{"id":226,"date":"2023-08-08T09:26:26","date_gmt":"2023-08-08T12:26:26","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/?p=226"},"modified":"2023-08-08T09:26:26","modified_gmt":"2023-08-08T12:26:26","slug":"a-realidade-das-mulheres-brasileiras-diante-da-violencia-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2023\/08\/08\/a-realidade-das-mulheres-brasileiras-diante-da-violencia-de-genero\/","title":{"rendered":"A realidade das mulheres brasileiras diante da viol\u00eancia de G\u00eanero"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Bruna Ferreira Dynczuk<\/em><br \/>\n<em>Felipe Jos\u00e9 Santos<\/em><br \/>\n<em>Leandro Costa Cantos<\/em><br \/>\n<em>Rafa\u00e9l de Lima<\/em><br \/>\n<em><span style=\"font-size: 1.8rem;\">Rudy Machado Karsburg<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A luta pelos direitos das mulheres \u00e9 uma pauta fundamental na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria, no entanto, apesar dos avan\u00e7os conquistados ao longo dos anos, a viol\u00eancia de g\u00eanero ainda \u00e9 uma triste realidade. Nesse contexto, algumas decis\u00f5es proferidas pela justi\u00e7a brasileira t\u00eam se mostrado significativas na luta contra os diversos tipos de viol\u00eancia que afetam as mulheres e cerceiam seus direitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos analisar o caso pr\u00e1tico, que teve senten\u00e7a pelo STJ (Supremo Tribunal de Justi\u00e7a), em 2019, da relatoria do Ministro Marcos Bellizze. O caso em quest\u00e3o trata de uma a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais movida por uma m\u00e3e em virtude da morte do seu rec\u00e9m-nascido durante o parto, devido a pr\u00e1ticas m\u00e9dicas que configuraram viol\u00eancia obst\u00e9trica. Trazemos aqui um trecho da decis\u00e3o que ilustra o fato: \u201cEfetivamente, em sua contesta\u00e7\u00e3o, o demandado, m\u00e9dico respons\u00e1vel pelo parto, S\u00e9rgio Souza Martins, confessou haver tentado a utiliza\u00e7\u00e3o do f\u00f3rceps, bem como confessou a realiza\u00e7\u00e3o da manobra de Kristeller (f. 75)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o do STJ foi favor\u00e1vel \u00e0 m\u00e3e da crian\u00e7a, reconhecendo a responsabilidade civil do m\u00e9dico pelos danos morais causados pela morte do rec\u00e9m-nascido. O trecho citado \u00e9 parte da fundamenta\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o, em que o m\u00e9dico confessa a realiza\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas m\u00e9dicas, que s\u00e3o consideradas viol\u00eancia obst\u00e9trica e que podem ter contribu\u00eddo para a morte da crian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto, a m\u00e3e teve o direito de mover a a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, uma vez que a pr\u00e1tica de viol\u00eancia obst\u00e9trica causou a morte do seu filho e, consequentemente, um grave sofrimento psicol\u00f3gico. A decis\u00e3o do STJ reconheceu a responsabilidade civil do m\u00e9dico e determinou o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais \u00e0 m\u00e3e, que foi fixada em R$ 100.000,00. A decis\u00e3o ainda refor\u00e7a a import\u00e2ncia da ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas obst\u00e9tricas humanizadas, que respeitem os direitos e a autonomia das mulheres, e sejam baseadas em evid\u00eancias cient\u00edficas atualizadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A manobra de Kristeller \u00e9 contra indicada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS, 1996), sendo um procedimento proibido pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, pelos Conselhos Regionais de Medicina e por diversos Hospitais, exatamente porque \u00e9 causa de in\u00fameros traumas maternos. A referida manobra consiste em pressionar a barriga da mulher com for\u00e7a para agilizar o parto e isso configura ato de viol\u00eancia obst\u00e9trica. Manobra essa justificada pelo m\u00e9dico em quest\u00e3o, em virtude de \u201clongo per\u00edodo expulsivo\u201d, [fase na qual a m\u00e3e faz for\u00e7a para o beb\u00ea nascer], mas a ordem cronol\u00f3gica dos registros do fato provou um tempo transcorrido do in\u00edcio dos procedimentos do parto at\u00e9 o ato em quest\u00e3o, de 43 minutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme o &#8220;American College of Obstetricians and Gynecologists&#8221;, a dura\u00e7\u00e3o normal do per\u00edodo expulsivo pode variar de uma a tr\u00eas horas, dependendo do uso de anestesia e do fato de ser ou n\u00e3o a primeira gesta\u00e7\u00e3o da mulher. Portanto, 43 (quarenta e tr\u00eas) minutos n\u00e3o se configuram como \u201clongo per\u00edodo expulsivo\u201d a justificar a utiliza\u00e7\u00e3o de manobra proibida. (ACOG, 2003).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os direitos da mulher s\u00e3o fundamentais para garantir a igualdade de g\u00eanero e o pleno exerc\u00edcio da cidadania feminina. A viol\u00eancia contra a mulher afeta profundamente a garantia dos seus direitos, constituindo uma viola\u00e7\u00e3o direta dos direitos humanos das mulheres. Quando uma mulher \u00e9 v\u00edtima de viol\u00eancia, ela tem seus direitos \u00e0 integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica, \u00e0 seguran\u00e7a, \u00e0 liberdade e \u00e0 dignidade violada. Al\u00e9m disso, a viol\u00eancia de g\u00eanero tamb\u00e9m pode afetar negativamente outros direitos, como o direito \u00e0 sa\u00fade, ao trabalho e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda, no contexto do Brasil, podemos destacar a\u00e7\u00f5es significativas nos \u00faltimos anos, o ministro Ricardo Lewandowski foi o relator da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.581, que resultou na decis\u00e3o do STF sobre a presen\u00e7a de doulas (acompanhantes de parto) em hospitais e estabelecimentos de sa\u00fade durante o parto. A decis\u00e3o se deu no julgamento da a\u00e7\u00e3o proposta pela Associa\u00e7\u00e3o de Doulas do Estado do Rio Grande do Sul, que questionava a constitucionalidade de dispositivos da Lei Federal n.\u00ba 8.080\/1990 e da Portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n.\u00ba 1.459\/2017, que limitavam a presen\u00e7a de doulas em hospitais e estabelecimentos de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mar\u00e7o de 2020 a decis\u00e3o foi un\u00e2nime em considerar inconstitucional a Portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, reconhecendo a import\u00e2ncia dessas profissionais no aux\u00edlio e suporte \u00e0s mulheres durante o trabalho de parto. A partir dessa decis\u00e3o, os hospitais e estabelecimentos de sa\u00fade devem permitir a presen\u00e7a delas durante o parto, conforme orienta\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.\u00a0 A decis\u00e3o tamb\u00e9m revisitou a discuss\u00e3o sobre a humaniza\u00e7\u00e3o do parto e a import\u00e2ncia do respeito aos direitos das mulheres durante esse momento t\u00e3o importante da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em maio de 2020, uma decis\u00e3o passou a ser um marco importante na luta pelos direitos das mulheres no Brasil e na erradica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia obst\u00e9trica. Ao reconhecer o direito das mulheres a um parto respeitoso e humanizado, livre de pr\u00e1ticas que configurem viol\u00eancia obst\u00e9trica, o STF reafirmou a import\u00e2ncia da dignidade, da integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica e da n\u00e3o-discrimina\u00e7\u00e3o como valores fundamentais da nossa sociedade. (STF, 2020)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o se deu no julgamento da ADPF (Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental) n.\u00ba 635, movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que buscava garantir o direito das mulheres a um parto respeitoso e humanizado, livre de pr\u00e1ticas que configurem viol\u00eancia obst\u00e9trica. Na decis\u00e3o, que teve como relatora a ministra Rosa Weber, o STF reconheceu o direito das mulheres a um parto respeitoso e humanizado, sem viol\u00eancia obst\u00e9trica, e determinou que o poder p\u00fablico adotasse medidas para garantir esse direito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo teve como base relatos de mulheres que sofreram viol\u00eancia obst\u00e9trica durante o parto, bem como de organiza\u00e7\u00f5es que lutam pelos direitos das mulheres e dos movimentos feministas. A a\u00e7\u00e3o argumentava que as pr\u00e1ticas de viol\u00eancia obst\u00e9trica violam os direitos humanos, a dignidade das mulheres e sua integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica, al\u00e9m de ferir a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ADPF foi julgada procedente pelo plen\u00e1rio do STF, por unanimidade, e estabeleceu uma s\u00e9rie de diretrizes para o atendimento obst\u00e9trico no Brasil, tais como o respeito \u00e0 autonomia da mulher, a proibi\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias ou sem o consentimento da mulher, o direito \u00e0 presen\u00e7a de acompanhante escolhido pela mulher durante todo o trabalho de parto, entre outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, o STF reconheceu o direito das mulheres \u00e0 assist\u00eancia adequada durante o parto, incluindo o direito \u00e0 presen\u00e7a de doulas e \u00e0 escolha da posi\u00e7\u00e3o de parto mais confort\u00e1vel para elas. Al\u00e9m disso, a Corte reafirmou que a viol\u00eancia obst\u00e9trica configura uma forma de viol\u00eancia de g\u00eanero e pode ter consequ\u00eancias graves para a sa\u00fade f\u00edsica e psicol\u00f3gica das mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mulheres t\u00eam direito a uma assist\u00eancia obst\u00e9trica respeitosa e humanizada, que garanta sua integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica. No entanto, a realidade \u00e9 outra: muitas mulheres ainda sofrem com interven\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias, nega\u00e7\u00e3o de seus direitos reprodutivos, falta de informa\u00e7\u00e3o sobre seu pr\u00f3prio corpo e sobre os procedimentos m\u00e9dicos que ser\u00e3o realizados, entre outras pr\u00e1ticas abusivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mar\u00e7o de 2021, o STJ reconheceu, por unanimidade, que a viol\u00eancia obst\u00e9trica \u00e9 uma forma de viol\u00eancia de g\u00eanero. A decis\u00e3o foi tomada no julgamento de um recurso especial interposto pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro em um caso de viol\u00eancia obst\u00e9trica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso em quest\u00e3o envolvia uma mulher que sofreu viol\u00eancia obst\u00e9trica durante o parto, tendo sido submetida a procedimentos invasivos sem o seu consentimento e sem justificativa m\u00e9dica, al\u00e9m de ter sido tratada de forma desrespeitosa e humilhante pela equipe m\u00e9dica. O caso ocorreu em 2013, no Hospital Municipal Rocha Faria, na cidade do Rio de Janeiro. A mulher em quest\u00e3o, identificada apenas como G.M.R., foi submetida a um parto ces\u00e1reo, no qual teria sido passado por procedimentos invasivos sem o seu consentimento, como a episiotomia (corte na regi\u00e3o do per\u00edneo), al\u00e9m de ter sido submetida a manobras de Kristeller e de supino (posi\u00e7\u00e3o onde a mulher fica deitada com as pernas elevadas), que n\u00e3o s\u00e3o recomendadas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, a equipe m\u00e9dica teria tratado a mulher de forma desrespeitosa e humilhante, utilizando termos inadequados e fazendo coment\u00e1rios ofensivos. A mulher procurou o Minist\u00e9rio P\u00fablico para denunciar a viol\u00eancia obst\u00e9trica sofrida, e o MP moveu a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em seu nome. Em primeira inst\u00e2ncia, o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos foi julgado improcedente, mas a senten\u00e7a foi reformada em segunda inst\u00e2ncia, que condenou o Estado do Rio de Janeiro e a institui\u00e7\u00e3o hospitalar a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos no valor de R$ 50.000,00, al\u00e9m de determinar a implementa\u00e7\u00e3o de medidas para preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 viol\u00eancia obst\u00e9trica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso chegou ao STJ por meio de recurso especial interposto pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro, que alegou viola\u00e7\u00e3o a dispositivos do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e do C\u00f3digo Civil. Em mar\u00e7o de 2021, a Quarta Turma do STJ reconheceu, por unanimidade, que a viol\u00eancia obst\u00e9trica \u00e9 uma forma de viol\u00eancia de g\u00eanero. Confirmando a condena\u00e7\u00e3o do Estado do Rio de Janeiro e da institui\u00e7\u00e3o hospitalar ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos e \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de medidas para preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 viol\u00eancia obst\u00e9trica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O STJ afirmou que a viol\u00eancia obst\u00e9trica pode ser considerada uma forma de discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, pois se baseia em estere\u00f3tipos de g\u00eanero e prejudica as mulheres em sua capacidade de tomar decis\u00f5es informadas sobre seus pr\u00f3prios corpos e sa\u00fade. (STJ, 2021).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a Lei Maria da Penha, Lei n.\u00ba 11.340\/2006, s\u00e3o cinco modalidades de viol\u00eancia contra a mulher:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>Viol\u00eancia f\u00edsica:<\/strong> qualquer a\u00e7\u00e3o que ofenda a integridade ou sa\u00fade corporal.<\/li>\n<li><strong>Viol\u00eancia psicol\u00f3gica:<\/strong> qualquer a\u00e7\u00e3o que cause preju\u00edzo \u00e0 sa\u00fade psicol\u00f3gica e \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, como: constrangimento, humilha\u00e7\u00e3o, ridiculariza\u00e7\u00e3o, isolamento, persegui\u00e7\u00e3o, chantagem, controle, etc.<\/li>\n<li><strong>Viol\u00eancia sexual:<\/strong> qualquer a\u00e7\u00e3o que limite o exerc\u00edcio dos direitos sexuais ou reprodutivos, como: coa\u00e7\u00e3o a presenciar ou participar de rela\u00e7\u00e3o sexual indesejada, impedimento do uso de m\u00e9todo contraceptivo, indu\u00e7\u00e3o ao aborto ou \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o, etc.<\/li>\n<li><strong>Viol\u00eancia patrimonial:<\/strong> qualquer a\u00e7\u00e3o que configure reten\u00e7\u00e3o, subtra\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o parcial ou total de objetos, bens, recursos, documentos pessoais, instrumentos de trabalho, etc.<\/li>\n<li><strong>Viol\u00eancia moral:<\/strong> qualquer a\u00e7\u00e3o que configure cal\u00fania, inj\u00faria ou difama\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">A viol\u00eancia obst\u00e9trica \u00e9 uma realidade preocupante no Brasil, afetando milhares de mulheres todos os anos. E pode se caracterizar em diferentes modalidades; podendo ser f\u00edsica, sexual e psicol\u00f3gica. Essa forma de viol\u00eancia se manifesta por meio de pr\u00e1ticas inadequadas ou abusivas por parte de profissionais de sa\u00fade durante o parto, tais como a realiza\u00e7\u00e3o de episiotomia sem consentimento, a realiza\u00e7\u00e3o de cesarianas desnecess\u00e1rias e a nega\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos alternativos de al\u00edvio da dor. Tal qual serve de exemplo o fato referido como base neste trabalho onde como consequ\u00eancia teve a morte da crian\u00e7a durante o parto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, casos de viol\u00eancia obst\u00e9trica, incluindo abuso e viol\u00eancia sexual durante o parto, ainda s\u00e3o uma realidade em muitos pa\u00edses ao redor do mundo. No Brasil, j\u00e1 ocorreram casos que chamaram a aten\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, como a divulga\u00e7\u00e3o de imagens perturbadoras registradas por uma equipe cir\u00fargica que suspeitava de comportamentos inadequados de um m\u00e9dico anestesista. Durante o procedimento do parto, o profissional respons\u00e1vel pela aplica\u00e7\u00e3o da anestesia geral abusou sexualmente da paciente. O caso gerou uma grande como\u00e7\u00e3o no Brasil e levou a uma s\u00e9rie de manifesta\u00e7\u00f5es contra a viol\u00eancia obst\u00e9trica, infelizmente ocorrem casos assim para servir como uma triste ilustra\u00e7\u00e3o de como a viol\u00eancia de g\u00eanero pode se manifestar em contextos de vulnerabilidade, como o parto. (CNN Brasil, 2022).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 fundamental que as mulheres tenham acesso a cuidados de sa\u00fade dignos e respeitosos em todas as fases de sua vida, e que a viol\u00eancia obst\u00e9trica seja combatida efetivamente. Essas pr\u00e1ticas n\u00e3o apenas violam os direitos fundamentais das mulheres e dos rec\u00e9m-nascidos, mas tamb\u00e9m t\u00eam graves consequ\u00eancias para a sa\u00fade e o bem-estar das mulheres, podendo levar a complica\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas a curto e longo prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A viol\u00eancia contra a mulher tamb\u00e9m pode afetar a sua capacidade de participa\u00e7\u00e3o na sociedade e na vida p\u00fablica. Mulheres que sofrem viol\u00eancia muitas vezes ficam limitadas em sua capacidade de tomar decis\u00f5es e agir de forma aut\u00f4noma, o que pode prejudicar sua participa\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica, no mercado de trabalho e em outros espa\u00e7os sociais. Os direitos das mulheres incluem a sua universalidade, inalienabilidade e interdepend\u00eancia. Isso significa que esses direitos devem ser garantidos a todas as mulheres, em todas as circunst\u00e2ncias, e que n\u00e3o podem ser negociados ou retirados. Al\u00e9m disso, os direitos das mulheres est\u00e3o interligados, de modo que a falta de garantia de um direito pode afetar a garantia de outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os direitos das mulheres, destaca-se o direito \u00e0 igualdade salarial, o direito \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Infelizmente, muitas mulheres ainda sofrem com a desigualdade salarial em rela\u00e7\u00e3o aos homens, t\u00eam dificuldades para acessar servi\u00e7os de sa\u00fade de qualidade e enfrentam altos \u00edndices de viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, a cientista pol\u00edtica Jussara Cardoso em sua pesquisa apresentada na live \u201cPalavra de homem: Mapeando o Imagin\u00e1rio sobre o Feminino\u201d destaca o quanto a falta de representatividade das mulheres no poder de decis\u00e3o, de aspectos relacionados a si pr\u00f3prias, sobre direitos negados ao longo da hist\u00f3ria, que impactam duramente na realidade das mulheres brasileiras: \u201cEnquanto os homens forem maioria na pol\u00edtica, todo e qualquer projeto para mulheres s\u00f3 passa se eles acharem que mulheres merecem; qualquer projeto proposto por mulheres precisa de aprova\u00e7\u00e3o masculina.\u201d Assim, ela defende que os direitos femininos precisam de lutas feministas para serem conquistados, porque s\u00e3o homens que decidiram, e seguem decidindo os limites que eles aceitam que mulheres avancem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa \u00f3tica, a cientista defende que pol\u00edticas que contemplem as necessidades reais das mulheres; uma licen\u00e7a maternidade coerente com o que significa cuidar de um rec\u00e9m-nascido, uma garantia p\u00fablica de que n\u00e3o ocorra viol\u00eancia obst\u00e9trica, investimento pesado em creches e combate a viol\u00eancia de g\u00eanero, por exemplo, s\u00f3 ter\u00e3o resultados satisfat\u00f3rios quando forem propostos e aprovados por mulheres, que tenham garantido espa\u00e7o de fala e poder de decis\u00e3o de forma igualit\u00e1ria neste pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto as mulheres continuarem a depender exclusivamente dos homens para decidir sobre seus pr\u00f3prios direitos, eles seguir\u00e3o negociando esses direitos e todos os outros que impactam diretamente as vidas das mulheres, seus limites e do que eles as limitam. \u201cAborto, por exemplo, s\u00f3 ser\u00e1 regulamentado nesse pa\u00eds, quando for proposto e aprovado por mulheres\u201d, conclui a cientista pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ficam evidentes essas desigualdades, se analisamos a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica. Apesar de representarem mais da metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira, as mulheres ocupam menos de 18% das cadeiras no Congresso Nacional e 16% no Senado Federal. Isso significa que as pol\u00edticas p\u00fablicas que afetam diretamente a vida das mulheres, s\u00e3o sempre decididas por homens, sem a devida representa\u00e7\u00e3o das mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante retomar que conforme a decis\u00e3o do STJ em 2021, a viol\u00eancia obst\u00e9trica passou a ser uma forma de viol\u00eancia de g\u00eanero e, como tal, est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 desigualdade que ainda prevalece em nossa sociedade. \u00c9 fundamental que as mulheres sejam informadas sobre seus direitos e que os profissionais de sa\u00fade recebam treinamento adequado para prevenir a viol\u00eancia obst\u00e9trica. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio que a sociedade como um todo se mobilize para erradicar a viol\u00eancia obst\u00e9trica e promover a igualdade de g\u00eanero em todas as esferas da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas a\u00e7\u00f5es que podem ser tomadas ou fortalecidas para alcan\u00e7ar esses objetivos incluem:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Educa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o: \u00e9 importante que a sociedade como um todo seja educada sobre os direitos das mulheres e sobre o que constitui a viol\u00eancia obst\u00e9trica. Al\u00e9m disso, a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a igualdade de g\u00eanero deve ser promovida desde a inf\u00e2ncia, por meio da educa\u00e7\u00e3o nas escolas e da m\u00eddia.<\/li>\n<li>Den\u00fancia e acompanhamento: as v\u00edtimas de viol\u00eancia obst\u00e9trica devem ser encorajadas a denunciar os casos e a buscar acompanhamento e apoio. \u00c9 fundamental que existam canais seguros e acess\u00edveis para den\u00fancias, al\u00e9m de profissionais capacitados para lidar com essas situa\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Fortalecimento das pol\u00edticas p\u00fablicas: pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para a promo\u00e7\u00e3o da igualdade de g\u00eanero e para a preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 viol\u00eancia obst\u00e9trica devem ser fortalecidas e ampliadas. Isso inclui, por exemplo, a cria\u00e7\u00e3o de mais servi\u00e7os especializados para atendimento \u00e0s mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia obst\u00e9trica e o fortalecimento da fiscaliza\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o dos casos de viol\u00eancia.<\/li>\n<li>Engajamento dos homens: \u00e9 importante que os homens se engajem na promo\u00e7\u00e3o da igualdade de g\u00eanero e no combate \u00e0 viol\u00eancia obst\u00e9trica, reconhecendo seus privil\u00e9gios e responsabilidades nessa luta.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas s\u00e3o apenas algumas das a\u00e7\u00f5es que podem ser tomadas para promover a igualdade de g\u00eanero e erradicar a viol\u00eancia obst\u00e9trica. \u00c9 importante lembrar que a mudan\u00e7a cultural e social \u00e9 um processo longo e cont\u00ednuo, que exige o envolvimento de todos os setores da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de viol\u00eancia obst\u00e9trica contra a mulher se torna mais grave quando se tratam de mulheres em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social, como as mulheres negras e as mulheres de baixa renda. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o em 2019, as mulheres com menos escolaridade e menos acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre sa\u00fade s\u00e3o as que mais sofrem com a viol\u00eancia obst\u00e9trica, tendo seu direito \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica violados. A desigualdade de g\u00eanero tamb\u00e9m \u00e9 um fator agravante, j\u00e1 que muitas vezes as mulheres s\u00e3o desacreditadas e n\u00e3o t\u00eam seus relatos de viol\u00eancia levados a s\u00e9rio pelos profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que a viol\u00eancia obst\u00e9trica \u00e9 um problema grave no Brasil. Segundo estudo divulgado em 2018, cerca de 25% das mulheres brasileiras relataram ter sofrido algum tipo de viol\u00eancia obst\u00e9trica durante o parto. <strong><em>&#8211; Uma em cada quatro mulheres \u00e9 v\u00edtima de viol\u00eancia obst\u00e9trica no Brasil &#8211;<\/em><\/strong>. Esse n\u00famero sobe para 40,5% entre as mulheres negras. Outro dado preocupante \u00e9 que, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, cerca de 56% dos partos no Brasil s\u00e3o ces\u00e1reas, n\u00famero bem acima do recomendado pela organiza\u00e7\u00e3o, sendo de no m\u00e1ximo 15%. A realiza\u00e7\u00e3o excessiva de ces\u00e1reas pode estar associada a pr\u00e1ticas abusivas e desnecess\u00e1rias durante o parto. (OMS,2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil \u00e9 frequentemente apontado como um dos pa\u00edses com altos \u00edndices de machismo e viol\u00eancia contra as mulheres. Embora seja dif\u00edcil comparar pa\u00edses em termos absolutos, alguns estudos e indicadores sugerem que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 igualdade de g\u00eanero. Segundo o relat\u00f3rio do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial de 2021 sobre a lacuna de g\u00eanero global, o Brasil ocupa a 92\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre 156 pa\u00edses avaliados. O relat\u00f3rio considera indicadores como: participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, igualdade salarial, acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade, entre outros. (FEM, 2021).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, o Brasil tem altos \u00edndices de viol\u00eancia contra as mulheres. Segundo dados do Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos, em 2020 foram registrados mais de 105 mil casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica em todo o pa\u00eds, um aumento de cerca de 2% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. (MMFDH, 2020).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, o pa\u00eds registra altos \u00edndices de feminic\u00eddio, o assassinato de mulheres por raz\u00f5es de g\u00eanero. O Relat\u00f3rio sobre Feminic\u00eddio no Brasil da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), destaca que o Brasil \u00e9 o quinto pa\u00eds do mundo com a maior taxa de feminic\u00eddio. (OIT, 2019).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses dados mostram que a viol\u00eancia de g\u00eanero \u00e9 um problema grave e complexo que afeta as mulheres em todas as regi\u00f5es e classes sociais do pa\u00eds. Isso n\u00e3o nos deixa d\u00favidas, que ser mulher no Brasil \u00e9 uma miss\u00e3o arriscada. Morar em um dos pa\u00edses mais machistas do mundo \u00e9 conviver diariamente com todos os tipos de agress\u00f5es. Entre elas est\u00e1 uma pr\u00e1tica comum, mas silenciosa, que atinge cada vez mais mulheres, com m\u00e9todos opressivos por meios e formas diversas e se caracteriza pela apropria\u00e7\u00e3o do corpo e processos reprodutivos da mulher pelos profissionais da sa\u00fade. Abuso de medicamentos, desumaniza\u00e7\u00e3o, ofensas e at\u00e9 mesmo abusos sexuais, s\u00e3o tipificados como viol\u00eancia obst\u00e9trica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante ressaltar que a viol\u00eancia obst\u00e9trica \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica que afeta mulheres em todo o mundo e deve ser abordado por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o para preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o das mulheres. \u00c9 fundamental que medidas sejam tomadas para prevenir e combater essa viol\u00eancia, garantindo \u00e0s mulheres o direito a uma assist\u00eancia obst\u00e9trica respeitosa e humanizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim podemos concluir que a luta pelos direitos das mulheres e a luta contra a viol\u00eancia de g\u00eanero s\u00e3o duas faces da mesma moeda. \u00c9 imposs\u00edvel garantir a igualdade e a dignidade das mulheres sem combater a viol\u00eancia de g\u00eanero. Destacamos a evolu\u00e7\u00e3o de conquistas pelos direitos das mulheres atrav\u00e9s das a\u00e7\u00f5es apresentadas neste trabalho, mesmo que as dificuldades e as problem\u00e1ticas ainda sejam preocupantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Decis\u00f5es como a do STF s\u00e3o uma conquista significativa para os direitos das mulheres no Brasil e representam um passo importante na luta contra a viol\u00eancia obst\u00e9trica. Esperamos que essa decis\u00e3o ajude a conscientizar a sociedade sobre a import\u00e2ncia do parto respeitoso e humanizado e contribua para a erradica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia obst\u00e9trica em nosso pa\u00eds. A decis\u00e3o do STJ \u00e9 importante da mesma forma, porque estabelece um precedente jur\u00eddico para a prote\u00e7\u00e3o dos direitos das mulheres durante o parto. Isso pode ter implica\u00e7\u00f5es significativas para a atua\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade, hospitais e sistemas de sa\u00fade em todo o pa\u00eds, que agora podem ser responsabilizados por viola\u00e7\u00f5es dos direitos reprodutivos das mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para haver uma mudan\u00e7a significativa e efetiva, \u00e9 necess\u00e1rio a unifica\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, em prol de medidas concretas para garantir a prote\u00e7\u00e3o e os direitos das mulheres. Pois, somente com um esfor\u00e7o conjunto e cont\u00ednuo do governo, \u00f3rg\u00e3os jur\u00eddicos, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e indiv\u00edduos, ser\u00e1 poss\u00edvel acabar com a viol\u00eancia contra as mulheres e garantir que elas possam viver livres, seguras e dignas. Isso envolve a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas que visem combater a viol\u00eancia de g\u00eanero, bem como a implementa\u00e7\u00e3o de leis rigorosas e eficazes que punam os agressores e ofere\u00e7am apoio e prote\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A luta pelos direitos das mulheres e a luta contra a viol\u00eancia de g\u00eanero s\u00e3o duas frentes que devem caminhar juntas. \u00c9 preciso garantir que todas as mulheres tenham acesso aos seus direitos humanos fundamentais e que a viol\u00eancia de g\u00eanero seja combatida em todas as suas formas. Al\u00e9m disso, \u00e9 crucial haver uma mudan\u00e7a cultural que combata a misoginia e o machismo arraigado na sociedade, promovendo a igualdade de g\u00eanero e o respeito pelos direitos das mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, \u00e9 de suma import\u00e2ncia que todos n\u00f3s, como membros da sociedade, assumamos o compromisso de nos engajarmos na luta pelos direitos da mulher e trabalhemos unidos na constru\u00e7\u00e3o de um mundo mais justo e igualit\u00e1rio para elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">ACOG. Practice Bulletin No. 49: <strong>Dystocia and Augmentation of Labor.<\/strong> Washington, DC: American College of Obstetricians and Gynecologists, 2003.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">BRASIL. Lei Federal n\u00ba 8.080, de 19 de setembro de 1990. Disp\u00f5e sobre as condi\u00e7\u00f5es para a promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, a organiza\u00e7\u00e3o e o funcionamento dos servi\u00e7os correspondentes e d\u00e1 outras provid\u00eancias. <strong>Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o<\/strong>, Bras\u00edlia, DF, 20 set. 1990. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8080.htm%22%20%5Ct%20%22_new\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8080.htm<\/a>. Acesso em: 02 maio 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">BRASIL. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Portaria n\u00ba 1.459, de 24 de maio de 2017. Limita a presen\u00e7a de acompanhantes nos hospitais e estabelecimentos de sa\u00fade. <strong>Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o<\/strong>, Bras\u00edlia, DF, 25 de maio de 2017. Se\u00e7\u00e3o 1, p. 72.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">CARDOSO, Jussara. <strong>Palavra de homem: Mapeando o Imagin\u00e1rio sobre o Feminino.<\/strong> Live apresentada em 19 set. 2022, dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=X_Mb9damkSk%22%20%5Ct%20%22_new\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=X_Mb9damkSk<\/a>. Acesso em: 27 mar. 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">CHADE, Jamil. <strong>Presen\u00e7a de mulheres no Congresso brasileiro \u00e9 inferior \u00e0 m\u00e9dia mundial.<\/strong> UOL. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/jamil-chade\/2023\/03\/03\/presenca-de-mulheres-no-congresso-brasileiro-e-inferior-a-media-mundial.htm%22%20%5Ct%20%22_new\">https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/jamil-chade\/2023\/03\/03\/presenca-de-mulheres-no-congresso-brasileiro-e-inferior-a-media-mundial.htm<\/a>. Acesso em: 14 abr. 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">CNN Brasil. <strong>M\u00e9dico \u00e9 preso em flagrante por estuprar paciente durante parto em hospital do Rio.<\/strong> CNN Brasil, 11 de julho de 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/nacional\/medico-e-preso-em-flagrante-por-estuprarefr-paciente-durante-parto-em-hospital-do-rio\/. Acesso em: 04 de mai. 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Conven\u00e7\u00e3o Sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o Contra a Mulher ONU Direitos Humanos<\/strong> DHnet. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dhnet.org.br\/direitos\/sip\/onu\/mulher\/lex121.htm%22%20%5Ct%20%22_new\">http:\/\/www.dhnet.org.br\/direitos\/sip\/onu\/mulher\/lex121.htm<\/a>. Acesso em: 7 abr. 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">F\u00d3RUM ECON\u00d4MICO MUNDIAL. <strong>The Global Gender Gap Report 2021.<\/strong> Cologny\/Geneva: World Economic Forum, 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www3.weforum.org\/docs\/WEF_GGGR_2021.pdf. Acesso em: 21 abr. 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Lei n\u00ba 11.340\/2006. <strong>Lei Maria da Penha. Bras\u00edlia: Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/strong>, 2006.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">MINIST\u00c9RIO DA MULHER, DA FAM\u00cdLIA E DOS DIREITOS HUMANOS.<strong> Relat\u00f3rio Anual de Viol\u00eancia Contra a Mulher. Bras\u00edlia: MMFDH,<\/strong> 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2021-03\/governo-registra-105-mil-denuncias-de-violencia-contra-mulher. Acesso em: 25 abr. 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">MINIST\u00c9RIO DA SA\u00daDE. (2018). <strong>Pesquisa Nascer no Brasil 2018: Parto e Nascimento.<\/strong> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.ensp.fiocruz.br\/portal-ensp\/informe\/site\/materia\/detalhe\/43721%22%20%5Ct%20%22_new\">http:\/\/www.ensp.fiocruz.br\/portal-ensp\/informe\/site\/materia\/detalhe\/43721<\/a>. Acesso em: 2 abr. 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">MINIST\u00c9RIO DA SA\u00daDE. (2018). <strong>Viol\u00eancia Obst\u00e9trica no Brasil.<\/strong> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/violencia_obstetrica_brasi_2ed.pdf%22%20%5Ct%20%22_new\">http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/violencia_obstetrica_brasi_2ed.pdf<\/a>. Acesso em: 4 abr. 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">OMS. <strong>Assist\u00eancia ao parto normal: um guia pr\u00e1tico.<\/strong> Genebra: OMS, 1996.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">ORGANIZA\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT). <strong>Relat\u00f3rio sobre feminic\u00eddio no Brasil. Lima, Peru: OIT<\/strong>, 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ilo.org\/wcmsp5\/groups\/public\/---americas\/---ro-lima\/documents\/publication\/wcms_673474.pdf%22%20%5Ct%20%22_new\">https:\/\/www.ilo.org\/wcmsp5\/groups\/public\/&#8212;americas\/&#8212;ro-lima\/documents\/publication\/wcms_673474.pdf<\/a>. Acesso em: 02 maio 2023.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">STF. A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5581\/2020. Bras\u00edlia: STF, 2020.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">STJ. Recurso Especial n\u00ba 1.374.952. Bras\u00edlia: STJ, 2019.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">STJ. Viol\u00eancia obst\u00e9trica \u00e9 forma de viol\u00eancia de g\u00eanero, decide STJ. Bras\u00edlia: STJ, 2021.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruna Ferreira Dynczuk Felipe Jos\u00e9 Santos Leandro Costa Cantos Rafa\u00e9l de Lima Rudy Machado Karsburg A luta pelos direitos das mulheres \u00e9 uma pauta fundamental na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria, no entanto, apesar dos avan\u00e7os conquistados ao longo dos anos, a viol\u00eancia de g\u00eanero ainda \u00e9 uma triste realidade. Nesse contexto,&#8230; <\/p>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2023\/08\/08\/a-realidade-das-mulheres-brasileiras-diante-da-violencia-de-genero\/\">Leia mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":1252,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-226","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":294,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/coisapublica\/2024\/09\/09\/294\/","url_meta":{"origin":226,"position":0},"title":"Viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero: do que tratamos?","author":"coisapublica","date":"9 de setembro de 2024","format":false,"excerpt":"Mari Fagundes Em \u00e9pocas eleitorais termos como g\u00eanero, pol\u00edtica e viol\u00eancia s\u00e3o seguidamente mobilizados pelas m\u00eddias sociais. 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