{"id":152,"date":"2023-12-20T10:36:20","date_gmt":"2023-12-20T13:36:20","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/?page_id=152"},"modified":"2023-12-21T08:27:54","modified_gmt":"2023-12-21T11:27:54","slug":"o-projeto","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/o-projeto\/","title":{"rendered":"o projeto"},"content":{"rendered":"<p><b>T\u00edtulo do Projeto<\/b><\/p>\n<p><span style=\"color: #33cccc;\"><b>CAMINHOGRAFIAS URBANAS NOS CONFINS DA AMERICA DO SUL: criando pistas para pol\u00edticas p\u00fablicas com povos e comunidades tradicionais que habitam a margem das cidades de Marab\u00e1\/BR, Pelotas\/BR e Comodoro Rivadavia\/AR<\/b><\/span><\/p>\n<p><b>Palavras-chave<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">caminhografia urbana, pol\u00edtica urbana, teoria urbana, margens, interior da Am\u00e9rica do Sul, App CaminhoVivo.<\/span><\/p>\n<p><strong>Financiamentos<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #33cccc;\"><b>Chamada P\u00fablica MCTI\/CNPq no 14\/2023<\/b><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #33cccc;\"><b>Apoio a Projetos Internacionais de Pesquisa Cient\u00edfica, Tecnol\u00f3gica e de Inova\u00e7\u00e3o<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #33cccc;\"><b>Chamada CNPq\/MCTI No 10\/2023 &#8211; UNIVERSAL <\/b><b>Faixa B &#8211; Grupos<\/b><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #33cccc;\"><b>Consolidados<\/b><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #33cccc;\">Edital FAPERGS 07\/2021 <\/span><\/strong><strong><span style=\"color: #33cccc;\">Programa Pesquisador Ga\u00facho \u2013 PqG<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #33cccc;\"><strong>Bolsa de Demanda Social &#8211; CAPES<\/strong><\/span><\/p>\n<p><b>Motiva\u00e7\u00e3o e Problem\u00e1tica\/Quest\u00e3o Central<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Focando na import\u00e2ncia da cultura dos <strong><span style=\"color: #33cccc;\">povos e comunidades tradicionais<\/span><\/strong> que habitam diferentes <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">locus<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> na imensid\u00e3o territorial do Brasil e Am\u00e9rica do Sul \u2013 <strong><span style=\"color: #33cccc;\">ind\u00edgenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, caboclos, pescadores artesanais<\/span><\/strong> \u2013 nosso projeto de pesquisa prop\u00f5e um movimento de conhecimento que vir\u00e1 a iluminar saberes desses povos origin\u00e1rios e sociedades tradicionais, que encontram nas <strong><span style=\"color: #33cccc;\">margens de corpos h\u00eddricos<\/span><\/strong> alguma chance de sobreviv\u00eancia e preserva\u00e7\u00e3o de suas culturas, em duas cidades de porte m\u00e9dio nos confins da Am\u00e9rica do Sul: <strong><span style=\"color: #33cccc;\">Comodoro Rivadavia\/AR, Pelotas\/BR e Marab\u00e1\/BR<\/span> <\/strong>. Promoveremos uma esp\u00e9cie de descoloniza\u00e7\u00e3o dos saberes do \u201ccentro\u201d, das \u201cgrandes universidades\u201d e das capitais (\u200b\u200bMART\u00cdN-BARBERO, 2014). O centro pode ser no interior, nos lugares distantes que abrigam saberes e pr\u00e1ticas, os confins (CHSSALLA, 2020).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nossa <strong><span style=\"color: #33cccc;\">hip\u00f3tese<\/span><\/strong> \u00e9 que, a diversidade e a inclus\u00e3o permitem ampliar as possibilidades de inova\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o territorial e da plena realiza\u00e7\u00e3o do potencial s\u00f3cio-econ\u00f4mico cultural e ambiental local (FREIRE, 1969\/1991). Compreendendo a import\u00e2ncia de pensar a cidade como lugar de comunh\u00e3o sist\u00eamica cultural entre os diferentes agentes que integram o seu meio-ambiente, espa\u00e7o e sociedade, nosso projeto objetiva buscar re-conhecer e registrar os modos de exist\u00eancia das comunidades tradicionais que habitam as margens de duas cidades de porte m\u00e9dio nos confins do Brasil, Pelotas-RS e Marab\u00e1-PA, onde os corpos h\u00eddricos s\u00e3o ao mesmo tempo fronteiras e fundamentos; possibilidade de renova\u00e7\u00e3o e garantia de sobreviv\u00eancia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ambas as cidades s\u00e3o distantes dos grandes centros e carentes de a\u00e7\u00f5es efetivas de manuten\u00e7\u00e3o de sua pluralidade e potencialidades, poss\u00edveis campos de estudo para pistas de <strong><span style=\"color: #33cccc;\">cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas culturais espec\u00edficas para suas distintas realidades<\/span><\/strong> (DETONI &amp; ROCHA, 2021).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Prop\u00f5e-se a pr\u00e1tica da caminhografia urbana (ROCHA &amp; MACHADO, 2021) pelas cidades de:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"color: #33cccc;\"><strong>Pelotas<\/strong><\/span>, cidade da regi\u00e3o sul do Rio Grande do Sul, Brasil, com 328.275 habitantes (IBGE, 2017), nas margens do Canal S\u00e3o Gon\u00e7alo e Arroio Pelotas, com presen\u00e7a da comunidade negra desde a primeira atividade econ\u00f4mica (produ\u00e7\u00e3o do charque), gerando v\u00e1rios impactos no contexto urbano da cidade, durante d\u00e9cadas, sem nenhuma a\u00e7\u00e3o p\u00fablica de repara\u00e7\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o racial. A cultura negra e ribeirinha, est\u00e1 por toda a parte da cidade, com destaque para regi\u00f5es demarcadas pelo III Plano Diretor, como s\u00edtio charqueador: <strong><span style=\"color: #33cccc;\">Centro, S\u00e3o Gon\u00e7alo, Areal e Laranjal, na \u00e1rea urbana; e Quilombo Alto do Caix\u00e3o, na \u00e1rea rural<\/span><\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong><span style=\"color: #33cccc;\">Marab\u00e1<\/span><\/strong>, cidade da regi\u00e3o sudeste do Par\u00e1,\u00a0 com 233.669 habitantes (IBGE, 2017), banhada pelos rios Itacai\u00fanas e Tocantins. A popula\u00e7\u00e3o, especialmente na Velha Marab\u00e1 e no bairro do Amap\u00e1 dialogam diretamente com os rios, atrav\u00e9s da pesca e do transporte de barco. Pretende-se caminhografar as regi\u00f5es ribeirinhas e ind\u00edgenas: <strong><span style=\"color: #33cccc;\">Velha Marab\u00e1\/Z30, Cidade Nova\/Amap\u00e1 e S\u00e3o F\u00e9lix, na \u00e1rea urbana; e a Terra Ind\u00edgena M\u00e3e Maria na \u00e1rea rural<\/span><\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong><span style=\"color: #33cccc;\">Comodoro Rivadavia<\/span><\/strong>, Patag\u00f4nia, Argentina, com 190.362 habitantes, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">fica a 1837 km da capital argentina, Buenos Aires. Banhada pelo oceano Atl\u00e2ntico, com atividade petrol\u00edfera crucial para o desenvolvimento da regi\u00e3o, conta com atividades pesqueiras artesanais no porto de Caleta C\u00f3rdova e em pequenos postos ao longo do litoral. Al\u00e9m disso, h\u00e1 pequenos povoados isolados no meio rural onde as margens dos cursos de \u00e1gua s\u00e3o vitais para a vida. Pretende-se caminhografar as bordas da cidade com o <strong><span style=\"color: #33cccc;\">Oceano Atl\u00e2ntico e a na \u00e1rea litoral entre Comodoro Rivadavia e Puerto Visser, onde ficam variados postos de pescadores artesanais fixos ao longo do ano<\/span><\/strong>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atrav\u00e9s de <strong><span style=\"color: #33cccc;\">an\u00e1lises interdisciplinares<\/span><\/strong> e assumindo a falta de investiga\u00e7\u00e3o sobre os <strong><span style=\"color: #33cccc;\">modos particulares<\/span><\/strong> de pr\u00e1ticas de comunidades tradicionais que resistem nas cidades, propomos o caminhografar como instrumento de recupera\u00e7\u00e3o de saberes, pr\u00e1ticas, formas de gest\u00e3o e de facilitador de pistas para reconhecimento das caracter\u00edsticas particulares regionais e locais, resgatando a \u00e9tica da hospitalidade nas cidades, a hospitalidade a qualquer um, \u00e0s comunidades tradicionais (DERRIDA, 1993) e aos povos origin\u00e1rios e, como ser\u00e1 poss\u00edvel a combina\u00e7\u00e3o dessas capacidades com as novas tecnologias, para potencializar a gest\u00e3o participativa desses saberes, entre diferentes meios, atores e culturas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Questionamos: <strong><span style=\"color: #33cccc;\">C<\/span><span style=\"color: #33cccc;\">omo as comunidades tradicionais, encontradas em cidades do interior, podem contribuir para a sociobiodiversidade urbana do Brasil e Argentina? Em que medida as pol\u00edticas p\u00fablicas afetam esses povos e suas contribui\u00e7\u00f5es? Quais pistas podemos criar com eles para novas pol\u00edticas p\u00fablicas para a gest\u00e3o de suas culturas urbanas?<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00edtulo do Projeto CAMINHOGRAFIAS URBANAS NOS CONFINS DA AMERICA DO SUL: criando pistas para pol\u00edticas p\u00fablicas com povos e comunidades tradicionais que habitam a margem das cidades de Marab\u00e1\/BR, Pelotas\/BR e Comodoro Rivadavia\/AR Palavras-chave caminhografia urbana, pol\u00edtica urbana, teoria urbana, margens, interior da Am\u00e9rica do Sul, App CaminhoVivo. Financiamentos Chamada P\u00fablica MCTI\/CNPq no 14\/2023 Apoio &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/o-projeto\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;o projeto&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":716,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-152","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/wp-json\/wp\/v2\/users\/716"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/152\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":352,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/152\/revisions\/352"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/confins\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}