{"id":2578,"date":"2025-07-22T20:16:02","date_gmt":"2025-07-22T23:16:02","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/comex\/?p=2578"},"modified":"2025-08-13T11:42:05","modified_gmt":"2025-08-13T14:42:05","slug":"sistemas-de-certificacao-baseados-em-ia-em-portos-e-tema-de-palestra-do-projeto-comex-talk","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/comex\/2025\/07\/22\/sistemas-de-certificacao-baseados-em-ia-em-portos-e-tema-de-palestra-do-projeto-comex-talk\/","title":{"rendered":"Sistemas de certifica\u00e7\u00e3o baseados em IA em portos foi tema de palestra do projeto COMEX TALK"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Na \u00faltima ter\u00e7a-feira (22\/07), o curso de Com\u00e9rcio Exterior da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) promoveu mais uma edi\u00e7\u00e3o do projeto\u00a0<strong>COMEX TALK<\/strong>, desta vez com a palestra\u00a0<strong>\u201cSistemas de certifica\u00e7\u00e3o baseados em intelig\u00eancia artificial em portos\u201d<\/strong>, ministrada pela professora e advogada <strong>Tuany Baron<\/strong>, Doutoranda em Direito Empresarial e Cidadania pelo Centro Universit\u00e1rio Curitiba. O evento, transmitido ao vivo pela Canal do CCSO no YouTube, reuniu alunos e interessados na \u00e1rea de Com\u00e9rcio Exterior.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2580 alignleft\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/comex\/files\/2025\/07\/Imagem1-400x288.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/comex\/files\/2025\/07\/Imagem1-400x288.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/comex\/files\/2025\/07\/Imagem1-768x553.png 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/comex\/files\/2025\/07\/Imagem1-756x544.png 756w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/comex\/files\/2025\/07\/Imagem1.png 850w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>Durante sua palestra, a professora e advogada Tuany Baron abordou os desafios ambientais e regulat\u00f3rios envolvendo a \u00e1gua de lastro nos portos, destacando o papel potencial da intelig\u00eancia artificial (IA) nesse cen\u00e1rio. Segundo ela, o principal problema da \u00e1gua de lastro est\u00e1 na introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras, que, ao serem descarregadas em ecossistemas distintos daqueles de origem, podem provocar desequil\u00edbrios ecol\u00f3gicos severos. Essas esp\u00e9cies competem com organismos nativos, alteram habitats e, em muitos casos, geram impactos econ\u00f4micos significativos \u2014 como no caso do mexilh\u00e3o-zebra, que obstrui tubula\u00e7\u00f5es e instala\u00e7\u00f5es industriais. Al\u00e9m disso, a \u00e1gua de lastro pode carregar pat\u00f3genos e poluentes qu\u00edmicos, contaminando ambientes marinhos e representando riscos \u00e0 sa\u00fade humana e \u00e0 biodiversidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Tuany explicou que sistemas baseados em IA surgem como uma alternativa promissora para enfrentar esse problema, ao possibilitarem a automa\u00e7\u00e3o de processos de certifica\u00e7\u00e3o. Por meio de algoritmos de aprendizado de m\u00e1quina, seria poss\u00edvel monitorar em tempo real a qualidade da \u00e1gua de lastro, detectar contaminantes e comparar os dados com par\u00e2metros internacionais. A tecnologia, segundo ela, tamb\u00e9m permitiria a gera\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios precisos, diminuindo a margem de erro humano e otimizando as atividades de fiscaliza\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria. Com isso, o processo de certifica\u00e7\u00e3o se tornaria mais \u00e1gil, econ\u00f4mico e alinhado \u00e0s exig\u00eancias ambientais globais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">No entanto, a especialista alertou que a implementa\u00e7\u00e3o dessas tecnologias enfrenta um obst\u00e1culo importante no Brasil: a aus\u00eancia de um marco regulat\u00f3rio espec\u00edfico para a intelig\u00eancia artificial. Essa lacuna jur\u00eddica, observou Tuany, gera incertezas quanto ao uso da IA na esfera p\u00fablica, sobretudo porque muitas dessas solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o desenvolvidas por empresas privadas. O cen\u00e1rio levanta quest\u00f5es sobre soberania dos dados, transpar\u00eancia dos algoritmos e a defini\u00e7\u00e3o de responsabilidades em caso de falhas ou decis\u00f5es automatizadas equivocadas. Sem diretrizes claras, existe o risco de o Estado se tornar dependente de tecnologias externas, comprometendo sua autonomia e capacidade de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Para a palestrante, o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico precisa ser acompanhado de um debate robusto sobre governan\u00e7a, \u00e9tica e seguran\u00e7a jur\u00eddica, sob pena de se comprometer a pr\u00f3pria efic\u00e1cia das solu\u00e7\u00f5es que se busca implementar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Ao final da palestra, os participantes tiveram a oportunidade de interagir com perguntas, aprofundando a discuss\u00e3o sobre direito, tecnologia e com\u00e9rcio exterior. O evento refor\u00e7ou a import\u00e2ncia do debate acad\u00eamico para a forma\u00e7\u00e3o profissional, conectando estudantes a especialistas atuantes no mercado. A grava\u00e7\u00e3o completa da palestra est\u00e1 dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=zqb6un86rDQ\">Canal do CCSO no YouTube<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima ter\u00e7a-feira (22\/07), o curso de Com\u00e9rcio Exterior da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) promoveu mais uma edi\u00e7\u00e3o do projeto\u00a0COMEX TALK, desta vez com a palestra\u00a0\u201cSistemas de certifica\u00e7\u00e3o baseados em intelig\u00eancia artificial em portos\u201d, ministrada pela professora e advogada Tuany Baron, Doutoranda em Direito Empresarial e Cidadania pelo Centro Universit\u00e1rio Curitiba. 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