{"id":14822,"date":"2021-10-29T20:15:51","date_gmt":"2021-10-29T23:15:51","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/?p=14822"},"modified":"2021-10-29T20:48:40","modified_gmt":"2021-10-29T23:48:40","slug":"o-agronegocio-esta-nos-matando-e-precisamos-fazer-algo-sobre-isso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/o-agronegocio-esta-nos-matando-e-precisamos-fazer-algo-sobre-isso\/","title":{"rendered":"O agroneg\u00f3cio est\u00e1 nos matando e precisamos fazer algo sobre isso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\" align=\"right\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\"><em>Por: Maria Clara Morais Sousa \/ Em Pauta<\/em><br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_14830\" style=\"width: 1900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/capa.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-14830\" class=\"wp-image-14830 size-full\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/capa.png\" alt=\"\" width=\"1890\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/capa.png 1890w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/capa-424x215.png 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/capa-212x108.png 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/capa-768x390.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/capa-1536x780.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1890px) 100vw, 1890px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-14830\" class=\"wp-caption-text\">Agroneg\u00f3cio e pecu\u00e1ria. Uma dupla que amea\u00e7a o ambiente nacional. Montagem com imagens de Claudio Correia pelo Pixabay e Pixabay \/ Em Pauta<\/p><\/div>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">O agroneg\u00f3cio, mesmo nocivo para o planeta, \u00e9 um dos pilares essenciais na economia brasileira e na dieta da popula\u00e7\u00e3o. Quando o aumento da carne impacta a sociedade e as informa\u00e7\u00f5es dos males causados por essa ind\u00fastria chegam a m\u00eddia n\u00e3o seria necess\u00e1rio repensar o consumo de carne e derivados de animais? A reportagem do Em Pauta mergulhou fundo nesta pol\u00eamica.<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<h2 align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: large\"><b>A alta no pre\u00e7o da carne<\/b><\/span><\/span><\/h2>\n<p align=\"justify\">\u201c<span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">T\u00e1 tudo muito caro gente!\u201d relata uma mulher na feira de s\u00e1bado de manh\u00e3 de Pelotas. Os outros clientes e os vendedores concordam com a cabe\u00e7a. A crise atingiu a todos. Em meio a uma pandemia mal administrada e uma crise fiscal o Brasil enfrenta uma das piores momentos da hist\u00f3ria e, embora o Rio Grande do Sul tenha uma das menores taxas de desemprego do pa\u00eds \u2013 8% segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios &#8211; Cont\u00ednua (PNAD-C) \u2013 ele ainda possui a cesta b\u00e1sica mais cara do Brasil (R$ 656,92).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">O alimento mais caro dessa cesta b\u00e1sica \u00e9 o mais conhecido pelo ga\u00facho: a carne. Segundo o Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), a carne bovina aumentou em 35,21% de agosto do ano passado at\u00e9 agosto desse ano devido ao aumento da exporta\u00e7\u00e3o, alta no pre\u00e7o das commodities, crise fiscal, crise pol\u00edtica e n\u00famero menor de animais para abate. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">O N\u00facleo de Estudos em Sistemas de Produ\u00e7\u00e3o de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da UFRGS relatou que a China vinha aumentando em at\u00e9 6,9% a importa\u00e7\u00e3o de carne brasileira de 2020 at\u00e9 2021. Por\u00e9m, em 4 de setembro, os chineses pararam de importar carne do Brasil, por conta de dois casos da doen\u00e7a da vaca louca. No caso da carne ga\u00facha, a China importou 58,7% de toda a exporta\u00e7\u00e3o do Estado sendo o maior comprador do produto do Rio Grande do Sul. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Com a alta dos pre\u00e7os das commodities (mercadoria) \u00e9 dif\u00edcil para o produtor comprar os insumos necess\u00e1rios como o adubo e a ra\u00e7\u00e3o feita a base de soja para alimentar o gado e, al\u00e9m disso, arcar com todo o transporte sem repasses esse pre\u00e7o para o consumidor. Eder Luis Celestino Scheunemann, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Pelotas, afirma que \u201cpara o nosso produtor o custo mais que dobrou, o pr\u00f3prio \u00f3leo diesel que \u00e9 uma coisa que movimenta o pa\u00eds, desde o frete, desde o trator, o custo total mais que dobrou de pre\u00e7o n\u00e9\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<h2 align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: large\"><b>Brasil, um pa\u00eds em apuros<\/b><\/span><\/span><\/h2>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Marcelo Oliveira de Passos, economista e professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), tem uma explica\u00e7\u00e3o para o aumento do pre\u00e7o dos alimentos. Segundo ele, <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">v\u00e1rias commodities que o Brasil produz est\u00e3o sendo muito exportadas. &#8220;Ent\u00e3o, o produtor tem que produzir mais, tem que gastar mais com fertilizante e n\u00e3o tem ali condi\u00e7\u00e3o de expandir sua produ\u00e7\u00e3o rapidamente. Ent\u00e3o isso aumenta pre\u00e7os tamb\u00e9m. Ele tem que repassar esse aumento do pre\u00e7o dos fertilizantes para o seu produto final ent\u00e3o tem essa press\u00e3o sobre os pre\u00e7os, infla\u00e7\u00e3o de custos. O outro fator s\u00e3o combust\u00edveis. O pre\u00e7o do petr\u00f3leo subiu tamb\u00e9m, o d\u00f3lar subiu tamb\u00e9m. Isso tamb\u00e9m impacta diretamente nos pre\u00e7os de v\u00e1rios produtos<i>.<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Passos afirma que a crise fiscal atual come\u00e7ou em 2019 com as isen\u00e7\u00f5es fiscais do governo Dilma: \u201celes motivaram uma s\u00e9rie de isen\u00e7\u00f5es fiscais, isen\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e aumentaram a despesa p\u00fablica ent\u00e3o o governo perdeu receita e aumentou despesa e gerou d\u00e9ficits que aumentaram muito a d\u00edvida bruta e os juros tiveram que aumentar tamb\u00e9m e, assim, os investimentos ca\u00edram\u201d explica o economista.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Para o professor da UFPEL, a crise atual tamb\u00e9m se relaciona com a infla\u00e7\u00e3o de oferta. Esta ocorre quando o equil\u00edbrio entre oferta e procura se desestabiliza. E isso ocorreu devido a pandemia, o que for\u00e7ou algumas empresas a pararem sua produ\u00e7\u00e3o e outras dobrarem a produ\u00e7\u00e3o. Dessa forma enquanto algumas empresas est\u00e3o com estoques acumulados outras n\u00e3o est\u00e3o conseguindo produzir o bastante para a popula\u00e7\u00e3o, o que gera um aumento do pre\u00e7o dos produtos. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Outro fator que influencia a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, a atitude negacionista e a mal administra\u00e7\u00e3o do Ministro da Economia Paulo Guedes que gerou efeitos diretos na desvaloriza\u00e7\u00e3o do real e, consequentemente, na infla\u00e7\u00e3o e aumento do pre\u00e7o dos alimentos, \u201cInstabilidade pol\u00edtica gera desconfian\u00e7a a desconfian\u00e7a gera menos investimento, menos ingresso de recurso do exterior e a\u00ed o c\u00e2mbio fica depreciado\u201d afirma Marcelo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Com o pre\u00e7o alto da carne foi necess\u00e1rio para parte da popula\u00e7\u00e3o trocar carne de boi por frango. Jonatan Soares Moreira, estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), relata que \u201csubstituir a carne por ovo e frango \u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o, por\u00e9m a economia n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o percept\u00edvel\u201d. Mesmo que algumas ainda tiveram o privil\u00e9gio de continuar comendo como antes e gastar mais enquanto as classes mais pobres batalham para pagar conta de luz, internet, energia, g\u00e1s e alimenta\u00e7\u00e3o com 400 reais do aux\u00edlio emergencial do governo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Atualmente, os dados da Data Folha (agosto de 2021) apontam que 67% dos brasileiros diminu\u00edram ou cortaram seu consumo de carne bovino. Como \u00e9 poss\u00edvel explicar que o maior rebanho de gado bovino do mundo n\u00e3o seja capaz de alimentar sua pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o? Excluindo quest\u00f5es econ\u00f4micas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel e essencial pensar em como o agroneg\u00f3cio funciona e trabalha numa quest\u00e3o ambiental e social.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Escute abaixo \u00e1udio com a entrevista do economista Marcelo Oliveira de Passos<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-14822-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/audio-marcelo-economista.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/audio-marcelo-economista.mp3\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/audio-marcelo-economista.mp3<\/a><\/audio>\n<h3 align=\"justify\"><\/h3>\n<h2 align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: large\"><b>O agroneg\u00f3cio, lucrando em nos matar<\/b><\/span><\/span><\/h2>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">No segundo trimestre desse ano o agroneg\u00f3cio representava 22% dos empregos formais do Rio Grande do Sul e em 2020 ele era respons\u00e1vel por 26,5% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Sua import\u00e2ncia \u00e9 ineg\u00e1vel por\u00e9m seus efeitos para o meio ambiente tamb\u00e9m s\u00e3o importantes de analisar.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Infografico-agronegocio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-14823\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Infografico-agronegocio.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"2000\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Infografico-agronegocio.jpg 800w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Infografico-agronegocio-127x318.jpg 127w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Infografico-agronegocio-64x159.jpg 64w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Infografico-agronegocio-768x1920.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Infografico-agronegocio-614x1536.jpg 614w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">(Infogr\u00e1ficos: Maria Clara Morais Sousa\/ Em Pauta)<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Existem muitas pesquisas que apontam as consequ\u00eancias ambientais do agroneg\u00f3cio e o modelo extrativista \u2013 agravamento do aquecimento global, desmatamento, gasto abrupto de \u00e1gua e todo o desequil\u00edbrio ambiental de s\u00f3 extrair da natureza s\u00e3o exemplos. Quando se trata das quest\u00f5es sociais \u00e9 preciso analisar como a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio na Amaz\u00f4nia legal est\u00e1 causando mortes por conflitos agr\u00e1rios \u2013 principalmente de comunidades ind\u00edgenas \u2013 queimadas n\u00e3o est\u00e3o matando s\u00f3 animais e plantas, tamb\u00e9m matam seres humanos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Dados da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) apontam que ano passado 914 mil pessoas morreram em conflitos agr\u00e1rios em \u00e1reas maiores a 77 milh\u00f5es hectares, sendo 41,6% dessas pessoas eram ind\u00edgenas e 34,87% dos agressores eram \u201cfazendeiros\u201d. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">\u00c9 cruel e injusto pensar 80% das crian\u00e7as famintas vivem em pa\u00edses onde alimentos s\u00e3o administrados aos animais e que boa parte da produ\u00e7\u00e3o de soja e milho do mundo v\u00e3o para alimentar animais de consumo humano ao inv\u00e9s de ir direto para a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o evitando todos os danos e crueldades do agroneg\u00f3cio.<\/span><\/span><\/p>\n<h2 align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: large\">Agricultura familiar, uma forma sustent\u00e1vel de consumir<\/span><\/span><\/h2>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Para o representante do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Pelotas (STR), \u00c9der Scheumann, a participa\u00e7\u00e3o da agricultura familiar \u00e9 quem tem o papel de alimentar a sociedade brasileira. Confira no v\u00eddeo abaixo a fala de \u00c9der:<\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"width: 1920px;\" class=\"wp-video\"><video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-14822-1\" width=\"1920\" height=\"1080\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/video-eder.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/video-eder.mp4\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/video-eder.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">As feiras-livres s\u00e3o os locais onde muitas pessoas tem a oportunidade de pagar um pouco menos e se alimentar bem. Lais Regina de Castro, dona de casa de 32 anos, diz que seu modo de economizar \u00e9 \u201ctentar pegar os dias de feira\u201d. J\u00e1 o servidor p\u00fablico Franco Kuhn tenta \u201cescolher dias de promo\u00e7\u00e3o n\u00e9, o dia da feira que tem um pre\u00e7o menor\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel apontar para onde ou como \u00e9 produzido os alimentos desses produtores, por\u00e9m pode-se afirmar que a agricultura familiar \u00e9 caracterizada por pequenos propriet\u00e1rios rurais em terra m\u00e9dias ou pequenas utilizando uma m\u00e3o de obra familiar e, normalmente, n\u00e3o fazem a monocultura \u2013 planta\u00e7\u00e3o de apenas um gr\u00e3o, como soja ou milho, que costuma prejudicar o solo. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">E mesmo com pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis o agricultor familiar tamb\u00e9m sente o aumento do pre\u00e7o devido a infla\u00e7\u00e3o e a situa\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio. Oseias Wickboldt, vendedor na feira-livre de Pelotas, conta que \u201cA gente tem que produzir mais para ganhar aquilo que ganhava uns dois, tr\u00eas anos atr\u00e1s\u201d e relata perda de clientes, especialmente pela pandemia. Ele menciona que o pre\u00e7o do \u00f3leo diesel afetou muito seu trabalho. \u201cO produtor n\u00e3o est\u00e1 ganhando dinheiro, o produto sobe mas o custo dele est\u00e1 t\u00e3o alto que acaba morrendo no caminho ali&#8221; afirma Eder Scheumann.<\/span><\/span><\/p>\n<h2 align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: large\"><b>A expans\u00e3o de n\u00e3o comer carne<\/b><\/span><\/span><\/h2>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Outra op\u00e7\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o sem dinheiro tem sido parar de comer carne. J\u00e1 seriam 75% da popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha optou por n\u00e3o consumir estes produtos, segundo dados da Data Folha, em pesquisa publicada no jornal Folha de SP, em agosto de 2021. Por\u00e9m, o simples corte pode trazer problemas de sa\u00fade. Assim, ainda h\u00e1 a necessidade de substituir e balancear a dieta para conter todos os nutrientes necess\u00e1rio \u2013 o que acaba n\u00e3o sendo feito por falta de conhecimento de grande parte das classes com menos poder aquisitivo.E, \u00e9 ai que surgem as novidades e modos distintos de se alimentar. Um dos mais falados \u00e9 o veganismo e o vegetarianismo.<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Ainda h\u00e1 uma vis\u00e3o muito deturpada do que \u00e9 o veganismo e o vegetarianismo, os termos s\u00e3o confundidos, muitos acreditam ser um consumo caro e as opini\u00f5es divergem entre ser algo super saud\u00e1vel ou, at\u00e9, nada saud\u00e1vel. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Tipos-de-dietas-vegetarianas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-14824\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Tipos-de-dietas-vegetarianas.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Tipos-de-dietas-vegetarianas.jpg 800w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Tipos-de-dietas-vegetarianas-236x318.jpg 236w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Tipos-de-dietas-vegetarianas-118x159.jpg 118w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2021\/10\/Tipos-de-dietas-vegetarianas-768x1037.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">O veganismo surgiu como terminologia em 1944, na Inglaterra, criado por Ivan Di Simoni. Atualmente, segundo dados do IBOPE em pesquisa realizada a pedido da Sociedade Vegetariana Brasileira, de 2017 a 2018, existem 5 a 7 milh\u00f5es veganos no Brasil. A defini\u00e7\u00e3o pela Vegan Society de veganismo \u00e9: \u201cmodo de viver que busca excluir na medida do poss\u00edvel e pratic\u00e1vel todas as formas de explora\u00e7\u00e3o e crueldade animal incluindo vestu\u00e1rio, alimenta\u00e7\u00e3o, cosm\u00e9ticos, entre outros\u201d. Por se tratar de uma movimento pol\u00edtico \u2013 n\u00e3o sendo completamente ligado apenas a alimenta\u00e7\u00e3o \u2013 existem v\u00e1rias vertentes do veganismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Segundo a pesquisa IBOPE, a ind\u00fastria aliment\u00edcia vegana cresceu 20% chegando a 33 milh\u00f5es de d\u00f3lares no mundo. Zelinda Lima, uma das donas do restaurante Picanhas Grill Veg de Porto Alegre, comenta \u201cEu acho que o mercado de comidas veganas tem crescido ao longo do tempo e tem crescido bastante e vai crescer mais. A demanda est\u00e1 crescendo as pessoas t\u00e3o se adequando a essa nova alimenta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">O que mais motiva as pessoas a virarem vegetarianas e\/ou veganas \u00e9 a quest\u00e3o ambiental As alega\u00e7\u00f5es passam pela s\u00e9rie de males que o agroneg\u00f3cio causa ao meio ambiente e a crueldade de como os animais s\u00e3o tratados por ind\u00fastrias que lucram em cima do sofrimento animal. Assim, certas pessoas preferem n\u00e3o ser coniventes a essas atitudes. A pesquisa feita pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUCRS) indicou que das 250 pessoas entrevistadas 86,3% aderiram ao vegetarianismo pela causa ambiental e 80,8% pelo fim da crueldade animal.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Dona do neg\u00f3cio Burguer da Verde, Ta\u00edssa Viana, acredita que esse mercado em expans\u00e3o se deve exatamente pelas pessoas estarem criando uma \u201cconsci\u00eancia coletiva de entender os impactos que a pecu\u00e1ria tem no meio ambiente\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<h2 align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: large\"><b>Ser vegano \u00e9 caro?<\/b><\/span><\/span><\/h2>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Apesar de o veganismo e o vegetarianismo terem crescido ainda h\u00e1 relatos de pessoas que n\u00e3o encontram alimentos ou acham alimentos veganos caros. A ind\u00fastria est\u00e1 se adaptando ao novo mercado trazendo vers\u00f5es alternativas para carnes e comidas ultraprocessadas e conhecidas pela popula\u00e7\u00e3o, por\u00e9m a nutri\u00e7\u00e3o as vezes \u00e9 deixada de lado.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">A dona da marmitaria Veganita Vegg, Maria Elena Bento Garcia, alerta: \u201co mercado est\u00e1 adaptando seus produtos de origem animal para produtos aliment\u00edcios industriais veganos para continuar lucrando, em alguns momentos segue esquecendo da import\u00e2ncia de alimentos ricos em nutrientes e por isso devemos tomar cuidado aos ingredientes quando comprarmos algo embalado.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Dessa forma, o veganismo popular tem a ideia de democratizar as informa\u00e7\u00f5es sobre o veganismo de forma a mostrar que o argumento que ser vegano \u00e9 caro \u00e9 err\u00f4neo, diminuir o elitismo e o racismo da comunidade vegana e trazer conhecimento sobre a forma que natureza \u00e9 tratada n\u00e3o s\u00f3 por grandes empresas, mas como a sociedade humana no geral.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Pamela Stocker, idealizadora do Coletivo Ecofeminista Pandora, diz que o veganismo popular busca \u201colhar para todo o ciclo e trajet\u00f3ria de produ\u00e7\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o e consumo&#8221;. Para Pamela, a busca \u00e9 priorizar a agricultura familiar, apoiar os pequenos produtores e a reforma agr\u00e1ria, fortalecendo aqueles que realmente trabalham para colocar comida na mesa dos brasileiros. E mais do que isso: &#8220;o veganismo popular tamb\u00e9m est\u00e1 atento \u00e0 explora\u00e7\u00e3o humana, pois entende que n\u00e3o haver\u00e1 liberta\u00e7\u00e3o animal enquanto n\u00e3o houver justi\u00e7a social\u201d &#8211; explica Pamela, entusiasmada.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Assim, h\u00e1 pouco conhecimento, principalmente para pessoas de classes mais baixas, do qu\u00e3o simples \u00e9 ser vegano. Alimentos como arroz, feij\u00e3o, legumes, frutas, verduras e gr\u00e3os j\u00e1 s\u00e3o naturalmente veganos e, existe uma diversidade enorme de como us\u00e1-los. Nomes de pessoas e estabelecimentos como Lu\u00edsa Motta (Larica Vegana), Vegano Perif\u00e9rico, Vegana Pr\u00e1tica, Vegano Vitor, Veg com carinho, Sarah Trindade, Coma Veggy, Imagine Veggy e muitos outros tentam desmistificar essa vis\u00e3o deturpada que o veganismo \u00e9 dif\u00edcil e caro.<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<h2 align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: large\"><b>Ideologia carnista e especismo<\/b><\/span><\/span><\/h2>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Existem muitas quest\u00f5es ligadas ao veganismo, uma delas \u00e9 a quest\u00e3o do especismo. O especismo \u00e9 a palavra sobre a vis\u00e3o selecionadora que temos para qual animal sentir empatia e quais n\u00e3o. A ideia de que um cachorro n\u00e3o pode ser morto mas uma vaca ou porco podem \u00e9 o questionamento que o especismo traz. An\u00e1logo a essa quest\u00e3o existe a pergunta de por que s\u00e3o negadas a dignidade de animais para consumo humano a ponto de seus corpos serem nomeados de forma a demonstrar que aquilo n\u00e3o \u00e9 um animal vivo apenas um peda\u00e7o de carne feito para consumo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">A ideologia carnista nos for\u00e7a a comer carne sem nenhuma reflex\u00e3o \u00e9tica, ambiental ou pol\u00edtica apenas nos dando consumir e maltratar certos animais como regra sem espa\u00e7o para questionamento e dessa forma num \u201cpiloto autom\u00e1tico\u2019 as pessoas v\u00e3o seguindo o parece ser \u201ccerto\u201d segundo a cultura que est\u00e3o inseridas. O veganismo vem para repensar isso. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Para a influenciadora digital Mariana Godward o come\u00e7o da caminhada para uma vida mais sustent\u00e1vel \u00e9 exatamente isso: repensar suas atitudes e como elas afetam todo o ecossistema e n\u00e3o apenas voc\u00ea e seu c\u00edrculo social. \u201cAcredito fortemente que o primeiro passo \u00e9 dar um &#8220;passo para tr\u00e1s&#8221;, olhar para todos os nosso h\u00e1bitos e pensar: o que posso eliminar e o que posso fazer melhor? &#8211; indaga Mariana.<\/span><\/span><\/p>\n<h2 align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: large\"><b>Alternativas de salva\u00e7\u00e3o<\/b><\/span><\/span><\/h2>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">Agricultura familiar e o vegetarianismo\/veganismo s\u00e3o alternativas importantes para rebater o estrago que o agroneg\u00f3cio est\u00e1 fazendo com o meio ambiente.\u00a0 Al\u00e9m disso, nesse momento t\u00e3o cr\u00edtico da crise fiscal brasileira, com o aumento abusivo dos pre\u00e7os da carne fica ainda mais imprescind\u00edvel as pessoas compreenderem formas alternativas saud\u00e1veis para a dieta on\u00edvora pensando n\u00e3o s\u00f3 em quest\u00f5es econ\u00f4micas mas tamb\u00e9m quest\u00f5es \u00e9ticas.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c<span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"font-size: medium\">A gente t\u00e1 ajudando o planeta a se erguer a se recuperar n\u00e9 e claro que isso n\u00e3o vai ser em 5, 10, 15, 20 anos n\u00e9 mas se a gente fizer agora a gente vai deixar um futuro melhor para netos, bisnetos e a futura gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o que vai vir pela frente n\u00e9\u201d diz Zelinda Lima.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Maria Clara Morais Sousa \/ Em Pauta O agroneg\u00f3cio, mesmo nocivo para o planeta, \u00e9 um dos pilares essenciais na economia brasileira e na dieta da popula\u00e7\u00e3o. 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