{"id":75,"date":"2017-09-14T20:45:20","date_gmt":"2017-09-14T23:45:20","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/eifi\/?page_id=75"},"modified":"2018-05-17T18:12:09","modified_gmt":"2018-05-17T21:12:09","slug":"pelotas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/eifi\/pelotas\/","title":{"rendered":"Pelotas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><em><a href=\"http:\/\/repositorio.ufpel.edu.br:8080\/handle\/prefix\/3735\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-229 alignleft\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/eifi\/files\/2018\/05\/dicion\u00e1rio-capa-edi\u00e7\u00e3o-3-285x400.jpg\" alt=\"\" width=\"285\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/eifi\/files\/2018\/05\/dicion\u00e1rio-capa-edi\u00e7\u00e3o-3-285x400.jpg 285w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/eifi\/files\/2018\/05\/dicion\u00e1rio-capa-edi\u00e7\u00e3o-3-768x1079.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/eifi\/files\/2018\/05\/dicion\u00e1rio-capa-edi\u00e7\u00e3o-3-729x1024.jpg 729w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/eifi\/files\/2018\/05\/dicion\u00e1rio-capa-edi\u00e7\u00e3o-3-619x870.jpg 619w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/eifi\/files\/2018\/05\/dicion\u00e1rio-capa-edi\u00e7\u00e3o-3.jpg 1758w\" sizes=\"auto, (max-width: 285px) 100vw, 285px\" \/><\/a>O nome, no singular, prov\u00e9m de uma canoa de couro, largamente utilizada no Brasil, desde o per\u00edodo colonial, para a travessia de pequenos rios. O pintor Jean Baptiste Debret, que a reproduziu em mais de uma aquarela, assim descreve a pelota na sua Viagem pitoresca e hist\u00f3rica ao Brasil (1835): \u201c\u00c9 um couro de boi dobrado na sua largura e cosido nas duas extremidades de maneira a formar um saco mais largo do que fundo, cuja abertura \u00e9 mantida colocando-se solidamente dois peda\u00e7os de pau transversalmente, sete polegadas abaixo do bordo; o saco adquire assim, embora de um modo imperfeito, a forma alargada do bote na sua parte superior, podendo flutuar sem dificuldade; a parte mergulhada dentro d\u2019\u00e1gua, gradualmente afinada at\u00e9 a dobra que serve de quilha, mant\u00e9m naturalmente o equil\u00edbrio. Basta, portanto, ao viajante sentar-se a cavalo na sua bagagem, de modo a que os p\u00e9s abertos se apoiem no fundo, servindo a um tempo de carga e de lastro dessa pequena embarca\u00e7\u00e3o improvisada\u201d. Em seguida, descreve o seu mais recente aperfei\u00e7oamento (\u201cconsiste ele em guarnecer a abertura com duas ripas muito flex\u00edveis e cujo afastamento \u00e9 mantido por uma larga travessa de madeira em forma de rabo de andorinha; essa mesma travessa serve muitas vezes de barco para os que desejam manter-se a cavalo em vez de sentar simplesmente no fundo do bote\u201d) e adverte que \u201ctodas essas embarca\u00e7\u00f5es, mais ou menos submers\u00edveis, s\u00e3o rebocadas por um nadador\u201d. N\u00e3o se sabe a partir de quando, mas \u00e9 certo que em 1758 j\u00e1 era chamado de Pelotas o arroio, tribut\u00e1rio do <strong>canal de S\u00e3o Gon\u00e7alo<\/strong>, em cujas margens se estabeleceu, em 1780, a primeira charqueada. Naquele ano, o documento que outorgava a mais antiga <strong>sesmaria<\/strong> do munic\u00edpio ao coronel Tom\u00e1s Lu\u00eds Osorio menciona \u201co rio Pelotas\u201d como um dos limites dessa propriedade. A partir de 1780, a ind\u00fastria saladeiril disseminou-se, preferentemente, sobre as margens do arroio, e \u201ccosta do Pelotas\u201d passou a designar, genericamente, a movimentada regi\u00e3o. Em 1835, quando a ent\u00e3o <strong>Vila<\/strong> de S\u00e3o Francisco de Paula adquiriu o t\u00edtulo de <strong>cidade<\/strong>, os deputados da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul preferiram este nome ao de Pelotapes, Cal\u00f3polis, Pr\u00f3spera Cidade ou mesmo S\u00e3o Francisco de Paula, justificando-o como homenagem \u201cao fato hist\u00f3rico que aglomerara com a rapidez do raio a gente e a riqueza da localidade\u201d. Pode-se concluir, pois, que a denomina\u00e7\u00e3o prov\u00e9m do reconhecimento formal \u00e0 import\u00e2ncia, econ\u00f4mica e hist\u00f3rica, da regi\u00e3o onde se estabeleceram n\u00e3o s\u00f3 as principais <strong>charqueadas<\/strong> como a maioria delas \u2014 regi\u00e3o alguns quil\u00f4metros distante do centro da cidade. <\/em><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right\">(Bibliografia.\u2500 Osorio, Fernando<em>. A Cidade de Pelotas<\/em>, 1\u00ba volume. Pelotas: Editora Armaz\u00e9m Liter\u00e1rio, 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o, 1998. Magalh\u00e3es, Mario Osorio. <em>Pelotas: toda a prosa<\/em>, 1\u00ba volume (1809-1871). Pelotas: Editora Armaz\u00e9m Liter\u00e1rio, 2000. Magalh\u00e3es, Mario. \u201cO nome da cidade\u201d. In <em>Hist\u00f3ria aos domingos<\/em>. Pelotas: Editora Livraria Mundial, 2003.) <a href=\"http:\/\/repositorio.ufpel.edu.br:8080\/handle\/prefix\/3735\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dicion\u00e1rio de Hist\u00f3ria de Pelotas<\/a> &#8211; Mario Osorio Magalh\u00e3es<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nome, no singular, prov\u00e9m de uma canoa de couro, largamente utilizada no Brasil, desde o per\u00edodo colonial, para a travessia de pequenos rios. 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