{"id":64,"date":"2010-06-07T21:46:33","date_gmt":"2010-06-08T00:46:33","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/dea\/?page_id=64"},"modified":"2010-06-07T23:03:37","modified_gmt":"2010-06-08T02:03:37","slug":"apresentacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/dea\/","title":{"rendered":"Apresenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>LEI N\u00ba 11.645\/2008 <\/strong>incluiu no curr\u00edculo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da tem\u00e1tica \u201cHist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira e Ind\u00edgena\u201d. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino m\u00e9dio, p\u00fablicos e privados, tornou-se obrigat\u00f3rio o estudo da hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira e ind\u00edgena. Consta na lei que o conte\u00fado program\u00e1tico dever\u00e1 incluir diversos aspectos da hist\u00f3ria e da cultura que caracterizam a forma\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira, a partir desses dois grupos \u00e9tnicos, tais como o estudo da hist\u00f3ria da \u00c1frica e dos africanos, a luta dos negros e dos povos ind\u00edgenas no Brasil, a cultura negra e ind\u00edgena brasileira e o negro e o \u00edndio na forma\u00e7\u00e3o da sociedade nacional, resgatando as suas contribui\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica, pertinentes \u00e0 hist\u00f3ria do Brasil (Lei Direto, 2009).<\/p>\n<p>A justificativa da necessidade da promulga\u00e7\u00e3o desta lei tem rela\u00e7\u00e3o com as desigualdades sociais que podem ser verificadas tamb\u00e9m a partir da cor de cada indiv\u00edduo. Prova disso est\u00e3o nos dados apresentados por Lemos (2009) onde relata que \u201cno ensino fundamental, &#8230; tem-se uma realidade descrita pela an\u00e1lise de indicadores nacionais recentes (Censo Escolar 2007 <em>apud<\/em>. BRASIL, 2009) na qual a distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie de brancos \u00e9 de 33,1% na primeira s\u00e9rie e de 54,7% na oitava, enquanto a distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie de negros \u00e9 de 52,3% na primeira s\u00e9rie e 78,7% na oitava. Dentre jovens brancos de 16 anos 70% haviam conclu\u00eddo o ensino fundamental obrigat\u00f3rio, enquanto que dos negros, apenas 30%. Dentre as crian\u00e7as brancas de 8 e 9 anos na escola, encontramos\u00a0 uma taxa de analfabetismo da ordem de 8%, enquanto que dentre as negras essa taxa\u00a0 \u00e9 de 16% (PNAD\/IBGE, 2007 apud. BRASIL, 2009)\u201d.<\/p>\n<p>Buscando modificar os dados apresentados, partindo de melhorias no processo de ensino-aprendizagem focadas na busca da valoriza\u00e7\u00e3o da cultura e busca da auto-estima dos estudantes, foram criados novos tipos de abordagem dos conte\u00fados em sala de aula onde todas as crian\u00e7as poder-se-iam sentir-se pertencentes ao contexto do conhecimento constru\u00eddo tendo no futuro\u00a0 lugar ao mercado de trabalho em iguais condi\u00e7\u00f5es\u00a0 de oportunidade.<\/p>\n<p>Partindo desse pressuposto sugerimos uma metodologia de trabalho onde a contribui\u00e7\u00e3o cultural de todas as ra\u00e7as que comp\u00f5em o povo brasileiro seja conhecida e valorizada, que suas origens sejam conhecidas e que cada aluno consiga perceber a import\u00e2ncia de sua interfer\u00eancia na comunidade enquanto cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a proposta do grupo Design + Escola + Arte (D.E.A.) tendo em vista que, o cumprimento da lei tem proporcionado resultados bastante positivos no que se refere a auto-estima das crian\u00e7as negras e ind\u00edgenas a partir de atividades realizadas nos diversos componentes curriculares. Comprova\u00e7\u00e3o deste fato pode-se encontrar nos trabalhos relatados por Sagramento et.al., 2009; Zonzon, 2009; Coutinho, 2009 e Lemos et. al., 2009 entre outros; onde abordagens como religi\u00e3o, capoeira angola, a est\u00e9tica do cabelo e forma\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio da cidadania exemplificam uma mudan\u00e7a de pensamento no trato da tem\u00e1tica \u00e9tnico-racial.<\/p>\n<p>A Universidade Federal de Pelotas, da qual faz parte a maioria dos membros do grupo D.E.A., tem seu trabalho pautado em tr\u00eas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o: o ensino, a pesquisa e a extens\u00e3o. Na atividade extensionista os graduandos trabalham e exercitam o conhecimento constru\u00eddo ao atuarem na sociedade, passando a perceber a import\u00e2ncia das informa\u00e7\u00f5es e conceitos desenvolvidos na Universidade. Nesta conjuntura afloram a iniciativa, a autoconfian\u00e7a e o esp\u00edrito de cidadania. A comunidade, por sua vez tamb\u00e9m \u00e9 favorecida nesta rela\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o, pois as crian\u00e7as, jovens e estudantes adultos\u00a0 passam a valorizar a sua cultura em detrimento dos valores importados, ao conhecerem personalidades importantes no desenvolvimento pol\u00edtico, econ\u00f4mico e social brasileiros e as contribui\u00e7\u00f5es do povo africano e ind\u00edgena nas mais diversas \u00e1reas do conhecimento.<\/p>\n<p>A partir de uma nova vis\u00e3o de mundo a comunidade escolar passa a valorizadar menos as <em>fast foods<\/em>, a m\u00fasica eletr\u00f4nica, o design de m\u00f3veis e utens\u00edlios cujos materiais e conceitos ergon\u00f4micos desconsideram as particularidades do brasileiro al\u00e9m da m\u00eddia importada, que tenta instigar ao consumo desenfreado de bens, que nem t\u00e3o necess\u00e1rios s\u00e3o \u00e0 nossa sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Assim que o grupo D.E.A, consciente da import\u00e2ncia do direcionamento de um trabalho que vise reduzir as diferen\u00e7as sociais j\u00e1 descritas e da busca pela valoriza\u00e7\u00e3o de todos os indiv\u00edduos prop\u00f5em um projeto de oficinas que pode se adequar as diversas realidades regionais. Partindo de um \u201ccard\u00e1pio\u201d de op\u00e7\u00f5es, que contemplam a literatura, as artes, a m\u00fasica e muitas outras influ\u00eancias culturais almejando ter por resultado produ\u00e7\u00f5es intelectuais e novas formas de pensamento e ideais por parte dos corpos docente e discente de cada escola por onde atuar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A LEI N\u00ba 11.645\/2008 incluiu no curr\u00edculo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da tem\u00e1tica \u201cHist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira e Ind\u00edgena\u201d. 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