{"id":16845,"date":"2022-10-26T23:26:06","date_gmt":"2022-10-27T02:26:06","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/?p=16845"},"modified":"2022-10-26T23:34:38","modified_gmt":"2022-10-27T02:34:38","slug":"a-exploracao-de-marilyn-monroe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/a-exploracao-de-marilyn-monroe\/","title":{"rendered":"A Explora\u00e7\u00e3o de Marilyn Monroe"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Estrelada por Ana de Armas, o filme que reimagina a vida de Marilyn Monroe chegou \u00e0 Netflix em 28 de setembro e trouxe consigo uma carregada bagagem de pol\u00eamicas por tr\u00e1s, dentro e fora das c\u00e2meras.<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Por Sarah Oliveira<\/span><\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_16846\" style=\"width: 458px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-1-BLONDE.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-16846\" class=\"wp-image-16846 \" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-1-BLONDE-424x249.jpeg\" alt=\"\" width=\"448\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-1-BLONDE-424x249.jpeg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-1-BLONDE-212x124.jpeg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-1-BLONDE-768x451.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-1-BLONDE.jpeg 780w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-16846\" class=\"wp-caption-text\">Ana de Armas d\u00e1 a vida a ic\u00f4nica atriz Marilyn Monroe no filme \u2018Blonde\u2019. (Foto: Netflix)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Seguramente n\u00e3o h\u00e1 uma pessoa neste mundo que n\u00e3o conhe\u00e7a o nome Marilyn Monroe e se n\u00e3o conhece, ainda ir\u00e1 conhec\u00ea-la. O triste \u00e9 que esse momento pode ser atrav\u00e9s do horrendo filme de Andrew Dominik, \u2018Blonde\u2019, uma adapta\u00e7\u00e3o da obra hom\u00f4nima de Joyce Carol Oates.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quem nunca se perguntou como era a vida das atrizes hollywoodianas por tr\u00e1s das c\u00e2meras durante os anos dourados da maior ind\u00fastria do cinema? Ind\u00fastria essa que era &#8211; e ainda \u00e9 em sua grande maioria &#8211; comandada por homens brancos ricos e poderosos, cuja reputa\u00e7\u00e3o os precedem devido \u00e0s in\u00fameras den\u00fancias e relatos de diversos tipos de abusos vindo de suas partes. Apesar de ser um questionamento que vive no imagin\u00e1rio de centenas de milh\u00f5es de pessoas, colocar ele em pr\u00e1tica sem o m\u00ednimo de responsabilidade e respeito com a pessoa retratada resulta em uma obra repugnante de se ver do in\u00edcio ao fim &#8211; e este \u00e9 o caso de \u2018Blonde\u2019.<\/span><\/p>\n<h3><strong>A primeira pol\u00eamica<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 mais de 10 anos sendo pensado, o filme de Andrew Dominik s\u00f3 entrou de fato em produ\u00e7\u00e3o em 2019 e desde essa \u00e9poca ele j\u00e1 dava o que falar devido a sua classifica\u00e7\u00e3o indicativa: este seria o primeiro filme proibido para menores de 18 anos produzido e distribu\u00eddo pela Netflix.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Classificado como \u201cNC-17\u201d, que nos EUA \u00e9 tido como o maior n\u00edvel de classifica\u00e7\u00e3o indicativa que uma obra pode ter e consequentemente sofrer mais rejei\u00e7\u00e3o das salas de cinema para exibi-lo, o diretor e a atriz Ana de Armas, que interpreta Marilyn no filme, ficaram surpresos pelo longa receber uma classifica\u00e7\u00e3o indicativa t\u00e3o alta devido ao conte\u00fado sexual presente nele. <\/span><a href=\"https:\/\/observatoriodocinema.uol.com.br\/filmes\/blonde-atriz-explica-por-que-filme-da-netflix-e-tao-explicito\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em uma entrevista,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Ana diz que n\u00e3o entendeu<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u201c<\/span><\/i><em><span style=\"font-weight: 400;\">[&#8230;] por que isso aconteceu. Eu posso te contar uma s\u00e9rie de programas ou filmes que s\u00e3o muito mais expl\u00edcitos e com muito mais conte\u00fado sexual do que Blonde\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Em contrapartida, quando questionado, o diretor disse que <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c[&#8230;] \u00c9 um filme NC-17 sobre Marilyn Monroe, \u00e9 meio que o que voc\u00ea quer, certo? Eu quero ir ver a vers\u00e3o NC-17 da hist\u00f3ria de Marilyn Monroe.\u201d<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mas o que parece \u00e9 que nenhum dos dois entendeu \u00e9 que as cenas desse tipo de conte\u00fado presentes no filme n\u00e3o s\u00e3o \u201capenas\u201d cenas de sexo, s\u00e3o cenas de viol\u00eancia e abuso f\u00edsico, verbal e sexual completamente explicitas e gratuitas contra uma mulher cuja a hist\u00f3ria de abusos \u00e9 amplamente conhecida, ent\u00e3o n\u00e3o, senhor Dominik. Este n\u00e3o \u00e9 o tipo de filme que quero ver sobre Marilyn, principalmente se esse filme vai violar ainda mais uma mulher altamente explorada durante a sua vida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, n\u00e3o \u00e9 somente doloroso aos olhos ver fict\u00edcias cenas de poss\u00edveis viol\u00eancias de todos os tipos \u00e0 Marilyn, ver tamb\u00e9m encena\u00e7\u00f5es de momentos reais em que ela sofreu \u00e9 ainda mais aterrorizante e desconcertante de se assistir, pois esse se torna mais um lembrete ao espectador de que a crueldade contra Marilyn n\u00e3o tem fim e muito menos limites.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Para colaborar com esta mat\u00e9ria, conversamos com as jovens Tatiana Pereira e Alana Sousa, que entram de acordo quando perguntadas sobre o que acham do longa e suas recorrentes viol\u00eancias encenadas contra Monroe no longa. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o consigo imaginar uma inten\u00e7\u00e3o real por tr\u00e1s dessas cenas, nem mesmo como uma vaga representa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica dos anos 50 serve. \u00c9 absolutamente repugnante usar a hist\u00f3ria de vida de Marilyn para reproduzir sandices ficcionais como fatos.\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"><em>,<\/em> diz Alana.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 Tatiana se refere ao filme como<\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\"> \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">um grande desrespeito [com] a Marilyn\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> com<\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\"> \u201ccenas extremamente absurdas que n\u00e3o aconteceram na vida real, [parece que] <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o diretor pegou as cenas mais pesadas do livro e jogou tudo no filme. S\u00e3o quase 3 horas de viol\u00eancia, estupro, aborto, sofrimento, as cenas n\u00e3o tem contexto nenhum, tem cortes sem nexo [&#8230;]\u201d.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> E <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Sousa finaliza: <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAcho <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">que s\u00f3 gastaram dinheiro e tempo num borr\u00e3o imagin\u00e1rio do que seria o mito de Marilyn.\u201d<\/span><\/em><\/p>\n<h3><strong>Enfim \u2018Blonde\u2019<\/strong><\/h3>\n<div id=\"attachment_16847\" style=\"width: 430px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-2-CAPA.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-16847\" class=\"wp-image-16847 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-2-CAPA-420x318.jpeg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-2-CAPA-420x318.jpeg 420w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-2-CAPA-210x159.jpeg 210w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-2-CAPA-768x582.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-2-CAPA.jpeg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-16847\" class=\"wp-caption-text\">Ana de Armas recriando uma capa de revista estampada por Marilyn. (Foto: Netflix)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Seguindo a hist\u00f3ria pensada por Oates em seu livro, o filme segue uma perspectiva fantasiosa de como teria sido a vida da estrela nos bastidores e em sua vida pessoal. Dessa maneira, o longa traz a sua vis\u00e3o de como Marilyn seria nesses aspectos e o resultado n\u00e3o poderia ser mais ofensivo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">[&#8230;] Ele traz elementos bastante irreais e exagerados sobre a vida de Marilyn Monroe, e muitas pessoas n\u00e3o sabem que esse filme n\u00e3o \u00e9 uma cinebiografia e acabam achando que a Marilyn viveu desse jeito, por isso eu critico tanto o lan\u00e7amento desse filme, ele desrespeita a mem\u00f3ria da Marilyn de diversas formas.\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, afirma Tatiana. J\u00e1 Alana, al\u00e9m de criticar a obra dizendo que <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cnos menores dos termos [Blonde] a humilha\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> tamb\u00e9m critica a plataforma de streaming: \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Este filme vem de um meio acostumado a injetar em Marilyn toda e qualquer situa\u00e7\u00e3o de pessoa desequilibrada, mas o fato de ser distribu\u00eddo por uma grande empresa que alcan\u00e7a democraticamente a sociedade est\u00e1 em n\u00edvel elevado dos outros.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> A estudante de biblioteconomia e f\u00e3 de Monroe desde 2017 tamb\u00e9m lamenta dizendo que a Marilyn retratada no longa como \u201cvulgar, triste e desesperada\u201d \u00e9 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;irreal&#8221;<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> e teme <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cque<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> sua persona real perante o grande p\u00fablico jamais seja de fato restaurada\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Durante a maioria das 2 horas e 47 minutos de filme, Marilyn n\u00e3o passa de um objeto tanto nas m\u00e3os dos homens que passaram por ela em cena, quanto nas m\u00e3os e lentes de Andrew Dominik &#8211; que dessa vez ultrapassa todos os limites da sexualiza\u00e7\u00e3o quase centen\u00e1ria de Monroe atrav\u00e9s de sua int\u00e9rprete, a atriz cubana Ana de Armas. Apesar da atriz j\u00e1 ter dito se sentir segura e consciente durante as grava\u00e7\u00f5es com o corpo desnudo, em \u2018Blonde\u2019 \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o se sentir desconfort\u00e1vel com tamanha exposi\u00e7\u00e3o gratuita do corpo de Ana, especialmente nas cenas em que a falta de roupas n\u00e3o faz o menor sentido, mas mais precisamente\u00a0 naquelas em que sua personagem est\u00e1 sendo nada mais que uma esp\u00e9cie de boneca nas m\u00e3os de todos os homens que encontra em seu caminho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m, outro fator que contribui para tanto desconforto em ver De Armas nesses termos, \u00e9 que esta tamb\u00e9m \u00e9 mais uma amostra de como a ind\u00fastria hollywoodiana abusa de mulheres latinas em seus filmes com a sua fixa\u00e7\u00e3o em mostr\u00e1-las como po\u00e7os sem fim de sensualidade e sexualidade, e transform\u00e1-las em objetos &#8211; sim, objetos &#8211; sexuais a partir da sexualiza\u00e7\u00e3o exacerbada e nojenta de seus corpos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, a vis\u00e3o que Dominik traz de Marilyn \u00e9 completamente deturpada. Mesmo lidando com os seus problemas pessoais reais, Monroe era sempre lembrada como algu\u00e9m vibrante, com senso de humor, uma mulher realmente geniosa e inteligente, por\u00e9m, neste filme, a impress\u00e3o que temos dela \u00e9 de algu\u00e9m sempre \u00e1 beira da instabilidade, t\u00e3o assombrada pelos momentos ruins de sua vida que parece estar h\u00e1 um passo de implodir em sua pr\u00f3pria loucura.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Neste filme <\/span><a href=\"https:\/\/www.revistalofficiel.com.br\/pop-culture\/ana-de-armas-diz-que-foi-assombrada-por-marilyn-monroe\"><span style=\"font-weight: 400;\">nem os lugares por qual viveu<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> foram poupados. A produ\u00e7\u00e3o utilizou as casas onde a estrela morou quando mais nova e a casa onde veio \u00e1 \u00f3bito como cen\u00e1rios de grava\u00e7\u00e3o, mostrando mais uma vez que nem os ambientes que ela frequentou foram minimamente preservados, tornando-os <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201ca cereja do bolo\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> que desrespeita o legado e a mem\u00f3ria de Monroe.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_16848\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-3-ANA-E-DOMINIK.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-16848\" class=\"wp-image-16848 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-3-ANA-E-DOMINIK-424x239.jpeg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"239\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-3-ANA-E-DOMINIK-424x239.jpeg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-3-ANA-E-DOMINIK-212x119.jpeg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-3-ANA-E-DOMINIK-768x432.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-3-ANA-E-DOMINIK.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-16848\" class=\"wp-caption-text\">Dominik e De Armas no set. (Foto: Netflix\/Matt Kennedy)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em meio a tantas coisas horr\u00edveis, h\u00e1 duas coisas boas de se destacar na produ\u00e7\u00e3o: o figurino e a atua\u00e7\u00e3o de Ana de Armas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Diferentemente da fotografia que intercala entre o colorido e o preto e branco exalando uma energia de \u2018<strong><em>Oscar Bait<\/em><\/strong>\u2019 &#8211; termo usado para designar filmes parecem ter sido feitos exclusivamente com o intuito de concorrer \u00e0 premia\u00e7\u00e3o do Oscar &#8211; irritante e enjoativa, o figurino \u00e9 de longe a melhor parte da produ\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da obra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/vogue.globo.com\/cultura\/filmes\/noticia\/2022\/09\/blonde-marilyn-monroe-entrevista-figurinista-jennifer-johnson.ghtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em entrevista \u00e0 Vogue<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, a figurinista Jennifer Johnson diz que sentiu uma enorme responsabilidade em recriar e n\u00e3o imitar os looks usados por Monroe originalmente para o filme, devido a qualidade e o design inteligentes que as pe\u00e7as possu\u00edam. Al\u00e9m disso, Johnson tamb\u00e9m tomou a liberdade de dar uma \u201catualizada\u201d em algumas pe\u00e7as &#8211; como o cl\u00e1ssico suti\u00e3 com formato pontudo dos anos 50 &#8211; para parecem mais naturais e menos caricatos e isso, de fato, trouxe um toque interessante e moderno para o figurino, pois o aproximava dos tempos atuais sem deixar de manter a ess\u00eancia vintage dos modelos.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_16849\" style=\"width: 216px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-4-CROQUI.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-16849\" class=\"wp-image-16849 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-4-CROQUI-206x318.jpeg\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-4-CROQUI-206x318.jpeg 206w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-4-CROQUI-103x159.jpeg 103w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-4-CROQUI-768x1187.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-4-CROQUI.jpeg 984w\" sizes=\"auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-16849\" class=\"wp-caption-text\">Croqui conceitual de uma dos figurinos para Ana. (Foto: Vogue\/Cortesia Netflix)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Com um papel que certamente \u00e9 um grande marco em sua carreira, a atua\u00e7\u00e3o da cubana Ana de Armas \u00e9 definitivamente o ponto alto do filme, n\u00e3o pelo o que est\u00e1 sendo retratado, mas pela maneira que ela executa as emo\u00e7\u00f5es e as atitudes de sua personagem &#8211; que se pertencesse a uma hist\u00f3ria original, n\u00e3o baseada nas viv\u00eancias de uma pessoa real que est\u00e1 sendo explorada pela mil\u00e9sima vez, com certeza seria pass\u00edvel de uma exalta\u00e7\u00e3o excepcional, por\u00e9m, infelizmente, este n\u00e3o \u00e9 o caso. Contudo, ainda sim, a interpreta\u00e7\u00e3o dedicada da atriz cubana \u00e9 um dos \u00fanicos pontos que geram um m\u00ednimo de interesse do espectador em continuar a assistir o longa, por\u00e9m at\u00e9 a recep\u00e7\u00e3o deste fator \u00e9 discut\u00edvel. Enquanto Tatiana diz que De Armas estava <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c[&#8230;] impec\u00e1vel em sua performance\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> e que <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c[&#8230;] conseguia ver a Marilyn nela em algumas cenas que replicaram os filmes<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">dela [Monroe]\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, Alana responde que n\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cdiria que ela [de Armas] se parece com Marilyn, mas para um roteiro que a vitimiza, a explora e a esvazia de si mesma, ela fez um \u00f3timo trabalho.\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> Na fala das duas jovens vemos uma dualidade que tamb\u00e9m se instaurou no grande p\u00fablico que, da mesma maneira h\u00e1 quem diga que De Armas foi a \u00fanica pessoa que trouxe algo bom de Monroe para o longa, h\u00e1 outros que digam que ela n\u00e3o fez nada al\u00e9m do que o seu trabalho normalmente, que j\u00e1 \u00e9 de extrema qualidade, mas sem grandes enaltecimentos.<\/span><\/p>\n<h3><strong>Os ataques de Dominik<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de realizar uma obra grotesca e vulgar, que Tatiana define como um filme que <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cn\u00e3o tem hist\u00f3ria, \u00e9 s\u00f3 Marilyn sofrendo\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, Andrew Dominik tamb\u00e9m entrega um show de misoginia ao falar de Monroe, seu legado e do filme em entrevistas.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_16851\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-5-GRAVACOES.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-16851\" class=\"wp-image-16851 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-5-GRAVACOES-424x283.jpeg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-5-GRAVACOES-424x283.jpeg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-5-GRAVACOES-212x141.jpeg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-5-GRAVACOES-768x512.jpeg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-5-GRAVACOES.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-16851\" class=\"wp-caption-text\">Andrew Dominik dirigindo Ana de Armas durante as replica\u00e7\u00f5es das cenas de Monroe em um de seus cl\u00e1ssicos. (Foto: Netflix\/Matt Kennedy)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Durante o per\u00edodo de divulga\u00e7\u00e3o do longa, o diretor neozeland\u00eas despejou in\u00fameras falas repulsivas e machistas quando falava de Marilyn &#8211; a verdadeira, n\u00e3o a que ele inventou e insiste em dizer que \u00e9 a \u201creal\u201d &#8211; e de sua contribui\u00e7\u00e3o para o cinema.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em entrevista para o site do <\/span><a href=\"https:\/\/www.bfi.org.uk\/sight-and-sound\/interviews\/im-not-interested-reality-im-interested-images-andrew-dominik-blonde\"><span style=\"font-weight: 400;\">British Film Institute<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (BF1), uma das falas de Andrew Dominik sobre a atriz chamou a aten\u00e7\u00e3o. Quando questionado sobre o que seu filme iria tratar, ele diz que o longa n\u00e3o iria olhar para seu legado, mas sim para o fato de que <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cela tinha tudo que a sociedade diz que \u00e9 desej\u00e1vel [&#8230;] ela tinha tudo. E se matou.\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> e que para ele, isso era o mais importante de tudo e n\u00e3o o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cresto\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; vulgo seu trabalho -, pois <em>\u201c<\/em><\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o s\u00e3o momento de for\u00e7a\u201d<\/span><\/em><i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> Ele at\u00e9 emenda dizendo que <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cok, ela arrancou o controle dos homens no est\u00fadios, porque [voc\u00ea sabe] as mulheres s\u00e3o t\u00e3o poderosas quanto os homens\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, mas que olhar atrav\u00e9s dessa lente n\u00e3o era interessante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Simplesmente n\u00e3o tenho palavras para explicar o qu\u00e3o homem &#8211; com o menor dos \u201cH\u2019s\u201d &#8211; voc\u00ea tem que ser para achar fantasias e teorias descabidas a respeito de uma mulher sejam mais interessantes que do seu trabalho e tantos outros grandes e impactantes feitos realizados em vida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Quando divulgou a entrevista em suas redes, a jornalista Christina Newland, tamb\u00e9m <\/span><a href=\"https:\/\/hollywoodforevertv.com.br\/noticias\/filmes\/blonde-diretor-e-exposto-apos-falar-mal-de-filmes-da-marilyn-monroe.phtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">postou um trecho<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; que foi retirado da publica\u00e7\u00e3o final &#8211; de sua entrevista com o diretor, onde ele primeiramente diz que Marilyn se tornou um <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201citem cultural e est\u00e1 em um monte de filmes que ningu\u00e9m v\u00ea [&#8230;]\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> e no final questiona: <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Algu\u00e9m assiste os filme da Marilyn Monroe?\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. Em resposta, Newland disse que ela e suas amigas assistem aos filmes e que o longa \u2018Os Homens Preferem As Loiras\u2019 era um que elas sempre assistiam. Quando perguntada por Dominik sobre o que este filme era sobre, a jornalista d\u00e1 a sua vis\u00e3o dizendo que \u00e9 <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201csobre uma vis\u00e3o de mundo, [&#8230;] um tanto quanto c\u00ednica, sobre homens e g\u00eanero e como isso se relaciona com o que as jovens mulheres gostam [&#8230;]\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. Em contrapartida, o diretor rebate dizendo que o filme \u00e9<\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\"> \u201cc\u00ednico sobre as mulheres tamb\u00e9m\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> e Newland at\u00e9 concorda com a coloca\u00e7\u00e3o, por\u00e9m completa dizendo que o longa tamb\u00e9m \u00e9 <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cuma fantasia, \u00e9 glamuroso\u201d<\/span><\/em><i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> Dominik retruca a fala sobre o longa ser glamuroso, questionando a jornalista mais uma vez: <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPor qu\u00ea? Por que elas est\u00e3o bem vestidas?\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, Christina concorda, e por fim, o neozeland\u00eas faz a sua \u00faltima fala: \u201cElas s\u00e3o vadias bem vestidas. N\u00e3o sei\u201d, mostrando claramente um posicionamento contr\u00e1rio ao da entrevistadora.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Todas essas declara\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais do que suficientes para perceber que, em nenhum momento, Andrew Dominik possui qualquer m\u00ednimo de respeito por Marilyn Monroe. S\u00e3o s\u00f3 mais provas, al\u00e9m de seu horrendo filme, de que ele, assim como v\u00e1rios outros homens, apenas quis lucrar usando a imagem de Marilyn &#8211; e dessa vez com mentiras e fantasias desrespeitosas como respaldo para explorar ainda mais a atriz, seu trabalho e sua vida.<\/span><\/p>\n<h3><strong>Marilyn por fim<\/strong><\/h3>\n<div id=\"attachment_16852\" style=\"width: 326px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-6-MARILYN.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-16852\" class=\"wp-image-16852 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-6-MARILYN-316x318.jpeg\" alt=\"\" width=\"316\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-6-MARILYN-316x318.jpeg 316w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-6-MARILYN-158x159.jpeg 158w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-6-MARILYN-80x80.jpeg 80w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-6-MARILYN.jpeg 591w\" sizes=\"auto, (max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-16852\" class=\"wp-caption-text\">Marilyn em uma sess\u00e3o de fotos em 1957. (Foto:Getty Images\/Shaw Family Archive)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Como dito pela entrevistada Alana, a obra de Andrew Dominik n\u00e3o passa de nada al\u00e9m de uma<\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\"> \u201cclara inten\u00e7\u00e3o de destruir e desumanizar\u201d<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> a imagem de Marilyn atrav\u00e9s de um trabalho em que <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c[&#8230;] represent\u00e1-la n\u00e3o passa de uma explora\u00e7\u00e3o grotesca que reflete mais em quem ele [Dominik] \u00e9 do que em quem Monroe foi.\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em suma, \u2018Blonde\u2019 \u00e9 a mais nova forma de explora\u00e7\u00e3o de Marilyn Monroe. De sua imagem, de sua pessoa, de sua vida, de seu sofrimento, de sua morte. Uma explora\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou enquanto ela estava come\u00e7ando o seu caminho na ind\u00fastria, que se intensificou de maneira absurda quando ela se consolidou como o rosto de Hollywood e que agora foi para n\u00edveis estratosf\u00e9ricos gra\u00e7as a vis\u00e3o nojenta de um diretor que, assim como v\u00e1rios outros, apenas fez uso de sua imagem por lucro, sem se importar com a sua pessoa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Esse \u00e9 mais um exemplo de que Marilyn Monroe n\u00e3o possui um minuto de paz &#8211; nem mesmo em seu descanso.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estrelada por Ana de Armas, o filme que reimagina a vida de Marilyn Monroe chegou \u00e0 Netflix em 28 de setembro e trouxe consigo uma carregada bagagem de pol\u00eamicas por tr\u00e1s, dentro e fora&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":587,"featured_media":16846,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[324,438],"tags":[],"class_list":["post-16845","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-criticaseresenhas","category-em-pauta-noticias"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2022\/10\/IMAGEM-1-BLONDE.jpeg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p6Xvzq-4nH","jetpack-related-posts":[{"id":15342,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/a-pequena-norma-grande-marilyn\/","url_meta":{"origin":16845,"position":0},"title":"A pequena Norma, grande Marilyn","author":"Em Pauta","date":"10\/05\/2022","format":false,"excerpt":"A vida e a morte da maior estrela do cinema, Marilyn Monroe, volta aos holofotes em 2022 em um novo document\u00e1rio com novas informa\u00e7\u00f5es sobre a estrela diretamente daqueles que foram pr\u00f3ximos \u00e0 ela em seus 36 anos de vida. 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