{"id":269,"date":"2023-12-20T15:50:48","date_gmt":"2023-12-20T18:50:48","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/?page_id=269"},"modified":"2023-12-21T07:26:01","modified_gmt":"2023-12-21T10:26:01","slug":"relevancia-do-projeto","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/relevancia-do-projeto\/","title":{"rendered":"relev\u00e2ncia do projeto"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #33cccc;\"><b>Nova possibilidade metodol\u00f3gica e tecnol\u00f3gica<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Prop\u00f5e-se a pr\u00e1tica da caminhografia urbana &#8211; caminhar e cartografar \u2013 como m\u00e9todo que possibilita a incurs\u00e3o do corpo pesquisador por esses territ\u00f3rios, que desenvolvam a cria\u00e7\u00e3o de uma metodologia org\u00e2nica fundamentada na pedagogia de acolhimento, reconhecimento e an\u00e1lise sens\u00edvel dos objetos em estudo. A constru\u00e7\u00e3o dos saberes se ocorrer\u00e3o pelas viv\u00eancias em campo, que possibilitar\u00e3o registros, di\u00e1logos e intera\u00e7\u00f5es entre os pesquisadores e as comunidades tradicionais. Pretende-se: utilizar plataformas abertas de m\u00eddias locativas para o mapeamento colaborativo das comunidades; dialogar com pesquisadores nacionais e internacionais, ONGS, associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, \u00f3rg\u00e3os e agentes p\u00fablicos; organizar semin\u00e1rios presenciais e remotos de debate dos problemas e pistas para novas pol\u00edticas p\u00fablicas; publicar em eventos e peri\u00f3dicos nacionais e internacionais os procedimentos e resultados da pesquisa. Para acompanhamento em tempo real e posterior, pretende-se desenvolver o App CaminhoVivo, com o objetivo de utilizar caminhadas como uma forma de coletar dados e insights sobre as necessidades e oportunidades das \u00e1reas urbanas e periurbanas, a fim de informar o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas mais eficazes e sustent\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #33cccc;\">Conhecimento gerado do interior para o interior<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Comodoro Rivadavia\/AR, Pelotas\/BR e Marab\u00e1\/BR, ambas as tr\u00eas cidades s\u00e3o distantes dos grandes centros e carentes de a\u00e7\u00f5es efetivas de manuten\u00e7\u00e3o de sua pluralidade e potencialidades. Suas localiza\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas possibilitam a exist\u00eancia de discursos n\u00e3o centralizados, n\u00e3o hegem\u00f4nicos e contra-colonial, que instiga a cria\u00e7\u00e3o de uma nova agenda p\u00fablica para a teoria e pr\u00e1tica da democracia cultural do sul ao norte do pa\u00eds. Acredita-se que, reconhecer e registrar a cultura das comunidades tradicionais desses n\u00facleos urbanos, \u00e9 um modo de agenciar pistas para pol\u00edticas p\u00fablicas de preserva\u00e7\u00e3o e sustentabilidade em n\u00edvel de meio-ambiente, espa\u00e7o e sociedade. Assim como, promover o conhecimento e a\u00e7\u00f5es sobre os resultados, visibilizando comunidades que est\u00e3o nas zonas perif\u00e9ricas e em vulnerabilidade.<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #33cccc;\">Visibilidade das comunidades tradicionais em zonas urbanas<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os estudos sobre a produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano que se debru\u00e7am sobre as rela\u00e7\u00f5es entre o velho continente hispano-portugu\u00eas e a origem de nossas cidades, necessita de releitura e inclus\u00f5es. Todos esses povos tradicionais s\u00e3o importantes produtores do espa\u00e7o das cidades e v\u00eam sendo relegados da nossa constru\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica (VIANA, 2008), buscando um descentramento te\u00f3rico, n\u00e3o mais compreendendo-os como um elemento residual, mas como fundamental na constru\u00e7\u00e3o das nossas formas espaciais urbanas, arquitet\u00f4nicas e sociais. Concomitantemente, o Minist\u00e9rio da Cidadania e Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, por meio do Decreto 6.040 de 7 de fevereiro de 2017, institui a Pol\u00edtica Nacional de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT), criada em um contexto de busca de reconhecimento e preserva\u00e7\u00e3o de outras formas de organiza\u00e7\u00e3o social por parte do Estado. Na Argentina, as Leis nacionais 23302; 27118; a Constitui\u00e7\u00e3o Nacional no artigo 75, inciso 22,e no inciso 17: outorgam direitos da terra, do trabalho e da cultura aos povos ind\u00edgenas e tribais. Na prov\u00edncia de Chubut, onde se localiza Comodoro Rivadavia, a Constitui\u00e7\u00e3o no artigo 34 indica que: reivindica a assist\u00eancia dos povos ind\u00edgenas em seu territ\u00f3rio, garantindo respeito pela sua identidade. Promove medidas apropriadas para preservar e facilitar o desenvolvimento e pr\u00e1tica de seus idiomas, assegurando o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue e intercultural. \u00c9 reconhecido em comunidades ind\u00edgenas existentes na Prov\u00edncia: 1. Posse e propriedade comunit\u00e1ria das terras que tradicionalmente ocupam. 2. Propriedade intelectual e produto econ\u00f4mico do conhecimento te\u00f3rico e pr\u00e1tico de suas tradi\u00e7\u00f5es quando s\u00e3o usados \u200b\u200bpara fins lucrativos.<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #33cccc;\">Potencial de Inova\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em>Processos<\/em><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">O projeto aposta na cria\u00e7\u00e3o de pistas para pol\u00edticas p\u00fablicas a partir de caminhografias urbanas, realizadas pela academia, comunidades tradicionais e gestores p\u00fablicos; a partir de caminhadas e cartografias in loco, \u00e0s margens da \u00e1gua, urbanizadas, ou seja, buscando a invers\u00e3o e a multiterritorialidade no processo metodol\u00f3gico da pesquisa e a\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de ampliar as a\u00e7\u00f5es em diferentes escalas: cidade, regi\u00e3o e brasileiras; realizando trocas e interc\u00e2mbios entre o norte e sul do Brasil, de forma a apreender criticamente as complexidades espaciais, culturais e sociais da contemporaneidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em>Produtos<\/em><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o previstos diversos novos produtos oriundos das etapas da pesquisa (1o. ano: EXPERIMENTAR, 2o. ano: CRIAR e 3o. ano: PRODUZIR): website interativo e reposit\u00f3rio dos processos da pesquisa; exposi\u00e7\u00e3o virtual-interativa no Instagram; exposi\u00e7\u00e3o itinerante-transcultural; material did\u00e1tico-educativo sobre pol\u00edticas p\u00fablicas; mapeamentos sociais-locais. Todos desenvolvidos com ferramentas e plataformas livres e com implementa\u00e7\u00e3o de novas funcionalidades).\u00a0 O principal produto do processo de pesquisa \u00e9 o App CaminhoVivo, atuando n\u00e3o apenas na atividade f\u00edsica e na explora\u00e7\u00e3o periurbana, mas tamb\u00e9m permitiria que os cidad\u00e3os contribu\u00edssem ativamente para moldar o futuro das \u00e1reas perif\u00e9ricas por meio de suas caminhadas e observa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><em>Servi\u00e7os<\/em><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">Disponibiliza\u00e7\u00e3o de novos canais de comunica\u00e7\u00e3o (on-line e presenciais) para as comunidades tradicionais, presentes no meio urbano se fazerem ouvidas e informadas sobre pol\u00edticas p\u00fablicas existentes e propostas no projeto. Implementando um guia virtual dos\u00a0 patrim\u00f4nios culturais, ainda pouco conhecidos &#8211; comunidades tradicionais &#8211; atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o tecnologias como a \u200b\u200bdo c\u00f3digo QR (o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">QR Code<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">) como elemento de acesso e socializa\u00e7\u00e3o das caminhografias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #33cccc;\"><b>Car\u00e1ter Multi ou Interdisciplinar<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A rede organizada conta com pesquisadores com forma\u00e7\u00e3o multi\/interdisciplinar entre as \u00e1reas de: arquitetura e urbanismo, artes, antropologia, planejamento urbano e regional, geografia, filosofia e educa\u00e7\u00e3o. Todos atravessados por membros de ongs, associa\u00e7\u00f5es, museus, \u00f3rg\u00e3os e agentes p\u00fablicos, comunidades tradicionais, moradores, etc. Produzindo pistas para pol\u00edticas p\u00fablicas urbanas e culturais, nas margens das \u00e1guas, a partir de novas teorias do urbanismo (\u00e1rea predominante), pol\u00edtica urbana, pol\u00edticas p\u00fablicas, antropologia urbana, fotografia, geografia urbana, ci\u00eancias ambientais e cinema (\u00e1reas correlatas).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A perspectiva multi, inter e transdisciplinar \u00e9 um\u00a0 dos objetivos desse projeto, quando a academia &#8211; pesquisadores e universidades &#8211; d\u00e3o dizibilidade para a forma\u00e7\u00e3o de novas pol\u00edticas p\u00fablicas, a partir de origens minorizadas, envolvendo povos tradicionais &#8211; ribeirinhos, quilombolas, ind\u00edgenas, etc &#8211;\u00a0 diretamente com agentes p\u00fablicos &#8211; legislativo e executivo &#8211; num caminhografar juntos em caminhadas, conversas, semin\u00e1rios presenciais e remotos e\u00a0 exposi\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, potencializando a experi\u00eancia, o projeto provoca a aproxima\u00e7\u00e3o do interior do sul com o interior do norte do Brasil, buscando saberes e pr\u00e1ticas nos confins de forma presencial e virtual, possibilitando intera\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #33cccc;\"><b>Impactos Esperados<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o esperados impactos:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na articula\u00e7\u00e3o das pistas para novas pol\u00edticas p\u00fablicas urbanas e culturais, entre as comunidades, universidades e agentes p\u00fablicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No reconhecimento da caminhografia urbana como metodologia inter\/trans\/multidisciplinar, capaz de interagir em diferentes escalas e grupos sociais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na preserva\u00e7\u00e3o e salvaguarda dos saberes das comunidades tradicionais como essenciais na preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e cultura nacionais\/locais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No desenvolvimento de uma rede de pesquisa nacional que estuda as ocupa\u00e7\u00f5es nas margens da \u00e1gua,\u00a0 de cidades do interior do Brasil e Argentina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na implementa\u00e7\u00e3o de uma rede internacional de mapeamento das margens da \u00e1gua urbanizadas, em cidades do interior do Brasil e Argentina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na melhoria da qualidade da vida urbana e cultural dos moradores e comunidades tradicionais que vivem nas margens da \u00e1gua, das cidades do interior do Brasil e Argentina.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova possibilidade metodol\u00f3gica e tecnol\u00f3gica Prop\u00f5e-se a pr\u00e1tica da caminhografia urbana &#8211; caminhar e cartografar \u2013 como m\u00e9todo que possibilita a incurs\u00e3o do corpo pesquisador por esses territ\u00f3rios, que desenvolvam a cria\u00e7\u00e3o de uma metodologia org\u00e2nica fundamentada na pedagogia de acolhimento, reconhecimento e an\u00e1lise sens\u00edvel dos objetos em estudo. 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