{"id":19076,"date":"2023-11-29T10:15:23","date_gmt":"2023-11-29T13:15:23","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/?p=19076"},"modified":"2023-11-29T10:15:23","modified_gmt":"2023-11-29T13:15:23","slug":"dois-olhares-ecologicos-sobre-o-capital-e-a-morte-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/dois-olhares-ecologicos-sobre-o-capital-e-a-morte-do-planeta\/","title":{"rendered":"Dois olhares ecol\u00f3gicos sobre o capital e a morte do planeta"},"content":{"rendered":"<h3>Apresentamos aqui duas vis\u00f5es ideol\u00f3gicas, resumidas e adaptadas, sobre a quest\u00e3o ambiental e o futuro da vida humana. A primeira \u00e9\u00a0<em>O Ecossocialismo<\/em>; a segunda \u00e9\u00a0<em>O Marxismo Resgatado e Elucidado.<\/em><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Rosana Bond \/ especial Em Pauta<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_19077\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/ecosocialismo-1-1787298254.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19077\" class=\"wp-image-19077 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/ecosocialismo-1-1787298254-424x285.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/ecosocialismo-1-1787298254-424x285.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/ecosocialismo-1-1787298254-212x142.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/ecosocialismo-1-1787298254-768x516.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/ecosocialismo-1-1787298254.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19077\" class=\"wp-caption-text\">Representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do ecosocialismo \/ banco de dados \/ Em Pauta<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>O Ecossocialismo como Caminho<\/strong><\/p>\n<p><em>Marcos Jos\u00e9 de Abreu, Florian\u00f3polis-SC, ambientalista, engenheiro agr\u00f4nomo, mestrado em Agroecossistemas. Conhecido como Marquito, \u00e9 deputado e presidente da Comiss\u00e3o de Turismo e Meio Ambiente da ALESC (Assembleia Legislativa de S.Catarina).<\/em><\/p>\n<p>\u201cO modelo capitalista, ele \u00e9 baseado num princ\u00edpio que \u00e9 extrair (componentes) da natureza, transformar isso em mercadoria e esta mercadoria ser consumida. Numa perspectiva de crescimento ilimitado, que n\u00e3o condiz com (a finitude\/restri\u00e7\u00e3o) dos recursos naturais. Isso tudo mobiliza especialmente carbono, que \u00e9 um dos principais pontos do aquecimento global na atmosfera.\u201d<\/p>\n<p>\u201cE revela tamb\u00e9m a falta de pol\u00edticas de restaura\u00e7\u00e3o, de recupera\u00e7\u00e3o, indicadores que o capitalismo n\u00e3o considera sobre a degrada\u00e7\u00e3o ambiental, a perda de biodiversidade, a perda de solo, a perda de \u00e1gua e assim por diante.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, no capitalismo n\u00e3o vai ter espa\u00e7o pra gente reconstruir, recuperar ou restaurar. (Por isso) a gente precisa caminhar numa perspectiva do\u00a0Ecossocialismo, onde as quest\u00f5es da justi\u00e7a social caminham (ao lado) da justi\u00e7a ambiental.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio, portanto, rever este modelo de consumo. De produ\u00e7\u00e3o e de consumo.\u201d<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 urgente que a gente crie agendas de converg\u00eancia globais. E nisso a gente tem encontrado cada vez mais dificuldades, o mundo est\u00e1 muito mais polarizado nas suas discuss\u00f5es, uma disputa por hegemonia e por imperialismo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o a gente est\u00e1 vendo in\u00fameras guerras acontecendo concomitantemente e cada vez mais dificuldades de converg\u00eancias globais, o que \u00e9 muito preocupante.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 resultado tamb\u00e9m do mundo capitalista ter que criar essas crises para poder se reproduzir. Ent\u00e3o, o caminho e o horizonte \u00e9 o Ecossocialismo. \u00c9 preciso marchar neste caminho, sen\u00e3o a gente dificilmente vai conseguir restaurar e recuperar aquilo que \u00e9 necess\u00e1rio (para evitar o fim da vida humana e do pr\u00f3prio planeta).\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Marxismo Resgatado e Elucidado<\/strong><\/p>\n<p>Karl Marx, F.Engels e outros nomes que os seguiram foram acusados, majoritariamente por reacion\u00e1rios e suas camarilhas, de n\u00e3o terem escrito ou se importado com as agress\u00f5es ao meio-ambiente, feitas pelo capitalismo.<\/p>\n<p>A cal\u00fania e a mentira v\u00eam sendo demonstradas hoje, com o resgate e a releitura elucidadora dos cl\u00e1ssicos do marxismo, o grande formulador mundial do comunismo e da revolu\u00e7\u00e3o do proletariado.<\/p>\n<p>A seguir, uma s\u00edntese (adaptada) do artigo\u00a0<strong>Marx e a Explora\u00e7\u00e3o da Natureza,<\/strong>\u00a0publicado em 2018 por\u00a0<em>Le Monde Diplomatique Brasil.<\/em>\u00a0O autor, John Bellamy Foster, tem suas limita\u00e7\u00f5es e problemas, por\u00e9m enfrenta com destemor os cr\u00edticos antimarxistas:<\/p>\n<p>\u201cPara alguns, a crise ecol\u00f3gica invalidaria as an\u00e1lises de Karl Marx, acusado de ter negligenciado a quest\u00e3o ambiental.Outros trabalhos sugerem, pelo contr\u00e1rio, que ecologia e socialismo (socialismo- comunismo) constituem as duas abas de um mesmo projeto.\u201d<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos anos, a crescente influ\u00eancia das quest\u00f5es ambientais se manifestou sobretudo pela releitura, sob o prisma da ecologia, de muitos pensadores, de Plat\u00e3o a Gandhi. Mas, de todos, foi sem d\u00favida K.Marx quem deu origem \u00e0 literatura mais abundante e mais pol\u00eamica.\u201d<\/p>\n<p>\u201cAnthony Giddens afirmou que Marx, embora tenha oferecido uma sensibilidade ecol\u00f3gica particularmente desenvolvida inicialmente,adotou depois uma \u2018atitude de Prometeu\u2019\u00a0<em>(algo como uma \u2018insist\u00eancia negativista desafiante\u2019)<\/em>.<\/p>\n<p>M.Redclift e Alec Nove tamb\u00e9m fizeram seus reparos. Mas essas cr\u00edticas se justificam?\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_19078\" style=\"width: 328px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/marx-ecologista.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19078\" class=\"wp-image-19078 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/marx-ecologista-318x318.jpg\" alt=\"\" width=\"318\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/marx-ecologista-318x318.jpg 318w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/marx-ecologista-159x159.jpg 159w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/marx-ecologista-768x768.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/marx-ecologista-80x80.jpg 80w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/marx-ecologista-320x320.jpg 320w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2023\/11\/marx-ecologista.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-19078\" class=\"wp-caption-text\">Trabalho gr\u00e1fico sobre a imagem de Karl Marx<\/p><\/div>\n<p><strong>At\u00e9 ossos de mortos<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNas d\u00e9cadas de 1830 a 1870, a diminui\u00e7\u00e3o da fertilidade do solo pela perda de seus nutrientes constituiu a principal preocupa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica da sociedade capitalista, tanto na Europa como na A. do Norte.<\/p>\n<p>\u201c(Apesar de que) a preocupa\u00e7\u00e3o causada por esse problema n\u00e3o pode ser comparada \u00e0 crescente polui\u00e7\u00e3o das cidades, ao desmatamento de continentes inteiros e (aos)medos malthusianos da superpopula\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>\u201cNas d\u00e9cadas de 1820 e 1830, na Gr\u00e3-Bretanha e logo nas outras economias capitalistas, a preocupa\u00e7\u00e3o geral com o esgotamento do solo levou a um aumento fenomenal da demanda por fertilizantes.\u201d<\/p>\n<p>\u201cDurante esse per\u00edodo, os agricultores reviraram os campos de batalha napole\u00f4nicos como os de Waterloo numa busca desesperada de ossos para espalhar em suas \u00e1reas de cultivo.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Roubo de nutrientes<\/strong><\/p>\n<p>\u201cLonge de se mostrar cego em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ecologia, Marx (foi) influenciado pelos trabalhos de Liebig\u00a0<em>(radicado nos USA, o qu\u00edmico alem\u00e3o Justus von Liebig observou que poderia haver centenas ou milhares de km entre os centros de produ\u00e7\u00e3o de cereais e seus mercados. Os elementos formadores do h\u00famus eram, portanto, enviados para longe de seu local de origem, tornando mais dif\u00edcil a reprodu\u00e7\u00e3o da fertilidade do solo).<\/em>\u201d<\/p>\n<p>\u201c(Foi assim que Marx) entre 1850 e 1860 desenvolveu, a respeito da terra, uma cr\u00edtica da\u00a0<em>explora\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0capitalista, no sentido do roubo de seus nutrientes e da incapacidade de garantir sua regenera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Empobrecendo terra e trabalho<\/strong><\/p>\n<p>\u201cMarx concluiu suas principais an\u00e1lises da agricultura capitalista explicando de que maneira a ind\u00fastria e a agricultura em grande escala se combinavam para empobrecer o solo e os trabalhadores.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO essencial (desta) cr\u00edtica \u00e9 resumido numa passagem da \u2018g\u00eanese da renda fundi\u00e1ria capitalista\u2019, no livro 3 de\u00a0<strong><em>O Capital<\/em><\/strong>: \u2018A grande propriedade fundi\u00e1ria reduz a popula\u00e7\u00e3o agr\u00edcola a um m\u00ednimo, a uma quantidade que cai constantemente diante de uma popula\u00e7\u00e3o industrial, concentrada nas cidades, e que cresce sem cessar; ela cria assim condi\u00e7\u00f5es que causam um hiato no complexo equil\u00edbrio do metabolismo social composto pelas leis naturais da vida; segue-se um desperd\u00edcio das for\u00e7as do solo, desperd\u00edcio que o com\u00e9rcio transfere para bem al\u00e9m das fronteiras do pa\u00eds em quest\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Arruinando for\u00e7as naturais<\/strong><\/p>\n<p>E prossegue a transcri\u00e7\u00e3o do trecho de Marx: \u201c(&#8230;)A grande ind\u00fastria e a grande agricultura explorada industrialmente agem na mesma dire\u00e7\u00e3o. Se, na origem, elas se distinguem porque a primeira devasta e arru\u00edna mais a for\u00e7a de trabalho, portanto a for\u00e7a natural do homem, e a outra, mais diretamente, a for\u00e7a natural da terra, elas acabam, ao se desenvolverem, por se dar as m\u00e3os: o sistema industrial no campo termina tamb\u00e9m por debilitar os trabalhadores, e a ind\u00fastria e o com\u00e9rcio, por seu lado, fornecem \u00e0 agricultura os meios para explorar a terra\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Metabolismo descreve rela\u00e7\u00e3o com natureza<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA chave de qualquer abordagem te\u00f3rica de Marx nessa \u00e1rea \u00e9 o conceito de metabolismo (s<em>toffwechsel<\/em>) socioecol\u00f3gico, que est\u00e1 enraizado em sua compreens\u00e3o do processo de trabalho.\u201d<\/p>\n<p>\u201cMarx utilizou o conceito de metabolismo para descrever a rela\u00e7\u00e3o do ser humano com a natureza por meio do trabalho: \u2018O trabalho \u00e9 primeiramente um processo que acontece entre o homem e a natureza, um processo em que o homem regula e controla seu metabolismo com a natureza pela media\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o. Ele p\u00f5e em movimento as for\u00e7as naturais de sua pessoa f\u00edsica, bra\u00e7os e pernas, cabe\u00e7a e m\u00e3os, para apropriar-se da mat\u00e9ria natural de uma forma \u00fatil \u00e0 sua pr\u00f3pria vida. Mas, agindo sobre a natureza exterior e modificando-a, ele altera tamb\u00e9m sua pr\u00f3pria natureza.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O T\u00e2misa e ideias sobre os dejetos<\/strong><\/p>\n<p>\u201cPara ele, assim como para Liebig, a incapacidade de restituir ao solo seus nutrientes encontrava sua contrapartida na polui\u00e7\u00e3o das cidades e na irracionalidade dos sistemas de esgoto modernos.\u201d \u201cEm\u00a0<strong><em>O Capital<\/em><\/strong>, ele inclui esta nota:\u2018Em Londres, por exemplo, n\u00e3o se encontrou nada melhor a fazer com o fertilizante proveniente de 4,5 milh\u00f5es de homens do que us\u00e1-lo para empestear, a um enorme custo, o T\u00e2misa.\u201d<\/p>\n<p>\u201cSegundo ele, os \u2018res\u00edduos resultantes das trocas fisiol\u00f3gicas naturais do homem\u2019 deveriam, assim como os dejetos da produ\u00e7\u00e3o industrial e do consumo, serem reintroduzidos no ciclo da produ\u00e7\u00e3o, dentro de um ciclo metab\u00f3lico completo.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O solo irland\u00eas e sustentabilidade ecol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO antagonismo entre cidade e campo e a ruptura metab\u00f3lica a que ele dava origem eram igualmente evidentes em \u00e2mbito mundial: col\u00f4nias inteiras tinham suas terras, seus recursos e seu solo roubados para apoiar a industrializa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses colonizadores.\u201d<\/p>\n<p>\u201cPor um s\u00e9culo e meio\u201d, escreveu Marx, \u2018a Inglaterra indiretamente exportou o solo irland\u00eas, sem mesmo fornecer \u00e0queles que o cultivam os meios de substituir seus componentes.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Preservar para gera\u00e7\u00f5es seguintes<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAo enfatizar a necessidade de preservar a terra para \u2018as gera\u00e7\u00f5es seguintes\u2019, Marx capturou a ess\u00eancia de (uma) ideia contempor\u00e2nea\u00a0<em>(satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gera\u00e7\u00f5es futuras de satisfazer suas pr\u00f3prias necessidades)<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>\u201cPara ele, \u00e9 necess\u00e1rio que a terra seja \u2018consciente e racionalmente tratada como propriedade perp\u00e9tua da coletividade, condi\u00e7\u00e3o inalien\u00e1vel da exist\u00eancia e da reprodu\u00e7\u00e3o das sucessivas gera\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>\u201cAssim, em uma passagem famosa de<em>\u00a0<strong>O Capital<\/strong><\/em>, ele escreveu que, \u2018do ponto de vista de uma organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica superior da sociedade, o direito de propriedade de alguns indiv\u00edduos sobre partes do globo parecer\u00e1 t\u00e3o absurdo como o direito de propriedade de um indiv\u00edduo sobre seu pr\u00f3ximo\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Natureza superando valor de troca<\/strong><\/p>\n<p>\u201cMarx concordava com a opini\u00e3o de economistas liberais que, de acordo com a lei do valor do capitalismo, nenhum valor \u00e9 reconhecido \u00e0 natureza. Como no caso de qualquer mercadoria no capitalismo, o valor do trigo decorre do trabalho necess\u00e1rio para produzi-lo. Mas, para ele, isso apenas refletia a concep\u00e7\u00e3o estreita e limitada da riqueza inerente \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de mercado capitalistas, em um sistema constru\u00eddo em torno do valor de troca.\u201d<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA verdadeira riqueza consistia em valores de uso \u2013 que caracterizam a produ\u00e7\u00e3o em geral, para al\u00e9m de sua forma capitalista. Portanto, a natureza, que contribu\u00eda para a produ\u00e7\u00e3o de valores de uso, era, tal como o trabalho, tamb\u00e9m uma fonte de riqueza.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresentamos aqui duas vis\u00f5es ideol\u00f3gicas, resumidas e adaptadas, sobre a quest\u00e3o ambiental e o futuro da vida humana. 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