{"id":269,"date":"2024-03-26T09:29:56","date_gmt":"2024-03-26T12:29:56","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/?p=269"},"modified":"2024-03-26T09:29:56","modified_gmt":"2024-03-26T12:29:56","slug":"a-objetificacao-da-mulher-negra-na-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2024\/03\/26\/a-objetificacao-da-mulher-negra-na-sociedade\/","title":{"rendered":"A objetifica\u00e7\u00e3o da mulher negra na sociedade"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\"><em>Nayane Ximendes Menezes<\/em><br \/>\n<em>Taiane Teixeira Mendes<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O presente estudo aborda a quest\u00e3o da objetifica\u00e7\u00e3o da mulher negra na sociedade, desde como era no passado at\u00e9 os dias atuais. Ainda assim, de modo a enfrentar parte da hist\u00f3ria de Sarah Baartman e trazendo tamb\u00e9m dados de uma pesquisa desenvolvida no Brasil,\u00a0 \u201cVis\u00edvel e Invis\u00edvel: a vitimiza\u00e7\u00e3o de mulheres no Brasil\u201d, desenvolvemos este ensaio acad\u00eamico. Al\u00e9m disso, buscando problematizar o contexto brasileiro, trazemos como elemento de discuss\u00e3o a figura da \u201cGlobeleza\u201d, para que possamos refletir sobre a objetifica\u00e7\u00e3o da mulher negra neste pa\u00eds. Diante disso,\u00a0 questionamos como a objetifica\u00e7\u00e3o feminina opera nos corpos de mulheres negras? Sendo assim, a pesquisa tem como objetivo geral salientar que as mulheres negras foram durante muitos anos violadas invariavelmente, e atualmente, s\u00e3o mulheres capazes de lutar pelos seus direitos e devem ser respeitadas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Para iniciarmos essa discuss\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que se compreenda o conceito de objetifica\u00e7\u00e3o. A objetifica\u00e7\u00e3o consiste em analisar o indiv\u00edduo como um objeto, invalidando o emocional e o psicol\u00f3gico do ser humano. Geralmente est\u00e1 ligado \u00e0 objetifica\u00e7\u00e3o sexual feminina, a fim de que a mulher seja desumanizada, onde somente sua apar\u00eancia importa, sendo considerada apenas para oferecer prazer ao p\u00fablico masculino (LIMA, 2016).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Ao longo da hist\u00f3ria se tem diversos exemplos da objetifica\u00e7\u00e3o da mulher negra, desde as escravas que eram usadas para iniciar sexualmente os filhos dos patr\u00f5es durante o per\u00edodo colonial, ou at\u00e9 mesmo as escravas que eram comercializadas sexualmente a outros homens, no qual serviam como uma fonte de renda para seus \u201csenhores\u201d. Perante este cen\u00e1rio, podemos citar como exemplo Sarah Baartman.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Nascida na \u00c1frica do Sul, pertencente \u00e0 etnia khoisan, em meados de 1800 foi levada para Europa por um colono, com a promessa de trabalhar em espet\u00e1culos, por\u00e9m, passou a ser exposta seminua em circos devido as suas n\u00e1degas sofrerem uma condi\u00e7\u00e3o chamada esteatopigia, que faz com que a pessoa tenha n\u00e1degas protuberantes devido \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o de gordura (PARKINSON, 2016).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Tida como um \u201cfen\u00f4meno bizarro humano\u201d, Sarah era exibida em feiras europeias, ridicularizada, hipersexualizada e tinha suas n\u00e1degas tocadas sem consentimento, sendo mais tarde explorada sexualmente onde acaba viciada em \u00e1lcool e cigarro, levando a sua morte precoce aos 26 anos (PARKINSON, 2016).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Segundo L\u00e9lia Gonzalez, em seu livro \u201cPor um feminismo Afro-latino-americano aponta que:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify; padding-left: 200px;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8220;Branca para casar, mulata para fornicar, negra para trabalhar\u201d \u2014 tornou-se uma s\u00edntese privilegiada de como a mulher negra \u00e9 vista na sociedade brasileira: como um corpo que trabalha, e que \u00e9 super explorado economicamente, ela \u00e9 uma \u00a0faxineira, cozinheira, lavadeira etc. que faz o \u201ctrabalho pesado\u201d das fam\u00edlias de que \u00e9 empregada; como um corpo que gera prazer e que \u00e9 super explorado sexualmente, ela \u00e9 a mulata dos desfiles de Carnaval para turistas, de filmes pornogr\u00e1ficos etc., cuja sensualidade \u00e9 inclu\u00edda na categoria do \u201cer\u00f3tico-ex\u00f3tico. (GONZALEZ, 2020, p. 154).<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Diante dessa considera\u00e7\u00e3o, podemos analisar que historicamente a mulher negra era considerada como uma mulher explorada, aquela que era respons\u00e1vel por todas as atividades, como dito acima, a que faz o trabalho pesado. Ainda assim, L\u00e9lia ressalta que:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify; padding-left: 200px;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Durante os desfiles das escolas de samba que a mulata, em seu esplendor m\u00e1ximo, perde o anonimato e se transforma em uma Cinderela: adorada, desejada e devorada por aqueles que foram at\u00e9 l\u00e1 justamente para cobi\u00e7\u00e1-la. Sabendo que amanh\u00e3 sua fotografia estar\u00e1 nas p\u00e1ginas de todos os jornais e revistas internacionais, elogiada e admirada pelo mundo inteiro, ela segue magicamente, mais e mais brilhante naquele espet\u00e1culo luminoso. (GONZALEZ, 2020, p. 150)<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Ademais, nota-se que, o corpo da mulher negra nos dias atuais continua sendo objetificado e temos como exemplo, a mulata globeleza, que surgiu na d\u00e9cada de 90 durante o per\u00edodo de carnaval.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A imagem da globeleza a ser passada na televis\u00e3o era de uma mulher negra, nua, com o corpo pintado e sambando como uma passista. Diante disso, nunca se disse que deveria ser uma mulher negra, mas sempre foi. H\u00e1 na sociedade um estere\u00f3tipo de que o samba ou a capoeira est\u00e3o no sangue, sendo relacionados \u00e0s pessoas negras. O Dossi\u00ea Patr\u00edcia Galv\u00e3o, enfatiza que:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify; padding-left: 200px;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A reflex\u00e3o sobre a imagem das mulheres tamb\u00e9m \u00e9 uma parte importante do enfrentamento a estere\u00f3tipos discriminat\u00f3rios que autorizam viol\u00eancias. No caso \u00a0espec\u00edfico das mulheres negras, no Brasil, esses estere\u00f3tipos s\u00e3o agravados pela \u00a0carga hist\u00f3rica escravagista de objetifica\u00e7\u00e3o e subalternidade que refor\u00e7am mitos racistas como o da mulher negra hipersexualizada sempre dispon\u00edvel. (GALV\u00c3O, Online)<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Dito isto, \u00e9 not\u00f3rio que a partir da objetifica\u00e7\u00e3o surge o ass\u00e9dio. A pesquisa Vis\u00edvel e Invis\u00edvel: a vitimiza\u00e7\u00e3o de mulheres no Brasil, com a realiza\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica e o Instituto de Pesquisas Datafolha de 2023, aponta que a mulher negra (preta + parda) apresenta porcentagens maiores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres brancas, quando se trata de ass\u00e9dio. Por exemplo, a mulher negra com um percentual de 49,1% j\u00e1 as mulheres brancas com um percentual de 42,2% quando o assunto \u00e9 ass\u00e9dio. Por conseguinte, \u00e9 not\u00e1vel que as mulheres negras s\u00e3o mais vulner\u00e1veis a sofrerem este tipo de viol\u00eancia devido a sua invisibilidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Portanto, observa-se que, diante do que foi expresso acima, a objetifica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tem\u00e1tica atual, pois ainda encontra-se momentos em que este assunto \u00e9 discutido. No geral, as mulheres n\u00e3o t\u00eam o direito de ser quem s\u00e3o, principalmente as mulheres negras, que s\u00e3o desvalorizadas, marginalizadas e sexualizadas constantemente. Atualmente, atrav\u00e9s da luta dos movimentos sociais, as mulheres negras est\u00e3o trazendo mais visibilidade para a sociedade, mobilizando direitos previstos constitucionalmente e pautando essas quest\u00f5es em \u00e2mbito de Estado..<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O principal objetivo desta discuss\u00e3o \u00e9 expor como a mulher negra \u00e9 vista na sociedade, desde o passado at\u00e9 os dias atuais. Branca para casar, mulata para fornicar e negra para trabalhar, \u00e9 assim como s\u00e3o vistas pelo patriarcado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A mulher negra ainda \u00e9 condicionada \u00e0 servid\u00e3o, ou seja, explorada de todas as maneiras, servindo na sociedade como \u201cmucama\u201d, a que n\u00e3o pode se posicionar e exigir seus direitos. Embora a legisla\u00e7\u00e3o preveja uma dita igualdade, como \u00e9 poss\u00edvel observar da discuss\u00e3o travada neste ensaio, h\u00e1 um longo caminho entre o previsto em lei e a realidade enfrentada por essas sujeitas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Vale ressaltar que, atualmente, o cen\u00e1rio encontra-se um pouco melhor, pois apesar das discuss\u00f5es levantadas por L\u00e9lia Gonzalez na d\u00e9cada de 1980, estas s\u00e3o ainda consideradas extremamente atuais, devido aos movimentos de resist\u00eancia presentes. H\u00e1, historicamente, a uni\u00e3o de mulheres negras lutando pelos seus direitos, a fim de mostrar que s\u00e3o capazes e podem ser muito mais que um objeto de satisfa\u00e7\u00e3o masculina e isso acaba dando uma visibilidade melhor na sociedade, tendo em vista que suas vozes ecoam na produ\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e mudan\u00e7as institucionais. Por\u00e9m, h\u00e1 um longo caminho a ser percorrido.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">GONZALEZ, L\u00e9lia. <strong>Por um feminismo afro latino americano<\/strong>. Zahar, 2020. Dispon\u00edvel em: <u>https:\/\/mulherespaz.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/feminismo-afro-latino-americano.<\/u> <u>pdf<\/u><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">LIMA, Iana. <strong>O que \u00e9 objetifica\u00e7\u00e3o da mulher? <\/strong>Politize, 11 fev. 2016. Acessado em: 11 dez. 2023. Online. Dispon\u00edvel em: <u>https:\/\/www.politize.com.br\/o-que-e-objetificacao-da-mulher\/<\/u><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">PARKINSON, Justin. <strong>Sarah Baartman: a chocante hist\u00f3ria da africana que virou atra\u00e7\u00e3o de circo, <\/strong>BBC NEWS BRASIL, 11 jan. 2016. Acessado em 11 dez. 2023. Online. Dispon\u00edvel em: <u>https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2016\/01\/160110_mulher_circo_africa_lab<\/u><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">SENA, Isabela. <strong>Sarah Baartman e a hipersexualiza\u00e7\u00e3o da mulher negra, <\/strong>23 mar. 2015. Acessado em 11 dez. 2023. Online. Dispon\u00edvel em: <u>https:\/\/blogueirasnegras.org\/sarah-baartman-e-a-hipersexualizacao-da-mulher-negra\/<\/u>.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Viol\u00eancia e racismo<\/strong>. S\/d, <strong>Dossi\u00eas Ag\u00eancia Patr\u00edcia Galv\u00e3o<\/strong>. Acessado em 11 dez. 2023. Online. Dispon\u00edvel em: https:\/\/dossies.agenciapatriciagalvao.org.br\/violencia\/violencias\/violencia-e-racismo\/<u>.<\/u><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Vis\u00edvel e Invis\u00edvel: A Vitimiza\u00e7\u00e3o de Mulheres no Brasil<strong>, <\/strong>2023, 4\u00ba Edi\u00e7\u00e3o. <strong>F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica; Instituto de Pesquisas Datafolha.<\/strong> Acessado em 11 dez. 2023. Online. Dispon\u00edvel em: <u>https:\/\/assets-dossies-ipg-v2.nyc3.digitaloceanspaces.com\/sites\/3\/2023\/03\/visiveleinvisivel-20<\/u> <u>23-relatorio.pdf<\/u><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nayane Ximendes Menezes Taiane Teixeira Mendes O presente estudo aborda a quest\u00e3o da objetifica\u00e7\u00e3o da mulher negra na sociedade, desde como era no passado at\u00e9 os dias atuais. Ainda assim, de modo a enfrentar parte da hist\u00f3ria de Sarah Baartman e trazendo tamb\u00e9m dados de uma pesquisa desenvolvida no Brasil,\u00a0 \u201cVis\u00edvel e Invis\u00edvel: a vitimiza\u00e7\u00e3o&#8230; <\/p>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2024\/03\/26\/a-objetificacao-da-mulher-negra-na-sociedade\/\">Leia mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":1252,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-269","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":255,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2023\/10\/04\/a-favela-venceu-um-ensaio-sobre-essa-falacia\/","url_meta":{"origin":269,"position":0},"title":"A favela venceu: um ensaio sobre essa fal\u00e1cia","author":"coisapublica","date":"4 de outubro de 2023","format":false,"excerpt":"Felipe Jos\u00e9 Santos Rafa\u00e9l de Lima Introdu\u00e7\u00e3o O tema racismo e sua rela\u00e7\u00e3o com a ideia de meritocracia t\u00eam sido amplamente debatidos na sociedade contempor\u00e2nea. Muitas vezes, a narrativa de que o esfor\u00e7o individual \u00e9 suficiente para alcan\u00e7ar o sucesso \u00e9 utilizada para justificar a desigualdade social e a falta\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":302,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2024\/10\/11\/identidade-racial-branca-e-eleicoes-reflexoes-sobre-privilegios\/","url_meta":{"origin":269,"position":1},"title":"Identidade racial branca e elei\u00e7\u00f5es: reflex\u00f5es sobre privil\u00e9gios","author":"coisapublica","date":"11 de outubro de 2024","format":false,"excerpt":"Mari Cristina de Freitas Fagundes \u00a0As discuss\u00f5es sobre representatividade nos pleitos eleitorais enfocando o marcador ra\u00e7a s\u00e3o recorrentes atualmente, tendo em vista a baixa representatividade de negros e negras nas cadeiras legislativas. Esse debate joga luz sobre o racismo que estrutura a sociedade brasileira e, consequentemente, sobre os privil\u00e9gios brancos\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":284,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2024\/08\/17\/o-esquecimento-de-autores-negros-na-literatura-brasileira\/","url_meta":{"origin":269,"position":2},"title":"O esquecimento de autores negros na literatura brasileira","author":"coisapublica","date":"17 de agosto de 2024","format":false,"excerpt":"Emilly da Gama Machado Pamela Ramos Eugenio Victor Hugo Alfaya Introdu\u00e7\u00e3o Primordialmente, \u00e9 necess\u00e1rio ressaltar que o contexto hist\u00f3rico brasileiro do s\u00e9culo XIX apresentou uma ampla marginaliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra, principalmente por conta da escravid\u00e3o e da posterior aboli\u00e7\u00e3o sem a concess\u00e3o de garantias fundamentais a esse grupo. Assim, fazendo\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":226,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2023\/08\/08\/a-realidade-das-mulheres-brasileiras-diante-da-violencia-de-genero\/","url_meta":{"origin":269,"position":3},"title":"A realidade das mulheres brasileiras diante da viol\u00eancia de G\u00eanero","author":"coisapublica","date":"8 de agosto de 2023","format":false,"excerpt":"Bruna Ferreira Dynczuk Felipe Jos\u00e9 Santos Leandro Costa Cantos Rafa\u00e9l de Lima Rudy Machado Karsburg A luta pelos direitos das mulheres \u00e9 uma pauta fundamental na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria, no entanto, apesar dos avan\u00e7os conquistados ao longo dos anos, a viol\u00eancia de g\u00eanero ainda \u00e9\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":281,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2024\/08\/17\/mobilidade-social-quilombola-ferramenta-de-luta-e-resistencia\/","url_meta":{"origin":269,"position":4},"title":"Mobilidade social quilombola: ferramenta de luta e resist\u00eancia","author":"coisapublica","date":"17 de agosto de 2024","format":false,"excerpt":"Rafael de Lima Felipe Jose Santos Lucas Kleinicke Rossales O per\u00edodo da escravid\u00e3o no Brasil foi marcado por in\u00fameras formas de opress\u00e3o, sofrimento e desumaniza\u00e7\u00e3o das pessoas escravizadas, tais brutalidades deixaram um legado inapag\u00e1vel na hist\u00f3ria, principalmente entre as comunidades africanas que sofreram essa trag\u00e9dia. As diferentes formas de resist\u00eancia\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":246,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2023\/09\/06\/o-papel-da-mulher-na-gestao-publica-uma-discussao-sobre-os-espacos-de-lideranca\/","url_meta":{"origin":269,"position":5},"title":"O papel da mulher na gest\u00e3o p\u00fablica: uma discuss\u00e3o sobre os espa\u00e7os de lideran\u00e7a","author":"coisapublica","date":"6 de setembro de 2023","format":false,"excerpt":"Bruna Colucci Raissa M. Telles Stefani S. Souza Tema recorrente na sociedade mundial s\u00e3o as lutas feministas por liberdade, direitos e independ\u00eancia. H\u00e1 s\u00e9culos a resist\u00eancia feminista contra o sexismo \u00e9 desenvolvida e ganha cada vez mais visibilidade e repercuss\u00e3o. Quando se trata da lideran\u00e7a feminina, os desafios ainda s\u00e3o\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Not\u00edcias&quot;","block_context":{"text":"Not\u00edcias","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/category\/noticias\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]}],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1252"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=269"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/269\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":271,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/269\/revisions\/271"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}