{"id":19820,"date":"2024-04-03T08:31:21","date_gmt":"2024-04-03T11:31:21","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/?p=19820"},"modified":"2024-04-03T08:37:22","modified_gmt":"2024-04-03T11:37:22","slug":"taim-um-pais-banhado-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/taim-um-pais-banhado-de-vida\/","title":{"rendered":"Taim, um pa\u00eds banhado de vida"},"content":{"rendered":"<p>Projeto de pesquisadores do Curso de Arqueologia da UFPEL identifica 39 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos na regi\u00e3o do Taim<\/p>\n<div id=\"attachment_19829\" style=\"width: 490px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-07-rotated.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19829\" class=\"wp-image-19829 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-07-rotated.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-07-rotated.jpg 480w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-07-212x318.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-07-106x159.jpg 106w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19829\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores da UFPEL fazem trabalho arqueol\u00f3gico na regi\u00e3o do Taim<\/p><\/div>\n<p>Carlos Dominguez \/ Em Pauta<\/p>\n<p>Banhado \u00e9 um terreno plano e cheio de \u00e1gua, no vocabul\u00e1rio casual dos moradores do Rio Grande do Sul. H\u00e1 milhares de anos, a regi\u00e3o hoje conhecida como banhado do Taim era o territ\u00f3rio de uma popula\u00e7\u00e3o significativa para a imensid\u00e3o de horizontes. Os moradores, ancestrais dos Minuanos e Charruas erguiam estruturas elevadas onde faziam suas habita\u00e7\u00f5es, locais de alimenta\u00e7\u00e3o, atividades espirituais das mais variadas. Uma parte desta realidade pr\u00e9-hist\u00f3rica vem sendo redescoberta nas areias da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Taim, uma reserva ambiental federal que manteve uma imensa \u00e1rea preservada, cerca de 32.7 mil hectares, tanto no aspecto ambiental como arqueol\u00f3gico.<\/p>\n<p>-J\u00e1 identificamos 39 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos e, at\u00e9 agora, pesquisamos em n\u00e3o mais de 28% da regi\u00e3o. Estamos conseguindo redimensionar a intensidade da ocupa\u00e7\u00e3o humana do local \u2013 afirma Rafael Milheira, arque\u00f3logo e coordenador do projeto Arqueologia dos Cerritos em unidades de conserva\u00e7\u00e3o no Sul do Brasil.<\/p>\n<div id=\"attachment_19830\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-06.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19830\" class=\"wp-image-19830 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-06.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-06.jpg 720w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-06-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-06-212x141.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19830\" class=\"wp-caption-text\">Escava\u00e7\u00f5es ocorrem em locais isolados da plan\u00edcie costeira<\/p><\/div>\n<p>A pesquisa arqueol\u00f3gica da Universidade Federal de Pelotas come\u00e7ou h\u00e1 dois anos e \u00e9 financiada pela Fapergs\/Cnpq. Nos \u00faltimos dias de mar\u00e7o uma equipe de 15 pesquisadores, entre professores, alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, gradua\u00e7\u00e3o e servidores federais trabalharam na Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Taim, parque nacional criado em 1986, entre os munic\u00edpios de Rio Grande e Santa Vit\u00f3ria do Palmar. Na regi\u00e3o de banhados, campos, lagoas, praias arenosas e dunas litor\u00e2neas &#8211; Bioma Marinho Costeiro &#8211; vivem capivaras, jacar\u00e9 e muitas aves, inclusive migrat\u00f3rias: colheireiro, cisne branco, flamingos, ma\u00e7aricos. J\u00e1 foram identificadas muitas esp\u00e9cies de animais &#8211; 30 delas, mam\u00edferos. Toda esta abund\u00e2ncia de fauna e de ecossistemas diferentes contribu\u00edram em muito para a fixa\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es no local.<\/p>\n<p>\u2013 Tem muita comida por aqui. Estamos verificando quais s\u00edtios eram de moradia e quais eram de obten\u00e7\u00e3o de alimento. H\u00e1 milhares de anos, a geografia era um pouco diferente. Haviam mais canais e lagoas. Nestes pontos, tinha muita disponibilidade de comida. D\u00e1 para pensar que as muitas lagoas eram como um supermercado \u2013 brinca Rafael, pr\u00f3ximo a \u201ctrincheira\u201d que a equipe de campo abriu em um terreno elevado, circundado de mata esparsa t\u00edpica, figueiras e outras \u00e1rvores, e diversas lagoas e banhados.<\/p>\n<div id=\"attachment_19832\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19832\" class=\"wp-image-19832 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-04.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-04.jpg 720w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-04-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-04-212x141.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19832\" class=\"wp-caption-text\">Retirada de material para an\u00e1lise em laborat\u00f3rio da UFPEL \u00e9 feita de forma met\u00f3dica<\/p><\/div>\n<p>O primeiro passo na pesquisa de campo \u00e9 identificar onde poderiam existir s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, os cerritos. Auxilia sempre na prospec\u00e7\u00e3o buscar os terrenos mais elevados na plan\u00edcie. Tamb\u00e9m a exist\u00eancia de buracos de tatu servem, muitas vezes, como bons indicadores.<\/p>\n<p>&#8211; Os tatus indicam onde existe mat\u00e9ria org\u00e2nica enterrada \u2013 diz Milheira, enquanto aponta um buraco feito pelo animal pr\u00f3ximo a escava\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica.<\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 minucioso. <span style=\"color: #000000;\">Depo<\/span><span style=\"color: #000000;\">is<\/span><span style=\"color: #000000;\"> de i<\/span><span style=\"color: #000000;\">d<\/span><span style=\"color: #000000;\">entificado<\/span><span style=\"color: #000000;\">s<\/span><span style=\"color: #000000;\"> os <\/span><span style=\"color: #000000;\">pontos<\/span><span style=\"color: #000000;\"> mais promissores, come\u00e7a a retirada lenta e gradual da terra superficial, com pequenas p\u00e1s, \u201c<\/span><span style=\"color: #000000;\">colher de pedreiro\u201d <\/span><span style=\"color: #000000;\">e <\/span><span style=\"color: #000000;\">pinc\u00e9is e trinchas<\/span><span style=\"color: #000000;\">.<\/span> O buraco quadrangular vai sendo aberto at\u00e9 poder ser verificada a camada de conchas que surge cerca de 30 cent\u00edmetros abaixo da superf\u00edcie.<\/p>\n<p>&#8211; Nesta camada \u00e9 onde encontramos mais material arqueol\u00f3gico. Tem conchas, cer\u00e2mica, ossos, carv\u00f5es. Retiramos amostras que v\u00e3o para a universidade para serem triadas e identificadas \u2013 explica Marcos C\u00e9sar Pereira Santos, professor visitante que participa das pesquisas do Lepparq, Laborat\u00f3rio de Ensino em Pesquisa em Arqueologia e Antropologia da UFPEL.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de muitas esp\u00e9cies vegetais, o local \u00e9 repleto de vida. As capivaras s\u00e3o presen\u00e7a constante pr\u00f3ximo aos locais de escava\u00e7\u00e3o. Simplesmente circulam em pequenos bandos, buscando as lagoas para se refrescar e, at\u00e9, namorar alheio a presen\u00e7a humana rara e espor\u00e1dica. Caracter\u00edsticas de \u00e1reas bem preservadas.<\/p>\n<div id=\"attachment_19831\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-05.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19831\" class=\"wp-image-19831 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-05-424x283.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-05-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-05-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-05.jpg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19831\" class=\"wp-caption-text\">Atividades de pesquisa exigem remo\u00e7\u00e3o do solo<\/p><\/div>\n<p>No local trabalham cerca de 7 pessoas, todas de coletes verde lim\u00e3o, chap\u00e9us e prote\u00e7\u00e3o contra o sol inclemente do dia quente de mar\u00e7o. Est\u00e3o ali os mais diversos utens\u00edlios e ferramentas para cavar, separar, medir, anotar, registar as amostras que ser\u00e3o posteriormente encaminhadas para o laborat\u00f3rio. P\u00e1s, carrinho de m\u00e3o, baldes, peneiras e uma parafern\u00e1lia de ferramentas espec\u00edficas comp\u00f5em os equipamentos do grupo que naquele dia estava retirando as \u00faltimas amostras do local. Depois, os 5 profundos buracos teriam de ser fechados para deixar o ambiente o mais pr\u00f3ximo ao que estava antes de ser explorado. O local \u00e9 escavado at\u00e9 o ponto onde se pode verificar que n\u00e3o \u00e9 mais terra acumulada por trabalho humano, em cerca de 80 cm de profundidade.<\/p>\n<p>Arthur da Rosa, 22 anos, aluno do 5 semestre do curso de Biologia fazia sua estreia no trabalho de campo arqueol\u00f3gico. O estudante trabalha com o estudo de polens \u2013 palinologia \u2013 uma especializa\u00e7\u00e3o que une biologia e arqueologia e est\u00e1 fazendo est\u00e1gio nesta pesquisa.<\/p>\n<p>\u2013 Por meio das amostras de polens, podemos identificar as esp\u00e9cies vegetais que existiram aqui a milhares de anos \u2013 explica Artur.<\/p>\n<div id=\"attachment_19828\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-08.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19828\" class=\"wp-image-19828 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-08-424x283.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-08-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-08-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-08.jpg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19828\" class=\"wp-caption-text\">Artur da Rosa, estudante de biologia, faz sua primeira participa\u00e7\u00e3o no projeto<\/p><\/div>\n<p>Assim como o p\u00f3len, as pesquisas arqueol\u00f3gicas t\u00eam enfoques diversos. Existem estudos com rochas, conchas, solo, esp\u00e9cies vegetais e animais, madeira e carv\u00f5es, e, claro, artefatos produzidos por seres humanos como cer\u00e2micas e utens\u00edlios como pontas de flecha al\u00e9m de adere\u00e7os como contas para colares. Este mosaico de evid\u00eancias permitem que se fa\u00e7a um panorama de como seria a vida das popula\u00e7\u00f5es pr\u00e9-hist\u00f3ricas que habitavam aquela regi\u00e3o e toda a imensa plan\u00edcie costeira do Rio Grande do Sul. Um dos achados nos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos s\u00e3o os denominados enterramentos, ou seja, locais onde indiv\u00edduos foram sepultados.<\/p>\n<p>&#8211; Encontramos sepultamentos aqui no Taim. Inclusive pr\u00f3ximo ao local h\u00e1 tamb\u00e9m ossos de um cavalo. Ainda temos muitas coisas para verificar, mas existem relatos de chefes charruas que eram enterrados com seus cavalos. Para avan\u00e7ar temos de fazer data\u00e7\u00f5es destes material, o que demora, pois no Brasil s\u00f3 existe praticamente um laborat\u00f3rio que faz este processo \u2013 explica Rafael Milheira, antes de voltar para auxiliar os colegas que estavam retirando amostras dos locais.<\/p>\n<p>O c\u00e9u incrivelmente azul com algumas nuvens brancas agrupadas que aliviam os raios de sol iluminam uma paisagem de contrastes e horizontes infinitos. Pequenos grupos de vegeta\u00e7\u00e3o baixa e fechada em tons de verde somam-se a plantas diferenciadas dos banhados, cercados por lagoas pequenas e canais por onde a \u00e1gua, em \u00e9pocas de cheia, transformam a regi\u00e3o em um imenso lago. Para\u00edso dos jacar\u00e9s que circulam em um n\u00famero bem elevado pela regi\u00e3o do Taim.<\/p>\n<p>Um local de alimenta\u00e7\u00e3o farta em ca\u00e7a e pesca. Ainda hoje. Sem lavouras mecanizadas a natureza mant\u00e9m sua diversidade que \u00e9 amea\u00e7ada pelas monoculturas de soja e arroz, florestas artificiais para produ\u00e7\u00e3o de madeira e celulose, pecu\u00e1ria extensiva. Tudo que \u00e9 mantido do lado de fora da \u00e1rea protegida. S\u00f3 que as demarca\u00e7\u00f5es de terras s\u00e3o coisa muito recente nos \u201ccampos neutrais\u201d, denomina\u00e7\u00e3o da \u00e1rea que separava os imp\u00e9rios portugueses e espanh\u00f3is na \u00e9poca colonial. Por\u00e9m, para Minuanos e Charruas e seus antecessores milenares, as \u201cfronteiras\u201d n\u00e3o tinham nenhum significado. A plan\u00edcie litor\u00e2nea era ocupada pelas etnias ind\u00edgenas h\u00e1 milhares de anos.<\/p>\n<p>\u2013 Esta \u00e1rea espec\u00edfica j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a reserva do Taim. Aqui \u00e9 um espa\u00e7o particular. Negociamos o trabalho direto com a empresa propriet\u00e1ria \u2013 explica o coordenador do projeto.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-19833 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-12.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-12.jpg 720w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-12-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-12-212x141.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo a \u00e1rea de escava\u00e7\u00e3o, uma figueira centen\u00e1ria observa o estranho movimento.<\/p>\n<p>Seus galhos grossos e barbados de \u201cbarbas de bode\u201d cinzentas criam uma janela emoldurada pelas trepadeiras que vivem nos imensos galhos da imensa \u00e1rvore. Seus galhos rentes ao ch\u00e3o e copas cerradas oferece abrigo para as capivaras. Pode-se ver onde se aninham, com o terreno marcado e sem vegeta\u00e7\u00e3o. Algumas ossadas de animais mortos indicam que algum carn\u00edvoro pode ter passado por ali tamb\u00e9m. O ciclo de morte e nascimento ignora a presen\u00e7a humana, quando poss\u00edvel. Estudar como eram os ciclos dos habitantes ancestrais desta regi\u00e3o \u00fanica \u00e9 essencial para que a esp\u00e9cie humana consiga sobreviver tanto como as figueiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Confira a galeria de imagens<\/p>\n<p class=\"jetpack-slideshow-noscript robots-nocontent\">Este slideshow necessita de JavaScript.<\/p><div id=\"gallery-19820-1-slideshow\" class=\"jetpack-slideshow-window jetpack-slideshow jetpack-slideshow-black\" data-trans=\"fade\" data-autostart=\"1\" data-gallery=\"[{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2024\\\/04\\\/taim-09.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;19827&quot;,&quot;title&quot;:&quot;taim 09&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;},{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2024\\\/04\\\/taim-11.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;19825&quot;,&quot;title&quot;:&quot;taim 11&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;estratifica\\u00e7\\u00e3o mostra vest\\u00edgios humanos&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;},{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2024\\\/04\\\/taim-06.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;19830&quot;,&quot;title&quot;:&quot;taim 06&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Retirada de material&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;},{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2024\\\/04\\\/Taim-02.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;19822&quot;,&quot;title&quot;:&quot;Taim 02&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;cer\\u00e2mica encontrada na escava\\u00e7\\u00e3o&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;},{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2024\\\/04\\\/IMG_9846.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;19823&quot;,&quot;title&quot;:&quot;IMG_9846&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;retirada de solo&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;},{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2024\\\/04\\\/taim-10.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;19826&quot;,&quot;title&quot;:&quot;taim 10&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;capivaras&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;},{&quot;src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/wp.ufpel.edu.br\\\/empauta\\\/files\\\/2024\\\/04\\\/taim-03.jpg&quot;,&quot;id&quot;:&quot;19821&quot;,&quot;title&quot;:&quot;taim 03&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Equipamento de trabalho&quot;,&quot;itemprop&quot;:&quot;image&quot;}]\" itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/ImageGallery\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto de pesquisadores do Curso de Arqueologia da UFPEL identifica 39 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos na regi\u00e3o do Taim Carlos Dominguez \/ Em Pauta Banhado \u00e9 um terreno plano e cheio de \u00e1gua, no vocabul\u00e1rio casual&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":587,"featured_media":19829,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[203,219,438,425],"tags":[],"class_list":["post-19820","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cienciaetecnologia","category-educacao","category-em-pauta-noticias","category-meio-ambiente"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2024\/04\/taim-07-rotated.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p6Xvzq-59G","jetpack-related-posts":[{"id":19139,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/escritor-rio-grandino-lanca-livro-o-crime-dos-banhados-versoes-construcoes-discursivas-acerca-de-um-crime\/","url_meta":{"origin":19820,"position":0},"title":"Escritor rio-grandino lan\u00e7a livro \u201cO crime dos Banhados: vers\u00f5es, constru\u00e7\u00f5es discursivas acerca de um crime\u201d","author":"Em Pauta","date":"12\/12\/2023","format":false,"excerpt":"A obra retrata os mist\u00e9rios e as diferentes narrativas acerca do crime que ocorreu em 30 de abril de 1912, no Taim. 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