{"id":468,"date":"2016-04-11T19:08:52","date_gmt":"2016-04-11T22:08:52","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/discoteca\/?page_id=468"},"modified":"2023-10-03T15:51:28","modified_gmt":"2023-10-03T18:51:28","slug":"lc-vinholes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/discoteca\/lc-vinholes\/","title":{"rendered":"L. C. VINHOLES"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: justify;\">Luiz Carlos Lessa Vinholes \u2013 ou L. C. Vinholes \u2013, nascido no ano de 1933 em Pelotas (estado do Rio Grande do Sul), \u00e9 um compositor brasileiro reconhecido como pioneiro da m\u00fasica aleat\u00f3ria no mundo.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se notabilizou por defender e divulgar a cultura brasileira em outros pa\u00edses, sobretudo no Jap\u00e3o, onde residiu por v\u00e1rios anos. Em 1957, Vinholes foi contemplado com uma bolsa de estudos do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o. Ap\u00f3s os estudos permaneceu no pa\u00eds, onde desenvolveu sua pesquisa sobre m\u00fasica chinesa, coreana e japonesa e proferiu diversas confer\u00eancias em simp\u00f3sios e eventos internacionais. Vinholes tamb\u00e9m atuou na difus\u00e3o da cultura brasileira no Jap\u00e3o, onde apresentou um programa de r\u00e1dio sobre a rec\u00e9m-surgida Bossa Nova. O Patrono ainda ocupou os cargos de encarregado do Setor Cultural das Embaixadas Brasileiras e de Adido Cultural em T\u00f3quio e nas embaixadas dos pa\u00edses em que trabalhou como oficial de Chancelaria do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil. No Jap\u00e3o, promoveu a difus\u00e3o da m\u00fasica e da poesia concreta brasileira e ainda idealizou e promoveu os processos de reconhecimento das primeiras cidades-irm\u00e3s entre o Brasil e o Jap\u00e3o: Pelotas-Suzu (1962) e Porto Alegre-Kanazawa (1967). No Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, o compositor desempenhou fun\u00e7\u00f5es no Paraguai, Canad\u00e1 e It\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>L. C. Vinholes e o IBRIT<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio de 1996, o embaixador Guilherme Leite Ribeiro, ent\u00e3o c\u00f4nsul-geral do Brasil em Mil\u00e3o, convidou a Vinholes que, na \u00e9poca, era coordenador da coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica bilateral da Ag\u00eancia Brasileira de Coopera\u00e7\u00e3o (ABC), para ser Encarregado do Setor Cultural, de Coopera\u00e7\u00e3o e Divulga\u00e7\u00e3o daquela reparti\u00e7\u00e3o consular, com a miss\u00e3o de implementar, na capital da Lombardia, o projeto do Instituto Brasil-It\u00e1lia (IBRIT). Vinholes aceitou o convite na condi\u00e7\u00e3o de que quando o instituto estivesse funcionando, seria autorizado a retornar \u00e0 Secretaria de Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de tr\u00eas anos depois, em 26 de agosto de 1999, o embaixador Leite Ribeiro que fora transferido de Mil\u00e3o para o Escrit\u00f3rio Financeiro em Washington, enviou \u00e0 Secretaria de Estado o Despacho-Telegr\u00e1fico N\u00b002523, no qual l\u00ea-se:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Tomei conhecimento de que est\u00e1 sendo providenciada a remo\u00e7\u00e3o do Ofchan Luiz Carlos Lessa Vinholes do Consulado-Geral em Mil\u00e3o para a Secretaria de Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o poderia deixar passar esta ocasi\u00e3o sem manifestar meu reconhecimento pelo extraordin\u00e1rio trabalho por ele realizado \u00e0 frente do Setor Cultural, de Coopera\u00e7\u00e3o e Divulga\u00e7\u00e3o daquela Reparti\u00e7\u00e3o. Quando fui designado para chefia-la, vim a saber que o quadro de pessoal havia sido reduzido de um diplomata; imediatamente, ent\u00e3o solicitei \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o que fosse removido, em seu lugar, aquele funcion\u00e1rio que havia servido comigo na ABC, plenamente capacitado a se desempenhar naquela fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ofchan Vinholes correspondeu a todas as minhas expectativas e desejo ressaltar entre outras, a inestim\u00e1vel contribui\u00e7\u00e3o prestada para a implanta\u00e7\u00e3o do projeto de cria\u00e7\u00e3o do Instituto Brasil-It\u00e1lia (IBRIT) e sua posterior dinamiza\u00e7\u00e3o. Deve-se a ele todo o trabalho da prepara\u00e7\u00e3o da documenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, da busca do im\u00f3vel apropriado, a sele\u00e7\u00e3o do pessoal, o acompanhamento das a\u00e7\u00f5es do instituto, a identifica\u00e7\u00e3o, contato com palestrantes e escolha de temas do seu setor, a organiza\u00e7\u00e3o dos programas de atividades, a prepara\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios \u00e0 Secretaria de Estado e tantas outras tarefas que deram corpo e personalidade ao IBRIT, cuja presen\u00e7a, em Mil\u00e3o e na \u00e1rea da jurisdi\u00e7\u00e3o consular, se faz cada dia mais conhecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com sua excepcional capacidade de trabalho, experi\u00eancia profissional, intelig\u00eancia e integral dedica\u00e7\u00e3o ao Servi\u00e7o P\u00fablico, de que deu provas \u00e0 Casa em tantas outras oportunidades, o Ofchan Vinholes foi um colaborador insubstitu\u00edvel e, por conseguinte, merece o elogio que ora lhe fa\u00e7o, que pe\u00e7o seja inclu\u00eddo em seu ma\u00e7o pessoal&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor Mario de Souza Maia, coordenador da Discoteca\/LabEt, relata que sua rela\u00e7\u00e3o com Vinholes se estreitou na d\u00e9cada de 1990, quando definiu a obra do compositor como tema para disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Hist\u00f3ria pela PUC-RS. Maia inicia sua abordagem sobre a m\u00fasica aleat\u00f3ria em 1951, quando o compositor John Cage, influenciado pelo movimento dad\u00e1 e por uma filosofia zen, comp\u00f4s \u201cMusic Changes\u201d e \u201cImaginary Landscape n\u00ba4\u2033, usando pela primeira vez o acaso e a indetermina\u00e7\u00e3o na m\u00fasica. A \u201cInstru\u00e7\u00e3o 61\u2033 (1961), de autoria de Vinholes, obra\u00a0 reconhecida como a exitosa tentativa pioneira de um brasileiro de viabilizar a cria\u00e7\u00e3o de m\u00fasica aleat\u00f3ria, se tornou o mote da pesquisa do coordenador da Discoteca, que percebeu a profundidade e as m\u00faltiplas facetas do trabalho de Vinholes. A escolha do nome de Lu\u00eds Carlos Lessa Vinholes como Patrono da Discoteca do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas tem a inten\u00e7\u00e3o declarada de contribuir para o reconhecimento p\u00fablico da import\u00e2ncia que o compositor representa para o universo da cultura e da m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Patrono realizou uma s\u00e9rie de doa\u00e7\u00f5es de itens de seu acervo pessoal para o acervo p\u00fablico da Discoteca, desde a constitui\u00e7\u00e3o formal do espa\u00e7o junto ao Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas em 2014. Pe\u00e7as como instrumentos folcl\u00f3ricos oriundos de diversos pa\u00edses, equipamentos de \u00e1udio, documentos, fotografias, cartas, programas de atividades culturais, partituras, livros, LP&#8217;s, CD&#8217;s, artigos de sua autoria, diplomas e comendas recebidos em miss\u00f5es internacionais, arquivos de recortes de jornais e revistas, entre outros itens, conferem ao acervo da Discoteca um car\u00e1ter \u00fanico e especial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Carlos Lessa Vinholes \u2013 ou L. C. Vinholes \u2013, nascido no ano de 1933 em Pelotas (estado do Rio Grande do Sul), \u00e9 um compositor brasileiro reconhecido como pioneiro da m\u00fasica aleat\u00f3ria no mundo. Se notabilizou por defender e divulgar a cultura brasileira em outros pa\u00edses, sobretudo no Jap\u00e3o, onde residiu por v\u00e1rios anos. 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