{"id":211,"date":"2016-04-12T02:42:25","date_gmt":"2016-04-12T05:42:25","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ebarbosa\/?page_id=211"},"modified":"2016-08-03T23:41:11","modified_gmt":"2016-08-04T02:41:11","slug":"projetos-de-pesquisa","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ebarbosa\/projetos-de-pesquisa\/","title":{"rendered":"Research"},"content":{"rendered":"<ul>\n<li><span style=\"color: #ff0000\"><strong><em>PROJETO DE PESQUISA<\/em><\/strong><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #0000ff\"><strong><span style=\"color: #ff6600\">(2016 &#8211; Atual)<\/span> \u00a0Agente normativo e mind-dependence na tradi\u00e7\u00e3o contrato-construtivista. <\/strong><\/span><\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>Coordenadores: <\/strong>Evandro Barbosa (UFPel) \/ Keberson Bresolin (UFPel) &#8211; <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0453544073578564\" target=\"_blank\">Lattes<\/a><\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>Colaboradoras: <\/strong><span class=\"Apple-style-span\">Tha\u00eds Alves Costa (UCPel) &#8211; <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0301338236642593\" target=\"_blank\">Lattes<\/a>\u00a0\/\u00a0<\/span>Roberta Rego Rodrigues (UFPel) &#8211; <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6281175549996840\" target=\"_blank\">Lattes<\/a><\/p>\n<p><strong><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #000000\">&#8211;\u00a0<\/span><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #000000\">Financiamento: <\/span><\/strong><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #000000\">Fapergs\/CNPq<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Descri\u00e7\u00e3o:<\/strong> Desde a publica\u00e7\u00e3o de Kantian Constructivism in Moral Theory (1980) de John Rawls, muito se tem discutido sobre a met\u00e1fora da constru\u00e7\u00e3o como m\u00e9todo de justifica\u00e7\u00e3o moral a partir de propostas procedimentais, especialmente as contratualistas.1 Neste texto, Rawls faz uma afirma\u00e7\u00e3o que sugere controv\u00e9rsias em diferentes n\u00edveis pr\u00e1ticos, meta\u00e9tico e normativo: \u201c(&#8230;) a objetividade moral deve ser compreendida em termos de um ponto de vista social adequadamente constru\u00eddo que todos podem aceitar. Exceto pelo procedimento de constru\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios de justi\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 fatos morais.\u201d2 Esta passagem resume tr\u00eas elementos essenciais para o desenvolvimento de sua teoria: tipo de objetividade, metodologia utilizada e um problema meta\u00e9tico que re\u00fane realistas e antirrealistas. O objetivo deste projeto \u00e9 defender um tipo de objetividade qua mind-dependence a partir do construtivismo procedimental de John Rawls para o problema da normatividade. Como hip\u00f3tese inicial, iremos assumir que seu modelo de objetividade exige um tipo de fato moral enfraquecido e provis\u00f3rio, o que o tornaria um realista moral em um sentido m\u00ednimo. Para a confirma\u00e7\u00e3o desta hip\u00f3tese, o projeto abordar\u00e1 os seguintes pontos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">i) apresentar uma defini\u00e7\u00e3o geral de construtivismo e seu desmembramento em construtivismo procedimental (ou restritivo) e construtivismo meta\u00e9tico;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">ii) Enquadrar o modelo construtivista como uma vis\u00e3o mind-dependence e discutir o problema de ontologia moral (realismo \u2013 antirrealismo);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">iii) Explicitar a condi\u00e7\u00e3o procedimental de justifica\u00e7\u00e3o para a teoria da justi\u00e7a de Rawls,\u00a0especialmente sua vers\u00e3o contratualista;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">iv) Definir normatividade e o tipo de objetividade moral que podemos alcan\u00e7ar nesta posi\u00e7\u00e3o. Isso permitir\u00e1 explicar porque os fatos morais n\u00e3o existem de forma independente das cren\u00e7as morais dos indiv\u00edduos, o que, no caso de Rawls, implicaria associar sua vis\u00e3o construtivista a uma forma procedimentalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">v) Tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas de textos de l\u00edngua inglesa que envolvem o tema (construtivismo, realismo, normatividade, contratualismo), os quais ser\u00e3o apresentados no formato de colet\u00e2nea para a comunidade acad\u00eamica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #0000ff\"><strong><span style=\"color: #ff6600\">(2015 &#8211; Atual)<\/span> &#8211; A natureza normativa dos ju\u00edzos avaliativos no contratualismo contempor\u00e2neo.<\/strong><\/span><br \/>\n<strong><em>Descri\u00e7\u00e3o:<\/em><\/strong> Do que interessa para o desenvolvimento desta pesquisa, deter-me-ei no chamado consentimento estrutural (structural consent) do contratualismo de Rawls. Para este, o que vale \u00e9 um contrato hipot\u00e9tico, cuja base \u00e9 uma delibera\u00e7\u00e3o equitativa que leva em considera\u00e7\u00e3o (a) a proposi\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o ideal para a escolha de princ\u00edpios e (b) a determina\u00e7\u00e3o do conjunto de princ\u00edpios que ser\u00e3o acordados nesta situa\u00e7\u00e3o. O problema meta\u00e9tico com o qual nos deparamos exige oferecer uma concep\u00e7\u00e3o alternativa de natureza dos fatos e verdades morais. A proposta de um contratualismo construtivista sustenta a possibilidade de que a objetividade (que deve ser distinta de uma concep\u00e7\u00e3o de verdade moral) pode ser constru\u00edda a partir de uma ordem social ideal, mais do que derivada de uma ordem natural ou n\u00e3o-natural. Nesse caso, a\u00e7\u00f5es corretas ou erradas derivam de uma ordem social proibitiva dada por agentes racionais contratantes sob determinada condi\u00e7\u00e3o idealizada. Rawls faz isso muito bem ao propor que a alegada objetividade dos fatos morais \u00e9, na verdade, produto de um processo de constru\u00e7\u00e3o em que agentes racionais, em uma posi\u00e7\u00e3o ideal (original position), alcan\u00e7am um acordo sobre quais regras ir\u00e3o regular suas rela\u00e7\u00f5es e comportamentos. Consequentemente, a objetividade oriunda deste procedimento de constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o parte de uma ordem independente de valores dada extra muros, tendo em vista que o m\u00e9todo construtivista, acoplado a este procedimento heur\u00edstico, leva a um acordo sobre princ\u00edpios morais\/pol\u00edticos racionalmente aceitos a partir de um ponto de vista social imparcial. Com Rawls, podemos seguir pelo caminho da inven\u00e7\u00e3o mais facilmente do que pelo da descoberta. Quando os agente de constru\u00e7\u00e3o (agentes of construction) decidem pelo acordo, fazem-no com vista a escolha a um conjunto de normas (sef of norms) que determinam o tipo de a\u00e7\u00e3o requerida enquanto deveres e obriga\u00e7\u00f5es. Tais normais s\u00e3o vistas enquanto guias de a\u00e7\u00e3o (action guides) e n\u00e3o simplesmente enquanto afirma\u00e7\u00f5es de verdade (truth claims). O que est\u00e1 em jogo, portanto, \u00e9 compreender a natureza dos ju\u00edzos morais enquanto guias de a\u00e7\u00e3o com peso de objetividade. Nesse sentido, tal objetividade colocaria a condi\u00e7\u00e3o realista de fatos morais como algo secund\u00e1rio na teoria, ou seja, verdades pr\u00e1ticas n\u00e3o se referem diretamente a raz\u00f5es de prefer\u00eancia, escolha ou a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #ff0000\"><strong><em>PROJETO DE PESQUISA<\/em><\/strong><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"color: #ff6600\">(2015 &#8211; Atual)<\/span>\u00a0Justifica\u00e7\u00e3o e Legitima\u00e7\u00e3o do Estado: Um Di\u00e1logo entre John Rawls e Robert Nozick <\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>&#8211; Coordenadores: <\/strong><span style=\"color: #000000\">Evandro Barbosa (UFPel) \/ Keberson Bresolin (UFPel)<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"color: #000000\">&#8211; Financiamento:<\/span><\/span><\/strong><span style=\"color: #000000\"> CNPq<\/span><strong>\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong><em>Descri\u00e7\u00e3o:<\/em><\/strong> Nosso principal objetivo nesta pesquisa \u00e9 verificar, analisar e interpretar o problema da justifica\u00e7\u00e3o e da legitima\u00e7\u00e3o do Estado democr\u00e1tico de direito a partir dos textos A Theory of Justice (TJ), Political Liberalism (PL), Justice as Fairness: A Restatement (JFR) de John Rawls e a partir do texto Anarchy, State and Utopia (ASU) de Robert Nozick. Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 analisar a proposta s\u00f3cio democrata da ?Justice as Fairness? de John Rawls como um modo de ajuste das desigualdades sociais arbitrariamente estabelecidas. Para isso, Rawls prop\u00f5e os dois princ\u00edpios da justi\u00e7a os quais visam atender a demanda dos conceitos pol\u00edticos de liberdade e igualdade e estabelecer as condi\u00e7\u00f5es de possibilidade da concorr\u00eancia equitativa na coopera\u00e7\u00e3o social. Para dialogar com a proposta ?distributivista? de Rawls, analisaremos o projeto libert\u00e1rio de Robert Nozick, o qual critica duramente em seu livro ASU a fundamenta\u00e7\u00e3o de um Estado distributivista, pois ele lesa profundamente os direitos individuais da liberdade e da propriedade. Nozick busca apoio para parte de sua teoria na proposta liberal de John Locke, no qual encontra sua ?pedra fundamental?, a saber, os direitos individuais. Sua filosofia baseia-se sobre a tese de que indiv\u00edduos possuem direitos inviol\u00e1veis. Nesta medida, colocar estes dois grandes pensadores pol\u00edticos em discuss\u00e3o oferece sem d\u00favida uma grande pesquisa para pensar o sistema de governo, sua fundamenta\u00e7\u00e3o e sua legitima\u00e7\u00e3o. Para nossa pesquisa sempre ser\u00e1 importante a atualiza\u00e7\u00e3o do pensamento dos autores para o contexto de fundamenta\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o do Estado democr\u00e1tico de direito brasileiro.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #ff0000\"><strong><em>GRUPO DE ESTUDOS<\/em><\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000ff\"><strong><span style=\"color: #ff6600\">(2015 &#8211; Atual)<\/span> \u00c9tica e Meta\u00e9tica Contempor\u00e2nea<\/strong><\/span><br \/>\n<strong><em>Descri\u00e7\u00e3o:<\/em><\/strong> O &#8216;Grupo de Estudos Meta\u00e9tica e \u00c9tica Contempor\u00e2nea&#8217; surge com o prop\u00f3sito de suprir uma necessidade de pesquisa destas discuss\u00f5es meta\u00e9ticas. Sua proposta \u00e9 discutir quest\u00f5es que orbitam a tem\u00e1tica da normatividade contempor\u00e2nea, estabelecendo como pontos centrais de nossas discuss\u00f5es o problema da objetividade e a quest\u00e3o da dicotomia fato e valor. Contemporaneamente, o \u00e2mbito meta\u00e9tico vem sendo cada vez mais explorado pelos grandes centros de pesquisa na \u00e1rea de Filosofia, por isso n\u00e3o poder\u00edamos deixar passar a oportunidade de nos conectarmos ao objeto de estudo sobre o qual muitos fil\u00f3sofos renomados de debru\u00e7am (vale citar: Thomas Scanlon, Christine Korsgaard, Stephen Darwall, Allan Gibbard, Peter Railton, entre outros), todos fil\u00f3sofos com alguma entrada no \u00e2mbito anal\u00edtico para suas pesquisas. Por isso, a proposta \u00e9 examinar um problema meta\u00e9tica de ontologia moral, cujo questionamento central \u00e9: Existem fatos morais? A discuss\u00e3o desta pergunta resultou em duas correntes antag\u00f4nicas com diferentes respostas para ela, a saber, os realistas (que acreditam na exist\u00eancia de &#8216;fatos morais&#8217;) e os antirrealistas (que repelem esta possibilidade). Associado a isso encontra-se o problema da objetividade moral, condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para as correntes atuais que admitem a possibilidade de uma &#8216;moral mais robusta&#8217;, ou seja, com vistas a alguma forma de universaliza\u00e7\u00e3o. Estas s\u00e3o apenas algumas das considera\u00e7\u00f5es que a comunidade acad\u00eamica ter\u00e1 a possibilidade de explorar neste campo meta\u00e9tico, almejando respostas para quest\u00f5es que envolvem alguns dos principais elementos de filosofia pr\u00e1tica.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PROJETO DE PESQUISA (2016 &#8211; Atual) \u00a0Agente normativo e mind-dependence na tradi\u00e7\u00e3o contrato-construtivista. &#8211;\u00a0Coordenadores: Evandro Barbosa (UFPel) \/ Keberson Bresolin (UFPel) &#8211; Lattes &#8211;\u00a0Colaboradoras: Tha\u00eds Alves Costa&hellip; <span class=\"read-more\"><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ebarbosa\/projetos-de-pesquisa\/\" rel=\"bookmark\">Read more <span class=\"screen-reader-text\">&#8220;Research&#8221;<\/span><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":551,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-211","page","type-page","status-publish","hentry"],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ebarbosa\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ebarbosa\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ebarbosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ebarbosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/551"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ebarbosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=211"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ebarbosa\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/211\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":375,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ebarbosa\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/211\/revisions\/375"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ebarbosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}