{"id":745,"date":"2025-02-20T16:12:18","date_gmt":"2025-02-20T19:12:18","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/?page_id=745"},"modified":"2025-02-20T16:22:58","modified_gmt":"2025-02-20T19:22:58","slug":"a-construcao-do-pensamento-historico-na-cultura-digital","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/artigos-clio-hd\/a-construcao-do-pensamento-historico-na-cultura-digital\/","title":{"rendered":"A constru\u00e7\u00e3o do pensamento hist\u00f3rico na cultura digital"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Roberta Duarte da Silva<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-747 alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2025\/02\/Historia-e-tecnologia-2.jpg?resize=300%2C168&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" \/>O digital nos rodeia de distintas maneiras em nosso cotidiano. Geralmente, somos acordados pelo despertador dos nossos aparelhos celulares, que, conectados a uma rede de internet, podem nos fornecer instantaneamente informa\u00e7\u00f5es sobre o clima, as not\u00edcias do dia e at\u00e9 mesmo sugest\u00f5es de rotas para fugir do congestionamento do tr\u00e2nsito matinal. No trajeto para o trabalho ou para a escola, muitas pessoas acessam plataformas de streaming para ouvir m\u00fasicas ou podcasts, enquanto outras acompanham atualiza\u00e7\u00f5es em redes sociais ou leem artigos em dispositivos eletr\u00f4nicos. Nos ambientes de trabalho, o mundo digital se torna ainda mais evidente atrav\u00e9s do compartilhamento de documentos atrav\u00e9s da nuvem, reuni\u00f5es que acontecem por videoconfer\u00eancia e bancos de dados que s\u00e3o acessados em tempo real para a obten\u00e7\u00e3o e a an\u00e1lise de informa\u00e7\u00f5es. At\u00e9 mesmo intera\u00e7\u00f5es sociais, que tradicionalmente ocorriam no espa\u00e7o f\u00edsico, se expandiram para o mundo digital, transformando a forma como nos comunicamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando pensamos sobre como o conhecimento hist\u00f3rico tem sido apropriado e circulado na atualidade, seja atrav\u00e9s de fontes hist\u00f3ricas digitalizadas, a prolifera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados hist\u00f3ricos em diferentes formatos (v\u00eddeos, infogr\u00e1ficos e jogos) ou pela intera\u00e7\u00e3o em plataformas colaborativas, percebemos como o mundo digital tem influenciado n\u00e3o apenas os meios pelos quais a hist\u00f3ria \u00e9 mobilizada, mas tamb\u00e9m as formas como o pensamento hist\u00f3rico \u00e9 constru\u00eddo no contexto contempor\u00e2neo. Essa nova estrutura social, marcada por uma comunica\u00e7\u00e3o em redes, regida pelas tecnologias digitais e pela dimens\u00e3o virtual da internet em todas as suas dimens\u00f5es, gerou mudan\u00e7as no modo como as pessoas pensam, produzem, consomem e se relacionam (CASTELLS, 2023), como tamb\u00e9m tem influenciando a maneira como as pessoas aprendem e ensinam, ou seja, como as pessoas se relacionam com a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. Logo, se faz cada vez mais necess\u00e1rio olhar o processo de forma\u00e7\u00e3o do pensamento hist\u00f3rico sob a \u00f3tica da cultura digital, problematizando os novos arranjos e paradigmas que a tecnologia trouxe para a sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate em torno do conceito do pensar historicamente, tem se ampliado cada vez mais nas \u00faltimas d\u00e9cadas, incentivado por reflex\u00f5es de autores de diferentes concep\u00e7\u00f5es epistemol\u00f3gicas da Hist\u00f3ria (R\u00fcsen, 2001; L\u00e9vesque, 2008; Seixas, 2013; Borries, 2016;K\u00f6rber, 2015), que nos permitem pensar sobre as especificidades da constru\u00e7\u00e3o do pensamento hist\u00f3rico em nossa sociedade. Quando adentramos nesses estudos, verificamos que o exerc\u00edcio do pensar historicamente n\u00e3o estaria atrelado apenas ao dom\u00ednio de conte\u00fados hist\u00f3ricos (conceito de primeira ordem), mas tamb\u00e9m na mobiliza\u00e7\u00e3o de conceitos epistemol\u00f3gicos (conceitos de segunda ordem) da nossa disciplina, que estabelece par\u00e2metros e opera\u00e7\u00f5es relacionados \u00e0s particularidades da ci\u00eancia hist\u00f3rica. Nessa perspectiva, o pensar historicamente estaria atrelado ent\u00e3o \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o dessas compet\u00eancias, que se apresentam de grande relev\u00e2ncia para a forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia hist\u00f3rica dos indiv\u00edduos em nossa sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fim de exemplificar essa como essa ideia se estrutura teoricamente, vamos chamar R\u00fcsen (2001) pra essa conversa, o qual acredita que o exerc\u00edcio de pensar historicamente faz parte da pr\u00e1xis (vida pr\u00e1tica) de todo indiv\u00edduo que sempre tenta compreender sua exist\u00eancia no mundo partindo de elementos da sua historicidade. Assim, essa capacidade de pensar historicamente n\u00e3o se limita a historiadores ou acad\u00eamicos, mas \u00e9 uma caracter\u00edstica intr\u00ednseca do ser humano como agente hist\u00f3rico, atividade essa que podemos chamar de consci\u00eancia hist\u00f3rica, a qual \u00e9 amplamente conhecida como a forma pela qual os indiv\u00edduos d\u00e3o sentido ao passado e o conectam ao presente e ao futuro. \u00c9 um processo que permite interpretar acontecimentos hist\u00f3ricos e utiliz\u00e1-los como refer\u00eancia para compreender o mundo em que vivemos e tomar decis\u00f5es sobre a vida em sociedade. Seguindo essa perspectiva, R\u00fcsen (2015) enfatiza que o pensamento hist\u00f3rico est\u00e1 profundamente ligado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de sentido dedicada \u00e0 experi\u00eancia no tempo, caracter\u00edstica essencial do ser humano. Logo, o pensar historicamente n\u00e3o se resume \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica de eventos ou \u00e0 simples an\u00e1lise de fatos, mas sim \u00e0 necessidade humana de atribuir significado (sentido) \u00e0 experi\u00eancia do tempo. Nesse contexto, o sentido desempenha um papel central ao transformar as viv\u00eancias temporais em narrativas que orientam a vida pr\u00e1tica e a compreens\u00e3o do mundo, sendo o mecanismo pelo qual o ser humano constr\u00f3i um v\u00ednculo significativo entre passado, presente e futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cen\u00e1rio da cultura digital, a consci\u00eancia hist\u00f3rica \u2013 conforme definida por R\u00fcsen \u2013 adquire novas camadas de complexidade. As opera\u00e7\u00f5es mentais que possibilitam a interpreta\u00e7\u00e3o do tempo hist\u00f3rico s\u00e3o constantemente mobilizadas no ambiente digital, seja no consumo de conte\u00fados historiogr\u00e1ficos e midi\u00e1ticos, seja na produ\u00e7\u00e3o de narrativas hist\u00f3ricas por usu\u00e1rios comuns. A compet\u00eancia narrativa que se apresenta como uma a\u00e7\u00e3o inerente do ser humano, por isso, antropologicamente universal, se constitui no pensamento R\u00fcseneano como a maneira como os indiv\u00edduos podem externalizar sua consci\u00eancia hist\u00f3rica, adquirindo uma fun\u00e7\u00e3o orientadora por subentender a interpreta\u00e7\u00e3o temporal (R\u00fcsen, 2001). Em resumo, R\u00fcsen enfatiza a import\u00e2ncia da narrativa na constru\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico, destacando a necessidade de considerar diferentes perspectivas, interpretar criticamente as narrativas existentes e refletir sobre as implica\u00e7\u00f5es dos eventos hist\u00f3ricos. Produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados audiovisuais em redes sociais, coment\u00e1rios em postagens, edi\u00e7\u00f5es colaborativas em plataformas como a Wikip\u00e9dia s\u00e3o exemplos de como os indiv\u00edduos n\u00e3o apenas consomem, mas tamb\u00e9m produzem hist\u00f3ria no meio digital. Essas narrativas hist\u00f3rico digitais muitos nos informam sobre como cada indiv\u00edduo se relaciona com a historicidade, manifestando assim sua consci\u00eancia hist\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo relacionado a compet\u00eancia narrativa \u00e9 centro de reflex\u00f5es de outros pensadores da Did\u00e1tica da Hist\u00f3ria de matriz alem\u00e3, dentre os quais, podemos citar o historiador alem\u00e3o Bodo Von Borries, que contribui para pensarmos a criticidade por tr\u00e1s da l\u00f3gica narrativa da estrutura da Hist\u00f3ria ao destacar que (2016, p. 172-173) \u201c[&#8230;] o contar (produzir:\u201cre-constru\u00e7\u00e3o\u201d) hist\u00f3rias n\u00e3o \u00e9 somente uma opera\u00e7\u00e3o mental, mas o exame (an\u00e1lise: \u201cdes-constru\u00e7\u00e3o\u201d) de vers\u00f5es hist\u00f3ricas j\u00e1 completadas e oferecidas por outros \u00e9 igualmente importante\u201d. Ao refletir sobre a l\u00f3gica narrativa, Borries destaca a import\u00e2ncia de refletir sobre a constru\u00e7\u00e3o do pensamento hist\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0 \u00a0As pessoas podem saber um conjunto de datas (reinos, batalhas, tratados, inven\u00e7\u00f5es, etc.), sem serem\u00a0 aptas para narrar a hist\u00f3ria de alguma forma. Isto pode ser visto acontecendo frequentemente, ainda entre estudantes de hist\u00f3ria das\u00a0 \u00a0universidades. (BORRIES et al., 2004). Adicionalmente, eles podem ser aptos a narrar longas hist\u00f3rias sem criticismo e habilidades metodol\u00f3gicas. Em minha opini\u00e3o, tais caracter\u00edsticas falham para cumprir uma condi\u00e7\u00e3o da \u201ccompet\u00eancia hist\u00f3rica\u201d. Somente a qualifica\u00e7\u00e3o do pensamento, trabalho, argumenta\u00e7\u00e3o e julgamento de uma maneira hist\u00f3rica podem ser os objetivos da aprendizagem hist\u00f3rica. A hist\u00f3ria \u00e9 intermin\u00e1vel e infinita. Isto nunca pode ser aprendido com um \u201cconte\u00fado\u201d (Borries, 2016, p. 177-178).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trecho destacado percebemos como o autor se posiciona de maneira cr\u00edtica a abordagem tradicional de ensino de hist\u00f3ria focada numa narrativa cronol\u00f3gica ou c\u00e2none hist\u00f3rico, que enfatiza a memoriza\u00e7\u00e3o de datas, eventos e nomes, afirmando que esse conhecimento factual, por si s\u00f3, n\u00e3o capacita algu\u00e9m a compreender ou narrar a hist\u00f3ria de maneira significativa. Nesse sentido, percebe-se a defesa de um processo de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico focado em um trabalho qualificado de pensar, argumentar, julgar criticamente as narrativas hist\u00f3ricas, atrav\u00e9s de m\u00e9todos e crit\u00e9rios que permitam a compreens\u00e3o do passado de maneira fundamentada e reflexiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aprendizagem hist\u00f3rica que tem como o objetivo o desenvolvimento do pensamento hist\u00f3rico dos estudantes, tamb\u00e9m foi tema de estudo do historiador alem\u00e3o Andreas K\u00f6rber, o qual defende que (2023, p.97) \u201c[&#8230;] alunos devem desenvolver habilidades gerais, espec\u00edficas e conhecimento estrutural que os habilitem a participar da cultura hist\u00f3rica e memorial de sua sociedade (pluralista)\u201d, ou seja, reconhecendo os m\u00faltiplos interesses dos diversos grupos sociais que fazem parte da nossa sociedade, bem como desenvolvendo a capacidade de chegar a conclus\u00f5es e julgamentos com autonomia. Desta maneira, um ensino de Hist\u00f3ria orientado por compet\u00eancias, contribuiria para que estudantes possam:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">[&#8230;] aplicar (corretamente) conceitos e categorias, procedimentos (m\u00e9todos e t\u00e9cnicas) comumente usados em sua sociedade a partir de seu pr\u00f3prio pensamento hist\u00f3rico, e a deliberar sobre esses conceitos, categorias, procedimentos e m\u00e9todos, ou seja, obter a dist\u00e2ncia intelectual e afetiva necess\u00e1ria, bem como o poder cognitivo, para refletir sobre seus benef\u00edcios e limites, as premissas inerentes a eles, sua adequa\u00e7\u00e3o a um problema espec\u00edfico, etc (K\u00f6rber, 2023, p. 97).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De maneira geral, percebemos que esses autores nos impulsionam a refletir sobre a constru\u00e7\u00e3o de um pensamento hist\u00f3rico que n\u00e3o se limite \u00e0 mera reprodu\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre o passado, mas que seja dominado por uma postura cr\u00edtica, reflexiva e sobretudo, respons\u00e1vel sobre as narrativas hist\u00f3ricas que s\u00e3o produzidas. Em uma sociedade permeada de todos os lados pela cultura digital, onde coexistem diversas perspectivas e narrativas hist\u00f3ricas, \u00e9 essencial que os indiv\u00edduos estejam preparados para lidar com essa diversidade de informa\u00e7\u00f5es de maneira fundamentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos anos, termos como fake news e negacionismo passaram a ocupar um espa\u00e7o central no vocabul\u00e1rio social, refletindo desafios crescentes para a constru\u00e7\u00e3o de um pensamento hist\u00f3rico alinhado com a perspectiva \u00e9tica e reflexiva. O ambiente digital, marcado pela l\u00f3gica algor\u00edtmica das redes sociais, favorece a dissemina\u00e7\u00e3o de conte\u00fados polarizadores, muitas vezes pautados por interpreta\u00e7\u00f5es simplistas ou distorcidas do passado, quest\u00e3o essa que n\u00e3o apenas compromete a compreens\u00e3o da hist\u00f3ria, mas tamb\u00e9m influencia a forma como os indiv\u00edduos se relacionam com essas narrativas, refor\u00e7ando preconceitos e limitando o debate p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante desse cen\u00e1rio, a preocupa\u00e7\u00e3o com o controle e a regula\u00e7\u00e3o dessas narrativas no espa\u00e7o digital torna-se ainda mais urgente. No entanto, decis\u00f5es recentes de grandes empresas de tecnologia, como a Meta, empresa dona das redes sociais do Facebook e do Instagram, de reduzir ou descontinuar esfor\u00e7os para conter a desinforma\u00e7\u00e3o em suas plataformas agravam esse problema. Se antes com um programa mais r\u00edgido de verifica\u00e7\u00e3o de fatos, j\u00e1 presenci\u00e1vamos uma chuva de desinforma\u00e7\u00e3o di\u00e1rias em diversos ve\u00edculos midi\u00e1ticos, agora com a aus\u00eancia de mecanismos eficazes de modera\u00e7\u00e3o, podemos prever uma amplia\u00e7\u00e3o de discursos hist\u00f3ricos distorcidos, permitindo que informa\u00e7\u00f5es falsas e narrativas negacionistas se espalhem com ainda mais facilidade. O impacto desse tipo de desinforma\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m do espa\u00e7o digital, pois molda percep\u00e7\u00f5es coletivas, influencia decis\u00f5es pol\u00edticas e refor\u00e7a a intoler\u00e2ncia social, comprometendo n\u00e3o apenas a compreens\u00e3o do passado, mas tamb\u00e9m uma viv\u00eancia democr\u00e1tica na sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as quest\u00f5es aqui apontadas apresentam-se como desafios a historiadores docentes na chamada \u201cEra Google\u201d, tomando emprestada a express\u00e3o cunhada por Carlo Ginzburg (2010) em confer\u00eancia realizada no Brasil no evento fronteiras do pensamento em que afirma que \u201c[&#8230;] no presente eletr\u00f4nico o passado se dissolve\u201d. Podemos interpretar essa afirmativa, partindo de v\u00e1rias quest\u00f5es, mas sobretudo podemos utiliz\u00e1-la para pensar sobre a rela\u00e7\u00e3o da sociedade com o conhecimento hist\u00f3rico atrav\u00e9s da cultura digital, pois ao mesmo tempo em que o digital amplia o acesso a documentos, registros e narrativas sobre o passado, ele tamb\u00e9m fragiliza as formas como esse conhecimento \u00e9 mobilizado. A multiplicidade de fontes dispon\u00edveis na internet pode tanto enriquecer o repert\u00f3rio hist\u00f3rico dos indiv\u00edduos quanto gerar um cen\u00e1rio de desorienta\u00e7\u00e3o, em que diferentes vers\u00f5es da hist\u00f3ria coexistem sem crit\u00e9rios claros de valida\u00e7\u00e3o. Dessa maneira, o passado n\u00e3o se dissolve por falta de informa\u00e7\u00f5es, mas sim pela dificuldade crescente em distinguir saberes historicamente fundamentados de discursos enviesados, manipulados ou descontextualizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse cen\u00e1rio, enxergamos que o desenvolvimento do pensamento hist\u00f3rico voltado para a forma\u00e7\u00e3o de conceitos epistemol\u00f3gicos de segunda ordem possa contribuir de maneira efetiva para a constru\u00e7\u00e3o de uma Literacia Hist\u00f3rica (Lee, 2006). Pensando em conceitos chaves que podem ser utilizados para promover o pensamento hist\u00f3rico dos estudantes, Stephane L\u00e9vesque (2008) nos apresenta em sua obra Thinking historically: educating students for the twenty-first century cinco possibilidades: significado hist\u00f3rico (relev\u00e2ncia dos eventos hist\u00f3ricos); evid\u00eancia (trabalho com fontes como base para interpreta\u00e7\u00f5es); continuidade e mudan\u00e7a (o que mudou e o que permaneceu ao longo do tempo); progresso e decl\u00ednio (Avaliar se mudan\u00e7as hist\u00f3ricas trouxeram melhorias ou retrocessos, dependendo da perspectiva.); empatia hist\u00f3rica (Compreender as a\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es das pessoas no passado a partir do contexto da \u00e9poca).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos outros autores de perspectivas epistemol\u00f3gicas semelhantes v\u00e3o trazer outras possibilidades de conceitos chaves importantes para a promo\u00e7\u00e3o do pensamento hist\u00f3rico (R\u00fcsen, 2001; L\u00e9vesque, 2008; Seixas, 2013; Borries, 2016; K\u00f6rber, 2015). Mas para este momento, antes de encerrar qualquer discuss\u00e3o ou estabelecer caminhos \u00fanicos para se pensar sobre esse tema, gostar\u00edamos de ensejar uma amplia\u00e7\u00e3o desse debate, pensando em novas possibilidades para a constru\u00e7\u00e3o e a difus\u00e3o de narrativas hist\u00f3ricas comprometidas com a \u00e9tica e criticidade. Mais do que nunca, \u00e9 preciso compreender a Hist\u00f3ria n\u00e3o como um<br \/>\nconjunto fixo de fatos, mas como um campo de disputa de sentidos, no qual a opera\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica \u00e9 fundamental para garantir que as narrativas sobre o passado sejam sustentadas por evid\u00eancias e pelo compromisso com a verdade hist\u00f3rica. O desafio que se imp\u00f5e, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 apenas evitar que o passado se dissolva, mas garantir que ele continue sendo compreendido a partir de perspectivas fundamentadas cientificamente, permitindo que os indiv\u00edduos participem ativamente da constru\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia hist\u00f3rica em meio \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es da cultura digital.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BORRIES, Bodo Von.<strong> Compet\u00eancia do pensamento hist\u00f3rico, dom\u00ednio de um panorama <\/strong><strong>hist\u00f3rico ou conhecimento do c\u00e2none hist\u00f3rico?<\/strong> Educar Em Revista, 32(60), p. 171\u2013196, 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASTELLS, Manuel. <strong>Sociedade em rede. A era da informa\u00e7\u00e3o: economia, sociedade e <\/strong><strong>cultura.<\/strong> Volume 1. 25\u00ba edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 2023.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GINZBURG, Carlo. <strong>Hist\u00f3ria na Era Google<\/strong>. Fronteiras do Pensamento, 29 nov. 2010. (Confer\u00eancia). Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=xr0xOQ48Wzs (V\u00eddeo); Acesso: 17 fev. 2025.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00c9VESQUE, Stephane. <strong>Thinking historically: educating students for the twenty-first <\/strong><strong>century.<\/strong> Toronto: Buffalo, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">K\u00d6RBER, Andreas. <strong>Consci\u00eancia hist\u00f3rica, compet\u00eancias hist\u00f3ricas &#8211; e para al\u00e9m? <\/strong><strong>Alguns desenvolvimentos conceituais na did\u00e1tica da Hist\u00f3ria Alem\u00e3.<\/strong> In: K\u00f6rber, Andreas. Formando a consci\u00eancia hist\u00f3rica em dire\u00e7\u00e3o a uma aprendizagem hist\u00f3rica transcultural: das abordagens conceituais \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o das compet\u00eancias hist\u00f3ricas. Curitiba: Was Edi\u00e7\u00f5es, 2023.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">R\u00dcSEN, J\u00f6rn. Raz\u00e3o Hist\u00f3rica: <strong>Teoria da Hist\u00f3ria: Fundamentos da ci\u00eancia hist\u00f3rica. <\/strong>Tradu\u00e7\u00e3o de Estev\u00e3o de Rezende Martins, Bras\u00edlia: Editora da Unb, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____________. <strong>Aprendizagem hist\u00f3rica: fundamentos e paradigmas.<\/strong> Curitiba: W.A. Editores, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____________. <strong>Teoria da Hist\u00f3ria: uma teoria da Hist\u00f3ria como ci\u00eancia.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o: Estev\u00e3o C. de Rezende Martins. Curitiba: Editora da UFPR, 2015, p. 119.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SEIXAS, Peter.<strong> A model of historical thinking.<\/strong> Educational Philosophy and Theory, Randwick, v. 49, n. 6, p.593\u2013605, 2017. DOI: https:\/\/doi.org\/10.1080\/00131857.201 5.1101363.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SEIXAS, Peter; MORTON, Tom. <strong>The big six: historical thinking concepts.<\/strong> Toronto: Nelson Education, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">____________<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Artigo publicado em\u00a0 20 de fevereiro de 2025\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">____________<\/p>\n<p>Como citar esse artigo: SILVA, Roberta Duarte da. A constru\u00e7\u00e3o do pensamento hist\u00f3rico na cultura digital. In:\u00a0<strong>Artigos Portal Clio HD<\/strong>, 2024. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Sobre a autora:<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-748 alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-20-as-12.26.59_a8f405cf.jpg?resize=134%2C179&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"134\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-20-as-12.26.59_a8f405cf.jpg?resize=300%2C400&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-20-as-12.26.59_a8f405cf.jpg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-20-as-12.26.59_a8f405cf.jpg?resize=750%2C1000&amp;ssl=1 750w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/files\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-20-as-12.26.59_a8f405cf.jpg?w=1104&amp;ssl=1 1104w\" sizes=\"auto, (max-width: 134px) 100vw, 134px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Doutoranda em Hist\u00f3ria pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Professora Substituta do Departamento de Ensino e Curr\u00edculo da UFPE, membra do Grupo de Estudos e pesquisa em Did\u00e1tica da Hist\u00f3ria &#8211; GEPEDH e bolsista do CNPq.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6100250670524066\">Curr\u00edculo Lattes\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberta Duarte da Silva Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) O digital nos rodeia de distintas maneiras em nosso cotidiano. Geralmente, somos acordados pelo despertador dos nossos aparelhos celulares, que, conectados a uma rede de internet, podem nos fornecer instantaneamente informa\u00e7\u00f5es sobre o clima, as not\u00edcias do dia e at\u00e9 mesmo sugest\u00f5es de rotas para fugir &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/artigos-clio-hd\/a-construcao-do-pensamento-historico-na-cultura-digital\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1274,"featured_media":0,"parent":566,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"jetpack_post_was_ever_published":false,"footnotes":""},"class_list":["post-745","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"jetpack-related-posts":[{"id":155,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/cliohd\/historia-digital-e-ensino-de-historia\/indicacao-de-livros\/","url_meta":{"origin":745,"position":0},"title":"Indica\u00e7\u00e3o de livros","author":"cliohd","date":"21\/01\/2023","format":false,"excerpt":"Confira algumas sugest\u00f5es de livros sobre Hist\u00f3ria Digital, Humanidades Digitais e Ensino de Hist\u00f3ria.\u00a0 Esta se\u00e7\u00e3o est\u00e1 em constante atualiza\u00e7\u00e3o. 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