Aprendizado na palma da mão: curso de Cinema da UFPel lança aplicativo

Aplicativo auxilia professores e alunos na produção de vídeos estudantis. Foto: Laryssa Yasmin de Oliveira

 

Por Júlia Müller

Rapidez, agilidade e praticidade. Essa é a ideia do aplicativo desenvolvido pelo projeto de extensão e pesquisa Produção de Vídeo Estudantil, que faz parte do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Voltado aos estudantes e professores da rede de ensino que possuem interesse nas novas possibilidades de aprendizado, o aplicativo foi lançado em março deste ano e já está disponível para download.

Josias Pereira, um dos coordenadores do projeto, explica que possui dislexia – transtorno que dificulta o aprendizado – e uma das maiores dificuldades do professor estava em fixar na memória as imagens que correspondiam aos conteúdos. Com o tempo, descobriu que assistir vídeos facilitava o processo de compreensão. “Se eu fui ajudado com a tecnologia, quantas pessoas também não podem ser?”, salienta.

No aplicativo Produção de Vídeo Estudantil, são oferecidos gratuitamente vídeo aulas ensinando professores e alunos o passo a passo de como produzir os materiais multimídia. Aulas sobre roteiro, direção de atores, fotografia e direção de arte são alguns dos exemplos. Também, uma série de vídeos com estudos de pedagogos e pesquisadores como Paulo Freire, Roquette Pinto e Celéstin Freinet estão disponíveis aos professores interessados na temática.

No projeto Produção de Vídeo Estudantil, a ideia de extensão é levada ao pé da letra. Desde 2012, o grupo também composto pelo Diretor da Rubra Cinematográfica, Rogerio Peres, e pelas professoras Eliane Candido e Jeane Candido, coordena o Festival de Vídeos Estudantis, que começou em Pelotas e nas cidades próximas e hoje já tem adeptos em vários estados do país. “Quando os festivais começaram a crescer, vimos que cada cidade se organiza de uma forma. Pensamos que seria interessante que essas cidades começassem a se conhecer e dialogar”, conta Josias. Assim, surgiu em 2016 o primeiro Congresso Brasileiro de Vídeo Estudantil, evento sediado pela UFPel. No ano seguinte, o Congresso aconteceu na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) em São Leopoldo. No mês de setembro deste ano, a terceira edição ocorre na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), em Vitória da Conquista-BA.

A gente tá num momento em que o audiovisual e a presença de imagem é muito forte.

O professor conta que no grupo de pesquisa também é trabalhada a área da neurociência, analisando como o vídeo influencia no aprendizado dos alunos. Como afirma Josias Pereira, não é que as aulas presenciais sejam ruins, mas sim que os novos meios precisam ter espaço na sala de aula da mesma forma como possuem na vida particular das pessoas.

Um dos objetivos do grupo de profissionais do audiovisual é levar a cultura e os conhecimentos do aluno para a sala de aula, trazendo a tona assuntos que costumam ser debatidos entre os jovens. Um exemplo disto são os longas “Sem HPV”, produzido em 2016, e “A escola que eu quero e a escola que eu tenho” produzido em 2017. Os dois trabalham com a temática dos vídeos em sala de aula, em foco nos alunos e as discussões acerca deles. Outro ponto é mostrar ao aluno como “as coisas são feitas” e abrir os caminhos para reflexões sobre as mídias e a produção de conteúdo.

O aplicativo Produção de Vídeo Estudantil pode ser baixado pela Play Store, é gratuito e tudo que o usuário precisa para assistir aos vídeos é ter acesso a internet. Confere no vídeo abaixo mais informações sobre o app:

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