{"id":291,"date":"2024-09-09T12:24:48","date_gmt":"2024-09-09T15:24:48","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/?p=291"},"modified":"2024-09-09T12:24:48","modified_gmt":"2024-09-09T15:24:48","slug":"presenca-das-mulheres-nas-forcas-armadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2024\/09\/09\/presenca-das-mulheres-nas-forcas-armadas\/","title":{"rendered":"Presen\u00e7a das Mulheres nas For\u00e7as Armadas"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\"><em>Stefani dos Santos Souza<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A participa\u00e7\u00e3o feminina nas for\u00e7as armadas tem se tornado um tema central nas discuss\u00f5es contempor\u00e2neas sobre equidade de g\u00eanero (Matos et al, 2016). Historicamente, a inclus\u00e3o das mulheres no servi\u00e7o militar enfrentou resist\u00eancia, obrigando-as, muitas vezes, a se disfar\u00e7arem de homens ou a assumirem fun\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias, como na enfermagem, para contribuir de forma significativa. No entanto, ao longo dos anos, houve avan\u00e7os na integra\u00e7\u00e3o das mulheres nas for\u00e7as armadas, tanto no Brasil quanto em outros pa\u00edses, refletindo uma mudan\u00e7a gradual na percep\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o de suas capacidades.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">No Brasil, de acordo com Lombardi (2009), a trajet\u00f3ria da mulher nas for\u00e7as armadas come\u00e7ou com figuras como Maria Quit\u00e9ria de Jesus Medeiros que, em 1823, durante a Guerra da Independ\u00eancia, se alistou disfar\u00e7ada de homem e recebeu reconhecimento por seus feitos. Outro exemplo \u00e9 o de Ana Vieira da Silva, que participou clandestinamente da Guerra Constitucionalista em 1932 e, posteriormente, foi incorporada ao Batalh\u00e3o. Conforme aborda Guimar\u00e3es <em>et al<\/em> (2019), a participa\u00e7\u00e3o oficial das mulheres nas for\u00e7as armadas brasileiras ocorreu em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, quando elas atuaram como volunt\u00e1rias em servi\u00e7os de enfermagem. Com o tempo, novas oportunidades surgiram, como a cria\u00e7\u00e3o do Corpo Auxiliar Feminino do Ex\u00e9rcito e da Reserva Feminina da Marinha (CAFRM), em 1980, permitindo que as mulheres assumissem fun\u00e7\u00f5es administrativas, de sa\u00fade, engenharias e mec\u00e2nicas.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em 1997, a reestrutura\u00e7\u00e3o dos Corpos e Quadros de Oficiais e Pra\u00e7as da Marinha, que resultou na extin\u00e7\u00e3o do CAFRM, ampliou ainda mais as oportunidades para as mulheres, permitindo seu ingresso em diversas \u00e1reas. Com isso, as mulheres passaram a ocupar n\u00e3o apenas cargos de apoio, mas tamb\u00e9m a desempenhar fun\u00e7\u00f5es operacionais e de lideran\u00e7a, representando um avan\u00e7o significativo rumo \u00e0 igualdade de g\u00eanero nas institui\u00e7\u00f5es militares.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ademais, as mulheres nas for\u00e7as armadas brasileiras enfrentam diversos desafios que dificultam sua plena integra\u00e7\u00e3o e ascens\u00e3o dentro dessas institui\u00e7\u00f5es (Duarte <em>et al<\/em>, 2016). Um dos principais obst\u00e1culos \u00e9 a disparidade de g\u00eanero, evidenciada pelo fato de que apenas 8% do contingente militar \u00e9 composto por mulheres. Isso reflete uma estrutura militar que, historicamente, relegou as mulheres a posi\u00e7\u00f5es subalternas ou assistenciais, limitando suas oportunidades de desenvolvimento profissional.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Al\u00e9m disso, as mulheres precisam lidar com constru\u00e7\u00f5es sociais que as associam \u00e0 fragilidade e \u00e0 fraqueza, o que dificulta a aceita\u00e7\u00e3o de seu papel como agentes militares competentes. Esse estigma n\u00e3o apenas prejudica a percep\u00e7\u00e3o de suas capacidades, mas tamb\u00e9m limita suas chances de ascens\u00e3o nas carreiras militares. A resist\u00eancia em romper com os arqu\u00e9tipos de g\u00eanero que definem pap\u00e9is sociais tradicionais para homens e mulheres \u00e9 outro desafio significativo, influenciando as fun\u00e7\u00f5es que cada g\u00eanero desempenha dentro das organiza\u00e7\u00f5es militares (Giannini, 2014)<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para superar essas barreiras, \u00e9 fundamental que sejam implementados mecanismos institucionais que promovam a inclus\u00e3o e a ascens\u00e3o das mulheres a cargos superiores. Esses mecanismos s\u00e3o essenciais para combater as constru\u00e7\u00f5es sociais discriminat\u00f3rias e para incentivar a participa\u00e7\u00e3o feminina em todos os n\u00edveis hier\u00e1rquicos. No entanto, a desigualdade na composi\u00e7\u00e3o das for\u00e7as armadas ainda \u00e9 marcante, com uma presen\u00e7a feminina muito baixa em determinados n\u00edveis, como pra\u00e7as, onde as mulheres representam apenas 1%.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Esses desafios evidenciam a necessidade urgente de uma mudan\u00e7a cultural e institucional para promover uma maior igualdade de g\u00eanero nas for\u00e7as armadas brasileiras. Somente com a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas eficazes e a transforma\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio coletivo ser\u00e1 poss\u00edvel alcan\u00e7ar um ambiente militar mais inclusivo e equitativo.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Contudo, segundo Guimar\u00e3es <em>et al <\/em>(2019), a participa\u00e7\u00e3o feminina nas for\u00e7as armadas t\u00eam o potencial de impactar positivamente a efici\u00eancia das opera\u00e7\u00f5es militares em diversos aspectos. Em primeiro lugar, a inclus\u00e3o de mulheres no contingente militar introduz uma diversidade de habilidades e perspectivas que podem enriquecer tanto a tomada de decis\u00f5es quanto a execu\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es. A diversidade \u00e9 essencial para construir um aparato militar mais robusto e adapt\u00e1vel \u00e0s variadas situa\u00e7\u00f5es que surgem em contextos de conflito.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Al\u00e9m disso, o aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina \u00e9 visto como uma estrat\u00e9gia que fortalece a capacidade militar do pa\u00eds (Guimar\u00e3es, 2019). A presen\u00e7a de mulheres na for\u00e7a militar contribui para enfrentar as complexidades das novas formas de viol\u00eancia e amea\u00e7as no cen\u00e1rio internacional, tornando as for\u00e7as armadas mais eficazes. Outro ponto relevante \u00e9 o papel das mulheres como agentes de pacifica\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o. Elas n\u00e3o atuam apenas como combatentes, mas tamb\u00e9m desempenham fun\u00e7\u00f5es cruciais em miss\u00f5es de concilia\u00e7\u00e3o, modera\u00e7\u00e3o e apaziguamento de conflitos. A participa\u00e7\u00e3o feminina nessas opera\u00e7\u00f5es pode ser determinante para o sucesso, ao promover uma abordagem mais hol\u00edstica e eficaz.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A inclus\u00e3o de mulheres nas for\u00e7as armadas tamb\u00e9m t\u00eam o potencial de melhorar a imagem institucional da organiza\u00e7\u00e3o. Ao se tornar mais representativa da sociedade, as for\u00e7as armadas podem aumentar a confian\u00e7a p\u00fablica, resultando em maior apoio e colabora\u00e7\u00e3o da comunidade nas opera\u00e7\u00f5es militares. Ainda, a presen\u00e7a feminina pode contribuir para a promo\u00e7\u00e3o de um ambiente de trabalho mais igualit\u00e1rio e respeitoso dentro das for\u00e7as armadas. Isso n\u00e3o apenas desafia e transforma normas culturais tradicionais, mas tamb\u00e9m pode aumentar a satisfa\u00e7\u00e3o e a reten\u00e7\u00e3o de pessoal, al\u00e9m de melhorar a moral e a coes\u00e3o da equipe.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Esses fatores mostram que a inclus\u00e3o de mulheres nas for\u00e7as armadas vai al\u00e9m de uma quest\u00e3o de igualdade de g\u00eanero; trata-se de uma estrat\u00e9gia que pode amplificar a efic\u00e1cia e a capacidade operacional das for\u00e7as armadas brasileiras (Giannini, 2014). Dados de 2012 indicam que as mulheres representavam apenas 15% do total de militares, e em determinadas \u00e1reas, como nas pra\u00e7as, a participa\u00e7\u00e3o era de apenas 1%. Esses n\u00fameros refletem a disparidade de g\u00eanero e as barreiras culturais que associam as mulheres \u00e0 fragilidade e \u00e0 fraqueza, dificultando sua aceita\u00e7\u00e3o e ascens\u00e3o em fun\u00e7\u00f5es militares.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Conforme Helena Carreiras (1995, p. 125) aborda em seu artigo sobre as mulheres nas For\u00e7as Armadas, \u201cenquanto as mulheres permanecerem uma minoria (num\u00e9rica e cultural), dificilmente ter\u00e3o lugar significativas reconfigura\u00e7\u00f5es na \u00e1lgebra simb\u00f3lica que ainda localiza no espa\u00e7o militar uma reserva do modelo dominante de masculinidade\u201d, tornando a paridade de g\u00eaneros ainda mais necess\u00e1ria para uma redu\u00e7\u00e3o mais efetiva dos comportamentos preconceituosos. Para enfrentar esses desafios, \u00e9 essencial a implementa\u00e7\u00e3o de mecanismos institucionais que promovam a inclus\u00e3o feminina em todos os n\u00edveis hier\u00e1rquicos, combatendo as constru\u00e7\u00f5es sociais discriminat\u00f3rias e incentivando a igualdade de g\u00eanero.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">No cen\u00e1rio internacional, pa\u00edses como Reino Unido, Estados Unidos e China t\u00eam adotado medidas para promover a inclus\u00e3o feminina em suas for\u00e7as armadas. No Reino Unido, desde 2017, as mulheres representam 10% do contingente total, com o governo implementando pol\u00edticas para permitir que todos os postos e fun\u00e7\u00f5es sejam ocupados igualmente por homens e mulheres. Nos Estados Unidos, nota-se o esfor\u00e7o em permitir que as mulheres ocupem uma variedade de fun\u00e7\u00f5es, inclusive em combate. Na China, a participa\u00e7\u00e3o feminina nas for\u00e7as armadas \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o que remonta ao regime comunista de Mao Ts\u00e9-Tung, demonstrando uma longa hist\u00f3ria de inclus\u00e3o (Guimar\u00e3es, 2019).<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A hist\u00f3ria das mulheres nas for\u00e7as armadas, tanto no Brasil quanto em outros pa\u00edses, \u00e9 marcada por desafios e conquistas. Desde os primeiros registros de travestimento at\u00e9 a participa\u00e7\u00e3o oficial e o reconhecimento institucional, as mulheres t\u00eam demonstrado seu valor em um campo tradicionalmente masculino. Embora a luta pela equidade de g\u00eanero continue, os avan\u00e7os j\u00e1 alcan\u00e7ados s\u00e3o significativos e promissores para o futuro. A inclus\u00e3o feminina nas for\u00e7as armadas n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de igualdade de g\u00eanero, mas uma estrat\u00e9gia que pode amplificar a efic\u00e1cia e a capacidade operacional das for\u00e7as armadas, fortalecendo-as para enfrentar as complexidades do cen\u00e1rio internacional contempor\u00e2neo.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">CARREIRAS, H. Mulheres nas For\u00e7as Armadas: transforma\u00e7\u00e3o institucional e recrutamento feminino. <strong>Revista Sociologia\u2013Problemas e Pr\u00e1ticas<\/strong> 18 (1995): 97-128.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">DUARTE, A. D.; CRUZ, B. S. A.; GOMES FILHO, J. C. D.; L\u00cdRIO, T. G. <strong>Inser\u00e7\u00e3o das Mulheres nas For\u00e7as Armadas Brasileiras.<\/strong> Orientador: GUSTAVO HERMONT CORR\u00caA. 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">GIANNINI, R. A. <strong>Promover G\u00eanero e Consolidar a Paz: a experi\u00eancia brasileira. <\/strong>Instituto Igarap\u00e9. Rio de Janeiro. Artigo estrat\u00e9gico 9. Set. 2014. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/igarape.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/AE-09_PROMOVER-GENERO-E-CONSOLIDAR-A-PAZ.pdf&gt;. Acesso em: 24 agosto 2024.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">GUIMAR\u00c3ES, F., SANTANA, E., PALMEIRA, M., SOUTO, M., ROCHA, B. <strong>A Participa\u00e7\u00e3o Feminina nas For\u00e7as Armadas Brasileiras e seus Desafios Contempor\u00e2neos. <\/strong>2019<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">LOMBARDI, M. R.<strong> As Mulheres Nas For\u00e7as Armadas Brasileiras: A Marinha do Brasil (1980-2008)<\/strong>. S\u00e3o Paulo: FCC\/DPE, 2009.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">MARINHA DO BRASIL. <strong>O reconhecimento da MB \u00e0 import\u00e2ncia das mulheres nas For\u00e7as Armadas: da Guerra do Paraguai aos dias atuais.<\/strong> Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.marinha.mil.br\/sites\/default\/files\/a_importancia_das_mulheres_nas_fa.pdf. Acesso em: 24 agosto 2024.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">MATOS, D. J., REIS, G. T. S., QUEIROZ, H. G. A., CAVALCANTE, L. B., LEITE, V. H. S., SILVA, W. C. <strong>Mulheres nas For\u00e7as Armadas: Desenvolvimento Hist\u00f3rico-Jur\u00eddico da Participa\u00e7\u00e3o Feminina na Defesa Nacional. <\/strong>2016<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Stefani dos Santos Souza A participa\u00e7\u00e3o feminina nas for\u00e7as armadas tem se tornado um tema central nas discuss\u00f5es contempor\u00e2neas sobre equidade de g\u00eanero (Matos et al, 2016). Historicamente, a inclus\u00e3o das mulheres no servi\u00e7o militar enfrentou resist\u00eancia, obrigando-as, muitas vezes, a se disfar\u00e7arem de homens ou a assumirem fun\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias, como na enfermagem, para contribuir&#8230; <\/p>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2024\/09\/09\/presenca-das-mulheres-nas-forcas-armadas\/\">Leia mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":1252,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-291","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":299,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2024\/10\/11\/aborto-e-saude-publica-impacto-historico-na-vida-das-mulheres\/","url_meta":{"origin":291,"position":0},"title":"Aborto e sa\u00fade p\u00fablica:  impacto hist\u00f3rico na vida das mulheres","author":"coisapublica","date":"11 de outubro de 2024","format":false,"excerpt":"\u00a0Ana Carolina Ramirez Roman Lucas Rossales Raissa Madruga Telles O aborto \u00e9 um tema complexo, que envolve quest\u00f5es \u00e9ticas, morais, legais, de sa\u00fade p\u00fablica e de direitos humanos, afetando direta e profundamente a vida das mulheres em diversas partes do mundo. 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Ainda assim, de modo a enfrentar parte da hist\u00f3ria de Sarah Baartman e trazendo tamb\u00e9m dados de uma pesquisa desenvolvida no Brasil,\u00a0\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/291","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1252"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=291"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/291\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":293,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/291\/revisions\/293"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}