e3o comprometendo vidas e, tamb\u00e9m, os pr\u00f3prios empreendimentos privados \u2013 afirma Andr\u00e9 Moreira Cunha, vice-diretor da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Moreira tem falado publicamente sobre a calamidade, caminhos para a economia ga\u00facha, e escreveu um manifesto sobre o assunto denominado \u201cA Reconstru\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul\u201d. Longe das an\u00e1lises, a vida dos que deixaram suas casas seguem prec\u00e1rias. A rede de solidariedade montado por organiza\u00e7\u00f5es civis, sindicatos e volunt\u00e1rios, d\u00e1 conforto, comida e dignidade a quem perdeu o pouco que tinha de recursos materiais e das insubstitu\u00edveis no\u00e7\u00f5es de pertencer \u00e0 uma comunidade, ou, em outras palavras, humanidade. Humanidade que as cidades atuais repelem, fortalecendo individualismos e exclusivismos em locais fechados, como os condom\u00ednios de luxo que infestam os banhados de Pelotas. Cercados das \u00e1reas que s\u00e3o esquecidas pelo poder p\u00fablico na quest\u00e3o de infra-estrutura b\u00e1sica.<\/p>\n<p>&#8211; A natureza se revoltou, parece. Mas faltaram provid\u00eancias, pois as \u00e1reas poderiam ter sido represadas. E ai t\u00e1 todo mundo sendo penalizado. E a quest\u00e3o psicol\u00f3gicas das pessoas n\u00e3o v\u00e3o ser em meio ano que se resolve. Demora, como a pandemia, que deixou sequelas. At\u00e9 que ponto a gente vai ficar seguro? Tem gente que fica perguntando\u2026 para onde que eu vou se subir mais a \u00e1gua? A gente que ir para o nosso cantinho. E essa inseguran\u00e7a joga um ponto de interroga\u00e7\u00e3o l\u00e1 na frente \u2013 projeta Sandra, preocupada com sua casa e da m\u00e3e de 80 anos, Isabel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_19911\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/mad1titulo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19911\" class=\"wp-image-19911 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/mad1titulo.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"854\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/mad1titulo.jpg 1280w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/mad1titulo-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/mad1titulo-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/mad1titulo-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19911\" class=\"wp-caption-text\">Praia do Laranjal, na Lagoa dos Patos permanece inundada. O que vai ser quando a \u00e1gua baixar?<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00eas de emerg\u00eancia clim\u00e1tica. Situa\u00e7\u00e3o foi prevista pela ci\u00eancia, mas n\u00e3o teve respaldo da classe governante que ampliou a devasta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas por conta de interesse imobili\u00e1rios. Popula\u00e7\u00e3o atingida luta para recompor suas&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":587,"featured_media":19889,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[807,425,1],"tags":[],"class_list":["post-19902","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-catastrofe-ambiental","category-meio-ambiente","category-noticias"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/05\/IMG_0760-scaled.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p6Xvzq-5b0","jetpack-related-posts":[{"id":543,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/barragem-eclusa-do-canal-sao-goncalo-beneficia-a-economia-da-regiao\/","url_meta":{"origin":19902,"position":0},"title":"Barragem eclusa do Canal S\u00e3o Gon\u00e7alo beneficia a economia da regi\u00e3o","author":"Em Pauta","date":"07\/04\/2014","format":false,"excerpt":"Por Manoela Nogueira Obra possui o acompanhamento da Ag\u00eancia de Desenvolvimento da Bacia da Lagoa Mirim. 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