{"id":11239,"date":"2018-09-07T14:21:24","date_gmt":"2018-09-07T17:21:24","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/?p=11239"},"modified":"2018-09-07T14:21:24","modified_gmt":"2018-09-07T17:21:24","slug":"do-dunas-pro-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/do-dunas-pro-mundo\/","title":{"rendered":"Do Dunas pro mundo"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_11240\" style=\"width: 221px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2018\/09\/foto-arquivo-pessoal.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11240\" class=\"size-medium wp-image-11240\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2018\/09\/foto-arquivo-pessoal-211x318.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2018\/09\/foto-arquivo-pessoal-211x318.jpg 211w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2018\/09\/foto-arquivo-pessoal-106x159.jpg 106w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2018\/09\/foto-arquivo-pessoal.jpg 638w\" sizes=\"auto, (max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11240\" class=\"wp-caption-text\">Foto: arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: right\"><em>Por <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/tag\/gisele-moraes\/\">Gisele Moraes<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Luis Henrique Barcelos Duarte, 21 anos, mais conhecido pelo seu nome art\u00edstico \u201cMano Rick\u201d, comp\u00f5e letras de rap desde muito cedo e ano passado (2017) lan\u00e7ou seu \u00e1lbum \u201cDo Dunas Pro Mundo\u201d. Al\u00e9m disso, \u00e9 ex-aluno da escola Areal e hoje, acad\u00eamico do curso de licenciatura em Geografia pela UFPel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ele sempre teve afinidade com a m\u00fasica. Relembra que quando era crian\u00e7a, encontrava r\u00e1dios descartados em alguns terrenos baldios perto de sua casa e fazia de tudo para que voltassem a funcionar. Acredita que automaticamente foi sendo conduzido ao rap, pelo fato de gostar de m\u00fasicas que remetessem a sua realidade de alguma forma e\u00a0relembra: \u201cEu fazia show com meu vizinho quando era pequeno, o pessoal ficava sentado na frente de casa, tomando chimarr\u00e3o e ouvindo a gente cantar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0A inicia\u00e7\u00e3o oficial no mundo da m\u00fasica segundo o cantor, foi quando produziu o seu primeiro registro digital, que aconteceu em 2007, cantando uma m\u00fasica escrita por ele, quando tinha 10 anos. \u201cQuando me perguntam quanto tempo estou no mundo do rap, eu digo que s\u00e3o 10 anos, apesar de ter gravado outras m\u00fasicas em fitas, considero minha carreira a partir da minha grava\u00e7\u00e3o digital\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>CARREIRA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2009 ele come\u00e7ou a cantar profissionalmente, passando por oficinas de viol\u00e3o. Em 2011, fez uma participa\u00e7\u00e3o na\u00a0<i>Colet\u00e2nea Dunas Rap<\/i>, antes da grava\u00e7\u00e3o do primeiro\u00a0<i>Extended Play<\/i>\u00a0(EP &#8211; grava\u00e7\u00e3o em vinil ou CD que \u00e9 longa demais para ser considerada um\u00a0compacto e muito curta para ser classificada como \u00e1lbum)\u00a0<i>Fatos e Fatos<\/i>. J\u00e1 em 2013 foi lan\u00e7ado seu primeiro EP solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para Mano Rick, a m\u00fasica significa muito. \u201cEu tenho muitas raz\u00f5es para estar vivo e para correr atr\u00e1s das paradas e o rap \u00e9 uma delas\u201d. Quando se trata do g\u00eanero musical que canta, n\u00e3o argumenta s\u00f3 em torno dele, mas tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia da produ\u00e7\u00e3o musical, alegando que uma coisa leva a outra. Para a letra da m\u00fasica ser v\u00e1lida, ela precisa acrescentar algo para algu\u00e9m e para ele, esse \u00e9 o seu principal crit\u00e9rio ao produzir. \u201cO Rap automaticamente me faz movimentar, porque se vou escrever uma letra com a inten\u00e7\u00e3o de abordar um assunto, eu preciso estudar a quest\u00e3o\u201d, tendo a rela\u00e7\u00e3o com as pessoas, os livros, pesquisas e an\u00e1lises como apoio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao falar em inspira\u00e7\u00e3o para compor, Luis Henrique relata que ela surge naturalmente: \u201cQuando observo minhas primeiras composi\u00e7\u00f5es e as comparo com as mais recentes, percebo o quanto aprendi e me tornei mais respons\u00e1vel com o que escrevo. Com isso, n\u00e3o quero dizer que fui irrespons\u00e1vel em algumas escritas, mas sim, que o tempo me ensinou muito, e que cada experi\u00eancia reflete no modo em que me proponho a escrever. Todos n\u00f3s temos uma vis\u00e3o do mundo. Como iniciei muito cedo a compor rimas, minha vis\u00e3o do mundo era um tanto espec\u00edfica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cAos 10 anos de idade, meu mundo era o meu bairro, e o tanto que eu sabia al\u00e9m do bairro, era o que ouvia nos raps ou nas conversas dos adultos. Visto isso, percebo que desde menino eu fui um observador do meu mundo, e com o passar dos anos, isso n\u00e3o saiu da minha personalidade, por\u00e9m, as viv\u00eancias que obtive em outros lugares, conversas e leituras, acrescentaram para a forma\u00e7\u00e3o do modo que tenho composto minhas m\u00fasicas\u201d, declara o jovem cantor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0O artista considera que a regi\u00e3o onde nasceu, Dunas, \u00e9 um pouco respons\u00e1vel pelo que canta. \u201cHoje, posso dizer que a ess\u00eancia das minhas letras foi meu bairro que me deu, mas as rela\u00e7\u00f5es com o mundo \u00e9 o que tem feito elas mais eficientes. Nos raps, tenho posto todo o sentimento, seja em momentos bons ou ruins, \u00e9 como uma terapia. Algo que tem me ajudado a evoluir. Ao perceber que isso tamb\u00e9m tem acrescentado na vida de outras pessoas, vejo que minhas letras t\u00eam tomado uma dimens\u00e3o maior do que eu poderia imaginar, por isso, ao escrever, busco passar boas ideias, e al\u00e9m de tudo, respeitar a diversidade que comp\u00f5e a nossa sociedade\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Suas m\u00fasicas geram impactos positivos sob muitas pessoas, como o reconhecimento e a representatividade, principalmente naqueles que o acompanham desde o in\u00edcio da carreira. O apoio da fam\u00edlia sempre foi fundamental. \u201cMeus pais sempre apoiaram e resistiram\u201d.\u00a0E alcan\u00e7ar as pessoas atrav\u00e9s da m\u00fasica era um de seus objetivos e isso j\u00e1 acontece. A partir de agora, segundo Luis, \u00e9 aprimorar o que j\u00e1 se tem e fazer com que isso tenha maior dimens\u00e3o. \u201cTer meu est\u00fadio e mais equipamentos \u00e9 um prop\u00f3sito. A base para isso eu j\u00e1 tenho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>DUNAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Morador do loteamento Dunas desde que nasceu, Mano Rick, comenta que sempre foi participativo nas atividades que ocorriam nas proximidades, principalmente, \u00e0quelas relacionadas \u00e0 m\u00fasica e diz: \u201cHoje vejo o quanto estas atividades foram fundamentais para a minha forma\u00e7\u00e3o pessoal e profissional, pois foi a partir delas que me descobri como MC e protagonista do movimento hip hop\u201d. Minha rela\u00e7\u00e3o com a comunidade sempre foi muito produtiva. Penso que se n\u00e3o fossem as experi\u00eancias vividas neste lugar, eu n\u00e3o seria quem sou hoje. Esfor\u00e7o-me para retribuir tudo o que a mim foi ensinado, embora eu nunca tenha sido cobrado, acredito que \u00e9 o m\u00ednimo que posso fazer diante de todo o carinho que as pessoas demonstram por mim e pelo trabalho que desenvolvo\u201d, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na m\u00eddia local \u00e9 muito comum o bairro ser retratado sempre de forma negativa. \u201cO Loteamento Dunas, assim como outras comunidades de nossa cidade cont\u00e9m fortes reflexos dos problemas urbanos. Acredito que devemos nos atentar aos mesmos e promover m\u00e9todos para reverter tal situa\u00e7\u00e3o, mesmo que em longo prazo. Por\u00e9m, ao nos atentarmos a isso, n\u00e3o devemos deixar de lado toda a riqueza art\u00edstica e cultural, que se dermos a devida aten\u00e7\u00e3o, iremos notar que \u00e9 uma das semelhan\u00e7as de nossas comunidades. O que me entristece \u00e9 perceber a \u00eanfase que se d\u00e1 a criminalidade ao falar sobre os bairros, sendo que a riqueza cultural tamb\u00e9m marca presen\u00e7a, atuando firmemente e cumprindo tarefas de obriga\u00e7\u00e3o estatal, mesmo sem remunera\u00e7\u00e3o. Acredito que isso acontece pela influ\u00eancia midi\u00e1tica, ou seja, parece mais interessante aos meios de comunica\u00e7\u00e3o ressaltar as negatividades do bairro do que dar \u00eanfase \u00e0s boas a\u00e7\u00f5es; e isso influ\u00eancia diretamente na vis\u00e3o das pessoas, muitas vezes desestimulando os ativistas locais\u201d, desabafa Mano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Questionado sobre ser uma influ\u00eancia para os jovens do Dunas, Mano Rick fala sobre o seu compromisso com o bairro. \u201cTrabalho com a m\u00fasica rap a pouco mais de 10 anos. Desde que iniciei, aderi \u00e0 ideia de tentar trazer uma nova \u00f3tica para as pessoas sobre a minha comunidade, e acredito que por este fato, comumente o nome Mano Rick est\u00e1 ligado ao loteamento Dunas. Ao longo deste tempo realizei muitos sonhos, tais sonhos que para grande parte dos que surgem em uma realidade semelhante a minha s\u00e3o distantes demais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E relembra: \u201cPouco ap\u00f3s o lan\u00e7amento do meu primeiro EP (aos 16 anos \u2013 2013), pude ingressar em uma universidade federal (2015), e com o lan\u00e7amento do \u00e1lbum \u201cDo Dunas Pro Mundo\u201d (2017), fiz minha primeira viagem de avi\u00e3o para conhecer S\u00e3o Paulo (SP), onde tive a oportunidade de dividir ideias com aqueles artistas que cresci escutando e vendo apenas pela televis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao refletir sobre o in\u00edcio da carreira e sua realidade, coloca: \u201cVoltando ao in\u00edcio de tudo, relembro que poucos acreditavam na possibilidade dessas realiza\u00e7\u00f5es, por vezes, alguns at\u00e9 tiravam sarro. Hoje, eu compreendo que a falta de confian\u00e7a dos demais em meus planos era algo natural, at\u00e9 porque, ningu\u00e9m pr\u00f3ximo a nossa realidade havia obtido expans\u00e3o al\u00e9m do territ\u00f3rio local atrav\u00e9s do rap. Sei que ainda tenho muito a fazer, e a cada feito, a cada troca de ideias, aprendo um pouco mais e j\u00e1 tenho algo a compartilhar por onde eu for. Acredito que a luta e a persist\u00eancia na realiza\u00e7\u00e3o dos meus objetivos podem inspirar meus semelhantes, j\u00e1 que cada conquista comprova a possibilidade da vit\u00f3ria atrav\u00e9s dos sonhos, e que mesmo em condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis, devemos persistir e nos fortificar para ultrapassar cada obst\u00e1culo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0A ESCOLA AREAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>\u00a0<\/b>Luis Henrique estudou na escola Areal e conta que enfrentou muita resist\u00eancia para cantar e tocar viol\u00e3o dentro do ambiente escolar. Fez dois shows na escola, mas sem muita confian\u00e7a da dire\u00e7\u00e3o. Manteve algumas amizades que construiu no Areal, sendo que alguns tamb\u00e9m est\u00e3o no mundo do rap, todos contam com o seu apoio e ajuda para dar continuidade na carreira. Ele tamb\u00e9m comenta sobre alguns professores que conhecem seu trabalho e sempre o apoiaram, todos s\u00e3o considerados maravilhosos pelo rapper.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao fazer uma observa\u00e7\u00e3o de como era a escola na sua \u00e9poca e em como ela est\u00e1 agora, afirma que talvez n\u00e3o consiga lidar com regras e normas, e essa quest\u00e3o de autoridade \u00e9 uma algo que, segundo ele, deveria ser mudado, pois todos obt\u00eam conhecimento e tem algo a oferecer, sem descartar a necessidade de alguma autoridade, mas ressaltando o pedido de \u2018modera\u00e7\u00e3o\u2019. Ele diz: \u201cA escola deveria fazer uma reforma da escola\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o ao Gin\u00e1sio do Areal, ele afirma que com a m\u00fasica a abertura sempre foi mais dif\u00edcil comparada \u00e0 abertura para esportes. Hoje, h\u00e1 na institui\u00e7\u00e3o a\u00a0<i>Orquestra da Escola<\/i>\u00a0e ele comenta: \u201cAcho da hora, se tivesse na minha \u00e9poca eu estaria tocando um viol\u00e3ozinho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para encerrar, Mano Rick, deixa um recado \u00e0queles jovens que est\u00e3o em um processo de realiza\u00e7\u00e3o de sonhos ou que est\u00e3o inseguros em rela\u00e7\u00e3o aos seus objetivos: \u201cSe a pessoa tem um sonho e acredita que \u00e9 isso que gosta, tem que olhar as possibilidades ao redor, tendo em mente que v\u00e3o existir pessoas que n\u00e3o v\u00e3o compactuar com aquilo e v\u00e3o querer te desvirtuar, muitas vezes, dentro de casa. Frequentemente, n\u00e3o \u00e9 maldade das pessoas, \u00e0s vezes \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o d\u00ea certo. \u00c9 fundamental ouvir as pessoas que est\u00e3o por perto, por\u00e9m, tu n\u00e3o \u00e9s obrigado a abra\u00e7ar todas as ideias delas. \u00c9 a lei do conv\u00edvio\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Gisele Moraes Luis Henrique Barcelos Duarte, 21 anos, mais conhecido pelo seu nome art\u00edstico \u201cMano Rick\u201d, comp\u00f5e letras de rap desde muito cedo e ano passado (2017) lan\u00e7ou seu \u00e1lbum \u201cDo Dunas Pro&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":587,"featured_media":11240,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[204],"tags":[340],"class_list":["post-11239","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-culturaeentretenimento","tag-gisele-moraes"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2018\/09\/foto-arquivo-pessoal.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p6Xvzq-2Vh","jetpack-related-posts":[{"id":10305,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/virada-cultural-conta-com-dezenas-de-atracoes-para-pelotas-nesse-fim-de-semana\/","url_meta":{"origin":11239,"position":0},"title":"Virada Cultural conta com dezenas de atra\u00e7\u00f5es para Pelotas nesse fim de semana","author":"Em Pauta","date":"18\/11\/2017","format":false,"excerpt":"Por Danieli Schiavon Em sua terceira edi\u00e7\u00e3o, a virada cultural de Pelotas acontecer\u00e1 nos dias 18 e 19 de novembro. 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