{"id":138,"date":"2017-09-28T20:24:22","date_gmt":"2017-09-28T23:24:22","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/?p=138"},"modified":"2021-04-16T22:08:53","modified_gmt":"2021-04-17T01:08:53","slug":"o-desconforto-e-o-encantamento-quando-eu-ando-eu-costuro-a-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/o-desconforto-e-o-encantamento-quando-eu-ando-eu-costuro-a-cidade\/","title":{"rendered":"O desconforto e o encantamento: Quando eu ando eu costuro a cidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;clear: both; text-align: center;&quot;}\"><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;font-family: Helvetica Neue, Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;}\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a; font-family: Arial; text-align: justify;&quot;}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\"><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a;&quot;}\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-140 aligncenter\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/12-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/12-400x266.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/12-272x182.jpg 272w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/12.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\">A legitimidade e a import\u00e2ncia da produ\u00e7\u00e3o de Fabr\u00edzio Rodrigues, no contexto da arte contempor\u00e2nea e da pesquisa em po\u00e9ticas visuais, desenvolvida na universidade, independem das minhas palavras. Contudo, dada \u00e0 efervesc\u00eancia da hora, do momento cultural art\u00edstico que vivenciamos \u00e9 importante que nos movimentemos para criarmos interlocu\u00e7\u00f5es. Na escritura aqui redigida tentarei explicitar as in\u00fameras camadas que constituem um trabalho art\u00edstico, pois sim a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica a que me refiro tem densidade, espessura e muitas peles. Infelizmente, os saberes da arte n\u00e3o s\u00e3o partilhados como caberia a t\u00e3o vasto e potente campo de conhecimento, dando a ver o imenso corpo pr\u00e1tico\/te\u00f3rico que o constitui \u2013 o corpo da arte, impedindo e dificultando a prospec\u00e7\u00e3o das camadas. Ou seja, a maioria das pessoas n\u00e3o compreende que na superf\u00edcie aparente encontrar-se-\u00e1 a profundidade e, se essa nos provoca d\u00favidas \u2013 desconforto e\/ou encantamento, poderemos encontrar as respostas nela mesma. \u00c9 dessa arte que falo. \u201cQuando eu me desloco eu costuro a cidade\u201d apresenta estandarte, tapumes com pinturas, colagens, costuras, objetos e fotografias e v\u00eddeos que nos revelam um modo de conceber e ver o mundo muito peculiar e singular. Isso \u00e9 arte, isso \u00e9 o papel da arte. Rodrigues \u00e9 artista visual e figurinista, tece, tece ideia, tece a ideia com arte, com arte tece a ideia, tece arte e a ideia com a vida e assim vai constituindo, o que metaforicamente pode ser considerado um imenso cerzido. Na exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s obras s\u00e3o resultado de uma pesquisa em andamento desenvolvida no Mestrado em Artes Visuais da UFPel, na linha de pesquisa em Processo de Cria\u00e7\u00e3o e Po\u00e9tica do Cotidiano sob minha orienta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\">.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-141\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/13-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/13-400x266.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/13-272x182.jpg 272w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/13.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-142\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/14-400x250.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/14-400x250.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/14-436x272.jpg 436w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/14.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\"><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a;&quot;}\">\u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\"><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a;&quot;}\">\u00a0 \u00a0 \u00a0O trabalho exposto \u00e9 oriundo de uma investiga\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e te\u00f3rica, ou seja de um\u00a0processo de artista que envolve fazer e cogni\u00e7\u00e3o. Podemos verificar diante das obras que h\u00e1 um conhecimento desenvolvido na m\u00e3o\/corpo que costura, agrega, cola, pinta, fotografa, coleta, aponta etc., instaurando diferentes efeitos que envolvem a aten\u00e7\u00e3o e o encantamento pelas dobras, pelos rococ\u00f3s, por um tal jeito barroco de subjetiva\u00e7\u00e3o pelo cotidiano fabulado. Fabr\u00edzio cotejou a cidade de Pelotas e a reinventou, \u00e9 essa cidade que \u00e9 um dos motes de sua cria\u00e7\u00e3o nesse momento \u2013 cidade e pessoas. Rodrigues revela seu envolvimento com os saberes que adquiriu para singularizar sua produ\u00e7\u00e3o e sua experi\u00eancia de caminhar pelas ruas de Pelotas, cidade localizada no extremo sul do pa\u00eds.\u00a0 Em sua produ\u00e7\u00e3o atual, conjuga o seu m\u00e9tier de figurinista e sua forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria em artes visuais. Ele encontra a cidade presente e seu passado, nos \u00edcones diversos, no chafariz, no grafite, no pixo, nas rendas das toalhas de mesa, na luz rosa, nos doces, nos decorativismos, no charque, na lagoa, no arroio, nos viol\u00e1ceos, como tamb\u00e9m no burburinho, no grito, no sil\u00eancio de pelotenses e outros que por aqui passam. E, por meio desse encontro com o cotidiano vivenciado inicia as aproxima\u00e7\u00f5es com o escopo te\u00f3rico que o acolhe e desdobra o pensamento: \u201cAndar como pr\u00e1tica est\u00e9tica\u201d de Francesco Careri, na teoria Queer e Camp desenvolvida por Judth B\u00fcttler, Donald Morton, Susan Sontag entre outros. E, a obra potencializa discuss\u00f5es e posicionamentos favor\u00e1veis e contr\u00e1rios, a camada reflexiva n\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ada, pois ent\u00e3o, os conceitos auxiliam o artista a contextualizar sua produ\u00e7\u00e3o pela perspectiva da literatura e de autores do campo da arte, da filosofia, da psicanalise da cultura visual, sociologia, antropologia. Por isso a arte \u00e9 considerada um porta aberta aos mais distintos conhecimentos, as mais distintas manifesta\u00e7\u00f5es desse conhecimento \u2013 sens\u00edvel e intelectivo. O Queer, conceito atrelado a exposi\u00e7\u00e3o recentemente censurada tamb\u00e9m basila os escopo est\u00e9tico e te\u00f3rico de Rodrigues. Segundo Louro (2004, p. 38) \u201cQueer pode ser traduzido por estranho, talvez rid\u00edculo, exc\u00eantrico, raro, extraordin\u00e1rio\u201d, e a ess\u00eancia de Camp, segundo Susan Sontag \u201c[&#8230;] \u00e9 a sua predile\u00e7\u00e3o pelo inatural: pelo artif\u00edcio e pelo exagero\u201d (SONTAG, 1987, p. 318).<\/span><\/p>\n<p data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-143\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/15-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/15-400x266.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/15-272x182.jpg 272w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/15.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-144\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/16-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/16-400x266.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/16-272x182.jpg 272w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/16.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\"><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a;&quot;}\">\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0 Coincid\u00eancia ou n\u00e3o a exposi\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava planejada desde 2016, sem que o artista soubesse que haveria uma grande exposi\u00e7\u00e3o na capital envolvendo o conceito. Diferentemente do que se pensa, a arte \u00e9 viva e resistente, o conceito tamb\u00e9m, se desloca e \u00e9 poss\u00edvel de encontra-lo em exposi\u00e7\u00e3o aberta e \u00e9 l\u00e1 o que aqui lhes oferto como possibilidade de passear pela Pelotas apresentada por Fabr\u00edzio. A obra n\u00e3o \u00e9 uma obra QUEER, \u00e9 uma obra em que \u00e9 poss\u00edvel identificar caracter\u00edsticas comuns as outras produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas atravessadas por quest\u00f5es encontradas na diversidade de g\u00eanero, evidenciada na \u201cDRGTOPOGRAFIA\u201d.\u00a0 Ou seja, o m\u00e9todo cunhado por ele como &#8220;Dragtopografia&#8221; \u00e9 o relevo e o desenho de uma das camadas da cidade, na qual, as vezes longe da superf\u00edcie, encontra-se a narrativa de quem mora na cidade, as drag queens.\u00a0 Rodrigues fez um chamamento as drags da cidade de Montenegro, assim como havia sido realizado em Pelotas para cartografar o lugar que acolhe seu trabalho em exposi\u00e7\u00e3o, nessa h\u00e1 fotos de pessoas de diferentes tipos de orienta\u00e7\u00f5es sexuais, entre eles heterossexuais, l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transg\u00eaneros e seus depoimentos sobre a cidade.<\/span><\/p>\n<p data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-145\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/17-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/17-400x266.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/17-272x182.jpg 272w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/17.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-146 alignnone\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/18-400x240.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/18-400x240.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/18.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-416 alignnone\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2017\/09\/p8-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2017\/09\/p8-400x266.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2017\/09\/p8-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2017\/09\/p8-768x511.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2017\/09\/p8-272x182.jpg 272w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2017\/09\/p8.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\"><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a;&quot;}\">\u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0A \u201cdragtopografia\u201d concede ao artista os pontos para uma urdidura em que as linhas transpassam e fiam um tecido que cobre e descobre a superf\u00edcie que \u00e9 capaz de tecer e encorpar o deslocamento do artista pela cidade. Ent\u00e3o, ao entrar no espa\u00e7o expositivo tudo se alinhava: a cidade de Pelotas ao artista, vice versa, revelando o artista de Montenegro, as pessoas que alinhavam seu processo. No espa\u00e7o da a ver o artista andarilho, visual e tecel\u00e3o, Jo\u00e3ozinho Trinta, Cl\u00f3vis Bornay, o pigmento rosa, a m\u00fasica cl\u00e1ssica, os restos de manuais, com as mem\u00f3rias da vida, do caminhar, de conversas, de afetos, purpurinas e tudo mais que constitui um sujeito, artista, pesquisador, professor, figurinista e gay. Uma\u00a0 exposi\u00e7\u00e3o finalizando e uma obra em transforma\u00e7\u00e3o implicada em um processo que n\u00e3o tem fim, imperd\u00edvel coteja-la e imposs\u00edvel deixar de impregnar-se com as outras camadas.<\/span><\/p>\n<p data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-147 aligncenter\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/22054464_491572301220315_1215968462_n-400x240.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/22054464_491572301220315_1215968462_n-400x240.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/22054464_491572301220315_1215968462_n.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\"><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a;&quot;}\">Duda Gon\u00e7alves &#8211; artista visual, professora do Curso de Gradua\u00e7\u00e3o e Mestrado em Artes Visuais do Centro de Artes da UFPel, lider do Grupo de Pesquisa Deslocamentos, Observ\u00e2ncias e Cartografias Contempor\u00e2neas \u2013 DESLOCC (CNPq\/UFPel) e pesquisadora do Grupo de Pesquisa Ve\u00edculos da Arte (CNPq\/UFRGRS).<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;font-family: Arial;&quot;}\"><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a;&quot;}\">Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;font-family: Arial;&quot;}\"><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a;&quot;}\">MORTON, Donald. El nacimiento de lo ciberqueer. In: JIM\u00c9NEZ, Rafael M. M\u00e9rida.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\"><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a; font-family: Arial; font-size: x-small;&quot;}\">Sexualidades transgresoras. Una antolog\u00eda de estudios queer. Barcelona: Ic\u00e1ria <\/span><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a; font-family: Arial; font-size: x-small;&quot;}\">editorial, 2002, p. 111 a 140.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\" data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;text-align: justify;&quot;}\"><span data-original-attrs=\"{&quot;style&quot;:&quot;color: #47423a; font-family: Arial; font-size: x-small;&quot;}\">SONTAG, Susan. Notas sobre o Camp. In: Contra a interpreta\u00e7\u00e3o. Porto Alegre: LPM, 1987, p. 318 a 337.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 A legitimidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1012,"featured_media":142,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":{"0":"post-138","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-noticias","9":"post-with-thumbnail","10":"post-with-thumbnail-large"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/files\/2020\/06\/14.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1012"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=138"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":421,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138\/revisions\/421"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/wp-json\/wp\/v2\/media\/142"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/deslocc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}