{"id":281,"date":"2024-08-17T11:55:01","date_gmt":"2024-08-17T14:55:01","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/?p=281"},"modified":"2024-08-17T11:55:01","modified_gmt":"2024-08-17T14:55:01","slug":"mobilidade-social-quilombola-ferramenta-de-luta-e-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2024\/08\/17\/mobilidade-social-quilombola-ferramenta-de-luta-e-resistencia\/","title":{"rendered":"Mobilidade social quilombola: ferramenta de luta e resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\"><em>Rafael de Lima<\/em><br \/>\n<em>Felipe Jose Santos<\/em><br \/>\n<em>Lucas Kleinicke Rossales<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O per\u00edodo da escravid\u00e3o no Brasil foi marcado por in\u00fameras formas de opress\u00e3o, sofrimento e desumaniza\u00e7\u00e3o das pessoas escravizadas, tais brutalidades deixaram um legado inapag\u00e1vel na hist\u00f3ria, principalmente entre as comunidades africanas que sofreram essa trag\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">As diferentes formas de resist\u00eancia surgem como uma resposta \u00e0 necessidade de enfrentar as condi\u00e7\u00f5es desumanas e o tratamento de indiv\u00edduos como mercadorias. Os quilombos simbolizam essa resist\u00eancia, uma luta que por muito tempo foi negligenciada e subestimada. Eles difundem, por meio de v\u00e1rias conex\u00f5es, conceitos como &#8220;quilombo&#8221; para lugares onde antes eram desconhecidos. Por essas raz\u00f5es, os quilombos desempenham um papel significativo no reconhecimento da identidade negra brasileira, promovendo uma maior auto-afirma\u00e7\u00e3o \u00e9tnica e nacional. O fato de terem existido como espa\u00e7os de resist\u00eancia dentro de um sistema que subjugava moralmente os negros inspira a esperan\u00e7a de que institui\u00e7\u00f5es semelhantes possam existir no presente, juntamente com outras formas de fortalecimento da identidade cultural (NASCIMENTO, 2006).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Hoje, vemos os descendentes dessas pessoas escravizadas, especialmente os que vivem em comunidades quilombolas, buscando a mobilidade social como forma de superar os legados da escravid\u00e3o. No entanto, a colonialidade persiste, criando obst\u00e1culos para essa mobilidade. Nesse sentido, a busca pela qualifica\u00e7\u00e3o no ensino superior pode ser vista como uma forma clara de resist\u00eancia do quilombo diante da realidade atual.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Este trabalho surge com a problem\u00e1tica de conhecer a necessidade da mobilidade social dentro da comunidade quilombola.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O principal objetivo \u00e9 buscar entender a import\u00e2ncia da mobilidade social, principalmente na busca de educa\u00e7\u00e3o superior, no contexto quilombola, para fortalecimento das lutas dos quilombos, diante da realidade e transforma\u00e7\u00f5es do mundo atual. Como objetivos espec\u00edficos busca-se compreender a necessidade desta mobilidade, e discutir sobre as principais barreiras encontradas na busca da forma\u00e7\u00e3o superior fora do quilombo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Primeiramente busca-se conceitos bibliogr\u00e1ficos sobre o tema, Severino (2016, p. 131), diz que:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 200px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A pesquisa bibliogr\u00e1fica \u00e9 aquela que se realiza a partir do registro dispon\u00edvel, decorrente de pesquisas anteriores, em documentos impressos, como livros, artigos, teses etc. Utiliza-se de dados ou de categorias te\u00f3ricas j\u00e1 trabalhados por outros pesquisadores e devidamente registrados.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Ap\u00f3s este embasamento sobre o assunto, foi desenvolvido um di\u00e1logo com alunos quilombolas que cursam o ensino superior na Universidade Federal de Pelotas, al\u00e9m de uma entrevista presencial com uma aluna da Turma Especial do Curso de Medicina Veterin\u00e1ria do Projeto Pronera, pertencente ao Quilombo Paratibe, de Jo\u00e3o Pessoa-PB.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Sendo assim uma pesquisa qualitativa, que consiste em analisar as impress\u00f5es dos sujeitos sobre determinado fato social. No entendimento de Creswell (2010, p. 209):<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 200px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A pesquisa qualitativa \u00e9 uma forma de investiga\u00e7\u00e3o interpretativa em que os pesquisadores fazem uma interpreta\u00e7\u00e3o do que enxergam, ouvem e entendem. Suas interpreta\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem ser separadas de suas origens, hist\u00f3ria, contextos e entendimentos anteriores.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">No Brasil, o acesso universal \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto das lutas dos movimentos sociais e do compromisso com a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica em n\u00edveis federal, estadual e municipal, notavelmente refletidos na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB) n\u00ba 9.394\/96. Essa conquista enfatiza o papel crucial da educa\u00e7\u00e3o formal como o primeiro passo na forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, proporcionando aos indiv\u00edduos acesso aos direitos fundamentais, tanto econ\u00f4micos quanto civis e pol\u00edticos. Portanto, o acesso e a conclus\u00e3o do ensino superior por parte dos membros das comunidades quilombolas tamb\u00e9m representam uma forma de resist\u00eancia \u00e0 falta de oportunidades e pol\u00edticas p\u00fablicas para essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Os ex-escravizados foram largados \u00e0 pr\u00f3pria sorte na economia da \u00e9poca, muitas vezes sendo for\u00e7ados a retornar aos mesmos trabalhos desumanos ou ainda piores do que aqueles que realizavam enquanto escravos. Como descreveu Pierre Bourdieu em sua obra <em>\u2018A Distin\u00e7\u00e3o: Cr\u00edtica Social do Julgamento do Gosto<\/em>\u2019 (1984), o Estado n\u00e3o tomou iniciativas para garantir condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de sobreviv\u00eancia para homens e mulheres livres. A aus\u00eancia de investimento em educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, como a alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas dificultou uma transi\u00e7\u00e3o digna da escravid\u00e3o para a liberdade, mas tamb\u00e9m n\u00e3o favoreceu a promo\u00e7\u00e3o da mobilidade social<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Os poderes estatais tamb\u00e9m falharam em prover assist\u00eancia humanit\u00e1ria, como alimentos e moradia. Esta falta de apoio contribuiu para a manuten\u00e7\u00e3o de uma estrutura social desigual e para a perpetua\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica desses indiv\u00edduos. Nesse contexto os quilombos eram locais de ref\u00fagio e resist\u00eancia, onde as pessoas escravizadas e seus descendentes, e depois ex-escravos buscavam liberdade e autonomia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A busca pela educa\u00e7\u00e3o superior representa uma oportunidade para tentar mudar positivamente e de maneira consciente a posi\u00e7\u00e3o social de um indiv\u00edduo. A hip\u00f3tese do<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">trabalho est\u00e1, delineada em: com a educa\u00e7\u00e3o superior os indiv\u00edduos das comunidades quilombolas, podem se mover socialmente e que essas pessoas que j\u00e1 terminaram o n\u00edvel superior, passam a ser reflexo positivo e semeador, de que \u00e9 poss\u00edvel conseguir estudar e ter uma profiss\u00e3o, mesmo que as condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam as mais favor\u00e1veis. E que os jovens se apropriem dos exemplos que aqueles que se formaram no ensino superior d\u00e3o \u00e0 comunidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 200px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">N\u00f3s temos que nos adaptar de alguma forma. No in\u00edcio foi muito dif\u00edcil, a dist\u00e2ncia da fam\u00edlia, agravado pelo fato de eu ter uma irm\u00e3 g\u00eamea que ficou na Para\u00edba, a nova realidade, a falta de tudo, de material, de computador, a quantidade de textos e livros que tinha que ler toda semana, fugiam da realidade que eu vivia at\u00e9 ent\u00e3o. O fato de eu ser a \u00fanica quilombola na turma, me fez sofrer preconceito por parte dos outros integrantes da turma, que vinham de outros grupos e movimentos. Mas tive que me acostumar com isso, temos um peso enorme por n\u00e3o poder reprovar em nenhuma disciplina durante o curso, se n\u00e3o perdemos a vaga. Tudo ainda est\u00e1 sendo dif\u00edcil, mas consegui amenizar com acompanhamento psiqui\u00e1trico oferecido pela Ufpel, mas tamb\u00e9m fa\u00e7o uso de medicamentos e calmantes para enfrentar as crises e a depress\u00e3o que fui diagnosticada durante o curso. O que me motiva \u00e9 as oportunidades que poder\u00e3o vir, a conclus\u00e3o do curso superior em Medicina Veterin\u00e1ria pode me abrir in\u00fameras portas, sem contar na minha mudan\u00e7a como pessoa. Mas ainda acho que o principal de tudo \u00e9 poder voltar formada para minha comunidade, e servir de exemplo, para que outros tamb\u00e9m possam ver que \u00e9 poss\u00edvel (Ires Nascimento Barreto da Silva. Dez\/2023).<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Os quilombos desempenharam um papel fundamental na preserva\u00e7\u00e3o e na promo\u00e7\u00e3o da cultura africana, espa\u00e7os onde as tradi\u00e7\u00f5es, os costumes e as pr\u00e1ticas culturais podiam ser mantidos e transmitidos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, onde os quilombolas preservaram sua l\u00edngua, sua religi\u00e3o, suas dan\u00e7as, sua m\u00fasica, sua culin\u00e1ria e outras express\u00f5es culturais, criando assim um ambiente onde a identidade africana podia ser celebrada e fortalecida. Mesmo ainda tentando manter a preserva\u00e7\u00e3o dessa cultura e enfrentando desafios di\u00e1rios para isso, \u00e9 extremamente importante que os quilombolas consigam buscar qualifica\u00e7\u00e3o profissional e com isso mobilidade social para o fortalecimento do quilombo e tudo que ele representa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">As propostas do Quilombismo defendidas por Abdias Nascimento potencializam elementos fundamentais para viabilizar transforma\u00e7\u00f5es significativas no campo social e educacional quanto \u00e0s quest\u00f5es raciais (NASCIMENTO, 2002).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">No campo educacional, a promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o antirracista, que reconhece e enfrentam as desigualdades raciais presentes na sociedade, bem como a valoriza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, da cultura e das contribui\u00e7\u00f5es dos povos africanos. Assim \u00e9 crucial a intera\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de poder e autonomia para as comunidades negras, inspirados nos quilombos hist\u00f3ricos, onde os afrodescendentes podem exercer controle sobre seus pr\u00f3prios destinos e recursos. Isso inclui iniciativas de desenvolvimento econ\u00f4mico e social lideradas pela comunidade, bem como a defesa de pol\u00edticas p\u00fablicas que promovam a igualdade racial e o acesso equitativo a oportunidades educacionais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>Conforme identificado nas conversas e na entrevista realizada, \u00e9 fundamental destacar a import\u00e2ncia da mobilidade social dos quilombolas, principalmente na busca pelo ensino superior, uma vez que fortalece a participa\u00e7\u00e3o dos quilombolas no contexto social e os qualifica para continuar a luta por pol\u00edticas p\u00fablicas mais efetivas e que dialoguem com suas comunidades. Nesse cen\u00e1rio, os quilombolas enfrentam o preconceito, muitas vezes velado, que se manifesta por meio de piadas, insinua\u00e7\u00f5es ou coment\u00e1rios ir\u00f4nicos, disfar\u00e7ando ou encobrindo o fen\u00f4meno do preconceito racial na sociedade brasileira atual. A partir das respostas fornecidas, percebe-se que o racismo est\u00e1 presente de forma dissimulada, mas com impacto significativo, podendo prejudicar os ideais e objetivos de muitos estudantes. Nesse sentido Munanga (2012, p. 19):<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; padding-left: 200px; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Os que pensam que a situa\u00e7\u00e3o do negro no Brasil \u00e9 apenas uma quest\u00e3o econ\u00f4mica, e n\u00e3o racista, n\u00e3o fazem esfor\u00e7o para entender como as pr\u00e1ticas racistas impedem ao negro o acesso na participa\u00e7\u00e3o e na ascens\u00e3o econ\u00f4mica. Ao separar ra\u00e7a e classe numa sociedade capitalista, comete-se um erro metodol\u00f3gico que dificulta a sua an\u00e1lise e os condena ao beco sem sa\u00edda de uma explica\u00e7\u00e3o puramente economicista.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A mobilidade social pode ser vista como um fen\u00f4meno que une as pessoas, gerando um senso de orgulho e pertencimento entre os membros de uma comunidade. No entanto, como em qualquer mudan\u00e7a social, tamb\u00e9m pode apresentar barreiras e dificuldades, e nesse sentido o trabalho servir\u00e1 de base para uma futura pesquisa na qual pretende-se explorar \u201cQual \u00e9 o impacto da mobilidade e da sa\u00edda de quilombolas na identidade cultural destes e na defini\u00e7\u00e3o de seu pertencimento \u00e0s comunidades quilombolas?&#8221;.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Diante o exposto, acredita-se no alcance dos objetivos, entendendo a import\u00e2ncia da mobilidade social dos quilombolas na sociedade atual, atuando como forma de resist\u00eancia e participa\u00e7\u00e3o nos processos, bem como conseguimos identificar algumas das in\u00fameras barreiras enfrentadas para a concretiza\u00e7\u00e3o disso.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: left;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">NASCIMENTO, Beatriz. O conceito de quilombo e a resist\u00eancia cultural negra. In: RATTS, Alex. Eu sou atl\u00e2ntica: sobre a trajet\u00f3ria de vida de Beatriz Nascimento. S\u00e3o Paulo: Imprensa Oficial, 2006.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: left;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">NASCIMENTO, Abdias. O Quilombismo. Bras\u00edlia\/Rio: Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares\/ OR Editor (2002) 2\u00aa ed.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: left;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">CRESWELL, John W. Projeto de pesquisa: m\u00e9todos qualitativo, quantitativo e misto. Tradu\u00e7\u00e3o Magda Lopes; consultoria, supervis\u00e3o e revis\u00e3o t\u00e9cnica de Dirceu da Silva. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: left;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">MUNANGA, Kabengele. Negritude: usos e sentidos. 3. ed. 1. reimp. Belo Horizonte: Aut\u00eantica Editora, 2012. (Cole\u00e7\u00e3o Cultura Negra e Identidades).<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: left;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">SEVERINO, Ant\u00f4nio Joaquim. Metodologia do trabalho cient\u00edfico. 24. ed. rev. e atual. 5. reimpr. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2016.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rafael de Lima Felipe Jose Santos Lucas Kleinicke Rossales O per\u00edodo da escravid\u00e3o no Brasil foi marcado por in\u00fameras formas de opress\u00e3o, sofrimento e desumaniza\u00e7\u00e3o das pessoas escravizadas, tais brutalidades deixaram um legado inapag\u00e1vel na hist\u00f3ria, principalmente entre as comunidades africanas que sofreram essa trag\u00e9dia. As diferentes formas de resist\u00eancia surgem como uma resposta \u00e0&#8230; <\/p>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2024\/08\/17\/mobilidade-social-quilombola-ferramenta-de-luta-e-resistencia\/\">Leia mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":1252,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-281","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":255,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2023\/10\/04\/a-favela-venceu-um-ensaio-sobre-essa-falacia\/","url_meta":{"origin":281,"position":0},"title":"A favela venceu: um ensaio sobre essa fal\u00e1cia","author":"coisapublica","date":"4 de outubro de 2023","format":false,"excerpt":"Felipe Jos\u00e9 Santos Rafa\u00e9l de Lima Introdu\u00e7\u00e3o O tema racismo e sua rela\u00e7\u00e3o com a ideia de meritocracia t\u00eam sido amplamente debatidos na sociedade contempor\u00e2nea. 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Historicamente, a inclus\u00e3o das mulheres no servi\u00e7o militar enfrentou resist\u00eancia, obrigando-as, muitas vezes, a se disfar\u00e7arem de homens ou a assumirem fun\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":117,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2022\/12\/14\/contextualizacao-historica-do-voto-feminino-no-brasil-sob-um-olhar-democratico-a-sua-obrigatoriedade\/","url_meta":{"origin":281,"position":5},"title":"Contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do voto feminino no Brasil sob um olhar democr\u00e1tico \u00e0 sua obrigatoriedade","author":"coisapublica","date":"14 de dezembro de 2022","format":false,"excerpt":"Bruno da Silva Amorim Victor Hugo Mouchet Silva Alfaya Vit\u00f3ria Medeiros Dias Yasmim Monteiro Schafer Para discutirmos o voto obrigat\u00f3rio precisamos voltar no tempo, especificamente em 1523, ano que ocorreu o primeiro ato eleitoral do Brasil no estado de S\u00e3o Paulo, quando os moradores da vila da antiga col\u00f4nia portuguesa\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1252"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=281"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":283,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281\/revisions\/283"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}