{"id":10395,"date":"2017-12-12T16:00:59","date_gmt":"2017-12-12T18:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/?p=10395"},"modified":"2017-12-12T15:32:19","modified_gmt":"2017-12-12T17:32:19","slug":"poemas-visuais-uma-relacao-entre-fotografia-ser-humano-e-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/poemas-visuais-uma-relacao-entre-fotografia-ser-humano-e-natureza\/","title":{"rendered":"Poemas visuais: uma rela\u00e7\u00e3o entre fotografia, ser humano e natureza"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_10398\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/18670763_1574642795921991_2355044679687591133_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10398\" class=\"wp-image-10398\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/18670763_1574642795921991_2355044679687591133_n.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/18670763_1574642795921991_2355044679687591133_n.jpg 960w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/18670763_1574642795921991_2355044679687591133_n-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/18670763_1574642795921991_2355044679687591133_n-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/18670763_1574642795921991_2355044679687591133_n-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10398\" class=\"wp-caption-text\">Ra\u00edzes da \u00e1rvore Suma\u00fama, comum na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Facebook<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: right\"><em>Por <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/tag\/rayane-lacerda\">Rayane Lacerda<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fot\u00f3grafo, poeta e amante da natureza. Essas s\u00e3o caracter\u00edsticas importantes para compreender os pilares que originam as novas percep\u00e7\u00f5es propostas por Araqu\u00e9m Alc\u00e2ntara. Aos 47 anos de carreira, ele \u00e9 um profissional capaz de enxergar al\u00e9m da pr\u00f3pria fotografia, compreendendo as entrelinhas que existem no caminho entre a natureza e o ser humano. Dessa forma, Araqu\u00e9m torna-se pioneiro no trabalho que desempenha, o qual define a fotografia como instrumento de consci\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o entre o homem e o meio ambiente, capaz de apresentar diferentes portas para novas vis\u00f5es de mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Encontrar o mundo e encontrar a si mesmo por meio da linguagem pl\u00e1stica foi a primeira percep\u00e7\u00e3o cultural compartilhada por Araqu\u00e9m em uma entrevista que durou cerca de 50 minutos. Nos primeiros momentos de conversa, foi poss\u00edvel compreender que a arte \u00e9 a sua principal inspira\u00e7\u00e3o e que a sua capacidade de express\u00e1-la em palavras \u00e9 \u00fanica: \u201cToda linguagem pl\u00e1stica, toda escolha de um caminho voltado para a arte exige uma profunda dose de obstina\u00e7\u00e3o, de idealismo, de perseveran\u00e7a e de ren\u00fancia a uma s\u00e9rie de coisas. Voc\u00ea come\u00e7a a se dedicar e vai percebendo que aquilo \u00e9 uma poderosa arma de voc\u00ea encontrar o mundo e encontrar a si mesmo\u201d, conta ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>O fotojornalismo ambiental<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vencedor de um pr\u00eamio Jabuti com o livro \u201cAmaz\u00f4nia\u201d, a conex\u00e3o de Araqu\u00e9m com o jornalismo ambiental \u00e9 singular. As suas imagens, que trazem propriedades de den\u00fancias ambientais e alertas sociais para as riquezas naturais em constante destrui\u00e7\u00e3o, est\u00e3o diretamente relacionadas a fotografia de car\u00e1ter jornal\u00edstico. \u201cA experi\u00eancia do fotojornalismo \u00e9 fundamental na minha carreira. A rapidez, a log\u00edstica, a velocidade da informa\u00e7\u00e3o, a percep\u00e7\u00e3o do fato. Mas, eu procuro fazer imagens atemporais, que elas estejam ligadas a sentimentos. Isso \u00e9 o que eu chamo de poemas visuais\u201d, conta ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesse contexto, Araqu\u00e9m percebe dois mundos diferentes inseridos na ideia de o homem ser um sujeito que disp\u00f5e da abund\u00e2ncia do meio ambiente. O primeiro, segundo ele, retrata o profundo sentimento que alguns povos ainda mant\u00e9m com a natureza: \u201cComo dizia Franz Krapper, n\u00f3s estamos provocando e promovendo um grande holocausto da natureza. Mas o povo humilde, o povo desse sert\u00e3o, ele ama a natureza, porque \u00e9 dela que ele depende. At\u00e9 quando ele tem que andar muito para buscar \u00e1gua, fruto de tanta inconsci\u00eancia\u201d, refere-se ele. Em contraponto, o segundo mundo carrega uma for\u00e7a oposta, respons\u00e1vel pela crise ambiental que o planeta atravessa. \u201cAs crian\u00e7as ainda dormem com fome, ainda h\u00e1 trabalho escravo, ainda destroem s\u00e9culos de maravilhosas constru\u00e7\u00f5es em 10 minutos. Eu me sinto pronto. A minha mente \u00e9 limpa, o meu trabalho tem for\u00e7a e fala por si s\u00f3. Agora ele se transformou numa refer\u00eancia na fotografia de natureza, que \u00e9 a maior riqueza que esse pa\u00eds tem: a sua natureza. O pa\u00eds com a maior biodiversidade do mundo. J\u00e1 estamos chegando em um ponto cr\u00edtico da Amaz\u00f4nia, com quase 40% destru\u00edda, Cerrado mais de 50%, Mata Atl\u00e2ntica 93%, Mata de Arauc\u00e1ria j\u00e1 praticamente toda destru\u00edda. Mas, \u00e9 preciso dizer a todos os jovens que \u00e9 preciso replantar esse grande complexo biol\u00f3gico que pode ajudar na sobreviv\u00eancia do planeta\u201d, destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m disso, para Araqu\u00e9m, a fotografia \u00e9 um dos maiores instrumentos com capacidade para criar essa consci\u00eancia ambiental. Para ele, a fotografia \u00e9 uma das trilhas poss\u00edveis para retomar o caminho de preserva\u00e7\u00e3o e amor \u00e0 natureza brasileira. \u201cO Brasil pode ser protagonista dessa nova consci\u00eancia, porque ele \u00e9 um pa\u00eds novo, s\u00f3 que \u00e9 preciso plantar. Inclusive, plantar essa nova ideia na cabe\u00e7a dos jovens. A fotografia \u00e9 um grande instrumento, um instrumento valioso de esclarecimento e de testemunho\u201d, comenta ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Os primeiros contatos com a fotografia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com grande naturalidade e leveza ao falar, a tranquilidade em sua voz marca as rela\u00e7\u00f5es entre diversas hist\u00f3rias que delimitam o in\u00edcio da carreira de fot\u00f3grafo. Em um primeiro momento, retomando lembran\u00e7as durante a gradua\u00e7\u00e3o em jornalismo, Araqu\u00e9m destaca a influ\u00eancia de Kaneto Shindo, um produtor, diretor, autor e roteirista japon\u00eas respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o de diversas obras as quais, segundo ele, s\u00e3o muito sutis. \u201cA fotografia entrou comigo tamb\u00e9m num fato extraordin\u00e1rio. Eu assisti um filme, quando, de repente, entrei numa sess\u00e3o da meia-noite em Santos, que se chamava Sess\u00e3o Maldita e eram s\u00f3 filmes de arte. Eu estava fazendo o curso e j\u00e1 gostava muito de escrever. O filme que me impressionou foi a Ilha Nua [de Kaneto Shindo]\u201d, descreve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assemelhar a rela\u00e7\u00e3o entre o ser humano e o oxig\u00eanio diante a figura de Araqu\u00e9m e a pr\u00e1tica fotogr\u00e1fica \u00e9 uma boa maneira para tentar explicar a representa\u00e7\u00e3o que essa profiss\u00e3o mant\u00e9m em sua vida. \u201cA fotografia e eu somos farinha do mesmo saco. \u00c9 uma express\u00e3o que eu uso para dizer que para mim a fotografia \u00e9 oxig\u00eanio. Isso, na verdade, \u00e9 muito louco porque hoje a fotografia se confunde com a minha vida. Ent\u00e3o, eu posso publicar ou n\u00e3o, mas a todo instante eu penso a fotografia, a todo instante eu estou fazendo exerc\u00edcios visuais. Eu estou sempre em estado de fotografar\u201d, esclarece. Al\u00e9m disso, para continuar o entendimento sobre a intimidade que Araqu\u00e9m mant\u00e9m com a fotografia, \u00e9 necess\u00e1rio imagin\u00e1-lo em uma conjuntura que compreende importantes artistas brasileiros. Ao citar Manoel de Barros e a sua percep\u00e7\u00e3o de que uma \u00e1rvore est\u00e1 formada para abrigar p\u00e1ssaros, ele explica que, da mesma forma, entende-se como um ser formado para abrigar a fotografia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pobreza, a mis\u00e9ria e a polui\u00e7\u00e3o s\u00e3o exemplos de caracter\u00edsticas da fotografia de Araqu\u00e9m Alc\u00e2ntara. Ao contar que inicialmente obtinha o desejo de se tornar escritor, ele menciona que as palavras come\u00e7aram a se dispor entre trope\u00e7os, uma vez que ap\u00f3s ingressar no mundo fotogr\u00e1fico a sua vida tornou-se visual e simult\u00e2nea. \u201cN\u00e3o tinha ve\u00edculo para essa minha fotografia de gente pobre humilde. N\u00e3o tinha ve\u00edculo para as minhas fotos de bicho. E eu queria abra\u00e7ar o mundo! Eu falei: \u2018<em>N\u00e3o! O melhor \u00e9 come\u00e7ar a abra\u00e7ar a minha aldeia<\/em>\u2019. E a minha aldeia era Santos, S\u00e3o Paulo, era as crian\u00e7as sem c\u00e9rebro nascendo, era a polui\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, me dediquei \u00e0 aldeia e, daqui a pouco, eu estava fazendo belas fotos&#8230; das prostitutas do cais, dos navios do porto, o homem do porto, o suor do cais\u201d, relata ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A primeira fotografia de resist\u00eancia ambiental<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ap\u00f3s os positivos resultados com as fotografias feitas no contexto de sua aldeia, Alc\u00e2ntara d\u00e1 os primeiros passos rumo \u00e0s imagens de cunho ambiental. Ao encontrar a Mata Atl\u00e2ntica, encontrou, tamb\u00e9m, a primeira oportunidade para produzir uma fotografia de resist\u00eancia ambiental, a qual viria a rodar o mundo em seguida. \u201cEu me revoltei com a decis\u00e3o do governo brasileiro de construir duas usinas at\u00f4micas em um lugar de Mata Atl\u00e2ntica virgem, homogenia, um lugar com mais de 50 praias maravilhosas [litoral sul de S\u00e3o Paulo]. Eu parti para essa luta. A minha fotografia ganhou ideologia\u201d, expressa ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A emblem\u00e1tica imagem, como ele mesmo conceitua ao pensar o papel que ela teve em sua carreira, traz o seu pai como personagem principal, que segura esqueletos e sepultos de Hiroshima (agosto de 1945), representados em um quadro, no local em que seriam constru\u00eddas as usinas. A ideia central era informar que as duas usinas at\u00f4micas equivaliam \u00e0 50 mil bombas de Hiroshima: \u201cEu fiz uma exposi\u00e7\u00e3o chamada <em>50 mil Hiroshimas<\/em> no MASP. Essa foto foi fruto de um profundo idealismo. Meu pai n\u00e3o cortava cabelos pelas quest\u00f5es dele, pela exig\u00eancia do candombl\u00e9, sua religi\u00e3o. Ele estava se espiritualizando [na \u00e9poca], e tinha essa express\u00e3o m\u00edstica, de sabedoria. Eu queria realmente um personagem que estava ao meu lado\u201d, relembra. Para complementar a vis\u00e3o dessa figura, \u00e9 importante esclarecer que o seu pai era mar\u00edtimo, cozinheiro de navio. Depois de muita insist\u00eancia por parte do fot\u00f3grafo, ele decidiu andar com o filho. Para Araqu\u00e9m, foi uma peregrina\u00e7\u00e3o: \u201cUma coisa meio \u2018pagadora de promessas\u2019. Sabe quando voc\u00ea est\u00e1 espiando a ignor\u00e2ncia humana?\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_10397\" style=\"width: 218px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/15977243_1432296613489944_3422815998174287242_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10397\" class=\"wp-image-10397\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/15977243_1432296613489944_3422815998174287242_n.jpg\" alt=\"\" width=\"208\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/15977243_1432296613489944_3422815998174287242_n.jpg 667w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/15977243_1432296613489944_3422815998174287242_n-110x159.jpg 110w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/15977243_1432296613489944_3422815998174287242_n-221x318.jpg 221w\" sizes=\"auto, (max-width: 208px) 100vw, 208px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10397\" class=\"wp-caption-text\">Manoel Alc\u00e2ntara, pai de Araqu\u00e9m Alc\u00e2ntara, como personagem da composi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica de resist\u00eancia ambiental. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Facebook<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Todavia, uma hist\u00f3ria com tamanho significado n\u00e3o termina com um relato t\u00e3o breve. Araqu\u00e9m continua: \u201cFiz o quadro, fiz a reprodu\u00e7\u00e3o dessa foto que me impressionou [imagem dos esqueletos]. A minha irm\u00e3 me ajudou a comprar a moldura e a colar numa cartolina preta. Eu andei com o meu pai at\u00e9 Peru\u00edbe, depois atravessamos uma praia de 34km, eu era <em>cabelud\u00e3o<\/em> junto com ele. Dois baixinhos cabeludos levando um quadro na cabe\u00e7a. Ningu\u00e9m acreditava, n\u00e9? As crian\u00e7as fugiam da gente. Acho que at\u00e9 os bichos fugiam da gente. Chegamos no lugar da constru\u00e7\u00e3o das usinas at\u00f4micas, o tempo come\u00e7ou a virar, um clima de vento e aquela luz dram\u00e1tica que eu gosto muito. E eu fiz a foto simples dele, com um fundo onde seria a central nuclear, e essa foto correu o mundo. Ela tinha a energia viva de algo feito com profundo sentido de amor e de fraternidade\u201d, exp\u00f5e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, Araqu\u00e9m come\u00e7ou a perceber que o seu desejo de abra\u00e7ar o mundo estava cada vez mais pr\u00f3ximo e concreto. Ele conta que, a partir dessa fotografia com o pai, o projeto expandiu e virou Brasil. \u201cFui para outras Matas Atl\u00e2nticas, Caatingas, Cerrados e Amaz\u00f4nia. Hoje eu acredito que tenham raras pessoas que tenham ido tanto pra Amaz\u00f4nia como eu\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Um cantador do Brasil ou um Brasil encantado?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Araqu\u00e9m se considera um int\u00e9rprete do Brasil. Um cantador. Mas n\u00e3o seria o Brasil um pa\u00eds privilegiado ao ser escolhido como campo fotogr\u00e1fico desse incr\u00edvel artista? Ao dedicar a sua vida \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o das belezas brasileiras, assim como ao apontamento e a provoca\u00e7\u00e3o de horrores, ele traz Carlos Drummond de Andrade e Tom Jobim como elementos explicativos da sua vis\u00e3o sobre um ser que entrega a vida \u00e0 natureza. \u201cComo disse Carlos Drummond de Andrade, eu vejo a fotografia como serva da beleza. Eu sigo esses grandes pilares, esses grandes mestres: Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa, Euclides da Cunha, Gilberto Freyre, Ariano Suassuna, Glauber Rocha. Com eles no cora\u00e7\u00e3o, e ao lado, eu fui entendendo o Brasil. E como dizia Tom Jobim: \u2018<em>Ah! O Brasil! O Brasil \u00e9 para profissionais!\u2019<\/em>. Para entender esse pa\u00eds, voc\u00ea tem de se dedicar a ele. E eu aprendi que o neg\u00f3cio \u00e9 andar. Por isso, eu escrevo, para mim s\u00f3 existe um caminho: o caminho do cora\u00e7\u00e3o, e nele eu viajo, olhando, sem f\u00f4lego. \u00c9 preciso de muitas vidas para sentir o car\u00e1ter desse povo e eu me dediquei a isso\u201d, compartilha ele. Araqu\u00e9m completa: \u201cEu sou um cantador e um cantador n\u00e3o escolhe o seu cantar. J\u00e1 dizia Edu Lobo, com uma m\u00fasica linda: <em>\u201cCanta o mundo que v\u00ea\u201d.<\/em> Eu canto o prazer\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Veredas: \u201cpoemas visuais que refletem o meu sentimento com o sert\u00e3o\u201d<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_10399\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/Veredas-de-Araqu\u00e9m-Alc\u00e2ntara3-696x522.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10399\" class=\"wp-image-10399 size-medium\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/Veredas-de-Araqu\u00e9m-Alc\u00e2ntara3-696x522-424x318.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/Veredas-de-Araqu\u00e9m-Alc\u00e2ntara3-696x522-424x318.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/Veredas-de-Araqu\u00e9m-Alc\u00e2ntara3-696x522-212x159.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/Veredas-de-Araqu\u00e9m-Alc\u00e2ntara3-696x522.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10399\" class=\"wp-caption-text\">Parque Nacional Grande Sert\u00e3o Veredas, Minas Gerais. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Veredas<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Como sequ\u00eancia de Sert\u00e3o Sem Fim, o livro Veredas, de Araqu\u00e9m Alc\u00e2ntara, \u00e9 uma obra que re\u00fane poemas visuais respons\u00e1veis por transmitir os sentimentos que ele desenvolveu com o sert\u00e3o brasileiro, al\u00e9m de trazer caracter\u00edsticas da sua rela\u00e7\u00e3o com o jornalismo ambiental. Ao ser questionado sobre algumas imagens espec\u00edficas e sobre o contexto que originou o livro, Araqu\u00e9m n\u00e3o cont\u00e9m palavras para retomar a ideia de que o pa\u00eds precisa de int\u00e9rpretes que frutifiquem as suas belezas naturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as diversas imagens que brilham os olhos de leitores e admiradores da arte fotogr\u00e1fica, as de grandes ra\u00edzes de \u00e1rvores, segundo Araqu\u00e9m, retratam fortemente as belezas naturais do pa\u00eds e remetem ao sentimento de que o Brasil, para manter a sua grandiosa ess\u00eancia, carece de frutos. \u201c\u00c9 tanta crueldade que parece imposs\u00edvel, mas como diz um grande poeta, Thiago de Melo, pode fazer escuro, mas eu canto. Ou melhor: <em>\u201cFaz escuro, mas eu canto\u201d.<\/em> Como dizia tamb\u00e9m, Carlos Drummond de Andrade, <em>\u201cse n\u00f3s n\u00e3o nos indignarmos, o vazio da noite, o vazio de tudo, ser\u00e1 o dia seguinte\u201d.<\/em> Hoje, por exemplo, as manchetes dos jornais dizem que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o muito evidentes, as altera\u00e7\u00f5es de chuvas, secas do Brasil. Claro! S\u00f3 que a Amaz\u00f4nia n\u00e3o encontra eco no cora\u00e7\u00e3o dos brasileiros. Parece que tudo n\u00e3o vai acontecer. Parece inexaur\u00edvel. Parece que n\u00e3o vai acabar, mas acaba\u201d, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m disso, fotografias de belas e s\u00e1bias mulheres tamb\u00e9m participam da composi\u00e7\u00e3o art\u00edstica do livro Veredas. Durante a entrevista, Araqu\u00e9m explica o seu processo de cria\u00e7\u00e3o, de travessia, com o prop\u00f3sito de buscar o real: \u201cPara mim \u00e9 tudo muito solto. Durante a viagem, durante a travessia, eu vou ao encontro do real. O real mais do que o real. A chegada n\u00e3o me interessa, o que me interessa \u00e9 a travessia. O real se apresenta em meio da travessia. Eu vou para lugares perdidos na vida: Cachoeirinha do Buturu\u00e9, Brotas de Ubatubas, Grao Mogol. Nomes que s\u00e3o verdadeiras can\u00e7\u00f5es. O povo brasileiro \u00e9 completamente belo, digno. Mas esse povo que eu canto \u00e9 o povo do Veredas. \u00c9 o povo do Sert\u00e3o Sem Fim e de todos os outros 50 livros\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_10396\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/14906871_1347391088647164_5299987893660791009_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10396\" class=\"size-medium wp-image-10396\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/14906871_1347391088647164_5299987893660791009_n-424x283.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/14906871_1347391088647164_5299987893660791009_n-424x283.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/14906871_1347391088647164_5299987893660791009_n-212x141.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/14906871_1347391088647164_5299987893660791009_n-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/14906871_1347391088647164_5299987893660791009_n.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10396\" class=\"wp-caption-text\">Dona Generosa e Dona Maria, V\u00e3 do Moleque, Chapada dos Veadeiros, Goi\u00e1s. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Veredas<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Veredas \u00e9 um livro que carrega um grande sentido de liberdade em suas composi\u00e7\u00f5es, desprendido do \u00f3dio, do t\u00e9dio e da mente. Em entrevista para o <strong>EmPauta<\/strong>, Araqu\u00e9m conta como acontece a aproxima\u00e7\u00e3o dele, fot\u00f3grafo, com todas as personagens que cruzam a sua trajet\u00f3ria durante o percurso: \u201cQuando eu me aproximo de pessoas, me aproximo do povo, eu n\u00e3o tenho pressa. Fot\u00f3grafo n\u00e3o tem que ter pressa. Agora, quando ele est\u00e1 diante de uma situa\u00e7\u00e3o em que ele pressente \u2013 fotografia \u00e9 pressentimento de vida \u2013, ele tem que estar pronto, de perto. Eu j\u00e1 perdi milh\u00f5es de fotos, centenas de fotos, por n\u00e3o estar pronto. Por n\u00e3o estar atento. Por outro lado, quando ele chega num lugar de uma comunidade, ele n\u00e3o pode invadir essa comunidade. Ele tem de ser aceito. Ent\u00e3o, eu me aproximo dessas pessoas. A fotografia \u00e9 secund\u00e1ria nesse momento. Mas, em determinado momento, ela eclode, como um ovo. Num determinado momento ela est\u00e1 pronta para germinar. A\u00ed voc\u00ea aperta o bot\u00e3o. Se voc\u00ea tiver essa consci\u00eancia, a sua fotografia vai exprimir uma for\u00e7a muito maior\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_10400\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/Veredas-de-Araqu\u00e9m-Alc\u00e2ntara12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10400\" class=\"size-medium wp-image-10400\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/Veredas-de-Araqu\u00e9m-Alc\u00e2ntara12-424x287.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"287\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/Veredas-de-Araqu\u00e9m-Alc\u00e2ntara12-424x287.jpg 424w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/Veredas-de-Araqu\u00e9m-Alc\u00e2ntara12-212x143.jpg 212w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/empauta\/files\/2017\/12\/Veredas-de-Araqu\u00e9m-Alc\u00e2ntara12.jpg 620w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10400\" class=\"wp-caption-text\">Maria do Ros\u00e1rio, Gr\u00e3o Mogol, Minas Gerais. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Veredas<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Contudo, ao final, um apelo ambiental \u00e9 reiterado por Araqu\u00e9m, como um gesto que busca manter o prop\u00f3sito de sua fotografia de den\u00fancia e cr\u00edtica. Para ele, todos os seres vivos est\u00e3o interligados com a natureza de maneira sinestesial \u2013 isto \u00e9, de forma espont\u00e2nea e com tamanha sincronicidade: \u201cTodos os seres vivos, todos integrados num sistema fant\u00e1stico, com identidade e respira\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, que fazem parte de um ponto sinestesial no grande universo. N\u00f3s temos uma responsabilidade incr\u00edvel que n\u00f3s estamos vendendo. N\u00f3s somos respons\u00e1veis pelo planeta, por um ser vivo, porque n\u00f3s somos um tecido, uma parte dele\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Aos jovens, a s\u00faplica de um futuro melhor: \u201cN\u00f3s n\u00e3o podemos acabar com as abelhas. N\u00e3o podemos acabar com a Amaz\u00f4nia. N\u00e3o podemos destruir os ecossistemas. N\u00f3s temos que fazer com que as gera\u00e7\u00f5es futuras n\u00e3o nos entendam como seres imprudentes que destru\u00edram tudo. Para isso, s\u00f3 o jovem. Claro que inspirados pelos mais velhos, mas s\u00f3 o jovem \u00e9 que transforma. Os mais velhos j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam essa energia. Eles s\u00e3o aqueles consultores, aqueles que indicam o caminho, mas o jovem \u00e9 que faz o caminho. O jovem \u00e9 que desbrava\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Projetos futuros:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Araqu\u00e9m, como um bom cantador, n\u00e3o cessa o seu cantar brasileiro. Durante a entrevista, ele compartilha novos projetos que pretende lan\u00e7ar. Quando enquadra a sua fotografia como um trabalho dedicado aos jovens e as crian\u00e7as, ele conta que est\u00e1 produzindo um livro de bichos para crian\u00e7as \u2013 ap\u00f3s o lan\u00e7amento de Jaguaret\u00ea, um livro sobre a on\u00e7a-pintada, nomeada de Jaguaret\u00ea pelo ind\u00edgenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como um personagem que inspira crian\u00e7as e adultos ao redor do mundo, o fot\u00f3grafo est\u00e1 em processo de prepara\u00e7\u00e3o para o livro <em>O Brasil de Araqu\u00e9m Alc\u00e2ntara<\/em>, a obra dos seus 50 anos. \u00c9 a ideia de um cantador que vive por cantar as belezas do pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Acompanhe o artista:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Facebook<\/em> &#8211; \u00a0<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/alcantara.araquem\">www.facebook.com\/alcantara.araquem<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Instagram<\/em> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.instagram.com\/araquemoficial\">www.instagram.com\/araquemoficial<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rayane Lacerda Fot\u00f3grafo, poeta e amante da natureza. 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